Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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segunda-feira, abril 08, 2013
Ainda a saída de Miguel Relvas
Hoje, no Público, Miguel Esteves Cardoso fala sobre a saída de Miguel Relvas num tom curioso mas que a mim me parece mais humano do que tudo o que sobre o assunto se escreveu. E que tem mais presentes todos os factores, ou seja, corresponde a um mais capaz exercício da razão. Do que sabe Deus anda bem carente o actual debate político em Portugal!
Repesco acima a ligação para o artigo (republicado no Blog Povo do meu amigo Pedro Aguiar Pinto) porque quando ouvia o seu discurso de saída dei-me de repente conta de que este foi, objectivamente, um dos maiores responsáveis pela actual solução política em Portugal (primeiro ao proporcionar a eleição de Passos Coelho no PSD e depois da vitória eleitoral do partido que originou o actual Governo) e que se o barco chegar a bom porto (assim o espero!) esse mérito ninguém lho poderá tirar...
Como muitas vezes que escrevi sobre Miguel Relvas repito que o faço com total liberdade. Não só com a convicção de que o ataque de carácter é um mau instrumento político (o carácter e suas consequências, em última instância, é sempre um problema de cada um com Deus e queira Este com o próprio confessor, como uma vez a propósito de Berlusconi escrevia Vittorio Messori) como profundamente convencido que os comentários que a sua actuação política poderiam merecer ao não serem formulados enfraquecem o centro-direita e a pressão que deve ser exercida sobre a actual maioria para honrar a respectiva tradição política, ter mais coragem na sua afirmação e convicção na sua prática. Precisamente aquelas qualidades políticas que não faltaram a Margaret Tatcher e que pelas mesmas e pela respectiva obra hoje aqui recordo com esta simples menção...
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sábado, março 30, 2013
José Sócrates, a Comunicação Social e as off-shores
Ao contrário de muitos amigos meus não assinei a petição Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP. Por princípio sou contra cortar o pio seja a quem for. E até estou convencido que a coisa acabará por funcionar contra ele, tal a falta de fundamento das posições que assumiu na entrevista que deu esta semana à RTP.
Mas já estranho profundamente que não lhe tenha sido feita nenhuma pergunta sobre as célebres off-shores e os documentos supostamente referentes à sua família e património que circulam abundantemente na Internet. Não faço a minima ideia se os ditos documentos são verdadeiros ou não, e/ou se de de facto há alguma coisa suspeita no seu património pessoal ou familiar. Mas alguém acredita que se a mesma situação tivesse ocorrido com Passos Coelho, Paulo Portas ou Miguel Relvas, os mesmos não teriam sido massacrados com perguntas sobre o assunto...!?
De facto esta é a comunicação social que temos: subserviente à esquerda, calando todos os movimentos cívicos que contrariam as próprias convicções pessoais dos jornalistas, a assobiar para o lado quando as questões não lhes interessam...que tristeza!
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quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Miguel Relvas ontem no ISCTE
O que aconteceu ontem a Miguel Relvas no ISCTE (o vídeo está aqui) é completamente intolerável pelo que representa de violação da liberdade de expressão e negação de qualquer debate político saudável em Portugal. Não se contesta o direito de oposicionistas ao Governo frequentarem qualquer tipo de encontro público e neste, de acordo com as regras da respectiva organização, pariciparem no debate, colocarem questões (até as mais agrestes) e manifestarem com respeito pelas regras democráticas a sua oposição. Mas fazerem-no como fizeram, impedindo o Ministro de falar, perseguindo-o pelos corredores e obstruindo a realização do encontro da TVI, é completamente inadmissível.
Uma vez mais (a experiência de muitos anos para alguma coisa há-de servir bem como o ter vivido os anos quentes do PREC em oposição à tentativa comunista de tomada do poder) Miguel Relvas esteve bem, sereno e com frontalidade e paciência. Como bem esteve a sua segurança (contida e eficaz), salvo no ponto de se ter percebido andaram completamente à nora para encontrarem uma saída segura, o que não corresponde à ideia que me faço da competência das forças de segurança...
