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segunda-feira, janeiro 30, 2012

A extinção do MEP

Noticia hoje o Público a extinção, como partido político, do MEP. As razões estão aqui.

Impressionou-me na tentativa a qualidade e inovação da mesma (intervenção política muito centrada nos aspectos sociais, materiais produzidos, iniciativas e presença digitais, etc.), a originalidade de algumas ideias e a frescura de alguns posicionamentos como o de candidatar Laurinda Alves ao Parlamento Europeu, mas também:

a) Como beneficiando ao principio de boa imprensa, depressa esta os pôs de parte (não os levando ao colo como aconteceu em seu tempo com o BE e como muito bem observou uma vez José Miguel Júdice) e

b) A reacção dos eleitores, sempre a queixar-se "dos mesmos", mas que depois não acolhem estas novas propostas como aconteceu com o PPV ou com um outro de que, peço desculpa, já não me lembro do nome...

Ou seja: mesmo uma coisa bem pensada, não conseguiu romper este sistema partidário que se encontra completamente petrificado. Por quanto tempo?

Com a liberdade de quem não esteve no MEP nem votou nele, ficam os parabéns a quem o levou por diante e a certeza de que quem o fez, mais tarde ou mais cedo, dará cartas, neste âmbito ou em outros, e com isso beneficiará o país e o sistema democrático.

quinta-feira, junho 02, 2011

O assunto das próximas eleições: há mais vida além do défice!

Retomo o meu artigo no Público de ontem para sublinhar que no próximo Domingo não se decide apenas quem será o próximo primeiro-ministro mas a eleição de 230 deputados que nos próximos quatro anos (normalmente...) decidirão sobre multiplos aspectos da nossa vida e do bem comum.
Isso não significa que tendo isto em consideração não se vote coincidentemente com o que seria o "voto útil" (conceito que varia com a perspectiva e a posição: o PSD pode ser o voto útil do centro-direita, como o PP pode ser o voto útil da área conservadora e o MEP em Lisboa o voto útil da área dos pequenos partidos que integra aquela última...) mas chama a atenção para que há mais vida além do défice (e do FMI) como acertada, embora inoportunamente, disse um dia Jorge Sampaio.
A propósito ainda destes últimos temas é útil ir ao Publico de hoje e aí na página 13 ver duas noticias: pedido condenação de uma mulher que ocultou o cadáver de um feto de 37 semanas e queixa no DIAP contra "barrigas de aluguer". E já agora ver a nota genial de Helena Matos "referendos fofinhos e referendos muito feios" ;-)

quarta-feira, junho 01, 2011

As providências cautelares e os debates na Televisão (desta vez o MEP)

Enviei ontem mensagens encomiásticas a alguns dos meus amigos que são dirigentes do MEP a felicitá-los vivamente pela vitória ontem no Tribunal de Oeiras (cuja independência, respeito da legalidade e sentido de justiça, são também de louvar) da segunda providência cautelar que puseram (seguindo a do MRPP).
Na verdade essa vitória extraordinária (sobre a tirania dos grandes partidos e dos media que os servem e promovem) aproveita de hoje em diante a todos (nesta e nas próximas gerações) que vão gozar mais democracia em Portugal e vinga todos os humilhados e esquecidos que ao longo de 37 anos, na politica partidária ou civica, foram vitimas de descriminação no acesso aos meios de comunicação e de um silenciamento sistemático, incompreensivel até nos próprios termos e interesses de um jornalismo digno desse nome.
No caso particular não sei, como ninguém sabe,qual o destino e sucesso reservados ao MEP, empresa na qual não estou envolvido, mas tenho a certeza profunda que através da iniciativa deles pelo menos um grande resultado já alcançaram: o de lutando pela liberdade deles, terem-na proporcionado a todos nós.
Em nome dos portugueses que o percebem e sobretudo em nome dos que não o percebem, de todas as cores e todos os matizes: muito obrigado.