Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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terça-feira, dezembro 11, 2012
Isabel Jonet e o medo da palavra Caridade
Hoje no i a Isabel Jonet tem publicada uma excelente entrevista na qual (e assim é o título da 1ª página) declara “Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social”. No corpo da entrevista é bem explicado porquê:
"O trabalho desta cadeia é fazer solidariedade ou caridade?
Hoje em dia as pessoas têm medo da palavra “caridade”, têm medo de palavras, atribuem conotações e pesos à palavra “caridade”. Na acepção de São Paulo, caridade é amor, é espírito de serviço, é o outro precisar de nós sem que nós precisemos do outro e portanto levamos o que ele precisa e não o que nós queremos levar. A solidariedade é algo mais frio que incumbe ao Estado e que não tem que ver com amor, mas sim com direito adquiridos. Infelizmente empobrecemos a nossa língua atribuindo algumas conotações a algumas palavras e portanto temos medo de as usar.
Resumindo, solidariedade ou caridade?
Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social… Embora defenda que ambas se completam e ambas fazem parte do bem fazer."
Graças a Deus tinha comprado o jornal e lido a entrevista o que me permitiu na Assembleia Municipal de Lisboa responder ao ataque que um deputado municipal do BE fez a Isabel Jonet por causa desta entrevista e da posição que aquele partido vai tomar daqui a um bocado numa Saudação a Isabel Jonet e ao Banco Alimentar proposta pelo Movimento Partido da Terra.
É realmente uma pena o "medo" que há desta palavra...
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segunda-feira, abril 30, 2012
Pluralismo nos Media (a lata do BE...)
No último Notícias TV (suplemento sobre televisão de um jornal que agora não consigo identificar...?) vejo estas declarações de uma, creio, deputada do BE, chamada Catarina Martins (38 anos diz sobre a fotografia): "É preciso monitorizar o pluralismo [político nas televisões] de forma mais densa"...!
Quase que seria engraçado, se não fosse trágico, ouvir estas afirmações por parte do BE, até hoje levado ao colo pela comunicação social, meio no qual este partido é esmagadoramente dominante. Se ela diz isso, imaginem o que não diremos nós dos movimentos civicos pela Vida e Família e pelas Liberdades de Educação e Religiosa...!!??
Uma monitorização de facto talvez faça falta. Mas as conclusões creio seriam dramáticas para o BE se a intenção da monitorização fosse assegurar o pluralismo político das Televisões...;-)
Quase que seria engraçado, se não fosse trágico, ouvir estas afirmações por parte do BE, até hoje levado ao colo pela comunicação social, meio no qual este partido é esmagadoramente dominante. Se ela diz isso, imaginem o que não diremos nós dos movimentos civicos pela Vida e Família e pelas Liberdades de Educação e Religiosa...!!??
Uma monitorização de facto talvez faça falta. Mas as conclusões creio seriam dramáticas para o BE se a intenção da monitorização fosse assegurar o pluralismo político das Televisões...;-)
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segunda-feira, janeiro 30, 2012
A extinção do MEP
Noticia hoje o Público a extinção, como partido político, do MEP. As razões estão aqui.
Impressionou-me na tentativa a qualidade e inovação da mesma (intervenção política muito centrada nos aspectos sociais, materiais produzidos, iniciativas e presença digitais, etc.), a originalidade de algumas ideias e a frescura de alguns posicionamentos como o de candidatar Laurinda Alves ao Parlamento Europeu, mas também:
a) Como beneficiando ao principio de boa imprensa, depressa esta os pôs de parte (não os levando ao colo como aconteceu em seu tempo com o BE e como muito bem observou uma vez José Miguel Júdice) e
b) A reacção dos eleitores, sempre a queixar-se "dos mesmos", mas que depois não acolhem estas novas propostas como aconteceu com o PPV ou com um outro de que, peço desculpa, já não me lembro do nome...