Com episódios como este (onde se cruzou a oposição ao governo com a aversão a Relvas e à sua história pessoal) diminuem cada vez mais as possibilidades de qualquer pessoa pensar em empenhar-se seriamente na vida política, assumir cargos de responsabilidade e sujeitar-se ao ritmo exigente, alucinante e muito empenhativo (com sacrificio da vida pessoal e familiar), do serviço da causa pública. Isto dito, como já algumas vezes o sublinhei, com total liberdade já que não tenho quaisquer relações politicas ou partidárias ou pessoais com o visado por estas acções de protesto. Mas percebo claramente que defender a liberdade de um, é defender a liberdade de todos.
Notas finais: muito bem o comunicado do Governo que se seguiu a estes incidentes. Não só na determinação como na solidariedade com um dos seus membros. E, pode ser me engane, mas esta radicalização violenta da oposição ao governo vai fazer mais pela unidade do centro-direita do que a débil actuação das respectivas direcção partidárias. Ao povo destes partidos estava a fazer falta que fosse evidente a diferença com a esquerda. Esta "agressão" e a incapacidade de dar e debater razões ajuda a tornar claro o que nos separa.
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terça-feira, fevereiro 19, 2013
Miguel Relvas e Grândola Vila Morena
Vi hoje de manhã algumas imagens sobre o encontro de ontem, do Clube dos Pensadores com Miguel Relvas, no Porto. A reportagem daquele clube e encontro está aqui.
Parece-me que Relvas esteve bem a enfrentar uma parte da audiência, claramente hostil, que depois de entoar o Grândola, Vila Morena, se dividiu entre o insulto (uma atitude muito pouco inteligente) e as perguntas acutilantes mesmo se às vezes na fronteira entre a provocação e a ofensa. A tudo isso Miguel Relvas reagiu bem, juntando-se ao coro, ou respondendo taco a taco.
Devo confessar que sempre me deu um gozo particular enfrentar audiências hostis porque dá a possibilidade de lhes dizer aquilo que em circunstâncias normais não estariam dispostos a ouvir, desfazer alguns mitos, entrar em contacto com sectores que em circunstâncias normais não aconteceria tal e desmontar os argumentos mais básicos. No fim, muitas vezes, se acaba rodeado de respeito e simpatia. E, também é verdade que o desabafo é um direito constitucional...;-)
Concluindo: deste episódio o Ministro saiu-se bem e a má-criação pura e simples saiu-se mal, deixando má imagem de uma contestação que é natural exista e que tem de ter também democraticamente o seu espaço. E em 2015 quem quiser pôr este Governo na rua terá a sua oportunidade. Até lá, vão (a oposição) ter que se acomodar...
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terça-feira, dezembro 18, 2012
Miguel Relvas e Gérman Efromovich
Deve ser feitio, mas realmente não há mesmo pachorra para o mais recente "caso" de suspeição sobre políticos tendo por objecto Miguel Relvas e Gérman Efromovich...! Percebo há de muita gente vontade grande de bater em Relvas mas porque não o fazem a partir de factos políticos, decisões e declarações, deste, no seu âmbito de actuação como Ministro, e se entretêm em atacar o homem pessoalmente...? Assim, só para começar, tipo dossier RTP, fusão de munícipios e freguesias...não sei, qualquer coisa em que se possa ter um juízo distinto e faça sentido apresentar posição contraposta...
Desta vez o caso é porque parece ambos (Miguel Relvas e Gérman Efromovich) se conhecem, se encontraram e uns amigos brasileiros de Miguel Relvas (entre os quais um célebre José Dirceu que a acreditar na comunicação social e na justiça brasileira será pelo menos uma "peça" curiosa...) estão a trabalhar com Efromovich ajudando-o na compra por este da TAP. E então, qual é o problema? E até no limite pergunto: todos os actos de uma pessoa desonesta (assim declarada pela justiça brasileira) são por natureza desonestos também...?
Não só acho normal um potencial comprador da TAP (ao que parece e infelizmente o único) procure contactar responsáveis políticos do país onde pretende realizar um investimento significativo, como espero dos membros do Governo e da alta administração do Estado em geral que não sejam "bichos do mato" e pelo mundo fora vão conhecendo estes e outros, juntando informação útil para quando chegar o tempo de decidir, passando mensagens num e noutro sentido, indo a fundo no estudo e gestão dos dossiers que lhe estão confiados, procurando conhecer melhor as questões do seu âmbito e as implicações de cada decisão.
