Ontem finalmente vi duas edições da série Principes do Nada que tiveram lugar com amigos meus: uma do CESAL no Haiti e a Casa do Gaiato em Moçambique (ver aqui em baixo). Além do gosto de ver amigos e no segundo caso paisagem familiar e de muitas saudades ocorreram-me duas observações:
- muita calúnia lança a mentalidade dominante sobre a Igreja Católica mas depois quando precisa de mostar o bem em acção quase sempre é nela que tropeça e
- que pena a Catarina Furtado não aproveitar a ocasião para se confrontar, pesoalmente, em algumas questões (penso na do aborto, causa ao serviço da qual se encontra seja como Embaixadora de Boa-Vontade de uma qualquer agência das Nações Unidas, seja como apoiante da APF...) com os seus interlocutores..
É que só Deus sabe o mal que faz uma belíssima mulher, a fazer coisas boas na televisão, mas que está ao serviço de uma causa tão feia...! ;-)
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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domingo, junho 17, 2012
Principes do Nada, Catarina Furtado e alguns amigos meus
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quinta-feira, junho 14, 2012
Fecho da Maternidade Alfredo da Costa
Deus me perdoe mas não tenho pena nenhuma do fecho da Alfredo da Costa...é menos um abortório que está aberto...
Seja como lisboeta, seja como membro da Assembleia Municipal de Lisboa, sou sensível à argumentação histórica e emocional, iconográfica e simbólica, no que a esta questão diz respeito, mas o que está a acontecer é mais uma consequência inevitável da vertigem suicidária que está implicada no aborto legal: há sobre-capacidade de partos na região de Lisboa e Vale do Tejo (faltam cerca de 10 mil partos) e na mesma circunscrição realizam-se, por ano, 12 mil abortos (cerca de 4 mil se não estou em erro na Alfredo da Costa)...cá se fazem, cá se pagam...
O problema é que algumas das figuras de referência da mesma Maternidade coincidem também com os maiores protagonistas das campanhas do Sim (Ana Campos, Maria José Alves da APF, etc.) e por isso é previsivel vão espalhar o mal por mais aldeias...
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segunda-feira, junho 11, 2012
Aborto, taxas moderadoras e PSD
Como não podia deixar de ser, subscrevo a posição de Isilda Pegado (ver aqui) de que o aborto, como acontece em outros países, deve ser integralmente pago por quem o pede e que o financiamento público, parcial ou integral, do mesmo, não é um resultado forçoso do referendo de 2007 (o Sim que venceu foi o da despenalização e ninguém nos disse que seria realizado à custa do SNS).
Nos entretantos a imposição de taxa moderadora parece-me que é o mínimo que se pede por uma questão de justiça e igualdade (tendo-se o cuidado de deixar bem assente que o aborto NÂO é um acto médico, já que a gravidez não é uma doença...a distinção parece bizantina mas vejam com o o Duarte Vilar da APF cavalgou logo a proposta do CDS-PP...) e tudo o que possa dificultar a prática do aborto é de saudar e apoiar (sempre pode haver um bébé ou outro que assim escape a essa morte cruenta e sangrenta...).
Já a proposta do PSD de só a impôr nas repetições de aborto só não é um delírio incompreensível porque pela razão acima, sempre é melhor do que nada e cobre 25% dos abortos (uma vida salva e já se está a ganhar)...
Nesa medida quase subscrevo este post do Jugular...;-)
"
Lutei como pude pela despenalização da IVG, que assumo como uma das causas da minha vida, e parece-me obrigatório continuar o esforço pedagógico de sensibilização para o uso de uma correcta contracepção. Dito isto, numa altura em que as taxas moderadoras e os gastos com a saúde estão a ser obrigatoriamente revistos não tenho argumentos para defender a manutenção da total isenção das taxas moderadoras na IVG. Usá-las como meio punitivo moralista como o PSD propõe é que me parece completamente inaceitável, neste particular estou com o CDS."
