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quarta-feira, março 26, 2014

Quatro em cada cinco utilizadores do SNS não pagam taxa moderadora (e o aborto continua gratuito!)



É incrível, não é verdade? Não que cada quatro em cinco utentes do Serviço Nacional de Saúde não pague taxa moderadora, mas sim que mesmo assim não haja forma de o Governo (através do seu líbio titular da pasta da Saúde) a fazer aplicar também no aborto legal...incompreensível!
A notícia está no Público para quem a quiser ler.
E entretanto a tragédia (do aborto) tem este retrato.
E é sempre gratuito!
Como dizia a poetisa "Vimos, ouvimos e lemos: não podemos calar!"...

domingo, dezembro 30, 2012

Então e no aborto, porque não cortam despesas...?



No Público de hoje sob o título "Governo é "insensível" por pedir aos portugueses que previnam doenças" é-nos dado conta de um apelo do Secretário de Estado Adjunto da Saúde (fotografia acima retirada do site do Público) a que os portugueses cuidem melhor da sua saúde para evitar a sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde porque, por exemplo, e cito, o "Tabaco custa anualmente ao sistema de saúde 500 millhões, o álcool 200 e a diabetes tipo 2 cem milhões."

Sobre o aborto (ver meu artigo sobre esse assunto aqui no Blog) e a despesa respectiva, nem uma palavra...ou, pelo menos, um apelo à prevenção do mesmo...nada...

Ora, e para citar uma fonte insuspeita (e que se enganou no numero de abortos que serviram de base ao cálculo como se pode ver por aqui em que se usam apenas os números que a Direcção-geral de Saúde coloca no Portal da Saúde Reprodutiva ), o aborto custou pelo menos (só no Orçamento da Saúde e apenas no que respeita ao custo tabelado e por isso não incluindo todos os restantes custos) 45 milhões de euros. Ou seja, como diz o jornal i, apenas em 2011 (e sem contar com aquele lapso do jornal [trocando por miúdos, num ano em que os abortos foram 20.290, vide a página sete deste relatório da DGS, o jornal baseia o seu cálculo em 16.148...!?]) 11,5 milhões de euros...

Isto para não falar nos custos na Segurança Social (licenças de parentalidade por exemplo)...razão pela qual há já dois anos atrás a Federação Portuguesa pela Vida estimou aqueles custos (totais, de Julho de 2007 a Fevereiro de 2011) em 100 milhões de euros.

Mas como já é tradição no Ministério da Saúde, os responsáveis a estes costumes dizem nada...
apesar de em Outubro de 2011 ao Ministro ter saído esta "pérola": "O ministro da Saúde afastou hoje a possibilidade de alterar a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, pois embora reconheça os "custos significativos" que tem para o Serviço Nacional de Saúde, lembra que foi uma decisão dos portugueses."

Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que fazem...!

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Mais funerais do que partos



(a fotografia acima foi retirada do site do Público na notícia que refiro abaixo)

Noticiava o Público ontem que "Houve mais 16 mil funerais do que partos só no primeiro semestre". Uma vez que a realidade não me espanta (é por demais conhecida, veja-se a esse propósito este estudo), espanta-me isso sim, que "aos costumes [o Governo] disse nada"...e também que cuidadosamente todas as notícias deste tipo ocultam que há 20 mil abortos por ano, ou seja que uma em cada seis gravidezes, em Portugal, termina em aborto...

Digo "espanta-me" mas até isso é relativo...já que coexiste esta notícia com a de hoje no jornal Sol de que o Ministro da Saúde "recusa taxas sobre o aborto"...e os grupos parlamentares do centro-direita, calmamente põem na gaveta os projectos que tinham de modificação deste estado de coisas (embora quanto ao do PSD ainda bem já que era a tola imposição de uma taxa apenas na repetição do acto...a propósito desta vale a pena ler o post de Ana Matos Pires no Jugular a que já aqui fiz referência). Das duas uma: ou o homem não é tão inteligente como parece ou pura e simplesmente morre de medo do tema...!?






quarta-feira, julho 11, 2012

Greve dos Médicos: deste já não há mais...!




