Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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sexta-feira, março 21, 2014
Na morte do Fernando Ribeiro e Castro: mais um reforço no Céu
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quinta-feira, outubro 04, 2012
PAGAR O PASSADO E SOLUCIONAR O PRESENTE, SEM ARRASAR O FUTURO
Há mais perplexidades nas medidas anunciadas por Vitor Gaspar que estas aqui abaixo e a elas voltarei, mas entretanto a APFN coloca neste seu comunicado de hoje e desde já as questões fundamentais:
PAGAR O PASSADO E SOLUCIONAR O
PRESENTE, SEM ARRASAR O FUTURO
Portugal está, actualmente, a pagar pelos erros do passado e a procurar resolver os problemas do presente, o que implica a adopção de medidas radicais.
Lisboa, 4 de Outubro de 2012
Comunicado
Portugal está, actualmente, a pagar pelos erros do passado e a procurar resolver os problemas do presente, o que implica a adopção de medidas radicais.
No entanto, as necessárias medidas de
austeridade que têm sido adoptadas têm vindo a comprometer seriamente o seu
futuro, atingindo de forma desproporcionada as famílias com filhos, tanto mais
quanto maior o seu número, uma vez que no cálculo do “rendimento de referência”
é desprezada ou menosprezada a existência de dependentes nas famílias que os
têm, designadamente:
· nos escalões do IRS e nas taxas
moderadoras do serviço de saúde (em que não são contabilizados os filhos)
· nos passes sociais (em que cada filho
vale apenas 25%)
· nos abonos de família (em que cada
filho vale apenas 50%).
Portugal carece urgentemente de um
sentido de equidade e justiça relativamente às famílias com filhos a cargo.
Para estas famílias, que possuem um conjunto de despesas essenciais muito mais significativo,
o esforço provocado pela austeridade é incomparavelmente maior.
Esta falta de sentido de equidade e
justiça provoca, naturalmente, um cada vez menor número de nascimentos – neste
ano, iremos ter mais um mínimo absoluto, provavelmente inferior a 90.000,
70.000 menos do que seria necessário para garantir a renovação das gerações.
Foi ontem anunciado mais um forte
agravamento das medidas de austeridade.
A APFN apela ao governo para aproveitar
esta oportunidade para adoptar, JÁ, o “rendimento per capita” como “rendimento
de referência”, a começar pelos escalões do IRS, abono de família, taxas
moderadoras e passes sociais.
A não adopção desta medida irá provocar
uma ainda maior queda da taxa de natalidade e emigração das famílias com filhos
e dos que desejam tê-los, arrasando, de vez, o futuro do país.Lisboa, 4 de Outubro de 2012
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Vitor Gaspar
quarta-feira, setembro 26, 2012
Natalidade: comunicado APFN sobre Congresso "Presente no Futuro" da FFMS
QUE PORTUGAL EM 2030?
Comunicado da APFN
A APFN
saúda a iniciativa “Presente no Futuro” da Fundação Francisco Manuel dos
Santos, totalmente em linha com os alertas que temos vindo a fazer há anos para
o gravíssimo problema demográfico Português, que irá comprometer seriamente o
seu futuro.
Em
particular, realça a frase chave proferida por António Barreto, presidente da
Fundação: “As decisões que hoje tomarmos moldam o país em 2013”.
A APFN tem vindo a alertar a sociedade para o agravamento das
políticas anti-natalistas, nomeadamente, fazendo recair medidas de austeridade
desproporcionadas sobre as famílias com filhos a cargo. Esta situação, que se
agravou ao longo dos últimos anos, teve como consequência directa, mínimos
absolutos no número de nascimentos.
Infelizmente,
não tem havido qualquer sinal de vontade do governo em inverter a situação,
pelo que saudamos pessoas e organizações que olham para o futuro com vontade de
promover alterações agora.
Daí, a
pergunta: que Portugal quer o governo em 2030?
Se
pretender um Portugal agonizante, cada vez mais envelhecido e com menos de 10
milhões de habitantes, incapaz de recuperar economicamente, continue com o que
tem vindo a fazer!