Ou seja: mesmo uma coisa bem pensada, não conseguiu romper este sistema partidário que se encontra completamente petrificado. Por quanto tempo?
Com a liberdade de quem não esteve no MEP nem votou nele, ficam os parabéns a quem o levou por diante e a certeza de que quem o fez, mais tarde ou mais cedo, dará cartas, neste âmbito ou em outros, e com isso beneficiará o país e o sistema democrático.
Impressionou-me na tentativa a qualidade e inovação da mesma (intervenção política muito centrada nos aspectos sociais, materiais produzidos, iniciativas e presença digitais, etc.), a originalidade de algumas ideias e a frescura de alguns posicionamentos como o de candidatar Laurinda Alves ao Parlamento Europeu, mas também:
a) Como beneficiando ao principio de boa imprensa, depressa esta os pôs de parte (não os levando ao colo como aconteceu em seu tempo com o BE e como muito bem observou uma vez José Miguel Júdice) e
b) A reacção dos eleitores, sempre a queixar-se "dos mesmos", mas que depois não acolhem estas novas propostas como aconteceu com o PPV ou com um outro de que, peço desculpa, já não me lembro do nome...
Ou seja: mesmo uma coisa bem pensada, não conseguiu romper este sistema partidário que se encontra completamente petrificado. Por quanto tempo?
Com a liberdade de quem não esteve no MEP nem votou nele, ficam os parabéns a quem o levou por diante e a certeza de que quem o fez, mais tarde ou mais cedo, dará cartas, neste âmbito ou em outros, e com isso beneficiará o país e o sistema democrático.
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sábado, janeiro 28, 2012
A Comunicação Social e os movimentos civicos
Pergunta hoje Pacheco Pereira no Público por que razão falharam as últimas manifestações dos "indignados". Desde sempre chamando a atenção que as manifestações convocadas nas redes sociais, são-no de facto nos meios de comunicação tradicionais, e para o facto de que o que subjaz à projecção dada a certas manifestações (como as dos "indignados") é a identificação ideológica e pessoal de boa parte dos jornalistas com as mesmas, Pacheco Pereira é de uma lucidez a toda a prova.
E implacável na denúncia da nula representatividade da maior parte dessas iniciativas. 99% sê-lo-ão lá em casa deles e mesmo assim, duvido...;-)
Cruza-se isto com o total desprezo a que são votadas as manifestações dos movimentos civicos que os jornalistas não estimam, como tantos daqueles em cuja promoção e organização participei. Dois exemplos:
- com excepção da primeira dos "indignados" (que gozou durante três ou quatro semanas de extensa promoção dos media) a nossa manifestação por um referendo ao casamento gay teve a proporção e dimensão que teve e se pode ver aqui. Mas no dia seguinte a cobertura disto foi zero...
- na Gente do Expresso de hoje vem referido que foi há 8 anos a última manifestação que teve lugar nos jardins do Palácio de Belém (et pour cause...uma manifestação contra Santana Lopes, claro...). Ora isso omite deliberadamente que em 2007 depois do segundo referendo promovemos uma manifestação nesse mesmo local para pedir ao Presidente da República não promulgasse a nova lei do aborto. Inclusivamente reunimos com o assessor dele (Nuno Sampaio) a quem entregámos o Manifesto pela Verdade e pela Vida. Destaque dado a isto no dia seguinte: zero...ou seja como nos promotores da manifestação não figuravam os amigos dos jornalistas (qualquer um do BE, Fernanda Câncio, Isabel Moreira, Paulo Querido, etc.) o acontecimento não existe (1984 de Orwell no seu melhor!).
