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domingo, julho 06, 2014

Três anos sobre a morte de Maria José Nogueira Pinto (foi em 6 de Julho de 2011)

Continuam a mesma saudade, amizade e presença...


Fui procurar notícias e encontrei esta entrevista em conjunto com o Jaime que não me recordava ter lido.

E também faço a lista de homenagens de que me lembrei, embora provavelmente haja mais:

Uma unidade de cuidados continuados da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Um monumento na Ribeira das Naus em Lisboa
Um prémio de responsabilidade social

Encontrando também este post no blog Delito de Opinião fui recordado da publicação no Observador do belíssimo discurso do Jaime na inauguração do monumento em Lisboa.

Até ao Céu, vamos vendo-nos na comunhão dos santos e no crescimento e recomposição da presença católica na política...




sábado, novembro 17, 2012

Cidadãos à Política: adere, vota e intervém dentro de um partido


Um artigo no Expresso de hoje intitulado "O futuro da nossa democracia está nas mãos dos cidadãos" chamou-me a atenção para um movimento cívico novo, com o nome constante do título acima, e que me parece assenta numa ideia que eu aqui tenho repetidas vezes retomado: ou nos ocupamos da política ou ela ocupa-se de nós e ou nos ocupamos dos partidos ou estes ocupam-se de nós...

Não posso estar mais de acordo e muitas vezes nas movimentações civicas em que estive (referendos do aborto de 1998 e 2007, petições pedindo referendo à despenalização do consumo de drogas, à lei da procriação artificial e à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, petições Mais Vida Mais Família e outra pela inclusão de uma referência ao Cristianismo no preâmbulo da Constituição Europeia, e tantas outras) e estou envolvido (algumas indicadas aqui ao lado na caixa "Causas Por Causa Dele") tenho feito esse apelo: cada um escolha o partido da sua preferência e aí faça-se ouvir. Fazendo-o descobrirá que há outros como ele e juntos será possível fazer muita coisa. É preciso, é verdade, paciência, inteligência, sacríficio e estudo sério. Mas a par disso encontrará também humanidades diversas mas interessantes, alegria, gosto de realizar coisas, fazer nascer realidades novas, e sobretudo a possibilidade de verificar as suas ideias em acção e afirmá-las no espaço público.

Quando comecei em 1997 nestas iniciativas de sociedade civil não só essas movimentações eram poucas, como não era percebido como hoje da necessidade de interacção com o sistema político, também na sua dimensão partidária (a mim pessoalmente o que mais me educou nesse sentido foi a amizade com a Maria José Nogueira Pinto). A própria noção da respectiva dimensão e força (da sociedade civil e dos movimentos de cidadania) era praticamente inexistente. O quanto as coisas mudaram entretanto!
Disso é também reflexo de saudar a iniciativa Cidadania 2.0 que se encontra aqui.

quinta-feira, outubro 25, 2012

Comentários de Capitão Gay ao inquérito sobre a vida sexual dos portugueses publicado no Expresso

De um amigo meu recebi há um mês o email que abaixo reproduzo assinado por "Capitão Gay" (uma referência ao personagem do mesmo nome criado pelo humorista brasileiro Jô Soares).
É sintomático do actual ambiente cultural e social (das limitações objectivas á liberdade de expressão) que a pessoa que o escreveu (uma análise dos números da homossexualidade em Portugal a partir de um vasto inquérito à vida sexual dos portugueses promovido e publicado pelo jornal Expresso) tenha preferido refugiar-se no anonimato...
O ponto central que me parece de sublinhar, sobretudo num momento em que se inicia a discussão da co-adopção, é que esta análise quantitativa vem demonstrar que estamos perante um modo de vida mais do que residual que se já nos princípios não justificava mudanças significativas na ordem júridica (o "legislar a espreitar pelo buraco da fechadura" na expressão feliz de Maria José Nogueira Pinto) muito menos como fenómeno social.
Quem quiser ver este estudo do Expresso pode fazê-lo aqui.

