Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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terça-feira, dezembro 04, 2012
Da suspeita permanente sobre os políticos
As noticias que vão saindo sobre as actividades privadas de Passos Coelho e as pessoas com quem foi fazendo negócios em algumas épocas da sua vida não só me parecem relatar coisas normalissimas como relevarem de uma atitude de suspeita permanente sobre os políticos para a qual não há de facto pachorra.
Como não há pachorra para os títulos que pela simples forma como são redigidos já contém em si uma "acusação" que espremida e lida a notícia não há razão nenhuma para a formular. Que mal tem que alguma empresa tenha cedido meios a uma candidatura partidária? Porque hão-de os políticos lembrar-se melhor de coisas passadas há 15-20 anos do que o cidadão normal? Porque não podem as pessoas telefonar-se, recomendar-se, procurar marcar encontros e fazer contactos, procurando vender os produtos das suas empresas? Porque é que não se pode procurar angariar fundos comunitários para financiar projectos em Portugal e fora? Não é a coisa mais normal da vida fazer negócios com amigos e próximos? Tenham dó, meus senhores (comunicação social e oposição) e deixem aqueles senhores trabalhar...(é que enquanto estão a gastar horas a responder pelas suas vidas, não estão a tratar dos assuntos para os quais os elegemos...)
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segunda-feira, julho 30, 2012
Passos Coelho e as eleições
As declarações de Passos Coelho sobre as eleições e o interesse nacional vieram provar que neste país quem nunca se envergonha é a estupidez. No caso a estupidez de alguns comentadores, políticos e outras aves raras que rasgaram as suas vestes com as declarações do nosso primeiro-ministro (como tão bem o explica quer Vasco Pulido Valente, acima no Público, quer Luis Marques Mendes, hoje no Correio da Manhã). O que vale, já agora, suspeito, sob minha responsabilidade, é que felizmente Pedro Passos Coelho se estará saudavelmente a lixar para essa mesma estupidez dos seus detractores...;-)
Também sobre o mesmo assunto o meu amigo José Limon Cavaco escreveu esta nota que me autorizou a colocar neste Blog:
DA DESONESTIDADE INTELECTUAL DO DR. ZORRINHO
Vasco
Graça Moura na sua crónica de ontem “O cardeal e o dr. Zorrinho” trata a
interpretação que o dr. Zorrinho fez das suas palavras como fruto de
iliteracia. Mas não era iliteracia, era bem pior, era desonestidade
intelectual.
A
desonestidade intelectual está para a opinião como a mentira está para o facto.
Passo a detalhar. A mentira corresponde a uma declaração voluntariamente
contrária à percepção que o declarante teve de certos factos, isso fazendo
porque tem um benefício nos efeitos práticos dessa falsa declaração.
A
desonestidade intelectual, por seu turno, corresponde à expressão de uma
opinião contrária àquilo que o opinante sabe ser correcto, isso fazendo porque
tem igualmente um benefício nas repercussões dessa opinião voluntariamente
errada.
Ora,
ontem o dr. Zorrinho incorreu novamente em desonestidade intelectual quando,
comentando as palavras de Passos Coelho, disse que “quem se está a lixar para
as eleições também se está a lixar para os eleitores”. O dr. Zorrinho sabe
perfeitamente que o que Passos Coelho estava a sugerir era que tomaria medidas
impopulares para o bem geral do portugueses, mesmo que isso significasse o seu
sacrifício nas próximas eleições. Até um lobotomizado, ao ouvir essas palavras,
e mesmo que duvidando da sua sinceridade, bateria desajeitadas palminhas de
gáudio pela sua compreensão…
No
entanto, apesar de saber que estava errado mas porque rudemente pretendia
suscitar uma qualquer revolta demagógica contra Passos Coelho, o dr. Zorrinho
conferiu às palavras deste o sentido absurdo de que o que este queria era a todo
o custo fazer mal aos eleitores, não lhe interessando o que estes pensavam
sobre isso. Esta interpretação afronta até os remanescentes neurónios do triste
lobotomizado.
A
mentira é o cancro da linguagem, mas a desonestidade intelectual é o cancro da
liberdade de expressão.
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