Ainda não encontrei nenhuma no meu computador com os manifestantes, mas para já fica esta fotografia do momento em que as crianças (é o que me consola, nós temos descendência e "eles" não...;-) punham umas flores de papel no relvado:
E implacável na denúncia da nula representatividade da maior parte dessas iniciativas. 99% sê-lo-ão lá em casa deles e mesmo assim, duvido...;-)
Cruza-se isto com o total desprezo a que são votadas as manifestações dos movimentos civicos que os jornalistas não estimam, como tantos daqueles em cuja promoção e organização participei. Dois exemplos:
- com excepção da primeira dos "indignados" (que gozou durante três ou quatro semanas de extensa promoção dos media) a nossa manifestação por um referendo ao casamento gay teve a proporção e dimensão que teve e se pode ver aqui. Mas no dia seguinte a cobertura disto foi zero...
- na Gente do Expresso de hoje vem referido que foi há 8 anos a última manifestação que teve lugar nos jardins do Palácio de Belém (et pour cause...uma manifestação contra Santana Lopes, claro...). Ora isso omite deliberadamente que em 2007 depois do segundo referendo promovemos uma manifestação nesse mesmo local para pedir ao Presidente da República não promulgasse a nova lei do aborto. Inclusivamente reunimos com o assessor dele (Nuno Sampaio) a quem entregámos o Manifesto pela Verdade e pela Vida. Destaque dado a isto no dia seguinte: zero...ou seja como nos promotores da manifestação não figuravam os amigos dos jornalistas (qualquer um do BE, Fernanda Câncio, Isabel Moreira, Paulo Querido, etc.) o acontecimento não existe (1984 de Orwell no seu melhor!).
Ainda não encontrei nenhuma no meu computador com os manifestantes, mas para já fica esta fotografia do momento em que as crianças (é o que me consola, nós temos descendência e "eles" não...;-) punham umas flores de papel no relvado:
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segunda-feira, janeiro 23, 2012
Parlamento: a polémica com Ana Drago
Não tenho pachorra com a demagogia politica à volta dos deputados e os custos do funcionamento da Assembleia da República...!
Desta vez a polémica é com a Ana Drago do Bloco de Esquerda que em missão do parlamento, não guiando, nem tendo carro próprio, pediu e foi-lhe acordado, ser transportada em carro oficial e conduzida por um dos respectivos motoristas...
Vamos a ver se nos entendemos: o trabalho parlamentar é um trabalho como qualquer outro (é um trabalho, cujo conteúdo especifico é o de fazer política) e os transportes que necessitam ser utilizados para o desempenhar são suportados, como é normal, pela entidade empregadora. Há muitas formas de o fazer: a pessoa cobra os kilometros ou faz-se transportar em meios da empresa ou debita a esta os custos dos meios utilizados. Foi isto que fez a Ana Drago e muito bem. No caso utilizou os meios da "empregadora"...como qualquer trabalhador de qualquer empresa quando esta lhe ordena um serviço (no caso deslocar-se a Guimarães para uma sessão do "Parlamento dos Jovens").
Que queriam os que falam mal dela: que fosse a pé? De camionete? Que não fosse?
Sinceramente, não há pachorra...!
Nota: eu sei que é apetecível dar "umas dentadas" no BE, mas não vale tudo! Haja juizo!
Desta vez a polémica é com a Ana Drago do Bloco de Esquerda que em missão do parlamento, não guiando, nem tendo carro próprio, pediu e foi-lhe acordado, ser transportada em carro oficial e conduzida por um dos respectivos motoristas...
Vamos a ver se nos entendemos: o trabalho parlamentar é um trabalho como qualquer outro (é um trabalho, cujo conteúdo especifico é o de fazer política) e os transportes que necessitam ser utilizados para o desempenhar são suportados, como é normal, pela entidade empregadora. Há muitas formas de o fazer: a pessoa cobra os kilometros ou faz-se transportar em meios da empresa ou debita a esta os custos dos meios utilizados. Foi isto que fez a Ana Drago e muito bem. No caso utilizou os meios da "empregadora"...como qualquer trabalhador de qualquer empresa quando esta lhe ordena um serviço (no caso deslocar-se a Guimarães para uma sessão do "Parlamento dos Jovens").
Que queriam os que falam mal dela: que fosse a pé? De camionete? Que não fosse?
