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domingo, julho 29, 2012

Ainda os Avós (e regresso à AR...)

No seguimento do post aqui publicado há uns dias, vem a propósito este comunicado da APFN, emitido no Dia dos Avós, 26 de Julho, cuja instituição ocorreu durante a minha presença no parlamento, mas que não subscrevi, dado o meu status de "sob vigilância" em que à altura me encontrava...;-)
Aliás estive agora a ver a minha "página" no site do parlamento e foi bom rever e lembrar algumas (poucas...) intervenções, declarações de voto e outras actividades parlamentares, das que fica registo para a frente, mas que não compreendem nem de longe todas as horas e tarefas e empenhos que a minha vida de deputado implicou (reuniões e audiências da Comissão, trabalhos preparatórios desta, envolvimento durante meses na revisão do Código do Trabalho, deslocações ao Distrito por que fui eleito [Braga], reuniões internas, presenças em actos e eventos em representação do parlamento e/ou do grupo parlamentar, e um largo etc...).
Regressando à APFN e ao tema, o comunicado é este:




DIA DOS AVÓS

26.Julho.2012

Mensagem


AVÓS PARA SEMPRE

Há avós que são um farol, um abrigo, uma referência. Acompanham-nos pela vida fora. Pelos laços que atam, pelas palavras, gestos e valores que evocam, estão sempre presentes ainda que estejam distantes ou ausentes. São avós que enchem o coração aos netos, que os seguram à família e lhes mostram que, aconteça o que acontecer, estão lá. Porque esses avós nunca partem, nunca deixam de existir, tornam-se imortais na vida dos netos. São porto de abrigo e um íman agregador da família. E os netos, não serão eles, uma ponte para a Eternidade?

O nascimento de um neto pode ter o condão de despertar um sentimento de arrebatamento, êxtase e paixão, como há muito os avós não sentiam. É como se vivessem de novo a paixão adolescente, com as emoções à flor da pele, com o desejo ardente de estar sempre ao lado, a acompanhar cada instante, a participar em todos os rituais que envolvem o benjamim da família. Não querem perder o primeiro banho, a primeira papa, os primeiros passos, a primeira ida à praia, o primeiro sucesso no bacio… Antes os avós eram assim? Reagiam com tanto entusiasmo? Demonstravam as emoções e os afetos com tanta facilidade? Alguns certamente que sim mas as demonstrações de afeto não eram tão efusivas, particularmente por parte dos homens, que eram ensinados a conter os sentimentos e a relegar as crianças para a esfera feminina.

Hoje já não estranhamos quando vemos uma avó a brincar com uma neta no parque infantil ou um avô a jogar à bola com os netos. A dimensão afetiva e lúdica são características das novas relações entre avós e netos. Em vez de austeros e distantes, temos avós companheiros e cúmplices, que alinham em brincadeiras e se esforçam por agradar aos netos.

Quando se é avó ou avô tem-se a oportunidade de recuar aos tempos de infância e à altura em que nasceram os filhos, diz-se. Por vezes, procura-se dar aos netos o que não se conseguiu dar aos filhos – seja tempo, dedicação ou carinho, seja todo o tipo de presentes (desde brinquedos às mensalidades do colégio ou, mais tarde, as propinas da universidade). Muitos avós dão um apoio crucial os filhos e envolvem-se ativamente na vida dos netos, ajudando nas tarefas diárias e na partilha das despesas.

 Mas nunca, como agora, houve tantos avós para tão poucos netos - devido ao aumento da longevidade e à diminuição do número de nascimentos.

As palavras de alguns entrevistados:

“A minha experiência como avó é maravilhosa. Ainda não sei descrever, porque é um deslumbramento tão grande que ainda não consegui encontrar as palavras.” Lídia Jorge

“Se há um antes e um depois de ser mãe, também há um antes e depois de ser avó! Já não me imagino a viver sem as minhas netas!” Isabel Stilwell

 “A coisa mais maravilhosa da minha vida foi ter sido avó. Nós apaixonamo-nos pelos netos.” Isabel Alçada 

“Ser avô foi um espanto! Foi um sentimento maravilhoso! Foi muito, muito bom!” Júlio Machado Vaz

“Os netos estão muito presentes na minha vida. Desde que nasceram os primeiros, ficam em nossa casa até aos três anos.”Daniel Sampaio

“Recordo tudo da minha avó e dos meus padrinhos. Um dia, uma semana, um mês não seria tempo suficiente para descrever tudo.” José Luís Peixoto 

“A minha avó é o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Não equaciono a vida sem ela.” Bárbara Guimarães

“Para nós, os avós são figuras imortais; são velhos, já nasceram velhos e perduram velhos.” Nuno Markl

Texto adaptado do livro "Avós Precisam-se - a importância dos laços entre avós e netos", de Gabriela Oliveira (Arteplural Edições, 2012). Fornecido pela autora à APFN.

Lisboa,  25 de Julho de 2012



APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas  

sábado, dezembro 05, 2009

Pai Natal: um pedido simples

Do Luis Cirilo meu colega deputado por Braga na 9ª Legislatura de boa memória (e que tem este blog)recebi este email que no meio de uma campanha que absorve todo o tempo (incluindo o que gostaria de dedicar a escrever aqui) foi motivo de uma saudável gargalhada:

Meu querido PAI NATAL,

Este ano levaste [deve-se estar a referir a Deus e não ao Pai Natal que está às ordens Dele, mas passa...] o meu cantor e dançarino preferido, o MICHAEL JACKSON, o meu actor preferido PATRICK SWAYZE, a minha actriz preferida FARRAH FAWCETT... só te quero recordar que o meu político preferido é o JOSÉ SÓCRATES!

