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domingo, setembro 30, 2012

A polémica António Borges e a ignorância dos empresários




Como hoje de manhã disse Alexandre Soares dos Santos na RTP é uma pena que em vez de se focarem em coisas importantíssimas que António Borges disse no Fórum Empresarial do Algarve, os media se fixem apenas na parte em que terá acusado de ignorância os empresários que atacaram a medida da redução da Taxa Social Única (a esse propósito veja-se o que saíu no Jornal de Notícias).

Eu não sei (e provavelmente seria de evitar dizê-lo assim taxativamente) se foi por ignorância que houve tantas criticas por parte dos empregadores e das suas associações à medida de redução da Taxa Social Única. Mas lá que essas criticas são completamente incompreensíveis, inconsequentes e incoerentes, isso são...!

Incompreensíveis porque a medida da redução da TSU favorecia as empresas e sobretudo as exportadoras. E estas baixando os seus custos podiam vender mais interna e externamente. E mesmo que se considerasse que o facto de a mesma TSU ser ao mesmo tempo aumentada aos trabalhadores podia por via da diminuição do consumo e até pela perda de empenho conduzir a uma perda de produtividade, sempre se esperaria que os empregadores distinguissem os benefícios de uma medida, dos "malefícios" da outra...

Inconsequentes e incoerentes porque por um lado parece que os empregadores desconheciam que outras medidas que fortemente prejudicarão os rendimentos são inevitáveis se a TSU não fosse para a frente e por outro porque andam há anos a reivindicar este tipo de medidas e de repente dá-lhes para isto...não há pachorra!

Eu não sei se é ignorantes que Antonio Borges devia ter dito, mas lá que alguma coisa tinha de ser dita, sobre isso não há dúvidas...

sexta-feira, junho 22, 2012

Antonio Borges e os salários



Hoje no Sol José António Saraiva escreve um artigo muitíssimo lúcido sobre as afirmações de Antonio Borges quanto à necessidade de serem reduzidos os salários em Portugal, a polémica que daí surgiu e o nonsense desse facto.
Tão perfeito está o artigo que o melhor mesmo é lê-lo aqui.
Única coisa a acrescentar: muitos perguntaram então porque é que sendo Antonio Borges favorável à descida de salários, não os descia eles a si próprio (ao que parece os rendimentos respectivos são muito invejáveis). A pergunta além de demagógica é tonta. Os salários de António Borges dependem do valor dele no mercado (do valor que o mercado lhe atribui numa apreciação que é livre para cada um dos seus empregadores). Se os seus empregadores os baixarem, assim ele o suportará. E se não estiver satisfeito com isso irá a outras fontes procurar aquilo que então lhe faltará. As simples as that!