Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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domingo, dezembro 28, 2014
Francisco Louçã ou de como o Natal é de e para todos
(imagem do cartaz de Natal 2014 de Comunhão e Libertação)
No Blog Tudo Menos Economia onde escrevem para o Público, nada mais nada menos, que António Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral, o segundo daqueles escreveu dois, na sua generalidade, sintomáticos e bonitos, posts alusivos ao Natal: "Os reis magos chegaram com a droga no cofre" e "Um Natal nunca se esquece".
Do primeiro desses posts recolho o final: "No cofre dos reis magos ia essa sabedoria, essa simples humanidade. Estimai o que é importante, tende curiosidade e descobri o que não conheceis, sabei usar o que vos é dado, respeitai os bens da terra e vivei em paz com os outros."
Ou seja, uma confirmação de que o Natal, o nascimento do Menino Jesus, é de facto aquele acontecimento por que toda a humanidade anseia e a resposta a todos os anseios do coração humano, seja a pergunta melhor ou pior formulada, e a resposta melhor ou pior acolhida na instintividade do preconceito ou da simples circunstância pessoal...
Um dia, por Sua Misericórdia, no Céu, faremos todos uma grande festa no Natal, havemos de nos rir dos nossos antagonismos e diante Daquele Menino já não será preciso explicar nada, nem nada nos deveremos ou cobraremos mutuamente!
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quarta-feira, dezembro 24, 2014
Por Causa Dele: Um Santo Natal!
E com um abraço de agradecimento aos Mórmon que produziram este vídeo!
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segunda-feira, dezembro 23, 2013
A lição do papa Francisco sobre o sentido do Natal (por Julián Carrón)
Com os meus votos de um Santo Natal e Boas Entradas a todos os meus leitores e amigos aqui deixo o texto da carta em epígrafe do Padre Julián Carrón (sucessor de D. Giussani na condução do movimento Comunhão e Libertação) que saiu no jornal la Repubblica.
23 de dezembro de 2013
Pág. 43
A carta
A lição do papa Francisco sobre o sentido do Natal
Julián Carrón
Caro Diretor,
Considerando a urgência quotidiana da vida, que é comum a todos e parece anular qualquer esperança, o Natal terá ainda alguma palavra a dizer? É somente uma recordação que inspira bons sentimentos ou é a notícia de um fato capaz de incidir na vida real?
«A razão da nossa esperança é a seguinte: Deus está ao nosso lado. Contudo, existe algo ainda mais surpreendente. A presença de Deus no meio da humanidade não se concretizou num mundo ideal, idílico, mas neste mundo real. Ele quis habitar na nossa história como ela é, com todo o peso dos seus limites e dos seus dramas, para nos elevar da poeira das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados» (Francisco, Audiência Geral, 18 de Dezembro de 2013). Para me preparar para o grande acontecimento do Natal, durante estes dias tenho repetido a mim mesmo muitas vezes estas palavras do Santo Padre.
O Mistério gosta de desafiar-nos constantemente «neste mundo real», sem hesitar nas coisas que faz! Para isso Deus escolhe aquelas circunstâncias que melhor podem revelar aos nossos olhos quem Ele é e a extraordinária novidade que pode originar no mundo. E isso deveria alegrar cada um de nós, porque significa que então não existe situação, momento da vida, ou história, que possa impedir Deus de gerar uma coisa nova. E como nos desafia?
Enquanto espera o Natal, a Igreja relê os grandes episódios da vida do povo de Israel e nos mostra como Deus intervém na história. Por exemplo, apresentando-nos duas pessoas estéreis, incapazes de conceber: uma mulher de Soreá e Isabel (que virão a ser as mães de Sansão, defensor do povo judaico, e de João Batista, precursor de Cristo; cf. Juízes 13,2-7.24-25a e Lucas 1,5-25), duas mulheres que não conseguem "arrumar" de algum modo as coisas, nenhuma genialidade que possuam pode torná-las mães. É impossível, é uma coisa impossível aos homens. É desta maneira que o Senhor nos quer fazer entender que a Ele tudo é possível e, por consequência, que é possível não se desesperar, que ninguém pode dizer-se abandonado, esquecido ou condenado à própria situação, vendo nesta uma justificativa para não esperar mais. Não há nada impossível para Alguém que realiza coisas como estas: fazer com que duas mulheres estéreis se tornem mães. A imprevisível maternidade delas representa o maior desafio para a razão e para a liberdade de cada um. Não existe situação, não existe relação e convivência humana que não possam mudar. E se alguém, pensando na sua história, já se resignou, hoje novamente o Senhor desafia a sua falta de esperança.