Realmente é tão verdade...quando há um radical que diz que 2+2=4 e outro que diz que 2+2=9, há sempre no PSD um moderado de serviço que proclama perante o aplauso geral que 2+2=6,5...Deus lhes perdoe que não sabem o que fazem (na melhor das hipóteses...)...
Nos entretantos a imposição de taxa moderadora parece-me que é o mínimo que se pede por uma questão de justiça e igualdade (tendo-se o cuidado de deixar bem assente que o aborto NÂO é um acto médico, já que a gravidez não é uma doença...a distinção parece bizantina mas vejam com o o Duarte Vilar da APF cavalgou logo a proposta do CDS-PP...) e tudo o que possa dificultar a prática do aborto é de saudar e apoiar (sempre pode haver um bébé ou outro que assim escape a essa morte cruenta e sangrenta...).
Já a proposta do PSD de só a impôr nas repetições de aborto só não é um delírio incompreensível porque pela razão acima, sempre é melhor do que nada e cobre 25% dos abortos (uma vida salva e já se está a ganhar)...
Nesa medida quase subscrevo este post do Jugular...;-)
"
Ana Matos Pires
Realmente é tão verdade...quando há um radical que diz que 2+2=4 e outro que diz que 2+2=9, há sempre no PSD um moderado de serviço que proclama perante o aplauso geral que 2+2=6,5...Deus lhes perdoe que não sabem o que fazem (na melhor das hipóteses...)...
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segunda-feira, junho 04, 2012
Aborto: a parcialidade da TSF
Com a sua habitual parcialidade (a isenção jornalistica e o contraditório são dois conceitos desconhecidos naquela rádio quando toca a este tema do aborto) a TSF dá hoje espaço ao director da Clínica dos Arcos (na fotografia, aquando de uma das habituais veladas de oração que ali têm lugar todos os dias 25 de cada mês) que do alto da sua "autoridade" de maior produtor de abortos em Portugal, proclama com todo o desplante que "as mulheres não estão a utilizar o aborto como um contraceptivo".
A não ser que surpreendentemente tenha decidido ser honesto (isto é, na verdade o aborto não é um contraceptivo, porque não evita que uma gravidez não aconteça, antes a destrói...) os factos (veja-se todos os dados da Direcção Geral de Saúde e também os insuspeitos estudos e declarações da APF) não suportam tal asserção...mas isso à TSF pouco importa e também por isso não se deu ao trabalho de ouvir este lado...que rico jornalismo...!
"Eppure si muove"...!
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sexta-feira, maio 11, 2012
Jovens grávidas e contracepção: mais do mesmo
Noticia hoje o Sol que "64% das jovens grávidas utilizava contracepção". A primeira nota é a espantosa associação (como inevitabilidade) entre contracepção e não ter filhos. Como se, com percentagens variáveis, todos os métodos contraceptivos não tivessem falhas (desde a menor proporção no Planeamento Familiar Natural, vide o site da OMS, à maior como a do preservativo, vide os respectivos folhetos da insuspeita Foods and Drug Administration dos Estados Unidos)...! Mas depois e principalmente o espanto de que isso aconteça ignorando um grande estudo sobre a sexualidade juvenil do também insuspeito Professor Henrique de Barros em que este concluía: "eles sabem tudo, não agem é em consequência", isto é falta é responsabilidade...
E assim, de erro em erro, se chega à brilhante conclusão (não é por acaso que um dos promotores do estudo é a nossa conhecida APF...): é preciso mais educação (sexual, pois então). Ou seja é preciso mais do que já está visto não funciona...ou então mais aborto subsidiado, promovido e divulgado...
Enfim, um filme já visto e revisto...
E assim, de erro em erro, se chega à brilhante conclusão (não é por acaso que um dos promotores do estudo é a nossa conhecida APF...): é preciso mais educação (sexual, pois então). Ou seja é preciso mais do que já está visto não funciona...ou então mais aborto subsidiado, promovido e divulgado...
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quarta-feira, abril 11, 2012
Ainda a Maternidade Alfredo da Costa e o aborto
Parafraseando o título acima do Público: "[N]um lugar onde se nasce, nunca [se] deveria morrer [por aborto provocado]"...