Sinceramente, não há pachorra...!
Nota: eu sei que é apetecível dar "umas dentadas" no BE, mas não vale tudo! Haja juizo!
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sábado, janeiro 21, 2012
Barrigas de Aluguer: tudo o que importa saber
Está no Blog Avenida da Liberdade de José Ribeiro e Castro.
No meio de muita informação importante e comentários que a ajudam a compreender, um facto extraordinário: é tal e tão apaixonada a ligação de alguns jornalistas ao Bloco de Esquerda (que lhes deve aliás tanto em projecção e resultados decorrentes...) que um deles, João Pedro Henriques, hoje no Diário de Notícias, numa daquelas colunas de sobe e desce, coloca o Louçã a subir, por as barrigas de aluguer terem passado na Assembleia da República, "com a Igreja calma e os radicais Pró-Vida isolados"...loooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool!
No meio de muita informação importante e comentários que a ajudam a compreender, um facto extraordinário: é tal e tão apaixonada a ligação de alguns jornalistas ao Bloco de Esquerda (que lhes deve aliás tanto em projecção e resultados decorrentes...) que um deles, João Pedro Henriques, hoje no Diário de Notícias, numa daquelas colunas de sobe e desce, coloca o Louçã a subir, por as barrigas de aluguer terem passado na Assembleia da República, "com a Igreja calma e os radicais Pró-Vida isolados"...loooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool!
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sexta-feira, janeiro 20, 2012
Votação Barrigas de Aluguer: Dignidade Humana 2 - Experimentalismo Social 0
Foram chumbados os projectos do BE e o "pirata" do PS (Isabel Moreira e Juventude Socialista). O PSD-BE marcou a sua posição com 6 abstenções e um voto favorável no projecto do BE e com 8 abstenções no projecto "pirata" do PS. Também o CDS-BE se manifestou com 3 abstenções no projecto "pirata" do PS...
O PCP honrou a sua tradição de razoabilidade e bom senso (lá pelo menos sabem e não gostam do que é ir a reboque do BE) e votou contra os dois projectos acima referidos.
Os projectos do PSD e do PS oficial baixaram à Comissão de Saúde para discussão na especialidade e sem votação. A razão é simples (para a atitude do PSD): como no sketch do Gato Fedorento, uma coisa é o rancho (os deputados) e outra o grupo cultural (a direcção)...e o PS no fundo espera que nos "circuitos não-oficiais" da política acabe por conseguir aquilo que no campo de jogos, não estava ao alcance...
Por nossa parte cresce a nossa convicção: as Barrigas de Aluguer são um retrocesso civilizacional pelo que implicam de instrumentalização da mulher "alugada" e do seu filho. Escravatura, nunca mais!
Se sou sensivel à tristeza dos casais que não podem ter filhos? Sou. Como sou testemunha da alegria e felicidade daqueles que adoptaram, dos que vivem a sua parentalidade (pequena concessão à Ideologis do Género...;-) na doação aos outros. E há outras soluções? Há. Todos os dias em Portugal entre 50 a 70 mulheres abortam. A gravidez já lá está. O seu filho não o querem (ou não o quer quem as obriga a lá ir). Match mais feliz entre desejo e necessidade, não conheço.
O PCP honrou a sua tradição de razoabilidade e bom senso (lá pelo menos sabem e não gostam do que é ir a reboque do BE) e votou contra os dois projectos acima referidos.
Os projectos do PSD e do PS oficial baixaram à Comissão de Saúde para discussão na especialidade e sem votação. A razão é simples (para a atitude do PSD): como no sketch do Gato Fedorento, uma coisa é o rancho (os deputados) e outra o grupo cultural (a direcção)...e o PS no fundo espera que nos "circuitos não-oficiais" da política acabe por conseguir aquilo que no campo de jogos, não estava ao alcance...