Se, pelo
contrário, deseja um Portugal com um crescente número de jovens, dinâmico, com
empresas modernas e dinâmicas que possam viabilizar o país, deverá,
rapidamente, deixar de pressionar negativamente os casais com filhos,
designadamente considerando a dimensão da família nas suas políticas fiscais e
sociais!
Associação Portuguesa
de Famílias Numerosas
Lisboa, 16 de Setembro de 2012
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domingo, julho 29, 2012
Ainda os Avós (e regresso à AR...)
No seguimento do post aqui publicado há uns dias, vem a propósito este comunicado da APFN, emitido no Dia dos Avós, 26 de Julho, cuja instituição ocorreu durante a minha presença no parlamento, mas que não subscrevi, dado o meu status de "sob vigilância" em que à altura me encontrava...;-)
Aliás estive agora a ver a minha "página" no site do parlamento e foi bom rever e lembrar algumas (poucas...) intervenções, declarações de voto e outras actividades parlamentares, das que fica registo para a frente, mas que não compreendem nem de longe todas as horas e tarefas e empenhos que a minha vida de deputado implicou (reuniões e audiências da Comissão, trabalhos preparatórios desta, envolvimento durante meses na revisão do Código do Trabalho, deslocações ao Distrito por que fui eleito [Braga], reuniões internas, presenças em actos e eventos em representação do parlamento e/ou do grupo parlamentar, e um largo etc...).
Regressando à APFN e ao tema, o comunicado é este:
DIA DOS AVÓS
AVÓS PARA SEMPRE
Aliás estive agora a ver a minha "página" no site do parlamento e foi bom rever e lembrar algumas (poucas...) intervenções, declarações de voto e outras actividades parlamentares, das que fica registo para a frente, mas que não compreendem nem de longe todas as horas e tarefas e empenhos que a minha vida de deputado implicou (reuniões e audiências da Comissão, trabalhos preparatórios desta, envolvimento durante meses na revisão do Código do Trabalho, deslocações ao Distrito por que fui eleito [Braga], reuniões internas, presenças em actos e eventos em representação do parlamento e/ou do grupo parlamentar, e um largo etc...).
Regressando à APFN e ao tema, o comunicado é este:
26.Julho.2012
Mensagem
Há avós que são um farol,
um abrigo, uma referência. Acompanham-nos pela vida fora. Pelos laços que atam,
pelas palavras, gestos e valores que evocam, estão sempre presentes ainda que
estejam distantes ou ausentes. São avós que enchem o coração aos netos, que os
seguram à família e lhes mostram que, aconteça o que acontecer, estão lá.
Porque esses avós nunca partem, nunca deixam de existir, tornam-se imortais na
vida dos netos. São porto de abrigo e um íman agregador da família. E os netos,
não serão eles, uma ponte para a Eternidade?
O
nascimento de um neto pode ter o condão de despertar um sentimento de
arrebatamento, êxtase e paixão, como há muito os avós não sentiam. É como se
vivessem de novo a paixão adolescente, com as emoções à flor da pele, com o desejo
ardente de estar sempre ao lado, a acompanhar cada instante, a participar em
todos os rituais que envolvem o benjamim da família. Não querem perder o
primeiro banho, a primeira papa, os primeiros passos, a primeira ida à praia, o
primeiro sucesso no bacio… Antes os avós eram assim? Reagiam com tanto
entusiasmo? Demonstravam as emoções e os afetos com tanta facilidade? Alguns
certamente que sim mas as demonstrações de afeto não eram tão efusivas,
particularmente por parte dos homens, que eram ensinados a conter os
sentimentos e a relegar as crianças para a esfera feminina.
Hoje já
não estranhamos quando vemos uma avó a brincar com uma neta no parque infantil
ou um avô a jogar à bola com os netos. A dimensão afetiva e lúdica são
características das novas relações entre avós e netos. Em vez de austeros e
distantes, temos avós companheiros e cúmplices, que alinham em brincadeiras e
se esforçam por agradar aos netos.