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terça-feira, abril 10, 2012
Fecho da Maternidade Alfredo da Costa: e se não fizessem abortos...?
Nas notícias de hoje fala-se de um cordão humano convocado em torno da Maternidade Alfredo da Costa para protestar contra o encerramento da mesma. Entre outras razões o encerramento deve-se à sub-utilização deste estabelecimento onde não há número suficiente de nascimentos...
Mas que esperavam os abortistas e todo o pessoal de saúde conivente com os mesmos (na verdade lá pontificam algumas das figuras do Sim, entre as quais Maria José Alves e outros protagonistas da APF) que acontecesse num país onde um sexto das gravidezes acaba em aborto...? Isto é, de uma situação, que no caso concreto significava que a Maternidade podia ter mais 17% de serviço do que aquele que tem hoje em dia, se lá não se fizessem abortos...!?
As decisões ideológicas e desumanas tem consequências...
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domingo, março 04, 2012
Matar recém-nascidos: como eles ficaram caladinhos...!
É impressionante como os abortistas estão mudos e a esconder-se depois da noticia do Público que reproduzo abaixo...não há posts no Blog Jugular, nem artigos da Fernanda Câncio (tão prestimosa a atirar-se a nós mal nós fazemos o minímo movimento...), nem Duarte Vilar da APF (a conseguir incrivelmente, deve ser uma nova "patologia", explicar que o mal é não haver educação sexual...lol!), nada...silêncio rádio. Mais embaraçadinhos do que com 100 declarações de Lídia Jorge...
Um juizo sobre o assunto:
1. "Não espanta nada" se defenda isto. A diferença de uma criança no seio da sua mãe com uma já nascida é a respectiva visibilidade. E nos Estados Unidos já se faz o "aborto do pré-nascimento": no dia do parto, puxa-se a cabeça da criança para fora e assim se a mata com uma agulha que lhe atravessa o cérebro...uma barbárie! E na lógica destes fracturantes está tudo isto: pedofilia (chamado amor entre gerações), incesto (por que raio não há-de um irmão estar com uma irmã, se são adultos e o consentem , até não viveram juntos, porque são por exemplo filhos de pais separados, se forem para Espanha ninguém os identifica e podem fazê-lo, o chamado turismo incestuosos, não é para todos os casos mas apenas para aqueles que nunca viveram juntos ou só para os meio-irmãos, ou seja, a argumentação do costume...), infanticidio e eutanásia (na Holanda tem sido um massacre repugnante e agora é aplicada em crianças deficientes...!). Só para nomear aqueles objectivos que tem autores, doutrina e defesa em casos concretos.
2. Apesar da aberração que são tais propósitos mal estavamos se achassemos estes não podiam ser publicados. Uma revista é livre de ter os seus propósitos editoriais, tem o seu publico que a compra e lê, e cada um é livre de defender as asneiras que quiser. Foi por isso que em declarações à renascença, perguntado sobre este ponto defendi a liberdade de expressão destes autores e da sua publicação (e não foi por dar jeito ver esta gente a descobrir a careca e o que lhes vai no fundo em relação, citando Lídia Jorge, ás "coisas humanas")
Bioética
Artigo científico defende como moralmente aceitável a morte de um recém-nascido 
02.03.2012 - 09:32 Por PÚBLICO
Um artigo publicado na última semana de Fevereiro pelo Journal of Medical Ethics defende que deveria ser permitido matar um recém-nascido nos casos em que a legislação também permite o aborto. A polémica segue em crescendo. A autora do texto já recebeu ameaças de morte.O artigo em causa (clique aqui para a versão html , ou aqui para descarregar uma versão pdf, ambas em inglês), aceite por aquela publicação científica ligada ao British Medical Journal intitula-se “After-birth abortion: why should the baby live?”, que se poderia traduzir como “Aborto pós-parto: por que deve o bebé viver?”. É assinado por Francesca Minerva, formada em Filosofia pela Universidade de Pisa (Itália) com uma dissertação sobre Bioética, que se doutorou há dois anos em Bolonha e é uma investigadora associada da Universidade de Oxford, em Inglaterra. A sua polémica tese é a de que o “aborto pós-nascimento” (matar um recém-nascido”) deve ser permitido em todos aqueles casos em que o aborto também é, incluindo nas situações em que o recém-nascido não é portador de deficiência”.