A Verdadeira Dimensão do Fenómeno: 1,6% de gays em Portugal

Por: Capitão Gay

            Escrevo este texto a propósito dos dados divulgados pelo Expresso no seu estudo intitulado Tudo Sobre o Sexo dos Portugueses e começo por louvar o semanário pelo trabalho que agora nos oferece. Não que me interesse particularmente saber se 35% da direita não tem relações sexuais há mais de um ano, ou se a rapaziada do Sporting tem menos apetite pela coisa que os do Porto. Tão pouco me interessa saber se os mais ricos se sentem menos “afectados sexualmente” pela crise do que os mais pobres, ou se uma percentagem reduzida da população (4,8%) já alguma vez se aleijou no acto. Brincadeiras aparte é um estudo sério, o primeiro realizado no nosso país, e que conta com uma equipa técnica credível na qual pontuam entre outros, o sociólogo Pedro Moura Ferreira, e o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz. O estudo tem a chancela da multinacional de estudos de mercado GFK.

Escrevo este texto para saudar com agrado a informação que finalmente alguém nos traz, respeitante à prática da homossexualidade neste nosso torrão luso. E, não, não é necessário que comecem a soar as trombetas de alerta da milícia anti-homofobia. Descansem os guardiães do politicamente correcto que não pretendo escandalizar mentalidades. Venho apenas salientar os factos apresentados (e abstenho-me de informar, por uma questão de mero pudor intelectual, se tenho ou não “amigos gay”). Preliminares à parte (para 20% dos portugueses duram entre seis e dez minutos) vamos ao que interessa.  

Sempre me deu que pensar o facto de a mera informação quantitativa nunca ter estado disponível, nem em Portugal, nem em muitos outros países do mundo civilizado. Não será estranho que, num tema tão na agenda do dia, não saibamos quantos são os que agora já se podem casar no nosso país, os que aspiram a adoptar e, sobretudo os que intimidam a nossa frágil democracia com o seu poderoso lobi? Não será estranhíssimo nunca termos sabido de que quantidade de gente se falava quando nos referíamos à temível e agora venerada “comunidade gay”? Caramba, não seremos os Estados Unidos que tudo estudam e sobre tudo têm dados estatísticos – desde o número de baratas por metro quadrado que circulam pelos esgotos de Manhatan até à pegada ecológica do turismo realizado no Grand Canyon – mas sempre soubemos quantos diabéticos temos, quantos taxistas circulam em Lisboa, quantos votam no MRPP e quantos são os sócios do Vitória de Setúbal. Curiosamente, sobre a homossexualidade, nada. Tínhamos apenas as ideias que iam sendo feitas pela comunicação social e pela indústria do entretenimento, ideias essas que nos iam fazendo pensar que “Cada vez há mais!” ou que “Agora isso está por todo o lado!” Confesso que sempre me confundiu tanta opinião definitiva, tanta certeza progressista, tanta tolerância comovida, sem nenhuma informação fiável sobre a dimensão do fenómeno, e muito menos sobre as suas causas. Quanto a números, ficávamo-nos pelo lixo que circula pela net, nunca justificado nem sustentado, claro: se o mundo fosse uma aldeia com cem habitantes, onze (!) seriam homossexuais, etc. Claro que, para quem não perdesse quinze segundos a validar este número por entre as suas relações, o boato acabava por deixar uma ideia, claramente política: vamos dizer que somos muitos para passarmos de uma margem ou de uma excepção, a uma minoria. Penso que este é o verdadeiro motivo pelo qual nunca ninguém esteve muito interessado em falar sério sobre o fenómeno. O seu número implica sempre uma classificação, mesmo que apenas mental: uma coisa é um partido político ter uma votação minoritária de 10%, e aí sim, é uma minoria, outra coisa é ter uma votação de 1% e aí, será qualquer outra coisa que me abstenho de classificar, sobretudo quando aplicada ao domínio do comportamento sexual (eu disse que não ofendia).

