O Diário de Notícias de hoje lança a discussão sobre se os políticos devem ser obrigados a assumir a sua pertença à Maçonaria (maliciosamente naquela tipica misturada que se faz nestas ocasiões acrescenta-se o Opus Dei ao rol...). Vindo isto a propósito do caso do relatório da audiência numa comissão parlamentar de um dos ex.chefes dos serviços secretos e também ele Maçon.
Assim a quente e pouco estruturado, parece-me:
1. Era só o que faltava que se instituisse essa regra seja para a pertença à Maçonaria, seja para a pertença a qualquer associação religiosa. Está-se aqui no campo da reserva da vida privada e da liberdade individual e nada justifica, nunca!, um atentado a esses valores.
2. Até porque e no caso (como muito bem diz o Deputado António Filipe com aquele bom senso e realismo que em geral caracteriza os comunistas) a regra seria inútil. Se a Maçonaria é uma associação secreta, os seus membros pura e simplesmente, não o declararariam, sob pena de que lá se ia o secretismo...! ;-)
3. É verdade que a Maçonaria tem formalmente um compromisso de entre-ajuda que não existe nas organizações religiosas e por isso em certa medida a liberdade dos seus membros, no exercicio das suas funções, está limitada por um factor que pode prejudicar a transparência da vida democrática e da decisão política. Mesmo assim...deve prevalecer a liberdade individual!
4. Questão completamente diferente e eventualmente aplicável ao caso é a questão do "conflito de interesses" para o qual existem regras que limitam o exercício dos políticos (sejam os nacionais, seja, como é o meu caso, os autarcas [sou membro da Assembleia Municipal de Lisboa, eleito pelo PPD-PSD na Coligação Lisboa com Sentido]). Isto é: da mesma maneira que um sócio de uma sociedade que venda um certo produto e simultâneamente seja um político chamado a decidir sobre uma lei que importa de alguma forma uma vantagem para aquele produto, deve declará-lo, eximindo-se de votar, da mesma maneira um Maçon chamado a intervir num processo político em que a Maçonaria possa ser parte interessada (por exemplo, a entrega de um Palacete em Lisboa a um qualquer Grande Oriente) dever-se-ia escusar de votar na deliberação que o previsse.
Um exemplo comigo: já não me lembro porquê, mas quando estava na Assembleia da República e sendo membro da Ordem dos Advogados, juntamente com outros colegas de profissão, declarei-me impedido de votar uma lei qualquer respeitante ao exercício da profissão (peço desculpa, mas não me lembro qual...:-(
Mas isto são só as primeiras impressões. Aguardemos pelo debate.
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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quinta-feira, janeiro 05, 2012
Politicos pressionados a assumir que são maçons
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quarta-feira, janeiro 04, 2012
PSD, serviços secretos e Maçonaria
Continua a "novela" do relatório da audiência na Assembleia da República. Independentemente do que se vier a apurar sobre o caso concreto a mim o que me importa é o factor humano e a pessoa de cada um que entra para a Maçonaria (em especial aqueles que eu conheço ou já me cruzei).
Impressiona-me a aparente ligeireza com que o fazem e assusta-me a ignorância que mostram quanto aos sarilhos em que se estão a meter, os compromissos em que se estão a enredar e tenho medo do percurso que farão conforme forem descobrindo, evoluindo de grau, a verdadeira natureza da organização para onde entraram. A todos o que digo é "saiam enquanto puderem"...Deus vos proteja!
Impressiona-me a aparente ligeireza com que o fazem e assusta-me a ignorância que mostram quanto aos sarilhos em que se estão a meter, os compromissos em que se estão a enredar e tenho medo do percurso que farão conforme forem descobrindo, evoluindo de grau, a verdadeira natureza da organização para onde entraram. A todos o que digo é "saiam enquanto puderem"...Deus vos proteja!
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terça-feira, janeiro 03, 2012
Ainda a Maçonaria e o relatório do PSD na AR
Acabei de ver agora esta notícia vinda da Lusa:
PSD "não retirou rigorosamente nada" sobre ligações à Maçonaria nas secretas - Teresa Leal Coelho

PSD "não retirou rigorosamente nada" sobre ligações à Maçonaria nas secretas - Teresa Leal Coelho
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
Lisboa, 03 jan (Lusa) - A vice-presidente da bancada social-democrata Teresa Leal Coelho afirmou hoje que o PSD não retirou "rigorosamente nada" do seu relatório que concluiu pela ligação de membros da maçonaria às secretas.
"O PSD não apagou rigorosamente nada", afirmou a vice-presidente da bancada do PSD, distinguindo o relatório social-democrata de um projeto de relatório - de que foi autora - que refletiria as conclusões subscritas por vários partidos no âmbito de um grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Constitucionais.