Esta ideia – entendida pelos leitores mais críticos do artigo como um apelo à legalização do infanticídio – é a conclusão de um debate moral que a autora, em conjunto com outro investigador que co-assina o artigo – Alberto Giubilini –, tentam fazer partindo de três princípios: 1) “o feto e um recém-nascido não têm o mesmo estatuto moral das pessoas”; 2) “é moralmente irrelevante o facto de feto e recém-nascido serem pessoas em potência”; 3) “a adopção nem sempre é no melhor interesse das pessoas”.
Os autores sustentam, assim, que matar um bebé nos primeiros dias não é muito diferente de fazer um aborto, concluindo (ao contrário dos movimentos pró-vida) que desse modo seria moralmente legítimo ou deveria ser aceite que se matasse um recém-nascido, mesmo que este seja saudável, desde que a mãe declare que não pode tomar conta dele.
Face à polémica que se gerou em torno desta leitura, o editor do jornal veio a público defender a publicação do texto, com o argumento de que a função do jornal é a de apresentar argumentos bem sustentados e não a de promover uma ou outra corrente de opinião. Porém, outros cientistas e pares de Francesca Minerva qualificam a tese do artigo como a “defesa desumana da destruição de crianças”.
“Como editor, quero defender a publicação deste artigo”, afirma Julian Savulescu, num texto que pode ser consultado online. “Os argumentos apresentados não são, na maioria, novos e têm sido repetidamente apresentados pela literatura científica por alguns dos mais eminentes filósofos e peritos em bioética do mundo, incluindo Peter Singer, Michael Tooley e John Harris, em defesa do infanticídio, que estes autores denominam como aborto pós-nascimento”, escreve Savulesco.
As reacções viscerais ao artigo incluem ameaças de morte endereçadas à autora, que admitiu que os dias seguintes à publicação e divulgação do artigo foram “os piores” da sua vida. Entre as mensagens que lhe foram enviadas, há quem lhe deseja que “arda no inferno”.
“O que é mais perturbador não são os argumentos deste artigo, nem a sua publicação num jornal sobre ética. O que perturba é a resposta hostil, abusiva e ameaçadora que desencadeou. Mais do que nunca a discussão académica e a liberdade de debate estão sob ameaça de fanáticos que se opõem aos valores de uma sociedade livre”, sublinha o editor.
O artigo afirma que, tal como uma criança por nascer, um recém-nascido ainda não desenvolveu esperanças, objectivos e sonhos e, por essa razão, apesar de constituir um ser humano, não é ainda uma pessoa – ou alguém com o direito moral à vida. Pelo contrário, os pais, os irmãos e a sociedade têm metas e planos que podem ser condicionados pela chegada de uma criança e os seus interesses devem vir primeiro.
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terça-feira, fevereiro 14, 2012
Educação sexual: como não resulta, experimentemos ter mais...
No Diário de Notícias hoje titula uma notícia: "Ainda há universitários que ignoram doenças sexuais". Depois no desenvolvimento percebe-se que afinal não é bem assim, mas o que conta é o título. O ponto de partida é um inquérito da inevitável APF do qual muito prudentemente não são dadas informações: amostra, validade dos resultados, margem de erro, etc. Tudo muito cientifico como é sempre nas propostas dessa associação...Remédio para o assunto? Mais Educação Sexual...Está certo. Como no alcoolismo: o remédio está em dar mais bebida, não é...? Já não há pachorra!
Mais surpreendente é a afirmação de Miguel Oliveira e Silva (também sempre ele...perguntar a este lado é que não, vá-se lá correr o risco de haver quem não alinhe na salmodia...) de que a SIDA se está a propagar mais nos heterosexuais...o que é contra toda a evidência...mas enfim, um lapso qualquer um tem...
