Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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domingo, dezembro 30, 2012
Então e no aborto, porque não cortam despesas...?
No Público de hoje sob o título "Governo é "insensível" por pedir aos portugueses que previnam doenças" é-nos dado conta de um apelo do Secretário de Estado Adjunto da Saúde (fotografia acima retirada do site do Público) a que os portugueses cuidem melhor da sua saúde para evitar a sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde porque, por exemplo, e cito, o "Tabaco custa anualmente ao sistema de saúde 500 millhões, o álcool 200 e a diabetes tipo 2 cem milhões."
Sobre o aborto (ver meu artigo sobre esse assunto aqui no Blog) e a despesa respectiva, nem uma palavra...ou, pelo menos, um apelo à prevenção do mesmo...nada...
Ora, e para citar uma fonte insuspeita (e que se enganou no numero de abortos que serviram de base ao cálculo como se pode ver por aqui em que se usam apenas os números que a Direcção-geral de Saúde coloca no Portal da Saúde Reprodutiva ), o aborto custou pelo menos (só no Orçamento da Saúde e apenas no que respeita ao custo tabelado e por isso não incluindo todos os restantes custos) 45 milhões de euros. Ou seja, como diz o jornal i, apenas em 2011 (e sem contar com aquele lapso do jornal [trocando por miúdos, num ano em que os abortos foram 20.290, vide a página sete deste relatório da DGS, o jornal baseia o seu cálculo em 16.148...!?]) 11,5 milhões de euros...
Isto para não falar nos custos na Segurança Social (licenças de parentalidade por exemplo)...razão pela qual há já dois anos atrás a Federação Portuguesa pela Vida estimou aqueles custos (totais, de Julho de 2007 a Fevereiro de 2011) em 100 milhões de euros.
Mas como já é tradição no Ministério da Saúde, os responsáveis a estes costumes dizem nada...
apesar de em Outubro de 2011 ao Ministro ter saído esta "pérola": "O ministro da Saúde afastou hoje a possibilidade de alterar a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, pois embora reconheça os "custos significativos" que tem para o Serviço Nacional de Saúde, lembra que foi uma decisão dos portugueses."
Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que fazem...!
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segunda-feira, dezembro 17, 2012
Estado paga 18 milhões à José de Mello Saúde
Já praticamente ninguém se lembra deste assunto (a não ser os mais directa e financeiramente implicados) mas na altura (creio que no período em que fui deputado, 2002-2005) deu muitas notícias nos jornais as supostas "malfeitorias" do grupo José de Mello Saúde na condução da parceria público-privada do Hospital de Amadora-Sintra. E também o clássico discurso do "estão a ver os malandros dos privados que estão sempre a "mamar" no Estado e por isso o melhor é tudo não sair da órbita estatal". Pois é...
Mas a história acaba assim como na notícia abaixo do Correio da Manhã e como um belissimo exemplo de como a subsidiariedade (no caso um serviço público prestado através de um operador privado) não só reduz os custos (no caso do Serviço Nacional de Saúde) como pode render mais do que o desempenho governamental do Estado social (porque assim se libertam fundos para ajudar quem precisa)...
Saúde: Decisão do tribunal arbitral às contas do Amadora-Sintra
Estado paga 18 milhões de euros
O Estado português foi ontem condenado pelo Tribunal Arbitral a pagar 18 milhões de euros à Sociedade Gestora do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), a José de Mello Saúde.
Ao que o CM apurou, o pagamento da dívida de 18 milhõesde euros
é referente ao funcionamento daquela unidade durante três anos, de 2004 a
2007.
A decisão judicial foi tomada por unanimidade pelo tribunal
constituído pelo mestre João Martins Claro, designado pela Administração
Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Paulo Mota Pinto, indicado pela
Sociedade Gestora do hospital, e presidido por José Carlos Vieira de Andrade,
designado por acordo entre as partes.
As divergências sobre o fecho das contas do Hospital
Amadora-Sintra fez arrastar o processo pelos tribunais durante anos e envolveu
vários responsáveis pelo sector, como a antiga ministra da Saúde Ana Jorge.
A unidade foi gerida pela José de Mello Saúde, em regime de
parceria público-privada, de 1995 a 2008. Uma gestão polémica, mas que um estudo
da Universidade Nova de Lisboa concluiu ser vantajosa para o Estado,
representando uma poupança de dezenas de milhões de euros, comparado com
hospitais equivalentes.
Cristina Serra
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sexta-feira, novembro 23, 2012
Prevenção da SIDA em Angola
Se este folheto oficial angolano de prevenção da SIDA fosse editado pelo Ministério da Saúde português dava um escândalo e uma chinfrineira sem descrição...por isso é mais fácil dar 3 milhões de preservativos às ONG's...
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quarta-feira, julho 11, 2012
Greve dos Médicos: deste já não há mais...!
Não tenho especial simpatia pelo Ministro da Saúde que me parece muito engonhado e temeroso apesar das inegáveis e muitas qualidades profissionais que tem (para mal dos nossos pecados de contribuintes, tem de se reconhecer que pôs a máquina dos impostos a funcionar como nenhum outro, antes ou depois de si...:-) mas no caso da greve dos médicos estou com ele no sentido que me parece (a cautela a escrever é porque nunca se sabe se se vai parar às mãos de nenhum...lol!) há classes profissionais que ainda não perceberam que a "festa" acabou e que vamos ter de nos habituar a viver uns furos bem abaixo da qualidade de vida que até hoje todos gozámos...
Daí a inclusão do video acima de saudosa memória porque como na cena a partir dos 7 minutos: "Deste já não há mais!"...Deste leia-se "tipo de vida, direitos adquiridos, conforto e paz, expectativas de que vai ser sempre a crescer"...etc.