Um dos "dramas" com que já tenho embatido na minha vida é precisamente esses dirigentes estatais que se obstinam em não receber ninguém e assim ficam no mais olímpico desconhecimento da situação sobre que devem decidir, sem noção das consequências da mesma, e respeitando escrupolosamente todas as regras formais, fazem perder os interesses públicos que dizem pretender defender, com prejuízo para todos nós, cidadãos primeiro e, pior, contribuintes também...
Já se, por hipótese, se souber no princípio, meio ou fim, de algum processo desses que beneficiou pessoalmente um responsável governamental dessas diligências, então nesse caso, também não há dúvidas, cadeia com ele...! Mas só porque esse responsável político está a fazer o que deve (ou até, inclusive, que na sua vida particular e profissional fez o que bem entendeu e ninguém tem nada com isso) parece-me um disparate cair em cima do mesmo. E estou mesmo convencido que um país que vive a desconfiar dos seus políticos não só está esquizofrénico (uma vez que os elege e depois lhes atira pedras) como anda a perder o seu tempo e não discute as questões fundamentais.
Declaração de interesses: sou filiado no PSD desde 2005 (o que nunca me impediu de criticar o partido e os governos dele saídos sempre que achei era preciso) e que eu tenha dado por ela não faço parte do "inner circle" do chefe do Governo ou de Miguel Relvas a quem, creio, não devo qualquer lugar ou nomeação ou indicação para listas e que até, quase juraria, em Lisboa, onde voto nas eleições internas do partido, nunca apoiou os candidatos que eu apoiei. Mas, de facto, detesto este malsão ambiente em que tudo é suspeita...
E que oculta factos para mim muito mais importantes como, só por exemplo, o massacre diário de quase 30 crianças por dia só no abortadouro dos Arcos em Lisboa. Esse sim um caso real sobre o qual o Padre Nuno Serras Pereira, no seu estilo peculiar, não cessa de escrever artigos no seu Blog.
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terça-feira, dezembro 04, 2012
Da suspeita permanente sobre os políticos
As noticias que vão saindo sobre as actividades privadas de Passos Coelho e as pessoas com quem foi fazendo negócios em algumas épocas da sua vida não só me parecem relatar coisas normalissimas como relevarem de uma atitude de suspeita permanente sobre os políticos para a qual não há de facto pachorra.
Como não há pachorra para os títulos que pela simples forma como são redigidos já contém em si uma "acusação" que espremida e lida a notícia não há razão nenhuma para a formular. Que mal tem que alguma empresa tenha cedido meios a uma candidatura partidária? Porque hão-de os políticos lembrar-se melhor de coisas passadas há 15-20 anos do que o cidadão normal? Porque não podem as pessoas telefonar-se, recomendar-se, procurar marcar encontros e fazer contactos, procurando vender os produtos das suas empresas? Porque é que não se pode procurar angariar fundos comunitários para financiar projectos em Portugal e fora? Não é a coisa mais normal da vida fazer negócios com amigos e próximos? Tenham dó, meus senhores (comunicação social e oposição) e deixem aqueles senhores trabalhar...(é que enquanto estão a gastar horas a responder pelas suas vidas, não estão a tratar dos assuntos para os quais os elegemos...)
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sexta-feira, junho 01, 2012
Porque ninguém conta as vítimas dos Magistrados e dos Jornalistas?
É esta hoje a pergunta que sai de uma entrevista a Giuseppe Cossiga, sub-secretário da Defesa do actual Governo italiano, publicada no Il Sussidiario, e que reproduzo abaixo. A questão é premente e cadente.
A esse propósito sendo também importante ler a resposta que hoje no Sol com a sua habitual coragem, Pedro Santana Lopes dá sobre o caso Relvas.
Politica SCENARIO/ Cossiga: perchè nessuno conta le "vittime" di magistrati e giornali?