Mas o que é certo é que os números sempre apareceram. E, pasme-se, falamos de 1,6%! 1,6%, leram bem. No total, temos em Portugal 1,6 % de homossexuais –  0,8 % são homens e 0,8% são mulheres (se o peso for igual entre os sexos, o que não vem explicitado) – se a isto somarmos mais 0, 8 % de pessoas que já alguma vez na vida tiveram relações sexuais com alguém do mesmo sexo (entre os bissexuais) ou seja, 0,4% são homens e 0,4% são mulheres, atingimos a expressiva soma de 2,4% da população (1,2% são homens e 1,2% são mulheres) que, ou têm uma prática homossexual regular, ou alguma vez na sua vida tiveram uma relação sexual com alguém do mesmo sexo. Confesso que demorei algum tempo a perceber o que estava à frente dos meus olhos quando li a revista do Expresso, mas por fim arregalei os olhos com a certeza. Não será isto absolutamente, como agora se diz, poderoso? Desculpem-me o desabafo, mas depois de tanto filme gay – do charmoso Quatro Casamentos e um Funeral até ao viril Brokeback Mountain – depois de tanta dose diária na comunicação social e nas séries da Fox, AXN, ou nas telenovelas, depois de tanta orgulhosa parada por esse mundo fora, chegamos a isto? É disto que estamos a falar? Terá a montanha parido um hamster? Cerca de um e meio por cento?

É isto, sim, e ao Expresso o devemos. Mas no melhor pano cai a nódoa. O(a) jornalista que apresenta os dados borrou a escrita, talvez cedendo (como eu!) à ira que estes números pudessem provocar no famoso lobi. Tentou esconder - é o único tópico de todos os apresentados em que não comenta os números apurados, preferindo inventar uma suspeita sobre a veracidade do resultado no Porto…  E tentou baralhar com algumas contas bizarras de forma a que apareça por lá um 5, 7% de gente heterossexual que já beijou ou teve algum contacto sexual com alguém do mesmo sexo – o que também não é verdade, são apenas mais 2,4% (1,2% são homens e 1,2% são mulheres?) se descontarmos todos os tipos de bissexuais que estão incluídos e que, já agora, são na sua totalidade 3,1% - (1,6% são homens e 1,5% são mulheres, assumindo pesos iguais entre os sexos)

São estes os números, afinal. E aparentemente passaram despercebidos no meio das excelentes medidas preconizadas pelo nosso ministro Gaspar para revitalizar a economia. O 1,6% passou despercebidos e o lobi está calado, à espera que ninguém dê por isso. Mas eu registo porque já me basta de confusões sobre o tema e porque acho que faço um serviço a todos, divulgando-os.

E pronto. Retiro-me escondido atrás da máscara do personagem criado pelo grande Jô Soares, porque qualquer coisa que se diga sobre este tema, mesmo que seja apenas para apresentar factos, corre sempre o risco de atrair ódios e adjectivos. Como não mereço nem tenho paciência para falsas guerras, vai assim.

sexta-feira, julho 06, 2012

Zézinha: um ano depois...


Regressado ontem a Lisboa, a tempo de hoje estar na Missa de um ano sobre a sua partida para a casa do Pai (alguma coisa no Céu estava a precisar de conserto...;-) foi-me chamada a atenção para o belíssimo artigo que sobre Maria José Nogueira Pinto escreveu Paulo Rangel e que tão bem conta da falta que ela nos faz...!

quarta-feira, maio 23, 2012

Aborto: revisão da regulamentação e Maria José Nogueira Pinto




Com aquela tipica superficialidade, derivada do desconhecimento das suas raízes e razões, que caracteriza o centro-direita hoje em dia, a discussão destes dias em volta da Lei do Aborto, da sua regulamentação, do seu financiamento público, arrisca-se a conduzir a lado nenhum e a uma situação ainda mais confusa do que aquela em que está.
Por todos os exemplos basta este aqui, retirado do i online.
Torna-se por isso indispensável recordar estas palavras lúcidas de Maria José Nogueira Pinto que já há quase dois anos parecia adivinhar o que se pode passar agora. Colo apenas a conclusão:

"De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Ética é preciso coragem para rever aspectos negativos da actual lei. Que coragem e para quê? Para pôr de lado hipocrisias e oportunismos políticos e corrigir uma lei profundamente atingida por equívocos? Ou bastará a pequena coragem do remendo legislativo que dissolva a incomodidade das evidências e devolva a todos uma benévola sonolência?"
Que falta nos faz...!

sábado, abril 28, 2012

Na morte de Miguel Portas



Tenho andado muito impressionado com a morte de Miguel Portas. A razão mais próxima é ditada pela amizade pelo irmão Paulo de quem fui colega muitos anos no Colégio São João de Brito e com quem depois me fui cruzando na política, sobretudo em momentos relacionados com as questões fracturantes.

