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sábado, junho 11, 2011

A liberdade, a Internet e os Anonymous

Estou convencido, ou receio muito, nos encaminhemos a grande velocidade para um sistema totalitário, como aquele do "Admirável Mundo Novo" do Aldous Huxley. Os sinais estão aí e à atenção de os notar.
Uma circunstância dessas originará forçosamente alianças inesperadas e o reconhecimento por muitos (os suficientes para que haja resistência) de que a liberdade é o mais precioso dos valores e que defendendo a nossa, defendemos a de todos.
Nesse sentido não me espantaria que neste cenário (quase Matrix ;-) nos viessemos a encontrar juntos no caminho com grupos como o dos Anonymous de que hoje foram noticiadas algumas detenções em Espanha. Bem entendido neste momento as detenções justificam-se pela ilegalidade de ataques informáticos que estes fizeram a diversas empresas mas o pano de fundo que os move (e se pode ver aqui) é o da defesa da liberdade de expressão e circulação na Internet e com esse objectivo quem, como eu, se encontra na rede desde 1996 não pode deixar de simpatizar...;-)
Percebo ler isto espante quem não o espere de um católico e conservador, mas precisamente para ambas as categorias em politica o que mais importa é a liberdade e essa estamos cada vez mais a perdê-la dia a dia: na regulamentação legislativa dos mais pequenos pormenores da vida, na ditadura do politicamente correcto que impede a menor "dissidência", na perda de soberania, descontrolada, de cada país membro para a união europeia, etc.

quarta-feira, junho 11, 2008

Euro 2008: o Futebol e o Papa Bento XVI

Recebi esta por email de um amigo muito sério em tudo quanto transmite e cuidadoso e rigoroso nas citações que divulga. A de hoje é sobre o Futebol e o Papa Bento XVI, então Cardeal Ratzinger. Assim vai dar outro (maior) gosto ver os jogos do Euro!

Jogo e Vida: a propósito do campeonato de mundo de futebol.

Cardeal Joseph Ratzinger

Regularmente, cada quatro anos, o campeonato do mundo de futebol afirma-se como um acontecimento que reúne à sua volta centenas de milhões de pessoas. Dificilmente um outro fenómeno mundial consegue alcançar uma tão vasta influência. Isso mostra que este fenómeno toca algo constitutivo do ser humano, e leva-nos a perguntar pela razão da força que este desporto tem.

O pessimista dirá que acontece o mesmo que na antiga Roma. Os slogans das massas eram: panem et circenses, pão e circo. Pão e jogo seriam os valores duma sociedade decadente, que não conhece fins superiores. Mesmo que aceitemos esta informação, não seria de maneira nenhuma o suficiente.

Mais uma vez teria que se perguntar: Onde reside a fascinação deste jogo, que se apresenta com a mesma importância que o pão? Podíamos responder olhando novamente para Roma, dizendo que o grito pelo pão e pelo jogo mais não é que a expressão do desejo duma vida paradisíaca, uma vida de fartura sem esforço e da realização da liberdade. Na realidade, é o que se insinua com o jogo: uma actividade totalmente livre, sem o limite dos fins e da necessidade, e que, no entanto, mobiliza e satisfaz todas as energias do ser humano.

Nesta perspectiva, o jogo seria uma tentativa de regresso ao paraíso, a fuga da seriedade escravizante do dia-a-dia com a sua disciplina, para a seriedade livre, sem imposições, que, justamente por isso, se toma mais bela.

Nesse sentido, o jogo ultrapassa, em certo modo, a vida do dia-a-dia; mas tem também, sobretudo na criança, ainda um outro carácter. É exercício para a vida. Simboliza a própria vida e é dela uma antecipação descontraída.