«A tua súplica foi atendida», diz o anjo a Zacarias, «Tua esposa Isabel te dará um filho, ao qual porás o nome de João». O Evangelho define isto como «boa nova», porque nós não estamos condenados ao ceticismo nem somos aniquilados pelo fracasso de todos os nossos esforços. E não há apenas a promessa, há também o seu cumprimento, porque depois vai realmente ter o filho! Estes episódios, para quem conserva ao menos um fio de ternura por si mesmo, anunciam que é possível mudar, porque a Deus tudo é possível; para Ele basta encontrar em nós a disponibilidade de coração.
Se nós deixarmos entrar esta força de Deus, a nossa vida, como a de Zacarias, vai se encher de alegria: «Terás alegria e júbilo». Que não é somente para nós; também nos é dada para os outros: «Muitos irão se regozijar pelo seu nascimento». E esta alegria demonstra quem é Deus, quem é que está em ação no meio de nós. João «será cheio do Espírito Santo» e começará a mudar o que toca.
É deste modo que a liturgia da Igreja nos introduz à contemplação de uma outra mulher, desta vez virgem, de nome Maria, à qual aconteceu algo não menos misterioso que às duas mulheres estéreis: o acontecimento da Encarnação por obra do Espírito Santo, que Maria simplesmente consentiu dizendo sim. Com o Natal o Senhor nos traz este feliz anúncio. Acolhê-lo depende de cada um de nós, da nossa disponibilidade simples para nos deixarmos surpreender por Ele, que com a Sua iniciativa nos alcança constantemente aqui e agora, «neste mundo real».
Se o pedirmos e passarmos a estar disponíveis para aquilo que o Senhor está prestes a fazer no meio de nós com o Natal, muitos à nossa volta se alegrarão pelo "nosso" renascimento. Só esta novidade poderá convencer cada homem da credibilidade do anúncio cristão que chegou até ele. Basta pensar em quantos homens de todas as culturas hoje se alegram, a ponto de se sentirem mais provocados do que nunca, com a existência de alguém como o Papa Francisco, em quem o Mistério encontrou essa disponibilidade de coração.
O autor é Presidente da Fraternidade de Comunhão e Libertação (aqui em baixo com o Papa Francisco)
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quarta-feira, dezembro 26, 2012
Ainda o Natal e o "dolce fare niente"
Por um dia ensaiei não trabalhar nada e só estar (à tarde) a espreitar o You Tube e ver coisas que me interessam...agora depois de um jantar no Alto-Minho litoral fica aqui a despedida da noite:
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segunda-feira, dezembro 24, 2012
Viva o Natal!
E as famílias reunidas, e as tréguas nas guerras, e os jantares de Consoada, e as Missas do Galo, e quem hoje trabalha ao serviço de todos (militares, polícias, serviços de saúde, bombeiros, etc.), e a chegada dos que vem de fora, e as lojas cheias (este ano não tanto...), e as iluminações de Natal, e as músicas americanas ou por eles americanadas de Natal, e as mensagens de Boas Festas, e o Skype que permite estar com quem está longe, e o Facebook e o correio electrónico, pela mesma razão, e a excitação das crianças com a ideia dos presentes, e a minha também, que amanhã não trabalho (hoje ainda o estou a fazer que uma família numerosa, parecendo que não, ainda requer algum back-office...), e os nossos amigos Missionários que por essas terras foras celebram o Natal com as suas comunidades, e um longo etc....!
MAS SOBRETUDO VIVA JESUS SEM CUJO NASCIMENTO NÃO HAVIA NATAL!!!!
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domingo, dezembro 23, 2012
Nas vésperas de Natal: desenvolvimento embrionário
Nas vésperas do Natal, do nascimento de uma criança, nao se me ocorre melhor post do que este remetendo para um sensacional site sobre desenvolvimento embrionario que nao tem nada a ver com a movimentacao provida. Trata-se apenas de um site sobre gravidez. Está aqui. O nome do site é este:
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terça-feira, março 13, 2012
Portas: como a família é verdade...
Impressionou-me muito esta fotografia no Público de ontem do Arquitecto Nuno Portas com os seus três filhos. E ocorreu-me aquele poema do Fernando Pessoa em que num verso é dito "Como a família é verdade!". Na verdade percebe-se na fotografia uma unidade, uma comunhão, uma ligação, ao pé das quais a importância política e profissional, as convicções ideológicas e as escolhas de vida, desaparecem, para ficar o essencial: a geração, a ligação do sangue, o nome e a história comuns. E para constatá-lo não são precisas nem convicções ideológicas, nem religiosas. Apenas estar de olhos abertos perante a realidade...