Não tenho especial simpatia pelo Ministro da Saúde que me parece muito engonhado e temeroso apesar das inegáveis e muitas qualidades profissionais que tem (para mal dos nossos pecados de contribuintes, tem de se reconhecer que pôs a máquina dos impostos a funcionar como nenhum outro, antes ou depois de si...:-) mas no caso da greve dos médicos estou com ele no sentido que me parece (a cautela a escrever é porque nunca se sabe se se vai parar às mãos de nenhum...lol!) há classes profissionais que ainda não perceberam que a "festa" acabou e que vamos ter de nos habituar a viver uns furos bem abaixo da qualidade de vida que até hoje todos gozámos...
Daí a inclusão do video acima de saudosa memória porque como na cena a partir dos 7 minutos: "Deste já não há mais!"...Deste leia-se "tipo de vida, direitos adquiridos, conforto e paz, expectativas de que vai ser sempre a crescer"...etc.

domingo, julho 01, 2012

Aborto imoderado: taxem-se os políticos!

Estou fora do país em trabalho e na Internet faço uma verificação de rotina quanto ao que se passa no tema do aborto e das taxas moderadoras (uma saga que começa mal, nunca ou raramente acaba bem...). E que leio?
Que sim, que o CDS-PP vai apresentar um projecto mas só em Setembro...! Porquê? Porque a razão apresentada para o mesmo (a desigualdade de tratamento entre o aborto e actos médicos, prestados no Serviço Nacional de Saúde) só em Setembro se verifica...?
Que sim, que o Ministro concorda (ao que parece acordou do torpor em que está no assunto...) mas não para agora, porque nas taxas moderadoras não se pode estar sempre a mexer...!?
Mas está tudo maluco...!?
Concluindo: taxem-se os políticos por cada acto de aborto imoderado. Pode ser que assim doendo-lhes no bolso despertassem para o assunto...!?

quarta-feira, junho 06, 2012

Aborto em Hospital Torres Vedras: é fartar, vilanagem!




A reportagem que a RTP ontem transmitiu sobre a prática clandestina de aborto no Hospital de Torres Vedras (e sabe Deus em quantos mais hospitais do Serviço Nacional de Saúde) veio demonstrar uma vez mais que a Lei do Aborto de 2007 (que introduziu o aborto livre até às 10 semanas) provocou uma grave situação de saúde pública e a respectiva prática encontra-se completamente descontrolada.

É triste, mas era fatal que tal acontecesse. E nunca na minha vida me entristeceu tanto que nós nas campanhas do Não tivessemos tido tanta razão...!

(sobre isto claro o esfingico Ministro da Saúde que temos limitou-se a do alto da sua falta de coragem política e pessoal a declarar que o processo seria enviado para a inspecção da Saúde...até me admira com não se refugiou em que os portugueses decidiram em referendo e por isso ele vivia bem com isto...!?)

quinta-feira, maio 03, 2012

Números do Aborto: sempre a subir...


(site de desenvolvimento fetal)

