Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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quarta-feira, abril 25, 2012
25 de Abril: como o tempo passa...
Ontem cá em casa tivemos uma churrascada com amigos da minha filha mais velha. Deitamo-nos tarde. A essa hora dava na SIC - Notícias uma série na qual é feita uma reconstituicção ficcionada desse dia e da Revolução. Surpreendi-me interessado em ver e até "entusiasmado" com o andamento do golpe conforme ele se ia desenrolando. Um pouco desiludido com o "à portuguesa" da coisa e novamente espantado com a falta de reacção do poder de então e dos seus braços armados, sucessivamente enviados ao Terreiro do Paço. Pelo menos nas cenas que vi (já era tarde, pus a gravar, continuarei hoje) não havia de facto ninguém que estivesse disposto a morrer pelo regime (ou pela ideia de Portugal que aquele defendia)...
Escrevi acima surpreendido porque seja em virtude da minha história de militância juvenil anti-comunista seja pela ferida profunda da descolonização (uma verdadeira tragédia pela qual entre outras coisas não nutro simpatia nenhuma por Mário Soares, mesmo com o desconto da Fonte Luminosa) ou pelo conhecimento próximo que tenho de muita injustiça que daí nasceu (esbulho da propriedade, ofensa dos direitos fundamentais de muitos, sofrimento familiar) esta foi a primeira vez ao fim de 38 anos em que estava a ver uma coisa sobre o 25 de Abril e que não estava de pé atrás (mesmo tendo presente desde há anos o resultado bom e desejável das liberdades civicas e da democracia) e até estava a simpatizar, do ponto de vista de empreendimento-operação militar, com "a coisa"...o que me fez pensar em como realmente o tempo tem um efeito poderoso e hoje em dia permite um distanciamento em relação ao acontecido que na proximidade é impossivel...e torna-se-me assim mais possivel compreender tantas aproximações, amizades e ligações, que se sucederam a confrontos grandes (eleições, guerras civis nos Palop's, etc.) as quais estranho porque em geral eu me conservo nas mesmas posições então assumidas...
Como dizia um grande presidente de um grupo industrial de origem belga: "C'est l'age...!" ;-)
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quarta-feira, novembro 30, 2011
Europa: concordando com Mário Soares
Não tenho especial simpatia (de facto, nenhuma...;-) por Mário Soares (contas antigas relacionadas com a miserável descolonização dos anos 70) a não ser a gratidão pelo seu contributo para termos parado os comunistas depois do 25 de Abril, mas quando uma pessoa diz uma coisa acertada, isso é-o, independentemente de outras considerações.
Assim a ocasião de concordar é dada por esta parte das suas declarações no Público de ontem quando diz:
"A União Europeia está desorientada. Dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor".
Embora não concorde com a extensão do anátema (o que tem faltado é neo-liberalismo, isto é ter obrigado os bancos a suportarem o custo das asneiras que fizeram, salvando-os à custa de todos os contribuintes...) é bem visto de facto.
Sobretudo porque nunca é demais recordá-lo a União Europeia é uma ideia e iniciativa de politicos católicos (de Missa diária, acrescente-se) que não vejo se reveriam hoje na actual construção europeia e nos seus atropelos ao princípio da subsidiariedade, um dos pilares da Doutrina Social da Igreja.
Assim a ocasião de concordar é dada por esta parte das suas declarações no Público de ontem quando diz:
"A União Europeia está desorientada. Dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor".
Embora não concorde com a extensão do anátema (o que tem faltado é neo-liberalismo, isto é ter obrigado os bancos a suportarem o custo das asneiras que fizeram, salvando-os à custa de todos os contribuintes...) é bem visto de facto.
Sobretudo porque nunca é demais recordá-lo a União Europeia é uma ideia e iniciativa de politicos católicos (de Missa diária, acrescente-se) que não vejo se reveriam hoje na actual construção europeia e nos seus atropelos ao princípio da subsidiariedade, um dos pilares da Doutrina Social da Igreja.
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