Como muitos dos meus concidadãos não estou convencido que o enorme e brutal aumento de impostos em Portugal não poderia ter sido parcialmente evitado se do lado da despesa do Estado estivesse a ser feito idêntico esforço. Acredito em Vitor Gaspar quando diz que é histórica a diminuição da despesa pública mas não acredito (aliás sei-o de facto até pelas minhas responsabilidades na Federação Portuguesa pela Vida como este comunicado o diz) que não se possa continuar a cortar e muito.
Vou até mais longe e acredito mesmo que algumas medidas talvez de pequeno montante mas significativas de exemplo se podiam ver tomar pelos nossos governantes apesar de as saber em certa medida demagógicas (o parque automóvel do Estado é um desses pontos). Mas nada disso me leva a deixar de apoiar o Governo no rumo que vai seguindo e que requer de todos, não uma atitude negativa ou resistente, mas sim de pedir e ajudar a que se faça mais e melhor.
E nesse sentido acho que as pessoas (ou algumas e muitas) não tomaram ainda bem consciência da situação em que Portugal se encontra e que é de verdadeira dependência não dos senhores da troika, mas do facto de não vindo o respectivo dinheiro, não haver com que pagar nem a função pública, nem serviços essenciais. E nesse sentido a notícia hoje do Público de que "Eurogrupo aprova nova tranche para Portugal" quase não é boa notícia, no sentido de que me parece estamos todos necessitados de provar o que significa estar falidos como estamos e sem dinheiro para mandar cantar um cego...
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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segunda-feira, outubro 08, 2012
As tranches do empréstimo da Troika
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Vitor Gaspar
quinta-feira, outubro 04, 2012
PAGAR O PASSADO E SOLUCIONAR O PRESENTE, SEM ARRASAR O FUTURO
Há mais perplexidades nas medidas anunciadas por Vitor Gaspar que estas aqui abaixo e a elas voltarei, mas entretanto a APFN coloca neste seu comunicado de hoje e desde já as questões fundamentais:
PAGAR O PASSADO E SOLUCIONAR O
PRESENTE, SEM ARRASAR O FUTURO
Portugal está, actualmente, a pagar pelos erros do passado e a procurar resolver os problemas do presente, o que implica a adopção de medidas radicais.
Lisboa, 4 de Outubro de 2012
Comunicado
Portugal está, actualmente, a pagar pelos erros do passado e a procurar resolver os problemas do presente, o que implica a adopção de medidas radicais.
No entanto, as necessárias medidas de
austeridade que têm sido adoptadas têm vindo a comprometer seriamente o seu
futuro, atingindo de forma desproporcionada as famílias com filhos, tanto mais
quanto maior o seu número, uma vez que no cálculo do “rendimento de referência”
é desprezada ou menosprezada a existência de dependentes nas famílias que os
têm, designadamente:
· nos escalões do IRS e nas taxas
moderadoras do serviço de saúde (em que não são contabilizados os filhos)
· nos passes sociais (em que cada filho
vale apenas 25%)
· nos abonos de família (em que cada
filho vale apenas 50%).
Portugal carece urgentemente de um
sentido de equidade e justiça relativamente às famílias com filhos a cargo.
Para estas famílias, que possuem um conjunto de despesas essenciais muito mais significativo,
o esforço provocado pela austeridade é incomparavelmente maior.
Esta falta de sentido de equidade e
justiça provoca, naturalmente, um cada vez menor número de nascimentos – neste
ano, iremos ter mais um mínimo absoluto, provavelmente inferior a 90.000,
70.000 menos do que seria necessário para garantir a renovação das gerações.
Foi ontem anunciado mais um forte
agravamento das medidas de austeridade.
A APFN apela ao governo para aproveitar
esta oportunidade para adoptar, JÁ, o “rendimento per capita” como “rendimento
de referência”, a começar pelos escalões do IRS, abono de família, taxas
moderadoras e passes sociais.
A não adopção desta medida irá provocar
uma ainda maior queda da taxa de natalidade e emigração das famílias com filhos
e dos que desejam tê-los, arrasando, de vez, o futuro do país.Lisboa, 4 de Outubro de 2012
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Vitor Gaspar
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