sábado, dezembro 06, 2008

O BPN e Dias Loureiro e também deputados e o PSD

Sobre o primeiro assunto em referência o Luis Cirilo publicou o seguinte post no seu Blog.
Concordo.
Também eu estou farto deste clima de suspeições, má língua e calúnias, de ninguém acreditar em ninguém e estar sempre tudo sob suspeita!
Mais adiante no mesmo Blog (Sexta, 5 de Dezembro) publica também um post sobre o escândalo de ontem (o PS não perdeu uma votação porque 30 deputados do PSD baldaram-se...!) que eu subscrevo integralmente (sobretudo porque quando na legislatura anterior lá estive sempre justifiquei todas as faltas [acho eu...mas se falta alguma não foi deliberado] não apenas indicando trabalho político mas sempre o motivo concreto: uma reunião, uma conferência, uma deslocação, etc.).
Por fim: bem observados os posts sobre o PSD e em especial em Braga...

quinta-feira, maio 22, 2008

Cónego Melo: a minha homenagem e a nossa saudade!

Com muita pena não consegui participar em nenhum dos ofícios fúnebres pelo Cónego Melo e também ainda não lhe tinha feito aqui referência (a ele ou à sua morte). O artigo que reproduzo abaixo do João Mendia diz melhor do que eu sou capaz da grandeza da vida e santidade de uma enorme figura da Igreja de Braga e portuguesa. Ter-me-ei encontrado com ele não mais de meia dúzia de vezes e falámos por telefone outras tantas sobretudo quando fui deputado por Braga. Guardo dele a imagem de um gigante. Uma pessoa muito prática e direita ao assunto, mas também muito aberta e de espírito largo. Impressionou-me particularmente a sensibilidade política porque e posta ao serviço do povo que à Igreja está confiado. Um pormenor pitoresco: o nosso último encontro foi já noite longa, debaixo de uns arcos, em plena cidade de Braga, junto do Governo Civil, uma breve troca de papeis e poucas impressões. Foi um encontro como ele era: discreto, eficaz, conciso, com noção de que tudo servia um Bem maior.
Um grande abraço Senhor Cónego Melo e aí do Céu vele por nós católicos na política, uma terra de perigos e adversidades, onde procuraremos honrar a sua tradição de coragem e ousadia! E agora mergulhado na bondade divina reze por aqueles desgraçados daqueles deputados que não foram capazes na AR de respeitar um Voto de homenagem na sua morte ou o minuto de silêncio que se lhe seguiu...quando (e eu fui testemunha disso na 9ª legislatura) esses mesmos desgraçados subscreveram todos os Votos por todos os "bichos-careta" e sabe Deus a desgraça que alguns deles foram na própria vida...!
O artigo a que faço referência acima é este:

Cónego Melo no esplendor da luz
João de Mendia

Expresso, 080517
(Conde de Resende e lugar-tenente em Portugal da Ordem de Cavalaria de Santo Sepulcro salienta o papel de Eduardo Melo Peixoto durante o PREC)

Morreu um homem bom. Morreu um homem caridoso. Morreu um homem independente. Morreu um homem de fé. Morreu um patriota. Morreu o senhor ‘cónego Melo’, monsenhor Eduardo Melo Peixoto.
Quem não tiver Cristo no coração, como dizia o filósofo, é inevitavelmente pertença de outros homens. O cónego Melo teve, e terá sempre, Cristo no coração. E se isso se passava por força das velhinhas e fortes tradições da sua Braga natal, fortificou-se pela vida fora pela inteligência, pela investigação e pela inestimável vocação de servir a Igreja, e através dela todos nós.
As suas fortes e firmes convicções foram dos principais alentos para aqueles que viam na condução da vida pública, nos tempos do PREC, o advento de um perigoso fim anunciado, quando eram poucas as hipóteses de grande resistência, resistia ele, e muito bem, por todos nós. A pessoa deste homem caridoso e justo, motivador e transmissor de confiança, foi uma das principais razões de se resistir e de se não desistir de ter razão. Que quase todos tínhamos, mas que poucos a defendiam. O senhor cónego Melo foi, assim, um dos patriotas a quem a história vai ficar a dever que o descalabro se não tenha verificado.
É óbvio que não era inocente a circunstância deste homem ter tirado partido da feliz realidade de fazer parte da hierarquia da Igreja, pela simples razão de que é exactamente sob a protecção dessa mesma Igreja de Roma que todos nos colocamos quando nos atacam. E a defesa que sentimos vinda do sr. cónego Melo não foi senão, igualmente, o renovar e o reviver da convicção segundo a qual a tenebrosa ditadura comunista que se instalava em Portugal nos primeiros anos do PREC iria ter tempos difíceis. ‘Milagre’ que todos esperávamos, mas que poucos colaboraram para que ele acontecesse.
Dadas a coragem e a inteligência deste cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro e Deão da Sé Primacial de Braga, o combate ao comunismo instalado em Lisboa era por ele feito de forma eficiente e, sobretudo, onde lhes doía. Razão pela qual acabaram por se desenfrear os ataques sem qualquer limite tanto à instituição da Igreja como à pessoa do monsenhor. Mente-se, deturpa-se, altera-se, inventam-se as situações mais graves e insultuosas usando para isso as armas a que os comunismos e outras coribecas nos habituaram de há muito. Mas a serenidade daquela rocha portuguesa tudo tolera e absolve, não perdendo nunca de vista o sacerdote que nunca deixou de ser. É que, à semelhança de outro, ele tinha razão.
Faz falta, o senhor cónego Melo. Muita falta. E vai fazer ainda mais falta para combater não os velhos inimigos contra quem ele nos ensinou a lutar mas os novos. Aqueles que nos enfraquecem a única arma com que o cónego Melo os venceu em toda a linha: as convicções.