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domingo, julho 01, 2012
Aborto imoderado: taxem-se os políticos!
Estou fora do país em trabalho e na Internet faço uma verificação de rotina quanto ao que se passa no tema do aborto e das taxas moderadoras (uma saga que começa mal, nunca ou raramente acaba bem...). E que leio?
Que sim, que o CDS-PP vai apresentar um projecto mas só em Setembro...! Porquê? Porque a razão apresentada para o mesmo (a desigualdade de tratamento entre o aborto e actos médicos, prestados no Serviço Nacional de Saúde) só em Setembro se verifica...?
Que sim, que o Ministro concorda (ao que parece acordou do torpor em que está no assunto...) mas não para agora, porque nas taxas moderadoras não se pode estar sempre a mexer...!?
Mas está tudo maluco...!?
Concluindo: taxem-se os políticos por cada acto de aborto imoderado. Pode ser que assim doendo-lhes no bolso despertassem para o assunto...!?
Que sim, que o CDS-PP vai apresentar um projecto mas só em Setembro...! Porquê? Porque a razão apresentada para o mesmo (a desigualdade de tratamento entre o aborto e actos médicos, prestados no Serviço Nacional de Saúde) só em Setembro se verifica...?
Que sim, que o Ministro concorda (ao que parece acordou do torpor em que está no assunto...) mas não para agora, porque nas taxas moderadoras não se pode estar sempre a mexer...!?
Mas está tudo maluco...!?
Concluindo: taxem-se os políticos por cada acto de aborto imoderado. Pode ser que assim doendo-lhes no bolso despertassem para o assunto...!?
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quinta-feira, junho 14, 2012
Fecho da Maternidade Alfredo da Costa
Deus me perdoe mas não tenho pena nenhuma do fecho da Alfredo da Costa...é menos um abortório que está aberto...
Seja como lisboeta, seja como membro da Assembleia Municipal de Lisboa, sou sensível à argumentação histórica e emocional, iconográfica e simbólica, no que a esta questão diz respeito, mas o que está a acontecer é mais uma consequência inevitável da vertigem suicidária que está implicada no aborto legal: há sobre-capacidade de partos na região de Lisboa e Vale do Tejo (faltam cerca de 10 mil partos) e na mesma circunscrição realizam-se, por ano, 12 mil abortos (cerca de 4 mil se não estou em erro na Alfredo da Costa)...cá se fazem, cá se pagam...
O problema é que algumas das figuras de referência da mesma Maternidade coincidem também com os maiores protagonistas das campanhas do Sim (Ana Campos, Maria José Alves da APF, etc.) e por isso é previsivel vão espalhar o mal por mais aldeias...
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Ministério da Saúde: Big Brother is watching you...
Já muitas vezes neste Blog alertei para o "Admirável Mundo Novo" que aí ameaça vir. Como se já não chegasse o fascismo sanitário no capítulo do tabaco, lê-se hoje no i que "Ministério da Saúde vai fazer inspecções às casas dos pais de recém-nascidos"...!!!!
Está tudo doido...! A mesma Direcção Geral de Saúde que convive bem com a mortalidade pré-natal (aborto) em Portugal e as suas 20 mil vítimas anuais, propõem-se agora ir espiar as casas dos portugueses como ante-câmara suponho para a "licença para ter crianças" que esta gente gostava de ter o poder de passar, castigando ferozmente, já se vê, os casais que se proponham a ter filhos sem magna autorização do poder...!!!
Ganhem juízo...!
(não faltará quem lerá a notícia no registo "ele há muitas famílias sem competências parentais ou para quem isto pode ser um momento de ajuda à sua incapacidade, mas nós, os instruídos, os cultos, os ilustrados, não temos nada a recear"...não tenham ilusões, a perda de liberdade começa sempre na casa dos outros e acaba fatalmente na vossa também...!)
Vale a pena rever então este filme:
Está tudo doido...! A mesma Direcção Geral de Saúde que convive bem com a mortalidade pré-natal (aborto) em Portugal e as suas 20 mil vítimas anuais, propõem-se agora ir espiar as casas dos portugueses como ante-câmara suponho para a "licença para ter crianças" que esta gente gostava de ter o poder de passar, castigando ferozmente, já se vê, os casais que se proponham a ter filhos sem magna autorização do poder...!!!
Ganhem juízo...!
(não faltará quem lerá a notícia no registo "ele há muitas famílias sem competências parentais ou para quem isto pode ser um momento de ajuda à sua incapacidade, mas nós, os instruídos, os cultos, os ilustrados, não temos nada a recear"...não tenham ilusões, a perda de liberdade começa sempre na casa dos outros e acaba fatalmente na vossa também...!)
Vale a pena rever então este filme:
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quarta-feira, junho 06, 2012
Aborto em Hospital Torres Vedras: é fartar, vilanagem!
A reportagem que a RTP ontem transmitiu sobre a prática clandestina de aborto no Hospital de Torres Vedras (e sabe Deus em quantos mais hospitais do Serviço Nacional de Saúde) veio demonstrar uma vez mais que a Lei do Aborto de 2007 (que introduziu o aborto livre até às 10 semanas) provocou uma grave situação de saúde pública e a respectiva prática encontra-se completamente descontrolada.
É triste, mas era fatal que tal acontecesse. E nunca na minha vida me entristeceu tanto que nós nas campanhas do Não tivessemos tido tanta razão...!
(sobre isto claro o esfingico Ministro da Saúde que temos limitou-se a do alto da sua falta de coragem política e pessoal a declarar que o processo seria enviado para a inspecção da Saúde...até me admira com não se refugiou em que os portugueses decidiram em referendo e por isso ele vivia bem com isto...!?)
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