O Diário de Notícias publica hoje uma noticia sobre os numeros do aborto (2011 e 2010 corrigido) ontem divulgados pela Direcção Geral de Saúde. Infelizmente confirma-se tudo o que dissemos durante as campanhas do Não e vimos dizendo desde então. O aborto em Portugal não é raro (todos os anos aumenta), é inseguro (já há mortes na sequência de abortos legais) e continua ilegal (o aborto clandestino, medido pelos episódios hospitalares, abortos mal feitos que lá terminam, andará pela metade do que era antes da nova lei). Isto é, o resultado do segundo referendo foi um logro e a despenalização (as mulheres não irem para a cadeia na sequência de um aborto ilegal) transformou-se numa liberalização (feito à balda e à barda, veja-se que pelo menos um quarto dos abortos são repetidos, entre uma a, em dois casos, dez vezes...!) promovida pelo Estado (não paga taxa moderadora, tem prioridade sobre qualquer outro serviço do sistema nacional de saúde, dá direito a férias pagas durante um mês...!).
Duas últimas notas:
1. Sempre quero ver se perante os números revistos de 2010 (afinal os abortos a pedido foram 19.560 e não 18.911) que mostram que, ao contrário do então dito, houve mais abortos do que em 2009, a Fernanda Câncio e "tutti quanti", tem agora a coragem de reconhecer que se enganaram (o que se poderia ter evitado se nos tivessem ouvido, já que podemos ser uns "matarruanos", mas disto percebemos bem e já sabíamos que desde 2007, as revisões dos números são sempre "em alta"...)...mas isso talvez seja esperar mais do que podem-querem-sabem dar...
2. Hoje em dia em Portugal uma em cada seis gravidezes termina em aborto. Isto não preocupa o Governo? O Ministro da Saúde vai continuar a olhar para os custos do aborto e dizer apenas que "os portugueses no último referendo quiseram o aborto legal"...!!??

quinta-feira, abril 19, 2012

Os Partos nas Maternidades de Lisboa

"Maternidades de Lisboa podiam fazer 28 mil partos mas fazem 21 mil" intitula o Publico de ontem. Não admira...lê-se aqui o relatório da Direcção Geral de Saúde sobre o aborto em Portugal com os números de 2010 (ir ao separador publicações e escolher:
"Relatório dos Registos das Interrupções de Gravidez ao abrigo da Lei nº 16/2007 de 17 de Abril
Dados referentes ao período de Janeiro a Dezembro de 2010") e verifica-se que nesse ano (ainda não há números de 2011 mas devem ser "bonitos" para a DGS os estar a segurar...), sem a habitual correcção (os números de Março sobre o ano anterior são sempre revistos em alta em Julho seguinte, por causa do fecho de estatisticas) houve na região de Lisboa e Vale do Tejo 10.729 abortos dos quais 10.468 por opção da mulher...
E na famigerada Maternidade Alfredo da Costa (e a propósito do assunto: será que no "desmentido" dos números do Ministro, a Maternidade teve a lata de juntar ao número de partos, o número de abortos, e por isso os dois números não coincidem...!?) os abortos foram 1629, dos quais 1476 por iniciativa da mulher...é o resultado da actividade de "profissionais" como a Ana Campos, figura de proa do movimento abortista...
Conclusão: não fizessem abortos e já não tinham problemas de excesso de capacidade...!

quinta-feira, outubro 27, 2011

O Ministro da Saúde e aborto

A resposta do Ministro Paulo Macedo à pergunta que ontem lhe foi colocada sobre a questão do aborto além de revelar que este não percebeu a pergunta (aquilo em que foi questionado foi se o actual governo tencionava continuar com a politica do partido socialista de deitar dinheiro para cima de quem aborta através da isenção de taxas moderadoras, concessão de licenças e subsidio "de parentalidade"...!, pagamento das despesas de transporte que não são feitas a quem se encontra em situação de doença grave, etc.) mostra o desnorte em que se encontra parte dos responsáveis do centro-direita ou aqueles que estes colocam em postos de responsabilidade, em relação àquelas que são as preocupações dos seus eleitores e também aquele medo primitivo que a esquerda dominante na comunicação social conseguiu impor sobre este e outros temas aparentados...
No entanto e no que à pergunta respeitava tratava-se tão só de uma questão de justiça (porque há-de quem aborta ser mais bem tratado que um doente com doença grave?) e também de inteligência na redução de custos do SNS: ou abortar é uma prioridade "de saúde"?

sexta-feira, setembro 09, 2011

Ainda a comparticipação da pílula

Da leitura do comunicado do Ministério da Saúde, dando por boa a história apresentada, pode-se suspeitar se a então a saída a público do estudo da medida não corresponde a uma manobra bem orquestrada seja pela indústria afectada seja pelos lobbies ideológicos que vivem desta ou com esta estão objectivamente concertados (em termos de objectivos coincidentes)...
E fica também uma questão: então e a pílula do dia seguinte que é objecto de receita médica e suponho eu de comparticipação...?