A outra razão é que há nesta morte um coro de simpatia, admiração e saudade, que vai muito além daquele habitual coro de dar por bom ou melhor do que era, aqueles que morrem. Um dos sinais dessa diferença é que esse mesmo "coro" conta com vozes de todos os quadrantes (isto é, não o celebram a ele só os "do seu clube", mas também adversários de todos os azimutes). Outro sinal é que mais do que a história política a laude de Miguel Portas assenta muito na própria humanidade (defeitos incluídos em artigos de alguns dos seus amigos mais próximos) e na forma como combatia e na dúvida que não deixou em ninguém de que o fazia pelo bem comum assim como o entendia.

Impossivel quando ainda não passou um ano evitar a analogia com o que se passou com Maria José Nogueira Pinto. Ambos tão diferentes nas opções, caminhos e histórias pessoais, mas tendo em comum essa forma de ser e estar (e, também, curiosamente, origem no mesmo meio social).

Uma última nota. Na Sábado transcrevem esta frase retirada do Expresso de 23 de Julho de 2011: "Ao chegar ao fim da vida, quero poder olhar para trás e dizer: 'terei feito algumas asneiras, mas no conjunto posso partir, lá para onde for, com tranquilidade'". Agora que já chegou onde Deus sempre o esperou na Sua infinita Misericórdia que surpresa e encantamento não serão os seus...;-)

domingo, dezembro 18, 2011

Isabel Moreira, a Constituição e Maria José Nogueira Pinto

Quando comecei a escrever este post procurei uma fotografia de Isabel Moreira. De link em link fui parar a este belissimo texto dela sobre Maria José Nogueira Pinto e a uma impressionante fotografia desta. Belissimo porque dando conta de uma experiência pessoal reproduz muitos (tantos) dos testemunhos que foram dados, privada e publicamente, na e sobre a morte da Zézinha. Impressionate a fotografia pela energia, seriedade e profundidade do olhar e que tantas recordações me suscitou e sobretudo este desafio que a morte dos amigos representa: levar as coisas de Deus a sério...
A fotografia é esta:

O que originariamente ia escrever neste post é que subscrevia do ponto de vista juridico (apreciação de constitucionalidade, valor da Lei de Enquadramento Orçamental e mais uns pormenores) uma boa parte dos artigos que no Sol na sexta-feira passada e hoje no Público a Isabel Moreira publicou. Embora não possa deixar de ser levada em consideração a opinião de Jorge Bacelar Gouveia sobre a mesma questão...

quinta-feira, julho 07, 2011

Zézinha (Maria José Nogueira Pinto): obrigado e até ao Céu!


Morreu hoje a Maria José Nogueira Pinto que conheci em 1980 quando comecei a trabalhar com o Jaime, seu marido na revista "Futuro Presente". Conhecia-a então e no tempo fomos ficando amigos de casa. Sendo momento de dor pela perda de uma amiga e pela falta que faz aos seus, é também ocasião de dar graças a Deus por uma vida dada no bom combate. Muito bem na sua memória o José Ribeiro e Castro nas suas declarações. Curiosamente ambos tínhamos jantado juntos ontem e estado a falar sobre ela a uns amigos americanos.
Na história dos nossos movimentos cívicos (pro-família e pro-vida), começada com os Juntos pela Vida em 1996/1997 ela foi decisiva (a origem mesmo) e desde então para mim pessoalmente determinante no meu envolvimento na política "oficial" e dos partidos.
Uma grande mulher, uma grande católica, uma grande portuguesa.
Na Misericórdia esperamo-la já no Céu e com ela daí contamos. Como na despedida entre o Francisco e a Jacinta (pastorinhos de Fátima): "Até ao Céu!"

domingo, outubro 25, 2009

Os animais de circo e a sanha do Governo

Com as suas habituais acutilância, sagacidade e inteligência, Maria José Nogueira Pinto diz hoje no DN tudo o que se devia dizer sobre a incompreensível sanha "animalista" do Governo português...
Pobres crianças privadas de Circo, pobres animais condenados ao abate porque nem podem ser devolvidos à procedência nem utilizados de acordo com a ferocidade regulamentistica do governo, pobres artistas circences proibidos de nos oferecer a sua genialidade e arte, pobres cabeças dos "animalistas" que se atravessam por qualquer animal menos o humano, pobres governantes que se distraem do que os devia ocupar e se ocupam com o que não sabem regular...!