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sábado, março 30, 2013

Sábado Santo e Eutanásia

Em bom rigor como publicou hoje o Pedro Aguiar Pinto nós os cristãos devíamos viver este dia (o Sábado Santo) como que suspensos, tentando pôr-nos na pele da tristeza imensa em que estavam hoje os díscipulos de Jesus, em silêncio, sentados ao lado de Nossa Senhora, procurando fazer-lhe companhia na Sua imensa dor, a deitar contas à vida (ao desfazer da companhia humana em torno de Jesus), sem esperança no amanhã e só saudade do passado...mas não somos capazes...

Na verdade vivemos já na doce antecipação da visita amanhã ao túmulo que sabemos vamos encontrar vazio, estamos já na alegria da Vígilia de hoje e no contente fim das penitências quaresmais...Deus nos perdoe por este baixar de braços nos últimos metros, neste decair da tensão da espera, nesta falta de amor...!

E nos perdoe também de publicar esta gracinha sobre a Eutanásia, recebida em email de amigo, e a cujo humor não resisti...;-)

Texto da agência Deustsche Welle:

"Rolando na internet: A eutanásia aplicada aos jovens 'Esse texto é muito criativo, trata de um assunto preocupante, porém, com bom humor!' João-Francisco Rogowski

Ontem à noite, minha mãe e eu estávamos sentados na sala falando de coisas da vida.... e do tema da eutanásia (desligar as máquinas, morrer logo, sem sofrer, quando se está desenganado)....

Disse: - "Mamãe, nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de máquinas e líquidos de uma garrafa de hospital. Se me vir nesse estado, desligue logo os aparelhos que me mantêm artificialmente com vida. "PREFIRO MORRER".

Então, minha mãe se levantou, olhou para mim com cara de admiração e desligou :
a TV,
o DVD,
o CABO DE INTERNET,
o PC,
o MP3/4,
o PLAY-STATION 2,
o PSP,
a WIRELESS,
o TELEFONE FIXO,
ME TIROU
o CELULAR,
o IPOD,
o BLACKBERRY
e RETIROU DA GELADEIRA
toda as COCA-COLAS e as CERVEJAS!!!

(...) !!!
QUASE MORRI !!!"


quarta-feira, março 20, 2013

Homília do Papa Francisco ontem



(escolhi esta imagem porque me pareceu mostrar a força e entusiasmo do Papa Francisco com Jesus e como ele nos convida a segui-Lo sem medo)


HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Praça de São Pedro
Terça-feira, 19 de março de 2013
Solenidade de São José


Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).

Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!

Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.

© Copyright 2013 - Libreria Editrice Vaticana

terça-feira, março 19, 2013

Dia do Pai: como São José e Cinderella Man



Conforme avanço na idade, mas também pelas dificuldades da vida, mais me dou conta da nobreza da vocação de Pai e da responsabilidade consequente. E também como nós pais, homens, muito lucraríamos em ser o mais possível seguidores de São José, pai de Jesus: dóceis ás circunstâncias, capazes de dar tudo pela nossa família (pela mulher e filhos que nos foram confiados, no meu caso apenas quatro), amando e protegendo as nossas mulheres sem esperar a troca, servidores fieis, atentos e santos...

Sobre este assunto o Pedro Aguiar Pinto, hoje, na lista Povo, publicou este texto:

Hoje, comemoramos o grande patrono da Igreja Universal, São José. Ninguém ignora que São José é o esposo de Nossa Senhora e pai adoptivo de Jesus. A Bíblia não fala muito dele. No entanto, o amor cristão faz de cada palavra do Evangelho de São Mateus um ensinamento novo para a vida. Eis alguns factos que sempre recordamos: A ordem dada a São José, de receber Maria como esposa. É o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo. Ele é o patriarca, o grande pai. A fuga para o Egipto e a volta lembram a história de todo o povo de Israel - o Êxodo. Portanto, São José é o amigo do povo, dos pobres, dos pequeninos, dos perseguidos e dos sofredores. Da Bíblia, recebeu ele o título maior que ela costuma dar a alguém: Justo. São José era um homem "justo". Tanto a Idade Média quanto os tempos modernos lembraram muito São José como modelo para o lar e, também, para o operário. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protector escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.