Quando se é avó ou avô
tem-se a oportunidade de recuar aos tempos de infância e à altura em que
nasceram os filhos, diz-se. Por vezes, procura-se dar aos netos o que não se
conseguiu dar aos filhos – seja tempo, dedicação ou carinho, seja todo o tipo
de presentes (desde brinquedos às mensalidades do colégio ou, mais tarde, as
propinas da universidade). Muitos avós dão um apoio crucial os filhos e
envolvem-se ativamente na vida dos netos, ajudando nas tarefas diárias e na
partilha das despesas.
Mas nunca, como agora, houve tantos avós para
tão poucos netos - devido ao aumento da longevidade e à diminuição do número de
nascimentos.
As
palavras de alguns entrevistados:
“A minha experiência como
avó é maravilhosa. Ainda não sei descrever, porque é um deslumbramento tão
grande que ainda não consegui encontrar as palavras.” Lídia Jorge
“Se há
um antes e um depois de ser mãe, também há um antes e depois de ser avó! Já não
me imagino a viver sem as minhas netas!” Isabel Stilwell
“A coisa mais maravilhosa da minha vida foi
ter sido avó. Nós apaixonamo-nos pelos netos.” Isabel Alçada
“Ser
avô foi um espanto! Foi um sentimento maravilhoso! Foi muito, muito bom!” Júlio
Machado Vaz
“Os
netos estão muito presentes na minha vida. Desde que nasceram os primeiros,
ficam em nossa casa até aos três anos.”Daniel Sampaio
“Recordo
tudo da minha avó e dos meus padrinhos. Um dia, uma semana, um mês não seria
tempo suficiente para descrever tudo.” José Luís Peixoto
“A
minha avó é o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Não equaciono a vida
sem ela.” Bárbara Guimarães
“Para
nós, os avós são figuras imortais; são velhos, já nasceram velhos e perduram
velhos.” Nuno Markl
Texto
adaptado do livro "Avós Precisam-se - a importância dos laços entre avós e
netos", de Gabriela Oliveira (Arteplural Edições, 2012). Fornecido
pela autora à APFN.
Lisboa, 25
de Julho de 2012
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sábado, junho 16, 2012
E na Natalidade...não se pensa? II
Hoje na última página do Público Vasco Pulido Valente a propósito da situação do ensino superior em Portugal (e a proliferação de cursos) conta no seu artigo (a que se refere este blog) que o actual Ministro da Educação terá mandado encerrar alguns cursos, entre os quais os de educadoras de infância e de professoras do ensino básico.
Não me deterei aqui (até por falta de informação suficiente) sobre a estranheza que me causa que a existência de cursos seja decidida por despacho ministerial e não por decisão das famílias que os procuram, ou não...
O que me interessa no caso é chamar a atenção para as consequências práticas da actual falta de natalidade no nosso país. No caso, o desemprego de quem ensinaria nessas faculdades e a falta de perspectiva para essas profissões, devido à pura e simples inexistência de crianças a nascer...
No mesmo sentido (deste alerta) apareceu e bem a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas a comentar a recomendação da OCDE para o aumento da idade da reforma. Diz a APFN no seu comunicado (por palavras minhas aqui no post): "a questão não está aí, mas na falta de crianças e por isso de contribuintes para o sistema". Bem observado!
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sexta-feira, novembro 09, 2007
Eleições de ontem para a Distrital de Lisboa do PSD
Ontem a lista de Helena Lopes da Costa (a qual eu integrava como candidato a vogal do Conselho de Jurisdição Distrital) perdeu as eleições na Distrital de Lisboa do PSD contra a lista dirigida por Carlos Carreiras (um sócio da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, diga-se de passagem). É assim a vida em democracia: vai-se a votos, propondo aos eleitores um certo caminho e protagonistas, e umas vezes perde-se e outras ganha-se...a vida essa continua igual a antes (quer se perca, quer se ganhe): família, trabalho, a comunidade, etc. E é bom que assim seja. Ai de quem tem a vida dependente das vitórias políticas...