Por nossa parte cresce a nossa convicção: as Barrigas de Aluguer são um retrocesso civilizacional pelo que implicam de instrumentalização da mulher "alugada" e do seu filho. Escravatura, nunca mais!
Se sou sensivel à tristeza dos casais que não podem ter filhos? Sou. Como sou testemunha da alegria e felicidade daqueles que adoptaram, dos que vivem a sua parentalidade (pequena concessão à Ideologis do Género...;-) na doação aos outros. E há outras soluções? Há. Todos os dias em Portugal entre 50 a 70 mulheres abortam. A gravidez já lá está. O seu filho não o querem (ou não o quer quem as obriga a lá ir). Match mais feliz entre desejo e necessidade, não conheço.
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quinta-feira, janeiro 19, 2012
Barrigas de Aluguer: balanço de um debate
Foi hoje (tardissimo...!) o debate na Assembleia da Republica sobre as Barrigas de Aluguer.
1. Estiveram muito bem o Partido Popular (Teresa Caeiro e Isabel Galriça Neto) e surpreendentemente o Partido Comunista que se propõe a abster nos projectos apresentados por duas razões: a complexidade das questões envolvidas nomeadamente a mãe de aluguer e a criança daí nascida e a entrada da homoparentalidade pela janela (que na opinião do PCP merece debate mas com seriedade e envolvendo todas matérias que se lhe referem).
2. A quantidade de questões levantadas por diversos deputados fizeram-me dar conta de qual a diferença entre ter havido ou não debate público antes de diplomas destes serem discutidos...percebeu-se que o quadro é pior do que aquele que se nos apresentava: os projectos apresntados estão mal feitos, muito incompletos e vão/iriam causar muita confusão cientitifica, médica e juridica
3. Está cada vez mais misterioso porque é que a direcção do grupo parlamentar do PSD tomou esta iniciativa ("que las hay, hay!" ;-) Não teve indicação nesse sentido da direcção nacional do partido, nem do Conselho Nacional, não houve debate nenhum no partido, o tema não estava no programa eleitoral (aliás como também não do PS)...!?
4. E mais misterioso ainda o esforço todo que está a ser posto em fazer os deputados que resistem (e se propõem votar Não) desistam...!? ("que las hay, hay!" :-(
5. O BE é de facto a mais poderosa força política em Portugal porque consegue impôr a sua agenda quando quer e no que mais lhe importa obter grandes maiorias. Se não fosse para o que é, estariam de parabéns...! Só me lembrava aquela frase de Lenine que dizia: "é a burguesia que fabrica a corda em que há-de ser enforcada"...ia pôr um smile mas de facto não tem graça nenhuma...
6. Sintomaticamente discutiu-se depois (ou pelo menos estava na agenda) a Tourada. Está certo. O BE agita o capote, o PSD e quase todo o parlamento, marram...;-)
1. Estiveram muito bem o Partido Popular (Teresa Caeiro e Isabel Galriça Neto) e surpreendentemente o Partido Comunista que se propõe a abster nos projectos apresentados por duas razões: a complexidade das questões envolvidas nomeadamente a mãe de aluguer e a criança daí nascida e a entrada da homoparentalidade pela janela (que na opinião do PCP merece debate mas com seriedade e envolvendo todas matérias que se lhe referem).
2. A quantidade de questões levantadas por diversos deputados fizeram-me dar conta de qual a diferença entre ter havido ou não debate público antes de diplomas destes serem discutidos...percebeu-se que o quadro é pior do que aquele que se nos apresentava: os projectos apresntados estão mal feitos, muito incompletos e vão/iriam causar muita confusão cientitifica, médica e juridica
3. Está cada vez mais misterioso porque é que a direcção do grupo parlamentar do PSD tomou esta iniciativa ("que las hay, hay!" ;-) Não teve indicação nesse sentido da direcção nacional do partido, nem do Conselho Nacional, não houve debate nenhum no partido, o tema não estava no programa eleitoral (aliás como também não do PS)...!?