O poema de Fernando Pessoa chama-se Natal e é este:
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
O poema de Fernando Pessoa chama-se Natal e é este:
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
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segunda-feira, dezembro 26, 2011
Mensagem de Natal de Passos Coelho
Gostei muito da mensagem de Natal do Primeiro-ministro. Não foi apenas o pormenor do Presépio por trás (significativo de um Chefe de Governo que não lhe sendo conhecida fé em Jesus [o que não quer dizer não esteja lá mas pode ser não a reconheça pelo nome], O reconhece no entanto como raíz e razão da festa do Natal) mas sobretudo uma parte importante do seu conteúdo que não sei se foi entendido na sua totalidade e por todos: o apelo à responsabilidade individual, à autonomia e liberdade de cada um, ao espírito de empreendimento e iniciativa, à capacidade de dar vida a empresas, obras, projectos e realizações. Muito bem.
Procurei-a mas não a encontrei (a ontem transmitida na RTP1, apenas em versão texto)...mas dei com esta (que estou a ouvir enquanto escrevo isto, mas já percebi não é a mesma, nem sequer o Presépio está lá...): aqui.
Procurei-a mas não a encontrei (a ontem transmitida na RTP1, apenas em versão texto)...mas dei com esta (que estou a ouvir enquanto escrevo isto, mas já percebi não é a mesma, nem sequer o Presépio está lá...): aqui.
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quarta-feira, dezembro 07, 2011
Austeridade: um pouco de humor
Porque rir é o melhor remédio...afixo aqui o texto de um email recebido há minutos:
"Baltazar oferece incenso; Belchior oferece ouro; ... e vem o Gaspar e tira tudo!!!"
Além do sentido de humor, o significativo (ou preocupante se pensarmos em futuros contextos eleitorais) é que este email chegou-me por um daqueles militantes de referência de Lisboa do PPD-PSD...se for desabafo ou simples humor, não tem problema, mas se reflectir o que vai no espírito das "hostes", já é preocupante...!?
"Baltazar oferece incenso; Belchior oferece ouro; ... e vem o Gaspar e tira tudo!!!"
Além do sentido de humor, o significativo (ou preocupante se pensarmos em futuros contextos eleitorais) é que este email chegou-me por um daqueles militantes de referência de Lisboa do PPD-PSD...se for desabafo ou simples humor, não tem problema, mas se reflectir o que vai no espírito das "hostes", já é preocupante...!?
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domingo, dezembro 04, 2011
Iluminações de Natal: também na Póvoa de Varzim
Passava ontem de corrida diante de uma televisão e vejo a noticia de que também na Póvoa de Varzim os comerciantes locais em face da decisão da respectiva Câmara de não colocar luzes de Natal, decidiram fazê-lo eles próprios...não fora os riscos pessoais (desemprego, pobreza, dificuldades várias) que todos corremos, quase diria bendita crise e que dure muitos anos...!
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sexta-feira, novembro 25, 2011
Mais um exemplo entusiasmante de que há energias para vencer a crise!
Como diz o juizo de Comunhão e Libertação ao qual voltarei aqui, a crise é um desafio de mudança. E uma dessas mudanças é a compreensão pela sociedade inteira que esta tem em si própria as energias e força necessárias em multiplos campos para não necessitar que seja o Estado a substituir-se-lhe e que não se pode andar sempre a pedir tudo seja ao Governo central seja ao local.
Hoje no Publico, mais um exemplo de como isto é verdade: tendo decidido a Câmara não realizar por sua conta uma série de iluminações de Natal, os comerciantes da Rua Castilho tomaram a iniciativa e a suas próprias expensas vão fazê-las eles e isso acompanhado de uma série de iniciativas de animação dessa zona comercial. A noticia está também aqui.
A juntar ao exemplo daqueles pais que numa escola se encarregaram eles próprios com a ajuda da Dyrup da respectiva remodelação, e daquelas escolas pelo país inteiro em que os prémios monetários de mérito escolar foram dados na mesma, apesar do Ministério da Educação ter decidido não financiá-los, estes são sinais de uma mentalidade nova com a qual, assim sim, poderemos sair da crise mais fortes e capazes, decididos a perceber o valor da palavra, do principio, da subsidiariedade.
Hoje no Publico, mais um exemplo de como isto é verdade: tendo decidido a Câmara não realizar por sua conta uma série de iluminações de Natal, os comerciantes da Rua Castilho tomaram a iniciativa e a suas próprias expensas vão fazê-las eles e isso acompanhado de uma série de iniciativas de animação dessa zona comercial. A noticia está também aqui.
A juntar ao exemplo daqueles pais que numa escola se encarregaram eles próprios com a ajuda da Dyrup da respectiva remodelação, e daquelas escolas pelo país inteiro em que os prémios monetários de mérito escolar foram dados na mesma, apesar do Ministério da Educação ter decidido não financiá-los, estes são sinais de uma mentalidade nova com a qual, assim sim, poderemos sair da crise mais fortes e capazes, decididos a perceber o valor da palavra, do principio, da subsidiariedade.