Por outro lado e na minha Secção (a G, do Lumiar), no que diz respeito a outras eleições que ontem tinham lugar (para a escolha dos delegados da Secção à Assembleia Distrital do partido) já o resultado da lista que eu integrava foi mais honroso: 5 votos de distância da lista mais votada (e mais 13 que a seguinte), e apenas menos um delegado que a vencedora (universo eleitoral: 151 votantes que elegeram 23 delegados).
Algumas observações retiradas desta experiência eleitoral:
- no PSD está-se a assistir em Lisboa a um fenómeno preocupante de sindicatos de voto (em si uma coisa natural: pertence-se a um determinado grupo, em nome deste alguns integram uma lista e a "malta" desse grupo vota nessa lista) que são determinados não por opções políticas (escolher um rumo não outro) ou ligações pessoais (pessoas em quem se confia e que se quer ver protagonizar determinadas posições), mas por fenómenos de puro caciquismo.
- a abstenção ou o desempenho de tantos eleitores do partido recompensa o fenómeno acima e sobretudo desmotiva a militância política e partidária, tão importantes para o crescimento da democracia e o desenvolvimento da sociedade. Se temos os políticos que temos devemo-lo aos eleitores que queixando-se deles, não arriscam nenhum tempo das suas vidas para que a atmosfera política seja diferente.
- consequência final: a politica reduz-se aos dias de eleições, o debate é nulo, as ideias definham ou desaparecem, e depois queixem-se que os partidos uma vez no poder naveguem à vista, sem um ideal...
Nota final: as pessoas não imaginam o universo curioso e simultâneamente engraçado e comovente que é uma Secção de um partido: gente tão diferente, circunstâncias tão peculiares, convivências e amizades diversificadas, muita boa vontade e também algum interesseirismo, etc. E no entanto a partir daquele nível é que se começam a desenvolver os níveis de poder e influência. Seria tão bom (e tão decisivo para os partidos, para o poder) que houvesse mais participação...
Por outro lado e na minha Secção (a G, do Lumiar), no que diz respeito a outras eleições que ontem tinham lugar (para a escolha dos delegados da Secção à Assembleia Distrital do partido) já o resultado da lista que eu integrava foi mais honroso: 5 votos de distância da lista mais votada (e mais 13 que a seguinte), e apenas menos um delegado que a vencedora (universo eleitoral: 151 votantes que elegeram 23 delegados).
Algumas observações retiradas desta experiência eleitoral:
- no PSD está-se a assistir em Lisboa a um fenómeno preocupante de sindicatos de voto (em si uma coisa natural: pertence-se a um determinado grupo, em nome deste alguns integram uma lista e a "malta" desse grupo vota nessa lista) que são determinados não por opções políticas (escolher um rumo não outro) ou ligações pessoais (pessoas em quem se confia e que se quer ver protagonizar determinadas posições), mas por fenómenos de puro caciquismo.
- a abstenção ou o desempenho de tantos eleitores do partido recompensa o fenómeno acima e sobretudo desmotiva a militância política e partidária, tão importantes para o crescimento da democracia e o desenvolvimento da sociedade. Se temos os políticos que temos devemo-lo aos eleitores que queixando-se deles, não arriscam nenhum tempo das suas vidas para que a atmosfera política seja diferente.
- consequência final: a politica reduz-se aos dias de eleições, o debate é nulo, as ideias definham ou desaparecem, e depois queixem-se que os partidos uma vez no poder naveguem à vista, sem um ideal...
Nota final: as pessoas não imaginam o universo curioso e simultâneamente engraçado e comovente que é uma Secção de um partido: gente tão diferente, circunstâncias tão peculiares, convivências e amizades diversificadas, muita boa vontade e também algum interesseirismo, etc. E no entanto a partir daquele nível é que se começam a desenvolver os níveis de poder e influência. Seria tão bom (e tão decisivo para os partidos, para o poder) que houvesse mais participação...
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