4. E mais misterioso ainda o esforço todo que está a ser posto em fazer os deputados que resistem (e se propõem votar Não) desistam...!? ("que las hay, hay!" :-(
5. O BE é de facto a mais poderosa força política em Portugal porque consegue impôr a sua agenda quando quer e no que mais lhe importa obter grandes maiorias. Se não fosse para o que é, estariam de parabéns...! Só me lembrava aquela frase de Lenine que dizia: "é a burguesia que fabrica a corda em que há-de ser enforcada"...ia pôr um smile mas de facto não tem graça nenhuma...
6. Sintomaticamente discutiu-se depois (ou pelo menos estava na agenda) a Tourada. Está certo. O BE agita o capote, o PSD e quase todo o parlamento, marram...;-)
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quarta-feira, dezembro 21, 2011
Barrigas de aluguer: o "novo" debate
Como é inevitável aí está o debate sobre as barrigas de aluguer, praticamente o cumulo da exploração da mulher, da comercialização da natalidade e da instrumentalização das crianças. O motivo: a apresentação pelo BE de um projecto-lei.
Hoje no Público lá está um artigo do Miguel Vale de Almeida (aqui no site da ILGA) e também um outro do Pedro Vaz Patto, na linha daquele que sobre o mesmo assunto, publicou na Voz da Verdade.
Mais uma vez (recordemo-nos do pedido de referendo sobre a lei da Procriação Medicamente Assistida que apesar de reunir as assinaturas necessárias foi miseravelmente negado pela maioria parlamentar de então) aí estaremos batendo-nos pela instituição familiar, a dignidade da mulher e da criança por nascer. E pedindo à actual maioria de centro-direita que assuma as suas responsabilidades perante o seu eleitorado.
Enquanto nos preparamos, vale a pena recorrer à vasta informação que aqui se encontra.
Hoje no Público lá está um artigo do Miguel Vale de Almeida (aqui no site da ILGA) e também um outro do Pedro Vaz Patto, na linha daquele que sobre o mesmo assunto, publicou na Voz da Verdade.
Mais uma vez (recordemo-nos do pedido de referendo sobre a lei da Procriação Medicamente Assistida que apesar de reunir as assinaturas necessárias foi miseravelmente negado pela maioria parlamentar de então) aí estaremos batendo-nos pela instituição familiar, a dignidade da mulher e da criança por nascer. E pedindo à actual maioria de centro-direita que assuma as suas responsabilidades perante o seu eleitorado.
Enquanto nos preparamos, vale a pena recorrer à vasta informação que aqui se encontra.
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sexta-feira, junho 10, 2011
Alunos brasileiros obrigados a ver kit gay
Eu às vezes percebo os nossos adversários que nos vêem ou como uns maníacos preocupados com sexo ou uns exagerados (isto sobretudo visto do lado dos "moderados" [as aspas é porque, como bem explica um amigo meu, o moderado é aquele que quando um radical diz que 2+2 são 4, e outro que são 13, proclama com aclamação geral que 2+2=8.5;-)]) que vêem perigos e ameaças onde não as há nem se pensa venham a existir tais...
Como não gosto de dar abébias a adversários (faz parte do respeito por eles ;-) nem lembro aqui alguns dos meios do nosso lado, onde também isto (aquela visão de nós) ocorre...lol!
No entanto notícias como esta vem infelizmente confirmar o que receávamos...
Nota para ver se nos entendemos: aqueles que defendemos a liberdade de escolha na educação sexual não o fazemos no intuito de interditar qualquer educação sexual a qualquer criança que seja. Não. O que fazemos é lutar pela nossa liberdade de educar os nosso filhos como entendemos (o que neste caso implica sim que não frequentem aulas como as acima descritas) e pela liberdade dos pais do Bloco de Esquerda poderem dar essas mesmas aulas aos seus filhos...está claro o conceito, ou não?