Parece-me que a fascinação do futebol consiste, essencialmente, em que reúne em si estes dois aspectos de forma convincente. Primeiro, obriga o homem a dominar-se, de tal forma que, através do treino, ganha o domínio sobre si mesmo. Com o domínio supera-se e, superando-se, toma-se mais livre. Mas também lhe ensina a disciplina do conjunto: como jogo de equipa, obriga-o a subordinar o próprio ao todo. Une-os num objectivo comum. O sucesso ou o insucesso de um está ligado ao sucesso e ao insucesso do todo.
Por fim, ensina o respeito mútuo, onde a aceitação de regras por todos respeitadas, faz com que apesar da contenda como adversários, subsista, por fim, aquilo que os une e unifica.
Além disso a liberdade do jogo, quando realizada de forma correcta, transforma a seriedade do jogo contra o adversário em liberdade, logo que o jogo termina. Os espectadores identificam-se com o jogo e com os jogadores, e participam no seu empenho e na sua liberdade, ora apoiando, ora protestando. Assim, os jogadores tornam-se símbolo de suas vidas. Isto reflecte-se nos próprios atletas. Eles sabem que os homens se sentem em si representados e confirmados.

Naturalmente que tudo isto pode ser adulterado por uma mentalidade comercial, que tudo submete ao rigor sombrio do dinheiro. Assim, o desporto deixa de o ser e transforma-se numa indústria, um mundo fictício de dimensões assustadoras. Mas mesmo este mundo fictício não poderia subsistir, se não tivesse um substrato positivo, subjacente ao jogo: o exercício preliminar da vida e a travessia da vida como caminhada em direcção ao paraíso perdido. Em ambos os casos, trata-se de procurar uma disciplina para a liberdade. Na aceitação de regras da convivência, nos confrontos e no encontro consigo mesmo. Na medida em que reflectimos nisto, tendo o jogo como ponto de partida, talvez possamos aprender de novo a vida. No jogo torna-se claro algo fundamental: o homem não vive só de pão. Na realidade, o mundo do pão não é mais que a antecâmara do que é efectivamente humano, o mundo da liberdade. Mas a liberdade vive de regras, da disciplina que a convivência e a recta oposição, a independência do êxito exterior e da arbitrariedade nos ensina, tornando-nos, assim, verdadeiramente livres.

O Jogo e a vida - se reflectimos em profundidade, o fenómeno do campeonato do mundo de futebol pode ser mais do que uma diversão.

Fonte: "Esplendor da Glória de Deus", Cardeal Ratzinguer, Ed. Franciscana, 2007, pág. 187

quinta-feira, janeiro 17, 2008

A ASAE prendeu o Cardeal Patriarca!

[para já esta notícia é falsa, mas pelo caminho que as coisas vão...?]

É a notícia do dia, a ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé de Lisboa para inspeccionar as condições de higiene dos recipientes onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração. Depois de sugerir ao cardeal que se assegurasse que as hóstias têm um autocolante a informar a composição e se contêm transgénicos e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabaram por prender o cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel após cada beijo de um crente.
A ASAE decidiu encerrar a Sé até que a diocese de Lisboa apresente provas de que as hóstias e o vinho verificam as regras comunitárias de higiene e de embalagem, bem como de que da próxima vez que cardeal dê o anel beijar aos crentes procede à sua limpeza usando lenços de papel devidamente certificados, exigindo-se o recurso a lenços descartáveis semelhantes aos usados nos aviões ou nas marisqueiras desde que o sabor a limão seja conseguido com ingredientes naturais.
Sabe-se que a ASAE ainda inspeccionou a sacristia para se assegurar que D. José, um fumador incorrigível, não andou por ali a fumar um cigarro, já que não constando nas listas dos espaços fechados da lei anti-tabaco as igrejas não beneficiam dos favores dos casinos pois tanto quanto se sabe o inspector-geral da ASAE nunca lá foi apanhado a fumar uma cigarrilha.
A Asae pondera tambem a hipótese de a comunhão ter que ser dada com luvas higiénicas para evitar possiveis pandemias.