Em conferência de imprensa no Parlamento, Teresa Leal Coelho afirmou ainda que as conclusões do relatório do PSD foram subscritas pelo líder da bancada, Luís Montenegro, que hoje não negou ser da loja maçónica Mozart, segundo o Expresso a mesma do ex-diretor do SIED Jorge Silva Carvalho.
"Este relatório foi elaborado e apresentado com a anuência do presidente do grupo parlamentar, doutor Luís Montenegro. Foi o doutor Luís Montenegro que, sem alterar uma vírgula, me pediu para apresentar o relatório com estas conclusões exatamente como ele consta na sua versão de 28 de outubro e que ainda hoje é o relatório do PSD", afirmou Teresa Leal Coelho.
A vice da bancada social-democrata explicou que, no âmbito das audições realizadas na primeira comissão sobre irregularidades no funcionamento das secretas, nomeadamente passagem de informações para empresas privadas e o acesso ao registo telefónico de um antigo jornalista do Público, foi constituído um grupo de trabalho para elaborar um relatório sobre as conclusões daquelas audições.
Como metodologia, cada partido elaboraria um relatório próprio e depois seria produzido um relatório comum a todos os partidos, que ainda não foi aprovado.
"O que é dito no relatório, uma vez que ele já é público, é que há insinuações, é que há indícios, relativamente a ligações de algumas pessoas, não só nos serviços de informações, mas também fora deles, e algumas lojas da maçonaria. Nós vertemos isso no relatório, mantemos o relatório", afirmou.
O jornal Público escreveu hoje que o "PSD apagou do relatório preliminar sobre as audições relativas aos serviços secretos, realizadas na primeira comissão parlamentar, as referências que indiciavam ligações de titulares de cargos de chefia e de direção da 'intelligence' à Maçonaria".
ACL.
Lusa/Fim
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PSD retira de relatório sobre as ‘secretas’ alegadas ligações à Maçonaria
Muito preocupantes hoje as notícias de que o PSD terá retirado de um relatório à Assembleia da República as referências às ligações entre quadros dos serviços de informações e a Maçonaria...bem como a reportagem do Expresso deste Sábado no qual se conclui que o grupo dominante durante o Governo Sócrates nas Informações continua a controlar as mesmas...
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sexta-feira, dezembro 02, 2011
Espanha: é mandá-los passear...
O exemplo é politicamente incorrecto (proposta de trasladação do corpo de Francisco Franco do Vale dos Caídos para um local a escolher pela família) mas a reacção do Governo espanhol a esta e outras propostas de uma comissão constituida para avaliar a situação daquele monumento (criado com o objectivo de promover a reconciliação nacional e por isso reunindo os restos mortais de combatentes dos dois lados) foi como deve ser: "a principal preocupação dos espanhois é o desemprego, não é onde Franco está enterrado" e "o PP não vai abrir debates que não existem como fazia o governo Zapatero, criando situações para distrair a opinião pública"...;-)
Realmente (apesar do caracter eventualmente reaccionario deste debate que só interessa àqueles que ainda estão em 1936-1939 [desde que se omita a perseguição à Igreja, a profanação dos túmulos nas Igrejas e a destruição destas, o assassinato de milhares de leigos, padres e freiras, claro]) é esta a diferença que pode fazer uma maioria de centro-direita sem papas na lingua e certa do que importa. Mas, também é verdade, que por lá não houve quem tivesse tomado também esse campo como aconteceu entre nós...
Realmente (apesar do caracter eventualmente reaccionario deste debate que só interessa àqueles que ainda estão em 1936-1939 [desde que se omita a perseguição à Igreja, a profanação dos túmulos nas Igrejas e a destruição destas, o assassinato de milhares de leigos, padres e freiras, claro]) é esta a diferença que pode fazer uma maioria de centro-direita sem papas na lingua e certa do que importa. Mas, também é verdade, que por lá não houve quem tivesse tomado também esse campo como aconteceu entre nós...
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domingo, agosto 28, 2011
A espionagem pelo SIED ao telefone de um jornalista do Público
Percebo a indignação que percorre o meio dos jornalistas quanto à espionagem ao telefone do jornalista Nuno Simas (então do Publico, agora da Lusa). Assusta-me também a sensação generalizada de que o uso de escutas telefónicas é frequente no nosso país e por isso a nossa liberdade é menor do que aquela que cremos usufruir. Pessoalmente já me asseveraram fontes muito crediveis que também eu e outros amigos das movimentações civicas a favor da Vida e da Família fomos ocasional ou permanentemente objecto de vigilância pelos serviços de informações...será verdade? O simples facto de se poder admiti-lo é já de si um triste retrato da situação...