Comparticipação na Pílula: a gravidez não é uma doença!

A anunciada supressão da comparticipação na pílula (que de facto não impede o acesso à mesma já que continuará a ser distribuida gratuitamente nos centros de saúde) veio provocar um escândalo e muita confusão.
O escândalo é sobretudo ideológico e há que ter paciência. Já a confusão propositada é a da relação (inexistente ou quanto muito em sentido inverso) entre as práticas da contracepção e a do aborto. Ora, quanto a esta última (confusão) é necessário ter muito claro que não há evidência empirica de que a generalização da contracepção faça diminuir as taxas de aborto e antes pelo contrário em países de grande consumo de contracepção o drama do aborto é em termos quantitativos muito impressivo.
Mas entretanto parece que a industria da contracepção (como as do aborto ou os lobbies que trabalham na área do HIV-SIDA) é muito forte e já apareceu um desmentido do Ministério da Saúde...se de facto a medida não for para a frente é muito mau sinal quanto à fortaleza e independência do Governo em relação a estes e outros interesses...
De qualquer das formas esta polémica fez-me pensar o seguinte: se a gravidez não é uma doença porque é distribuida gratuitamente a pílula...!? Então porque acontece isso com a pílula e não com, por exemplo, os remédios para a diabetes, ou o cancro, ou etc...!?
Alguém me explica? Por mim só vejo ideologia nisto tudo...
Que defendo eu sobre este assunto? Que:
- não há razão e é objectivamente injusto (por ofensa do principio da igualdade) que a pílula seja distribuida gratuitamente
- que sempre que receitada como um medicamento (isto é, por razões médicas) deve ser comparticipada
- que a medida a ir para a frente pode ser uma oportunidade de ouro para as mulheres portuguesas conhecerem outros métodos de regulação da fertilidade que não são prejudiciais à sua saúde e ao contrário do que a douta ignorância da mentalidade comum afirma tem uma taxa de sucesso superior à da contracepção quimica
Mais informações sobre esse método aqui.

domingo, novembro 18, 2007

A arrogância do poder: a Ordem dos Médicos e o aborto

"A arrogência do poder" assim se chama um artigo da editora do Público São José Almeida, se não estou em erro, militante do PCP. Nele trata de duas questões entre as quais a do actual conflito entre o Ministro da Saúde e a Ordem dos Médicos a propósito do Código Deontológico destes últimos.
É impressionante que esta gente favorável ao aborto livre e legal não quer só que assim seja. Quer, exige, que toda a gente diga que está bem! De outra forma como compreender a ofensiva a que São José Almeida dá cobertura?
Mas por outro lado esta ofensiva do poder do mundo é também sintomática de outra fobia que anima os impulsionadores da mentalidade dominante: a fobia, o pavor, da liberdade. No limite por que raio não poderia uma Ordem profissional castigar um seu membro pela prática de um acto legal? Por que raio não pode uma classe de profissionais dizer a alguém: "se queres ser dos nossos, segues estas regras ou sujeitas-te a estas sanções"...? "Se queres praticar actos que à luz do nosso Código não podes, resignas a ser um dos nossos ou a viver constantemente castigado se insistires em estar connosco"...?
Note-se só para não haver confusões que não é esse o caso hoje da Ordem onde a proibição da prática do aborto se mantém no respectivo Código sem que sejam sancionados os médicos que o fazem ao abrigo e por causa da lei actual.
Neste post estava só a "esticar a corda" para, por absurdo, demonstrar que em reacções como as do Ministro da Saúde e dos seus apoiantes, o que existe, no fundo, é um pavor à liberdade. Uma pretensão totalitária que ou é combatida ou na próxima geração acabamos todos no matadouro da politicamente correcto, excluídos da convivência social, atirados para a pobreza e a marginalidade, como num qualquer cenário de ficção cientifica...! É que já estivemos muito mais longe...