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sábado, dezembro 26, 2009
O Natal por Sartre: uma percepção aguda!
Há muito tempo que não me dava assim uns dias de praticamente não fazer nada: dormir, ler (um óptimo livro sobre a Cosa Nostra), estar com a familia descansado, saborear (isso já é mais frequente ;-), etc.
E despachar agora algum correio electrónico. No meio deste a preciosidade abaixo: a percepção da encarnação por alguém "de fora" da Igreja (o que me lembra o "ralhete" que uma vez me fez o Patriarca de Lisboa quando eu usando essa expressão, me perguntou: "fora? onde está a porta?" ;-)
O texto é este e atribuido por um amigo meu editor (logo, uma autoridade literaria ;-) a Sartre:
«A Virgem está pálida e olha para o Menino. Seria preciso pintar no seu rosto aquela admiração ansiosa que se viu apenas uma vez num rosto humano.
Porque Cristo é o seu filho, a carne da sua carne e fruto do seu ventre. Ela teve-O em si própria durante nove meses e dar-Lhe-á o seio e o seu leite tornar-se-á sangue de Deus.
Nalguns momentos a tentação é tão forte que esquece que Ele é Filho de Deus.
Aperta-O nos braços e sussurra-lhe: “Meu pequerrucho”.
Mas noutros momentos fica perplexa e pensa: “Deus está ali” e é invadida por um religioso temor por este Deus mudo, por esta criança que num certo sentido incute medo.
Todas as mães ficam perplexas, por um momento, diante daquele fragmento da sua carne que é a sua criança, e sentem-se exiladas perante esta nova vida feita da sua vida, habitada por pensamentos alheios. Mas nenhum filho foi arrancado à sua mãe de forma tão cruel e radical, porque Ele é Deus e ultrapassa completamente tudo o que ela poderia imaginar… Mas penso que houve também outros momentos, rápidos e fugazes em que ela sente que Cristo é o seu Filho, o seu menino, e que é Deus.
Olha-O e pensa: “Este Deus é meu menino. Esta carne é a minha carne, é feito de mim, tem os meus olhos e a forma da sua boca é semelhante à minha, assemelha-Se a mim. É Deus e assemelha-Se também a mim”.
E nenhum homem recebeu da sorte o seu Deus só para si, um Deus tão pequenino para apertar nos braços e cobrir de beijos, um Deus quentinho que sorri e respira, um Deus que se pode tocar e que ri.
E é nesses momentos que eu, se fosse pintor, pintaria Maria».
Jean-Paul Sartre
(Trecho teatral escrito por ocasião do Natal, enquanto prisioneiro)
E despachar agora algum correio electrónico. No meio deste a preciosidade abaixo: a percepção da encarnação por alguém "de fora" da Igreja (o que me lembra o "ralhete" que uma vez me fez o Patriarca de Lisboa quando eu usando essa expressão, me perguntou: "fora? onde está a porta?" ;-)
O texto é este e atribuido por um amigo meu editor (logo, uma autoridade literaria ;-) a Sartre:
«A Virgem está pálida e olha para o Menino. Seria preciso pintar no seu rosto aquela admiração ansiosa que se viu apenas uma vez num rosto humano.
Porque Cristo é o seu filho, a carne da sua carne e fruto do seu ventre. Ela teve-O em si própria durante nove meses e dar-Lhe-á o seio e o seu leite tornar-se-á sangue de Deus.
Nalguns momentos a tentação é tão forte que esquece que Ele é Filho de Deus.
Aperta-O nos braços e sussurra-lhe: “Meu pequerrucho”.
Mas noutros momentos fica perplexa e pensa: “Deus está ali” e é invadida por um religioso temor por este Deus mudo, por esta criança que num certo sentido incute medo.
Todas as mães ficam perplexas, por um momento, diante daquele fragmento da sua carne que é a sua criança, e sentem-se exiladas perante esta nova vida feita da sua vida, habitada por pensamentos alheios. Mas nenhum filho foi arrancado à sua mãe de forma tão cruel e radical, porque Ele é Deus e ultrapassa completamente tudo o que ela poderia imaginar… Mas penso que houve também outros momentos, rápidos e fugazes em que ela sente que Cristo é o seu Filho, o seu menino, e que é Deus.
Olha-O e pensa: “Este Deus é meu menino. Esta carne é a minha carne, é feito de mim, tem os meus olhos e a forma da sua boca é semelhante à minha, assemelha-Se a mim. É Deus e assemelha-Se também a mim”.