INT. Giuseppe Cossiga
venerdì 1 giugno 2012
Dai tesorieri di partito ai grandi manager della finanza, dai parlamentari ai presidenti di regione, l’agenda politica e mediatica italiana continua a essere scandita dalle inchieste delle procure. «Quando si crea un vuoto decisionale e le elite politiche collassano gli ordini tendono a trasformarsi in potere, a cominciare dalla magistratura» commentava qualche giorno fa il professor Giulio Sapelli su queste colonne.
«In un paese sano l’azione giudiziaria dovrebbe portare alla condanna di chi commette reati. In Italia però a nessuno sembra più interessare come vadano a finire i processi. Soprattutto quando si tratta di politica, conta più il polverone che il giudizio finale» dice a IlSussidiario.net l’On. Giuseppe Cossiga, già sottosegretario alla Difesa e figlio dell’indimenticato ex presidente della Repubblica. «E così, più che perseguire le ipotesi di reato per arrivare al più presto alle condanne e alle assoluzioni, alcune persone, che evidentemente si sentono investite del ruolo di tutori della democrazia, inseguono la propria visibilità costruendo castelli accusatori il cui unico obiettivo sembra la distruzione mediatica del proprio bersaglio».
Come si spiega questo fenomeno?
Vede, io non credo che ci sia dietro un disegno. Se confrontiamo infatti questa stagione all’ultima nella quale la giustizia ha giocato un ruolo determinante, cioè Tangentopoli, è evidente che la magistratura in questo caso è meno strutturata nel perseguimento di determinati obiettivi.
Vent’anni fa un potere attaccò un altro potere, quella a cui stiamo assistendo oggi mi sembra invece una “caccia libera” portata avanti da “cacciatori liberi” nei confronti della parte più debole del sistema.
Che sarebbe?
La politica.
Non si rischia di passare dalla retorica anti-Casta al vittimismo?
No, il fatto è che la Seconda Repubblica non è stata in grado di rafforzarsi davanti agli occhi dell’opinione pubblica. E così oggi l’uomo politico è impotente, di qualunque nefandezza venga accusato, l’opinione pubblica è pronta a condannarlo.
Il problema è che il conto della “vittime” non lo fa nessuno. Quante persone sono state distrutte da un sistema in cui ciò che conta è l’accusa sparata sui giornali per poi veder crollare l’impianto accusatorio a distanza di anni, nel silenzio più assoluto dei media?
Ho visto dei colleghi parlamentari andare in carcere con 27 capi di accusa che coprivano tutti le ipotesi di reato, per poi uscire dopo mesi come se niente fosse…
Nella sua analisi l’informazione sembra avere un ruolo importante.
Anche la stampa a mio avviso dovrebbe fare una riflessione su quanto sta accadendo. Non parlo solo della carta stampata perché siamo immersi in un mondo in cui una pluralità di strumenti crea e diffonde notizie nell’arco di trenta secondi. Chi è in grado di gestire questi meccanismi sembra addirittura in grado di creare una sorta di realtà virtuale che modifica la percezione della realtà. Parallelamente, sembra andare perso il senso critico per cui si tende a credere a qualunque cosa, come se tutte le voci e gli strumenti avessero la stessa credibilità.
È un tema estremamente complesso, ovviamente, e impone una grandissima prudenza se si vuole cercare di migliorare la regolamentazione.
Tornando all’aspetto politico, in questi anni anche maggioranze incredibilmente ampie, che avevano messo in agenda la riforma della giustizia sono tornate a mani vuote. Per quale motivo secondo lei?
Mi sono comunque fatto l’idea che la paura di alterare equilibri consolidati abbia fermato anche i governi più intenzionati a risolvere il problema. In questo la politica, e il governo di cui ho fatto parte, ha sicuramente fallito. La “rivoluzione liberale” non è stata realizzata e non possiamo illuderci che oggi la facciano i tecnici.
E come potrà tornare a essere credibile la politica dopo questa parentesi?
L’errore più grave in questo momento di difficoltà sarebbe quello di seguire l’onda dell’opinione pubblica, come fanno i movimenti anti-sistema. La politica deve tornare ad avere il coraggio di spiegare anche le questioni complesse, anche se si corre il rischio della sconfitta e dei fischi in piazza. Chi insegue il risultato immediato e il facile applauso non andrà lontano.