Dito isto não será normal no caso que essa espionagem tivesse existido...? O dito jornalista escreve sobre a actividade dos serviços com caracter de regularidade. Não será função da contra-espionagem procurar assegurar-se de que não existiam nos serviços "buracos" pelos quais as informações chegavam à comunicação social e assim podiam também chegar a muitos outros meios, com prejuizo para a segurança nacional...? Questão diferente é se as ditas escutas ou vigilâncias foram efectuadas no quadro e de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e eventual respaldo judicial.
Percebo este controle a que aludo acima é dificil, mas, bolas!, há-de existir forma de o efectuar...! E de assim nós ficarmos sossegados quanto à nossa liberdade e quanto às secretas cumprirem a sua missão que é de facto indispensável.
Nota final: como português confiado em que alguém estará a tratar da segurança de todos nós, estou muito intranquilo com:
a) que todos os dias matérias dos serviços estejam nos jornais, se saiba quem lá trabalha, como fazem e o que fazem, etc.
b) o eventual predominio da Maçonaria nos quadros dirigentes dos serviços de informações...
Dito isto não será normal no caso que essa espionagem tivesse existido...? O dito jornalista escreve sobre a actividade dos serviços com caracter de regularidade. Não será função da contra-espionagem procurar assegurar-se de que não existiam nos serviços "buracos" pelos quais as informações chegavam à comunicação social e assim podiam também chegar a muitos outros meios, com prejuizo para a segurança nacional...? Questão diferente é se as ditas escutas ou vigilâncias foram efectuadas no quadro e de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e eventual respaldo judicial.
Percebo este controle a que aludo acima é dificil, mas, bolas!, há-de existir forma de o efectuar...! E de assim nós ficarmos sossegados quanto à nossa liberdade e quanto às secretas cumprirem a sua missão que é de facto indispensável.
Nota final: como português confiado em que alguém estará a tratar da segurança de todos nós, estou muito intranquilo com:
a) que todos os dias matérias dos serviços estejam nos jornais, se saiba quem lá trabalha, como fazem e o que fazem, etc.
b) o eventual predominio da Maçonaria nos quadros dirigentes dos serviços de informações...
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quarta-feira, junho 22, 2011
Maçonaria: a coragem de Pacheco Pereira
Na Sábado que hoje saiu (Corpo de Deus amanhã, oblige...) Pacheco Pereira chama a atenção para o pudor que há em nomear a maçonaria e como é importante perceber que na política hoje em dia em Portugal não se consegue ler os acontecimentos sem tomar em consideração a sua existência.
Bem-haja pela coragem!
Bem-haja pela coragem!
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terça-feira, dezembro 28, 2010
A Promulgação de Cavaco e a liberdade de educação
A promulgação pelo Presidente da República da lei do Governo sobre o ensino particular e cooperativo (e só isto é dizer muito dos propósitos malévolos da mesma lei já que o referido decreto não se detém no sistema de financiamento deste sector do ensino, por acaso, o mais em evidência em todos os rankings...) vem demonstrar que de facto Cavaco Silva decidiu há muito promulgar tudo o que o governo lhe apresentar e mais um pacote de batatas fritas...
É verdade que neste momento se desconhecem que alterações introduziu o Governo no diploma (num processo legislativo no minimo de contornos estranhos já que creio não haver memória de diplomas para promulgação serem mudados nessa sede sem serem submetidos a reaprovação pelo respectivo órgão emissor...) mas se foi só no financiamento então na substância a ameaça permanece...
É mesmo encanar a perna à rã criticar o diploma do governo por causa da necessidade de previsibilidade nas relações da economia com o estado. O que está em causa com aquele diploma do governo é a liberdade de educação e não é por acaso que este ataque sem precedentes vem do governo que vem (socialista e sob a influência da Maçonaria) mas só quando o seu texto for conhecido (na publicação) será de facto possivel verificar se as respectivas emendas são de facto as necessárias ou só cosmética...
Leia-se a este propósito o que vem na Ecclesia (declarações do presidente da APEC)
É verdade que neste momento se desconhecem que alterações introduziu o Governo no diploma (num processo legislativo no minimo de contornos estranhos já que creio não haver memória de diplomas para promulgação serem mudados nessa sede sem serem submetidos a reaprovação pelo respectivo órgão emissor...) mas se foi só no financiamento então na substância a ameaça permanece...
É mesmo encanar a perna à rã criticar o diploma do governo por causa da necessidade de previsibilidade nas relações da economia com o estado. O que está em causa com aquele diploma do governo é a liberdade de educação e não é por acaso que este ataque sem precedentes vem do governo que vem (socialista e sob a influência da Maçonaria) mas só quando o seu texto for conhecido (na publicação) será de facto possivel verificar se as respectivas emendas são de facto as necessárias ou só cosmética...
Leia-se a este propósito o que vem na Ecclesia (declarações do presidente da APEC)
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quarta-feira, novembro 28, 2007
Aulas de cristianismo nos liceus: ainda bem que são no Iraque!