E nenhum homem recebeu da sorte o seu Deus só para si, um Deus tão pequenino para apertar nos braços e cobrir de beijos, um Deus quentinho que sorri e respira, um Deus que se pode tocar e que ri.
E é nesses momentos que eu, se fosse pintor, pintaria Maria».
Jean-Paul Sartre
(Trecho teatral escrito por ocasião do Natal, enquanto prisioneiro)
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Um Santo Natal! (atrazado mas para a quadra ;-)
Completamente absorvido pela campanha do referendo ao casamento o que ocasiona divertidas ocasiões de ver como desde há dois meses uma campanha organizada tenta pôr a Igreja católica fora do debate, confundir os católicos (tarefa debalde: o nosso povo reconhece-se e reconhece o que é seu e o que importa mesmo) e no fundo ocultar o que teme,ignorando até que a mobilização está muito mais ampla do que apenas a estes, nem tempo tenho tido para escrever aqui e ontem passou o dia sem os tradicionais votos da época. Mas estamos sempre a tempo. Como ensina este email recebido do meu amigo Vasco Mina:
"Há muitos anos, ainda solteiro e de férias em Cem Soldos, encontrei a Trindade à porta da Igreja. Estava uma linda manhã de Sol primaveril a puxar à conversa. A Trindade tinha trabalhado durante largos anos em casa dos meus futuros sogros e era uma típica aldeã sempre vestida de preto e cheia de afecto para aqueles a quem via como protectores (no caso, a Rosarinho e a sua família). Ao ver-nos, perguntou quase de imediato: “Então quando casam?”
Eu dei a resposta típica do rapazinho de cidade que se acha culto e cheio de explicação para tudo: “Oh Trindade! É uma questão de tempo!”. A Trindade, com aquele ar que parecia básico aos olhos de quem vinha da cidade, era de resposta rápida: “ Mas o tempo está bom! É de aproveitar!”
Foi para mim uma lição de humildade e também me serviu para estar mais atento ao que é óbvio, sem complicações e outras coisas afins.
Tenho andado, desde o início do Advento, com uma preocupação em preparar bem o Natal, em viver adequadamente este tempo, tratando dos presentes a tempo e horas, procurando textos cheios de “significado”, etc., etc. Como que “ desta vez é que é!”
Só que, mais uma vez, não foi como deveria ter sido. “ Mas o tempo está bom! É de aproveitar!” Esta resposta da Trindade, com a sua genuína sabedoria, vem a propósito. O tempo até está chuvoso e com algum frio, mas o Menino vai Nascer e, assim, muito simplesmente, celebremos este acontecimento. Haja festa e alegria!
Um Santo Natal para todos!"
"Há muitos anos, ainda solteiro e de férias em Cem Soldos, encontrei a Trindade à porta da Igreja. Estava uma linda manhã de Sol primaveril a puxar à conversa. A Trindade tinha trabalhado durante largos anos em casa dos meus futuros sogros e era uma típica aldeã sempre vestida de preto e cheia de afecto para aqueles a quem via como protectores (no caso, a Rosarinho e a sua família). Ao ver-nos, perguntou quase de imediato: “Então quando casam?”
Eu dei a resposta típica do rapazinho de cidade que se acha culto e cheio de explicação para tudo: “Oh Trindade! É uma questão de tempo!”. A Trindade, com aquele ar que parecia básico aos olhos de quem vinha da cidade, era de resposta rápida: “ Mas o tempo está bom! É de aproveitar!”
Foi para mim uma lição de humildade e também me serviu para estar mais atento ao que é óbvio, sem complicações e outras coisas afins.
Tenho andado, desde o início do Advento, com uma preocupação em preparar bem o Natal, em viver adequadamente este tempo, tratando dos presentes a tempo e horas, procurando textos cheios de “significado”, etc., etc. Como que “ desta vez é que é!”
Só que, mais uma vez, não foi como deveria ter sido. “ Mas o tempo está bom! É de aproveitar!” Esta resposta da Trindade, com a sua genuína sabedoria, vem a propósito. O tempo até está chuvoso e com algum frio, mas o Menino vai Nascer e, assim, muito simplesmente, celebremos este acontecimento. Haja festa e alegria!
Um Santo Natal para todos!"
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sábado, dezembro 05, 2009
Pai Natal: um pedido simples
Do Luis Cirilo meu colega deputado por Braga na 9ª Legislatura de boa memória (e que tem este blog)recebi este email que no meio de uma campanha que absorve todo o tempo (incluindo o que gostaria de dedicar a escrever aqui) foi motivo de uma saudável gargalhada:
Meu querido PAI NATAL,
Este ano levaste [deve-se estar a referir a Deus e não ao Pai Natal que está às ordens Dele, mas passa...] o meu cantor e dançarino preferido, o MICHAEL JACKSON, o meu actor preferido PATRICK SWAYZE, a minha actriz preferida FARRAH FAWCETT... só te quero recordar que o meu político preferido é o JOSÉ SÓCRATES!