Como não gosto de dar abébias a adversários (faz parte do respeito por eles ;-) nem lembro aqui alguns dos meios do nosso lado, onde também isto (aquela visão de nós) ocorre...lol!
No entanto notícias como esta vem infelizmente confirmar o que receávamos...
Nota para ver se nos entendemos: aqueles que defendemos a liberdade de escolha na educação sexual não o fazemos no intuito de interditar qualquer educação sexual a qualquer criança que seja. Não. O que fazemos é lutar pela nossa liberdade de educar os nosso filhos como entendemos (o que neste caso implica sim que não frequentem aulas como as acima descritas) e pela liberdade dos pais do Bloco de Esquerda poderem dar essas mesmas aulas aos seus filhos...está claro o conceito, ou não?
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terça-feira, junho 07, 2011
Para perceber melhor o BE
Bem sei que sendo Louçã um moralista como há muito não se via e estando todos muito cansados daquele estilo inquisitorial e doutoral, a tentação de criticá-lo por não se ter demitido, é muito grande.
Mas quem o faz esquece que o BE (como o PCP aliás) é um partido revolucionário e por isso a lógica dos partidos burgueses (orientados sobretudo para a conquista do poder e sem grandes causas a defender) não se lhe aplica.
A questão pode parecer acessória mas é fundamental para conhecer a natureza e fundamentos do adversário (e o BE é-o e perigosissimo) e assim melhor se poder combatê-lo...
Não excluindo no entanto que maçá-los com esta questão menor não possa ajudar a separá-los de algum eleitorado e, nesse sentido, não é mau de todo fazê-lo ;-)
Mas quem o faz esquece que o BE (como o PCP aliás) é um partido revolucionário e por isso a lógica dos partidos burgueses (orientados sobretudo para a conquista do poder e sem grandes causas a defender) não se lhe aplica.
A questão pode parecer acessória mas é fundamental para conhecer a natureza e fundamentos do adversário (e o BE é-o e perigosissimo) e assim melhor se poder combatê-lo...
Não excluindo no entanto que maçá-los com esta questão menor não possa ajudar a separá-los de algum eleitorado e, nesse sentido, não é mau de todo fazê-lo ;-)
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quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Paulo Rangel e o PSD
Gostei ontem de ver a apresentação da candidatura de Paulo Rangel pelo tom e sobriedade, pelo ponto de partida, o discurso da ruptura e a ideia de não hipotecar o futuro.
A entrevista de hoje no Público também está boa.
Mas a questão para nós (os que filiados no PSD subscrevemos a agenda Mais Vida Mais Família: liberdade de educação e religiosa, subsidiariedade, defesa da familia e da vida) é qual o interesse efectivo de uma nova liderança do partido em deixar de dizer Besices (coisas do BE ;-) com as quais não ganha um voto e perde-os para o PP, e marcar efectivamente a diferença com o Partido Socialista, reconhecendo o povo PPD quando ele se mexe (por exemplo a campanha do referendo pelo casamento) e que as ideias acima são aquelas que se reconhecem na base popular dos votantes no partido.
Quando tivermos uma resposta de todos os candidatos a estas questões (independentemente do que cada um individualmente pense) então saberemos a quem apoiar.
A entrevista de hoje no Público também está boa.
Mas a questão para nós (os que filiados no PSD subscrevemos a agenda Mais Vida Mais Família: liberdade de educação e religiosa, subsidiariedade, defesa da familia e da vida) é qual o interesse efectivo de uma nova liderança do partido em deixar de dizer Besices (coisas do BE ;-) com as quais não ganha um voto e perde-os para o PP, e marcar efectivamente a diferença com o Partido Socialista, reconhecendo o povo PPD quando ele se mexe (por exemplo a campanha do referendo pelo casamento) e que as ideias acima são aquelas que se reconhecem na base popular dos votantes no partido.
Quando tivermos uma resposta de todos os candidatos a estas questões (independentemente do que cada um individualmente pense) então saberemos a quem apoiar.
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