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terça-feira, junho 12, 2012

Artigo premonitório nas vésperas do Euro (2001)


O meu amigo e colega de escritório Miguel Alvim escreveu, em 2001, este artigo (para um site interno do escritório onde então trabalhava) que se revelou, infelizmente, completamente premonitório...mais uma vez (e quantas vezes disso não se lembrará Manuel Monteiro) se comprova que de pouco adianta ter razão antes de tempo...! Mas pelo menos agora é devida a homenagem a quem já adivinhava o mau caminho que Portugal levava na União Europeia...fica assim com os meus cumprimentos a fotografia do autor e o dito artigo ;-)

Brevíssimas notas, a 15 dias da entrada em circulação do Euro
por Miguel Saldanha Alvim


Desde logo, uma nota de relatividade histórica ao dizermos adeus ao escudo Português: será para sempre? Quantas voltas deu (dá) o mundo (pense-se, por exemplo, no 11 do 9 ou a reviravolta eleitoral das autárquicas)?
Uma nota estética e de afectividade: os Escudos são redondos e são mais bonitos do que os Euro; nós gostamos mais dos Escudos do que dos Euros.
Uma nota de transitoriedade: o Banco Central Europeu se fosse homem era o antónio Guterres: redondo por fora e liso por dentro;
Uma nota de relatividade e de logicidade, ainda: (um supor): um homem de Gaia - a - Pequena ou de Felgueiras, ou de Ourem, porque não (?), com Euros no bolso passa a fronteira da Alemanha, mas não fica alemão por tal facto; a Alemanha tem 80 milhões de habitantes. O Portugal europeu já só tem 10 (onde estás tu Portugal dos vinte e cinco, das muitas raças e um só Povo). Nós fabricamos galos de Barcelos e roupa interior, na Alemanha fabricam Mercedes-benz; quero eu dizer: o Euro será um mero estalão comum da eurolândia, mas estou em crer que o “Euro alemão” há-de valer mais do que o “Euro de Freixo de Espada à Cinta”.
Uma nota de volatilidade: o défice público em Euro será pior de suportar do em Escudos.
Uma nota de estabilidade: ao Escudo, ao menos, conheciamo-lo.
Uma nota de sonoridade: o barulhão do Euro, quando cair. O Escudo cai de pé e silenciosamente, como as pessoas de bem.
Uma nota de convertibilidade: e agora, qual vai ser a graça de ir a Badajoz?
Uma de solvabilidade: a crise paga-se em Euro?
E outra de identidade: os preços das tascas: como é um prato de iscas com elas em Euro?
O que vale é que o País é velho e recomenda-se; já por cá andaram outros com esta conversa, há tempo, até com sestércios, mas partiram. Já depois vieram outros com a mesma cantiga, mas mais ordinários: instalaram-se na terra por perto de 60 anos, mas foram corridos. Com os nossos Escudos.
Nota: se até 31.12.2001 não souberem o que hão - de fazer aos vossos Escudos, dêem-mos.
Obrigado.




quarta-feira, janeiro 28, 2009

Obama num artigo de Miguel Alvim

A Luta pela Vida
Miguel Alvim
Publicado hoje no "Infovitae"
Menos de 100 horas depois da sua tomada de posse, o Presidente Barack Obama, o pai dos pobres, esperança dos oprimidos, luz dos cegos, martelo dos crentes – na passada 6.ª feira, no famigerado dia 23.01.2009, para que conste - assinou a ordem executiva ou decreto presidencial que revogou a proibição da administração Bush de se subvencionar com fundos públicos federais grupos internacionais que proporcionam ou promovem o aborto no exterior, designadamente sob as vestes de mais um expediente do planeamento familiar. Parabéns Barack Obama!
Bem-vindo ao grupo dos novos keynesianos, dos novos visionários, do eng. Sócrates!
Dos que resolvem a crise ética e valorativa, económica e financeira, com medidas contra a vida.
Coisa boa!
Como é que não vimos?
Como é que não percebemos?
"it's life, stupid"!
Quando já não existir ninguém ou estiver (quase) tudo morto, já não há razões para alarme…
Então não é bom?
E o resto?
O resto vai para escravos.
Vamos lá, vamos em frente, matem-se (quase) todos se f.f.!
Nós pagamos o serviço ("we pay for the service" em língua Inglesa)
Ah!, e é verdade, já me esquecia: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10)", não é uma frase do vocabulário destes senhores de 2.ª e de letra pequena.
Tem dono e é de N.S Jesus Cristo.
Desculpem lá todos a decepção, mas A SALVAÇÃO (NUNCA) VEIO DOS HOMENS.

Obama, Estados Unidos e cristianismo

Seria tão bom que Obama só significasse o que Maria da Glória Garcia refere neste artigo que foi publicado na Ecclesia...! Infelizmente temos o "dark side" de Obama que Miguel Alvim caracteriza num artigo hoje saído no Infovitae e que também vou publicar aqui no Blog...

Barack Obama

Emblemática, a tomada de posse de Barack Obama como 44º Presidente dos Estados Unidos da América merece inúmeras reflexões, sob vários ângulos, multidisciplinares, de substância, de forma...
Nesta, procurarei destacar duas ideias: o juramento solene sobre a Bíblia e a referência inicial do 1º discurso de Barack Obama à humildade.