Meu querido PAI NATAL,
Este ano levaste [deve-se estar a referir a Deus e não ao Pai Natal que está às ordens Dele, mas passa...] o meu cantor e dançarino preferido, o MICHAEL JACKSON, o meu actor preferido PATRICK SWAYZE, a minha actriz preferida FARRAH FAWCETT... só te quero recordar que o meu político preferido é o JOSÉ SÓCRATES!
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segunda-feira, novembro 17, 2008
Lisboa corre com Jesus do Natal!
Extraordinário! O Natal dos pagãos (ou dos filhos da Viúva...):
LISBOA
Iluminações de Natal acendem-se dia 15
03 11 2008 16.42H
As iluminações de Natal de Lisboa vão acender-se em 24 ruas e 15 praças, incluindo locais inéditos como a zona ribeirinha, sob o signo dos contos natalícios, em que o Rossio dedicado ao "Quebra-Nozes" será o núcleo principal.
As iluminações de Natal, financiadas pela primeira vez inteiramente por privados, através de um concurso lançado pela autarquia, serão inauguradas no dia 15 deste mês.
O investimento, assegurado por patrocinadores, cuja publicidade estará presente em alguns dos locais iluminados, estima-se entre dois e três milhões de euros, revelou Vasco Perestrelo, da empresa Multimédia Outdoors Portugal (MOP), que venceu o concurso.
O responsável adiantou que as marcas não estarão presentes em mais de dez locais e garantiu que a sua presença não será excessiva, mas antes "integrada no projecto" de iluminação e animação da cidade.
Ao investimento dos privados junta-se a verba de 200 mil euros que a autarquia irá transferir para as juntas de freguesia, no âmbito das iluminações de bairro.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), sublinhou que "este novo modelo marca uma ruptura com um modelo desenvolvido durante anos", através de um protocolo com a União de Comerciantes.
No ano passado, a autarquia pagou a esta associação um milhão de euros de dívida referente a iluminações de anos anteriores e a iluminação de 2008 ficou cingida estritamente à verba de cerca de 400 mil euros estabelecida no protocolo entre a União de Comerciantes e a Câmara.
"Percebemos que era insustentável", disse António Costa, justificando o lançamento do concurso para um projecto de iluminação e animação exclusivamente pago por patrocinadores.
Sob o tema "conto de luz", as iluminações terão como fio condutor os contos de Natal e como epicentro a Praça do Rossio dedicada à história do "Quebra-Nozes", o bailado com música de Tchaikovsy e libreto de Lev Ivanov, que estreou em 1892 na cidade russa de São Petersburgo.
As iluminações serão divididas em quatro eixos: História, Natureza, Sonho e Inclusão Social.
O eixo História, dedicado à história do "quarto Rei Mago", abrange a zona ribeirinha, de Belém à Ribeira das Naus, enquanto o eixo Natureza, dedicado à história das "três árvores", inclui a Avenida da Igreja, Alvalade, Avenida de Roma, Areeiro, Praça de Londres, Avenida Guerra Junqueiro, Avenida Almirante Reis, Rua Morais Soares, Martim Moniz e Santa Apolónia.
A Rua Castilho, Ferreira Borges e Amoreiras constituem o eixo Sonho, sobre a história do "sapateiro e dos gnomos mágicos", e a Baixa-Chiado e a Avenida da Liberdade formam o eixo da Inclusão Social, dedicado ao "Quebra-Nozes".
As iluminações serão acesas no dia 15, num evento em que participará a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
LISBOA
Iluminações de Natal acendem-se dia 15
03 11 2008 16.42H
As iluminações de Natal de Lisboa vão acender-se em 24 ruas e 15 praças, incluindo locais inéditos como a zona ribeirinha, sob o signo dos contos natalícios, em que o Rossio dedicado ao "Quebra-Nozes" será o núcleo principal.
As iluminações de Natal, financiadas pela primeira vez inteiramente por privados, através de um concurso lançado pela autarquia, serão inauguradas no dia 15 deste mês.
O investimento, assegurado por patrocinadores, cuja publicidade estará presente em alguns dos locais iluminados, estima-se entre dois e três milhões de euros, revelou Vasco Perestrelo, da empresa Multimédia Outdoors Portugal (MOP), que venceu o concurso.
O responsável adiantou que as marcas não estarão presentes em mais de dez locais e garantiu que a sua presença não será excessiva, mas antes "integrada no projecto" de iluminação e animação da cidade.