Mais surpreendente é a afirmação de Miguel Oliveira e Silva (também sempre ele...perguntar a este lado é que não, vá-se lá correr o risco de haver quem não alinhe na salmodia...) de que a SIDA se está a propagar mais nos heterosexuais...o que é contra toda a evidência...mas enfim, um lapso qualquer um tem...
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domingo, março 01, 2009
Educação Sexual: e a liberdade?
Anda por aí uma discussão sobre um projecto de lei da JS recentemente aprovado na generalidade pelo parlamento (com votos favoraveis do PSD, presa do "politicamente correcto",e abstenção, o máximo de que foram capazes, do PP) e que versa sobre a questão sempiterna da educação sexual (que como dizia o outro "começa na escola e acaba nos hoteis"...:-)
Quero lá saber se o Louçã e amigos deixam os seus filhos ser educados pela APF! O que eu quero, o que nós queremos, é que nos deixem a liberdade de educar os nossos filhos como entendermos. E isso não é contemplado neste projecto de lei que o parlaento agora discute em comissão e na especialidade.
Por isso reacções como esta abaixo de um amigo meu e companheiro de lutas é o que nós mais preisamos, a bem dos nossos filhos e a bem do país.
Quem quiser pegue no texto abaixo, faça copy-paste e envie aos deputados da Comissão de Educação.
CARTA ABERTA
Brufe VNF, 27 de Fevereiro de 2009
Assunto: “Projecto Lei 660/X – Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar”.
Ilustríssimos Senhores Deputados da Comissão de Ciência e Educação
No passado dia 19/02/2009 na Reunião Plenária nº. 43, o Parlamento Português deu um sinal forte aos Portugueses de que não representa o sentir de todos os cidadãos, e que se quer intrometer no âmbito da vida privada de cada um, nomeadamente em questões de liberdade de consciência.
Recai agora, sobre essa comissão, a responsabilidade de regulamentar uma Lei que não deverá contrariar a Constituição da República, e que manifeste um verdadeiro sinal de sentido democrático de um País que se preza pela liberdade dos seus cidadãos, em particular pela liberdade de educação, religiosa e ideológica.
Enquanto cidadão, apelo a que tenham em conta o seguinte:
Há pais que entendem que, em democracia, a escola serve para os ajudar na educação dos seus filhos, mas não pode nunca sobrepor-se, ou contrariar os pais - Art. 43.º n.º2 da C.R.P. “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”.
Há pais que entendem que estamos num Estado de Direito - Art. 26.º da C.R.P “A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade … à reserva da intimidade da vida privada e familiar”.
Há pais que entendem que têm o direito à liberdade de pensamento, de ideologia e de religião, e a escola tem unicamente o dever de transmitir conhecimentos científicos e literários, jamais tendo o direito de veicular, em matérias e disciplinas obrigatórias, qualquer tendência de pensamento ou ideológica, pois nesse caso estaria a violar directa e abertamente os direitos dos pais.
Há pais que entendem que a educação sexual envolve a estrutura total e intrínseca da pessoa humana, que nasce sexuada, e, por isso, está muito para além de uma matéria ou disciplina escolar. Envolvendo, sempre, critérios valorativos inerentes que não podem ser ignorados. A sexualidade tange com direitos de consciência que nenhum Estado ou ideologia pode ditar ou violentar. Tal tem sido o sentido da Jurisprudência firmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Esta é aliás uma visão inclusiva e moderna de uma sociedade plural.
Há pais que entendem que a educação sexual dos filhos (educandos) é algo que fazem, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades, do seu crescimento e da sua dignidade como pessoa.
Há pais que entendem que reservam o direito da educação dos seus filhos nesta matéria, contra qualquer imposição abusiva por parte do Estado, porventura com o recurso a ajudas exteriores escolhidas por eles e/ou dadas com o seu consentimento explícito.
Assim, já que se levantou a questão, deverá ser aproveitada a oportunidade para corrigir o que já está legislado de uma forma abusiva e não perfeitamente clara.