Detto questo, se si continua ad alimentare l’anti-politica le persone di qualità abbandoneranno questo campo e sceglieranno di starne alla larga il più possibile.
Da ultimo, un suggerimento al suo partito, il Pdl, alle prese con un dibattito sul suo possibile rilancio.
Per prima cosa il Popolo della Libertà dovrebbe smettere di dire che è tutto da rifare e dovrebbe tornare a fare proposte politiche serie sui temi che stanno cari alla gente. Altrimenti ogni giorno possiamo anche annunciare grandi cambiamenti senza nemmeno sapere per quale motivo e soprattutto per quali obiettivi dobbiamo farlo.
© Riproduzione riservata.http://www.ilsussidiario.net/News/
A esse propósito sendo também importante ler a resposta que hoje no Sol com a sua habitual coragem, Pedro Santana Lopes dá sobre o caso Relvas.
Politica SCENARIO/ Cossiga: perchè nessuno conta le "vittime" di magistrati e giornali?
INT. Giuseppe Cossiga
venerdì 1 giugno 2012
Dai tesorieri di partito ai grandi manager della finanza, dai parlamentari ai presidenti di regione, l’agenda politica e mediatica italiana continua a essere scandita dalle inchieste delle procure. «Quando si crea un vuoto decisionale e le elite politiche collassano gli ordini tendono a trasformarsi in potere, a cominciare dalla magistratura» commentava qualche giorno fa il professor Giulio Sapelli su queste colonne.
«In un paese sano l’azione giudiziaria dovrebbe portare alla condanna di chi commette reati. In Italia però a nessuno sembra più interessare come vadano a finire i processi. Soprattutto quando si tratta di politica, conta più il polverone che il giudizio finale» dice a IlSussidiario.net l’On. Giuseppe Cossiga, già sottosegretario alla Difesa e figlio dell’indimenticato ex presidente della Repubblica. «E così, più che perseguire le ipotesi di reato per arrivare al più presto alle condanne e alle assoluzioni, alcune persone, che evidentemente si sentono investite del ruolo di tutori della democrazia, inseguono la propria visibilità costruendo castelli accusatori il cui unico obiettivo sembra la distruzione mediatica del proprio bersaglio».
Come si spiega questo fenomeno?
Vede, io non credo che ci sia dietro un disegno. Se confrontiamo infatti questa stagione all’ultima nella quale la giustizia ha giocato un ruolo determinante, cioè Tangentopoli, è evidente che la magistratura in questo caso è meno strutturata nel perseguimento di determinati obiettivi.
Vent’anni fa un potere attaccò un altro potere, quella a cui stiamo assistendo oggi mi sembra invece una “caccia libera” portata avanti da “cacciatori liberi” nei confronti della parte più debole del sistema.
Che sarebbe?
La politica.
Non si rischia di passare dalla retorica anti-Casta al vittimismo?
No, il fatto è che la Seconda Repubblica non è stata in grado di rafforzarsi davanti agli occhi dell’opinione pubblica. E così oggi l’uomo politico è impotente, di qualunque nefandezza venga accusato, l’opinione pubblica è pronta a condannarlo.
Il problema è che il conto della “vittime” non lo fa nessuno. Quante persone sono state distrutte da un sistema in cui ciò che conta è l’accusa sparata sui giornali per poi veder crollare l’impianto accusatorio a distanza di anni, nel silenzio più assoluto dei media?
Ho visto dei colleghi parlamentari andare in carcere con 27 capi di accusa che coprivano tutti le ipotesi di reato, per poi uscire dopo mesi come se niente fosse…
Nella sua analisi l’informazione sembra avere un ruolo importante.
Anche la stampa a mio avviso dovrebbe fare una riflessione su quanto sta accadendo. Non parlo solo della carta stampata perché siamo immersi in un mondo in cui una pluralità di strumenti crea e diffonde notizie nell’arco di trenta secondi. Chi è in grado di gestire questi meccanismi sembra addirittura in grado di creare una sorta di realtà virtuale che modifica la percezione della realtà. Parallelamente, sembra andare perso il senso critico per cui si tende a credere a qualunque cosa, come se tutte le voci e gli strumenti avessero la stessa credibilità.