Ao investimento dos privados junta-se a verba de 200 mil euros que a autarquia irá transferir para as juntas de freguesia, no âmbito das iluminações de bairro.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), sublinhou que "este novo modelo marca uma ruptura com um modelo desenvolvido durante anos", através de um protocolo com a União de Comerciantes.
No ano passado, a autarquia pagou a esta associação um milhão de euros de dívida referente a iluminações de anos anteriores e a iluminação de 2008 ficou cingida estritamente à verba de cerca de 400 mil euros estabelecida no protocolo entre a União de Comerciantes e a Câmara.
"Percebemos que era insustentável", disse António Costa, justificando o lançamento do concurso para um projecto de iluminação e animação exclusivamente pago por patrocinadores.
Sob o tema "conto de luz", as iluminações terão como fio condutor os contos de Natal e como epicentro a Praça do Rossio dedicada à história do "Quebra-Nozes", o bailado com música de Tchaikovsy e libreto de Lev Ivanov, que estreou em 1892 na cidade russa de São Petersburgo.
As iluminações serão divididas em quatro eixos: História, Natureza, Sonho e Inclusão Social.
O eixo História, dedicado à história do "quarto Rei Mago", abrange a zona ribeirinha, de Belém à Ribeira das Naus, enquanto o eixo Natureza, dedicado à história das "três árvores", inclui a Avenida da Igreja, Alvalade, Avenida de Roma, Areeiro, Praça de Londres, Avenida Guerra Junqueiro, Avenida Almirante Reis, Rua Morais Soares, Martim Moniz e Santa Apolónia.
A Rua Castilho, Ferreira Borges e Amoreiras constituem o eixo Sonho, sobre a história do "sapateiro e dos gnomos mágicos", e a Baixa-Chiado e a Avenida da Liberdade formam o eixo da Inclusão Social, dedicado ao "Quebra-Nozes".
As iluminações serão acesas no dia 15, num evento em que participará a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
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terça-feira, dezembro 04, 2007
Não haverá Natal este ano...? ;-)
Felizmente não é verdade...!
Mas tem graça este email que recebi agora :-)
Este ano não vai haver presépio!...
Lamentamos mas: - Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta
foi retirada do estábulo até decisão governamental;
- Os camelos estão no governo;
- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;
- A vaca está louca e não se segura nas patas ;
- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;
- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;
- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;
- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;
- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo,até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da União Europeia.
Mas tem graça este email que recebi agora :-)
Este ano não vai haver presépio!...
Lamentamos mas: - Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta
foi retirada do estábulo até decisão governamental;
- Os camelos estão no governo;
- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;
- A vaca está louca e não se segura nas patas ;
- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;
- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;
- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;
- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;
- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo,até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da União Europeia.
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segunda-feira, dezembro 03, 2007
Começou o Advento: está a chegar o Natal!
Da Escola de Direcção e Negócios AESE (onde entre 1999 e 2000 fiz o Programa de Alta Direcção de Empresas) acabo de receber o boletim da respectiva Capelania onde encontrei este artigo do Padre Hugo de Azevedo (um amigo do meu pai ;-)
Parece-me uma boa forma de iniciar o Advento, este tempo de espera e tensão, num pedido que também neste lugar de escombros e desarrumado, que tantas vezes caracteriza o nosso coração, nas palhinhas que são os nossos gestos de fé, esperança e caridade, possa nascer Aquele sem o qual a nossa vida se reduzia a um elenco absurdo de circunstâncias e sentimentos.
O NATAL
«No meu tempo», como dizem os velhos, o Natal era em casa e na igreja. Os presépios, raros. Umas breves figurinhas sobre a cómoda. Quase ninguém enviava postais natalícios a ninguém. Nem quase os havia. As ruas, silenciosas e escuras à noite. Prendas, uma para cada criança, no sapatinho: a sonhada surpresa! E os doces da festa, é claro: a mesa encantada de sorrisos, risos, sabores e cores diferentes... E a Missa «do galo». O Natal era Deus em família.
Agora (exageremos, como fazem os velhos) é nas ruas e praças iluminadas; nas lojas cintilantes; nos supermercados cheios de movimento, carrinhos e sacos; nas montras repletas de mecanismos electrónicos; e música, muita música, a mesma, por toda a parte; e varandas escaladas por palhaços coca-cola; e o lauto jantar, bem regado, entre pessoas mais ou menos amigas... E as crianças a verificarem se a «play-station» é realmente a que pretendiam. Porque a vida é outra, subiu de nível, a família é o que se sabe, e o comércio precisa de tudo. Hoje o nosso Natal é chinês.
A verdade é que a imagem de um jovem casal e um menino encantador se fixa na retina dos fregueses e munícipes, aureolada de estrelas e figuras angélicas, e os jornalistas não deixam de referir, embora displicentes, o velho «mito do Natal»... Alguns até se lembram da história e do seu significado.