Como cidadão, espero jamais ter de responsabilizar-vos pela regulamentação de uma lei iníqua e inconstitucional, que não seja para cumprir, caso não venham a ser salvaguardados os direitos à liberdade de educação, ideológica e religiosa, pilares de qualquer estado democrático.
Creiam-me gratos pela atenção dispensada.
Melhores cumprimentos
Artur Mesquita Guimarães
Quero lá saber se o Louçã e amigos deixam os seus filhos ser educados pela APF! O que eu quero, o que nós queremos, é que nos deixem a liberdade de educar os nossos filhos como entendermos. E isso não é contemplado neste projecto de lei que o parlaento agora discute em comissão e na especialidade.
Por isso reacções como esta abaixo de um amigo meu e companheiro de lutas é o que nós mais preisamos, a bem dos nossos filhos e a bem do país.
Quem quiser pegue no texto abaixo, faça copy-paste e envie aos deputados da Comissão de Educação.
CARTA ABERTA
Brufe VNF, 27 de Fevereiro de 2009
Assunto: “Projecto Lei 660/X – Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar”.
Ilustríssimos Senhores Deputados da Comissão de Ciência e Educação
No passado dia 19/02/2009 na Reunião Plenária nº. 43, o Parlamento Português deu um sinal forte aos Portugueses de que não representa o sentir de todos os cidadãos, e que se quer intrometer no âmbito da vida privada de cada um, nomeadamente em questões de liberdade de consciência.
Recai agora, sobre essa comissão, a responsabilidade de regulamentar uma Lei que não deverá contrariar a Constituição da República, e que manifeste um verdadeiro sinal de sentido democrático de um País que se preza pela liberdade dos seus cidadãos, em particular pela liberdade de educação, religiosa e ideológica.
Enquanto cidadão, apelo a que tenham em conta o seguinte:
Há pais que entendem que, em democracia, a escola serve para os ajudar na educação dos seus filhos, mas não pode nunca sobrepor-se, ou contrariar os pais - Art. 43.º n.º2 da C.R.P. “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”.
Há pais que entendem que estamos num Estado de Direito - Art. 26.º da C.R.P “A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade … à reserva da intimidade da vida privada e familiar”.
Há pais que entendem que têm o direito à liberdade de pensamento, de ideologia e de religião, e a escola tem unicamente o dever de transmitir conhecimentos científicos e literários, jamais tendo o direito de veicular, em matérias e disciplinas obrigatórias, qualquer tendência de pensamento ou ideológica, pois nesse caso estaria a violar directa e abertamente os direitos dos pais.
Há pais que entendem que a educação sexual envolve a estrutura total e intrínseca da pessoa humana, que nasce sexuada, e, por isso, está muito para além de uma matéria ou disciplina escolar. Envolvendo, sempre, critérios valorativos inerentes que não podem ser ignorados. A sexualidade tange com direitos de consciência que nenhum Estado ou ideologia pode ditar ou violentar. Tal tem sido o sentido da Jurisprudência firmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Esta é aliás uma visão inclusiva e moderna de uma sociedade plural.
Há pais que entendem que a educação sexual dos filhos (educandos) é algo que fazem, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades, do seu crescimento e da sua dignidade como pessoa.
Há pais que entendem que reservam o direito da educação dos seus filhos nesta matéria, contra qualquer imposição abusiva por parte do Estado, porventura com o recurso a ajudas exteriores escolhidas por eles e/ou dadas com o seu consentimento explícito.
Assim, já que se levantou a questão, deverá ser aproveitada a oportunidade para corrigir o que já está legislado de uma forma abusiva e não perfeitamente clara.
Como cidadão, espero jamais ter de responsabilizar-vos pela regulamentação de uma lei iníqua e inconstitucional, que não seja para cumprir, caso não venham a ser salvaguardados os direitos à liberdade de educação, ideológica e religiosa, pilares de qualquer estado democrático.
Creiam-me gratos pela atenção dispensada.
Melhores cumprimentos
Artur Mesquita Guimarães
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