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segunda-feira, novembro 26, 2012

União Europeia no caminho da implosão?




(imagem retirada do Blog Abrasivo)

Os resultados das eleições de ontem na Catalunha (que provavelmente abriram o caminho a um referendo soberanista), a ameaça da saída do Reino Unido da União Europeia (que poderá resultar de um referendo, uma reivindicação política sempre presente na vida inglesa), as tensões internas da União e a crise financeira que tem posto a nu os enganos e utopias da classe política europeísta que nos governa, e agora até as declarações do nosso Presidente da República, finalmente reconhecendo que a destruição da agricultura e das pescas (consequências da nossa adesão) foi um erro, mostram duas coisas: que na história dos homens e dos povos não há adquiridos e que a realidade tem muita força...

Se daqui resultará uma implosão da União, não sei e ninguém, mesmo que o deseje, poderá garanti-lo. Mas lá que o discurso europeu há muito deixou de pegar, isso é uma evidência.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Espanha: e se a Europa se partir toda...?




Os resultados das eleições de ontem no País Basco bem como a subida de tom soberanista na Catalunha tudo conjugado com o referendo que terá lugar na Escócia vem pôr-nos perante um cenário há menos de um ano impensável: se alguns países da União Europeia se partirem o que vai suceder a esta? E quais os reflexos disso na actual crise económica e financeira?

Para um euro-céptico o cenário de uma maior pluralidade de protagonistas na União só pode agradar. Mais vozes são mais dificilmente controláveis por Bruxelas do que o contrário. E povos que acabem de chegar à independência serão menos susceptíveis de aceitar Merkeladas como a do direito de veto de Bruxelas aos orçamentos nacionais...

Mas sobretudo o que se está a passar hoje no Reino Unido, em Espanha e na Bélgica (onde a separação entre a Flandres e a Walónia é cada vez mais um facto) ou em Itália (com a oposição do Norte ao Sul), vem demonstrar que em política não há cenários adquiridos e cada vez mais os povos percebem que não estão condenados a ficar nas mãos das suas elites nem dos seus propósitos utópicos (no caso de uma Europa única centralizada em Bruxelas). E ou estas percebem isso ou então ficaremos nas mãos de movimentos populistas com todos os consequentes riscos...