E assim o comércio vai transmitindo a mensagem natalícia de geração em geração. Muito vaga e confusamente, é certo, com uma animação mais parecida ao bulício da estalagem, onde «não havia lugar para eles», do que ao recolhimento da gruta de Belém, mas sempre nos avisa de que por cá passou a Sagrada Família, e está presente em qualquer lar que a convide a abençoá-lo.
É altura de exclamar com o poeta: «Como a família é verdade!» Não há felicidade comparável neste mundo. Nem «melhor negócio», como lembrava S. Josemaria aos empresários...
- Ah, mas tão difícil!... - Sem dúvida: quando o nosso principal negócio é outro. - Mas «hoje em dia», com o custo de vida, «nestes tempos de stress», é impossível recortar o trabalho!
Talvez organizando melhor o dia... como quando joga Portugal. Talvez conversando menos e «produzindo» mais... Talvez não sabendo tanto do que dizem que se diz que se suspeita haver sido dito... Talvez seguindo o velho princípio da «subsidiariedade», que consiste em não querer fazer tudo por nós, e respeitando os diversos âmbitos de competência - incluindo o dos superiores... Talvez confiando parte das tarefas a quem precisa e pode fazer esse trabalho... Talvez sendo menos individualistas, menos invejosos, menos carreiristas, mais ordenados... Enfim, talvez trabalhando mais e melhor.
Pe. Hugo de Azevedo
Parece-me uma boa forma de iniciar o Advento, este tempo de espera e tensão, num pedido que também neste lugar de escombros e desarrumado, que tantas vezes caracteriza o nosso coração, nas palhinhas que são os nossos gestos de fé, esperança e caridade, possa nascer Aquele sem o qual a nossa vida se reduzia a um elenco absurdo de circunstâncias e sentimentos.
O NATAL
«No meu tempo», como dizem os velhos, o Natal era em casa e na igreja. Os presépios, raros. Umas breves figurinhas sobre a cómoda. Quase ninguém enviava postais natalícios a ninguém. Nem quase os havia. As ruas, silenciosas e escuras à noite. Prendas, uma para cada criança, no sapatinho: a sonhada surpresa! E os doces da festa, é claro: a mesa encantada de sorrisos, risos, sabores e cores diferentes... E a Missa «do galo». O Natal era Deus em família.
Agora (exageremos, como fazem os velhos) é nas ruas e praças iluminadas; nas lojas cintilantes; nos supermercados cheios de movimento, carrinhos e sacos; nas montras repletas de mecanismos electrónicos; e música, muita música, a mesma, por toda a parte; e varandas escaladas por palhaços coca-cola; e o lauto jantar, bem regado, entre pessoas mais ou menos amigas... E as crianças a verificarem se a «play-station» é realmente a que pretendiam. Porque a vida é outra, subiu de nível, a família é o que se sabe, e o comércio precisa de tudo. Hoje o nosso Natal é chinês.
A verdade é que a imagem de um jovem casal e um menino encantador se fixa na retina dos fregueses e munícipes, aureolada de estrelas e figuras angélicas, e os jornalistas não deixam de referir, embora displicentes, o velho «mito do Natal»... Alguns até se lembram da história e do seu significado.
E assim o comércio vai transmitindo a mensagem natalícia de geração em geração. Muito vaga e confusamente, é certo, com uma animação mais parecida ao bulício da estalagem, onde «não havia lugar para eles», do que ao recolhimento da gruta de Belém, mas sempre nos avisa de que por cá passou a Sagrada Família, e está presente em qualquer lar que a convide a abençoá-lo.
É altura de exclamar com o poeta: «Como a família é verdade!» Não há felicidade comparável neste mundo. Nem «melhor negócio», como lembrava S. Josemaria aos empresários...
- Ah, mas tão difícil!... - Sem dúvida: quando o nosso principal negócio é outro. - Mas «hoje em dia», com o custo de vida, «nestes tempos de stress», é impossível recortar o trabalho!
Talvez organizando melhor o dia... como quando joga Portugal. Talvez conversando menos e «produzindo» mais... Talvez não sabendo tanto do que dizem que se diz que se suspeita haver sido dito... Talvez seguindo o velho princípio da «subsidiariedade», que consiste em não querer fazer tudo por nós, e respeitando os diversos âmbitos de competência - incluindo o dos superiores... Talvez confiando parte das tarefas a quem precisa e pode fazer esse trabalho... Talvez sendo menos individualistas, menos invejosos, menos carreiristas, mais ordenados... Enfim, talvez trabalhando mais e melhor.
Pe. Hugo de Azevedo
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