È un tema estremamente complesso, ovviamente, e impone una grandissima prudenza se si vuole cercare di migliorare la regolamentazione.
Tornando all’aspetto politico, in questi anni anche maggioranze incredibilmente ampie, che avevano messo in agenda la riforma della giustizia sono tornate a mani vuote. Per quale motivo secondo lei?
Mi sono comunque fatto l’idea che la paura di alterare equilibri consolidati abbia fermato anche i governi più intenzionati a risolvere il problema. In questo la politica, e il governo di cui ho fatto parte, ha sicuramente fallito. La “rivoluzione liberale” non è stata realizzata e non possiamo illuderci che oggi la facciano i tecnici.
E come potrà tornare a essere credibile la politica dopo questa parentesi?
L’errore più grave in questo momento di difficoltà sarebbe quello di seguire l’onda dell’opinione pubblica, come fanno i movimenti anti-sistema. La politica deve tornare ad avere il coraggio di spiegare anche le questioni complesse, anche se si corre il rischio della sconfitta e dei fischi in piazza. Chi insegue il risultato immediato e il facile applauso non andrà lontano.
Detto questo, se si continua ad alimentare l’anti-politica le persone di qualità abbandoneranno questo campo e sceglieranno di starne alla larga il più possibile.
Da ultimo, un suggerimento al suo partito, il Pdl, alle prese con un dibattito sul suo possibile rilancio.
Per prima cosa il Popolo della Libertà dovrebbe smettere di dire che è tutto da rifare e dovrebbe tornare a fare proposte politiche serie sui temi che stanno cari alla gente. Altrimenti ogni giorno possiamo anche annunciare grandi cambiamenti senza nemmeno sapere per quale motivo e soprattutto per quali obiettivi dobbiamo farlo.
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quinta-feira, maio 31, 2012
Relvas e Silva Carvalho: ninguém está incomodado?
Provavelmente tenho uma hipersensibilidade às violações da privacidade e ao respeito pela intimidade das comunicações, mas espanta-me que no caso em referência ainda não tenha lido uma linha a denunciar a incrível divulgação das comunicações pessoais, vida profissional e política, dos visados neste caso das secretas, assunto que ontem com muita coragem foi proposto pelo primeiro-ministro que fosse o tema da sua ida quinzenal ao parlamento.
Porque há que distinguir: uma coisa é a investigação (que deve ser exaustiva, conduzida pelas autoridades competentes) do comportamento de Silva Carvalho e do seu grupo de amigos nas vertentes das suas responsabilidades nas secretas e do uso inacreditável que poderá ter uma empresa privada feito dos serviços de informações (creio mesmo que em se confirmando se trata de crime) e outra é andar-se a investigar e divulgar publicamente as relações sociais, profissionais e políticas de quem aparece neste caso, lançando um manto de suspeitas sobre factos que não importam senão a quem os pratica (se houve reuniões profissionais, se houve sugestões políticas, que encontros tiveram, etc.). Estou sinceramente farto de que "X foi tomar café com Y e tem uma actividade comercial conjunta no país Z" pareça de repente o mais condenável dos actos, só porque X ou Y são pessoas públicas.
Que a investigação policial se dedique a espiolhar os pertences tecnológicoa de Silva Carvalho e outros implicados no caso Ongoing, percebo. Faça-o até para proteger os serviços de forma reservada e com todas as cautelas acrescidas que a segurança nacional exige. Mas que esse mesmo material apareça todos os dias na comunicação social, parece-me ser doentio, e nestas coisas não se pode brincar. Como dizia Brecht (e resumindo) "quando foram buscar os outros, não me incomodei. Hoje vieram buscar-me a mim e não me resta ninguém para me defender..." Isto é, pode ser que haja quem (por interesses políticos e/ou comerciais) esteja alegre com a queda dos seus adversários, mas vencer assim gera mais perigo do que frutos.