Reflectindo sobre a primeira ideia, começo por evidenciar a presença, na ceri-mónia de tomada de posse do poder executivo nos Estados Unidos da América, com toda a sua irradiante carga simbólica, de um poder distinto daquele poder estadual. Falo do poder dos que têm fé e acreditam em Deus e O exigem como testemunha primeira dos seus actos, simultaneamente, o poder dos que têm fé e acreditam que um juramento sobre a Bíblia significa total fidelidade às tarefas reconhecidas por lei a quem as jura cumprir.

O capital de confiança, pacificadora e unificadora, que decorre da presença de Deus e do seu poder neste momento fulcral para a história do povo norte-americano – e, porque não dizê-lo, para a história dos povos que estão a iniciar o percurso do século XXI – virá a ser acentuado ao longo do discurso, na escolha da «esperança e não do medo», na escolha da «unidade de objectivo e não o conflito e a discórdia», lembrando palavras das Escrituras e reafirmando «a promessa de Deus de que todos somos iguais, todos somos livres, e todos merecemos uma oportunidade de tentar atingir a felicidade completa», o que, por outras palavras, significa recuperar e enfatizar a memória fundadora dos valores culturais que moldam e sustentam o Estado de Direito. E Barack Obama vai mais longe, apelando ao espírito ecuménico que une cristãos e muçulmanos, judeus, hindus e não crentes, desde logo os presentes na imensa multidão de crianças, homens, mulheres à sua frente, e vê na diversidade a força, acrescentando: «a fonte da nossa confiança reside em saber que Deus nos chama para moldar um destino incerto». Nessa linha termina, implicando todos na mudança – ninguém fica de fora desta ingente tarefa –, «com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus entre nós», e solicitando a «bênção de Deus» para esta tarefa e para o povo a quem, em primeira linha, se dirige.

A segunda ideia que registo é a acentuação da humildade. Falo da humildade com que Barack Obama se apresenta perante quem lhe conferiu o poder de Presidente e o tornou, por isso mesmo, diferente dos demais cidadãos americanos.

Longe do esperado triunfalismo de quem foi eleito e reafirma as promessas anunciadas antes das eleições; quebrando com a tradicional euforia de quem sente o privilégio de chegar a um lugar cimeiro, impensável há poucos anos; rompendo com a normal pose vencedora e diferen-ciadora, compreensível em situações como esta, Barack Obama junta à palavra «humildade» um discurso que lhe dá conteúdo, de incitamento à tarefa da reconstrução da confiança na comunidade, em liberdade, colocando-se como seu artífice, em paridade com os outros cidadãos. E, de forma clara, afirma: «o poder só por si não nos protege nem confere qualquer título para fazer o que quisermos». «O nosso poder cresce com o seu uso prudente; a nossa segurança emana da justeza da nossa causa, da força do nosso exemplo, das qualidades temperadas de humildade e contenção».

Em conclusão, de conteúdo inspirador e palavra mobilizadora, esta tomada de posse ficará, decerto, na história como um fruto maduro do poder de acreditar e um exemplo para quem pretenda exercer esse poder.

Internacional | Maria da Glória Garcia| 27/01/2009 | 09:23 | 3498 Caracteres | 264 | América

segunda-feira, novembro 24, 2008

O Casal Gay mais Feliz do Mundo-queixa na ERCS

Reclamação para a Entidade Reguladora da Comunicação Social

Reclamação feita por:
Miguel Nuno de Saldanha Melo e Alvim
...
Identificação do Orgão de Comunicação Social
Televisão/Canal: SIC RADICAL

Descrição da Queixa
Data da Publicação ou emissão: Pelo menos a 29.10.2008
Título do Programa: «Rick & Steve, O Casal Gay Mais Feliz Do Mundo»
Valor em causa: Dignidade_de_Pessoas, Publicos_Sensiveis, Outros,

Queixa: A série «Rick & Steve, O Casal Gay Mais Feliz Do Mundo», emitida pelo canal SIC Radical, passou na televisão cerca das 21:00 do dia 29.10.2008. Como afirmado no próprio comunicado do gabinete de comunicação do referido canal do cabo, a série, recorre à técnica de animação stopmotion, ou seja, a bonecos animados. Os personagens são todos de explícita inclinação homossexual, homens ou mulheres. A linguagem é marcadamente livre, e por vezes mesmo obscena ou pornográfica. O enredo é linearmente de pura encenação, que chega a ser violenta, da sedução e conquista homossexual em vista de relações íntimas, que se desvelam explicitamente como precárias e inseguras. Sucede que sou Pai de 4 filhos menores com idades entre os 5 e os 15 anos, que sou Advogado e que sou cidadão Português. Confesso que fico siderado com a possibilidade de ser confrontado com este tipo de programa e proposta explícita, às horas referidas, quando nem todas as crianças/adolescentes estão recolhidos e a dormir nos seus quartos. Como Pai e cidadão, num quadro geral de repúdio do sexo pelo sexo, do sexo inseguro e da pedofilia, reputo este programa inadmissível. E como técnico do direito, até e sobretudo pela utilização de bonecos animados, entendo mesmo a colocação deste programa, como algo que se pode configurar como um atentado criminoso contra a autodeterminação sexual, inclusive na vertente do abuso sexual de crianças (CP – 171.º/3 e 4), previsto e punido com pena de prisão.