Porque se fossem em Portugal teríamos queixa da Associação Laicidade e República pela certa...! :-)
A notícia é esta:
Aulas de cristianismo no ensino público iraquiano
Explica Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nisibi dos Caldeus
TURIM/ROMA, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Em um recente encontro, o presidente da República Iraquiana, Jalal Talabani, assegurou ao patriarca Caldeu de Bagdá, mar Emmanuel III Delly, que, nas escolas públicas, os estudantes poderão ter aulas de religião cristã, declarou Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nissibi (Iraque).
Dom Ishaq, que é também reitor do Babel College e responsável de Assuntos Culturais do Patriarcado da Babilônia dos Caldeus, fez estas revelações em uma entrevista concedida a Luigia Storti, da Sala da Pastoral para os Imigrantes, da Arquidiocese de Turim, Itália.
O prelado aludiu a que o ensinamento da religião cristã deve ser garantido por lei nas escolas públicas de seu país, nas quais os estudantes cristãos sejam ao menos 25% do total.
«O sistema educativo iraquiano se baseia na valorização centesimal dada pela soma das notas finais em cada disciplina estudada – explicou o bispo auxiliar. Em muitas escolas, o único ensinamento religioso ministrado é o islâmico e, em conseqüência, a falta de uma disciplina e de sua qualificação, para os estudantes cristãos é muito difícil ter notas finais iguais que as de seus companheiros muçulmanos que, ao contrário, têm um exame a mais.»
Revelou que «o presidente Talabani prometeu ao patriarca mar Emmanuel III Delly intervir ante o Ministério da Educação para que também os alunos cristãos pudessem ter exames de religião no fim do c urso – cristã, obviamente –, que lhes permitiriam obter notas finais mais altas».
No artigo, revela-se que antes da queda do regime de Sadam Hussein, a não-admissão de estudantes cristãos pelos diretores escolares, que mantinha a porcentagem sempre abaixo do requerido (25%) estabelecido por um decreto de 1972, podia dever-se à necessidade de não agravar o orçamento escolar com um salário a mais.
Neste sentido, Dom Ishaq disse que «não se pode ignorar que às vezes a exclusão foi ditada mais por motivos 'políticos' que econômicos, e isso apesar do fato de que, durante o regime de Sadam Hussein, foi nomeado pelo Governo um responsável pelo ensino da religião cristã ligado ao Ministério de Educação, e encarregado justamente de supervisionar que se respeitasse o decreto de 1972».
A notícia é esta:
Aulas de cristianismo no ensino público iraquiano
Explica Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nisibi dos Caldeus
TURIM/ROMA, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Em um recente encontro, o presidente da República Iraquiana, Jalal Talabani, assegurou ao patriarca Caldeu de Bagdá, mar Emmanuel III Delly, que, nas escolas públicas, os estudantes poderão ter aulas de religião cristã, declarou Dom Jacques Ishaq, bispo auxiliar de Nissibi (Iraque).
Dom Ishaq, que é também reitor do Babel College e responsável de Assuntos Culturais do Patriarcado da Babilônia dos Caldeus, fez estas revelações em uma entrevista concedida a Luigia Storti, da Sala da Pastoral para os Imigrantes, da Arquidiocese de Turim, Itália.
O prelado aludiu a que o ensinamento da religião cristã deve ser garantido por lei nas escolas públicas de seu país, nas quais os estudantes cristãos sejam ao menos 25% do total.
«O sistema educativo iraquiano se baseia na valorização centesimal dada pela soma das notas finais em cada disciplina estudada – explicou o bispo auxiliar. Em muitas escolas, o único ensinamento religioso ministrado é o islâmico e, em conseqüência, a falta de uma disciplina e de sua qualificação, para os estudantes cristãos é muito difícil ter notas finais iguais que as de seus companheiros muçulmanos que, ao contrário, têm um exame a mais.»
Revelou que «o presidente Talabani prometeu ao patriarca mar Emmanuel III Delly intervir ante o Ministério da Educação para que também os alunos cristãos pudessem ter exames de religião no fim do c urso – cristã, obviamente –, que lhes permitiriam obter notas finais mais altas».
No artigo, revela-se que antes da queda do regime de Sadam Hussein, a não-admissão de estudantes cristãos pelos diretores escolares, que mantinha a porcentagem sempre abaixo do requerido (25%) estabelecido por um decreto de 1972, podia dever-se à necessidade de não agravar o orçamento escolar com um salário a mais.
Neste sentido, Dom Ishaq disse que «não se pode ignorar que às vezes a exclusão foi ditada mais por motivos 'políticos' que econômicos, e isso apesar do fato de que, durante o regime de Sadam Hussein, foi nomeado pelo Governo um responsável pelo ensino da religião cristã ligado ao Ministério de Educação, e encarregado justamente de supervisionar que se respeitasse o decreto de 1972».
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