Duas notas: estou completamente livre em relação a isto (veja-se o que sobre maçonaria sempre fui escrevendo neste blog) e aos protagonistas destes casos, o que mais à vontade me põe para escrever o dito acima. Que cada um dê uma olhadela na sua caixa de sms's e procure lê-los como um estranho aos assuntos pessoais respectivos (isto é como podem ser entendidos por um terceiro) e pense também como se sentiria com esses mesmos publicados nas primeiras páginas dos jornais...
Porque há que distinguir: uma coisa é a investigação (que deve ser exaustiva, conduzida pelas autoridades competentes) do comportamento de Silva Carvalho e do seu grupo de amigos nas vertentes das suas responsabilidades nas secretas e do uso inacreditável que poderá ter uma empresa privada feito dos serviços de informações (creio mesmo que em se confirmando se trata de crime) e outra é andar-se a investigar e divulgar publicamente as relações sociais, profissionais e políticas de quem aparece neste caso, lançando um manto de suspeitas sobre factos que não importam senão a quem os pratica (se houve reuniões profissionais, se houve sugestões políticas, que encontros tiveram, etc.). Estou sinceramente farto de que "X foi tomar café com Y e tem uma actividade comercial conjunta no país Z" pareça de repente o mais condenável dos actos, só porque X ou Y são pessoas públicas.
Que a investigação policial se dedique a espiolhar os pertences tecnológicoa de Silva Carvalho e outros implicados no caso Ongoing, percebo. Faça-o até para proteger os serviços de forma reservada e com todas as cautelas acrescidas que a segurança nacional exige. Mas que esse mesmo material apareça todos os dias na comunicação social, parece-me ser doentio, e nestas coisas não se pode brincar. Como dizia Brecht (e resumindo) "quando foram buscar os outros, não me incomodei. Hoje vieram buscar-me a mim e não me resta ninguém para me defender..." Isto é, pode ser que haja quem (por interesses políticos e/ou comerciais) esteja alegre com a queda dos seus adversários, mas vencer assim gera mais perigo do que frutos.
Duas notas: estou completamente livre em relação a isto (veja-se o que sobre maçonaria sempre fui escrevendo neste blog) e aos protagonistas destes casos, o que mais à vontade me põe para escrever o dito acima. Que cada um dê uma olhadela na sua caixa de sms's e procure lê-los como um estranho aos assuntos pessoais respectivos (isto é como podem ser entendidos por um terceiro) e pense também como se sentiria com esses mesmos publicados nas primeiras páginas dos jornais...
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terça-feira, maio 15, 2012
Jorge Silva Carvalho e Miguel Relvas
Tentei acompanhar a audição desta manhã online, mas sem sucesso...é verdade que tudo o que se está a passar com as secretas é uma confusão e o uso pessoal e indevido dos serviços inimaginável, mas que se chateie por isso Miguel Relvas (por ter recebido um email de Silva Carvalho com uma proposta de reorganização dos serviços) não faz qualquer sentido...
Na verdade:
1. Ninguém é responsável pelos emails que recebe (dependem da vontade do emissor e não do receptor)
2. É natural que alguém que tivesse a pretensão de regressar aos serviços e sobre estes tivesse um projecto (licito ou ilícito) o tentasse levar por diante (já só existindo responsabilidade de quem o ajudasse se o fizesse de má-fé ou prejudicando o respectivo funcionamento)
3. Coisas como estas (ser solicitado em determinado sentido para isto ou aquilo, sugestionado para esta ou aquela politica) fazem parte do dia-a-dia de um politico e também a esmagadora maioria das vezes não merecem daqueles a menor das atenções...
Ou seja, e uma vez mais, "much ado about nothing"...!
Na verdade:
1. Ninguém é responsável pelos emails que recebe (dependem da vontade do emissor e não do receptor)
2. É natural que alguém que tivesse a pretensão de regressar aos serviços e sobre estes tivesse um projecto (licito ou ilícito) o tentasse levar por diante (já só existindo responsabilidade de quem o ajudasse se o fizesse de má-fé ou prejudicando o respectivo funcionamento)
3. Coisas como estas (ser solicitado em determinado sentido para isto ou aquilo, sugestionado para esta ou aquela politica) fazem parte do dia-a-dia de um politico e também a esmagadora maioria das vezes não merecem daqueles a menor das atenções...
Ou seja, e uma vez mais, "much ado about nothing"...!
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