É que de facto é heróica esta nossa condição de pais, homens, de família! E sabe Deus como precisamos ás vezes que nos mostrem a beleza que vivemos e nos seja devolvido um orgulho masculino da nossa condição. O que é saudavelmente feito neste filme Cinderela Man:




sexta-feira, março 08, 2013

8 de Março: Dia Internacional da Mulher



No dia em que tantas e tão desvairadas coisas são ditas a propósito do Dia Internacional da Mulher além da calorosa saudação ás minhas (mãe, mulher, filhas, e um largo etc de todas as idades, feitios, origens, âmbitos e proveniências, desde as amigas àquelas com quem estou nas obras de caridade ou na política, colegas de profissão ou companheiras de caminho em diversas circunstâncias) uma observação e uma constatação.

Conforme avançam os tempos e as laudas ao dia internacional da Mulher mais cresce aquela mentalidade que as oprime e esmaga: pela prostituição, no aborto, pela pornografia, etc. Na Igualdade de Género e na ideologia que esta expressa se radica e origina essas e outras opressões. E só sairemos desta situação quando olhando para o quadro acima pudermos reconhecer, nas relações também neste retratadas, a Mulher como resposta de Deus às necessidades da humanidade, como manifestação da Sua imensa ternura por cada um de nós: homens e filhos.


sábado, maio 05, 2012

Dia da Mãe

Amanhã é Dia da Mãe. Já se sabe que o grande modelo de mãe (e mulher) é Nossa Senhora. Como para nós, homens, é São José. Sendo bom lembrá-lo, também é bom dar-nos conta com gratidão dos nossos pais e amanhã, em especial, da nossa mãe. E, já agora, para os casados, pais de filhos (quatro no meu caso), não fica mal estender o cumprimento à mãe deles...;-)

A esse propósito a TSF colocou no site esta galeria de fotografias que está muito feliz e vale a pena ver.

segunda-feira, março 19, 2012

Dia do Pai: São José

Sobre o assunto em referência o Blog Povo publicou hoje isto:


Dia do Pai
Hoje é dia de S. José, esposo de Nossa Senhora e padroeiro da Igreja universal.
Pai adoptivo de Jesus Cristo é modelo de pai e, por isso, o seu dia foi escolhido como dia do Pai.
Tenho por S. José particular devoção, talvez porque seja o modelo da discrição. Por isso, escolhi esta magnífica Sagrada Família em que S. José é a figura mais recuada de olhos baixos, mas atento às necessidades da família.
S. José é também o modelo do homem justo, isto é, ajustado à realidade, ajustado ao bem e à verdade.
Usando um exemplo da reforma educativa na Flórida, João César das Neves, pede ao estado para deixar fazer, deixar a sociedade fazer o que lhe cabe fazer: educar crianças, tratar doentes, julgar delitos, criar emprego, gerar crescimento, em suma, tudo aquilo que os homens justos fazem na discrição da vida quotidiana. Que S. José nos sirva de modelo a todos nós que desejamos conduzir a nossa vida com esta sintonia com a verdade e o bem.
O que se sabe sobre a paternidade de S. José brota da contemplação da Sagrada Família e da vida oculta de Jesus. Porém, penetra-se no mistério da paternidade na parábola do filho pródigo em que Deus se revela na Sua Paternidade.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Fátima: ontem, hoje e sempre!

De uma amiga minha recebi este email:


Linda, magnífica, emocionante demonstração de fé!

Procissão de Velas em Fátima

Pela 1ª vez, a Procissão das velas em fotografia Panorâmica 360º esférica.

http://www.digisfera.pt/procissao-das-velas-em-fatima

Deixem carregar toda a foto, só depois ela começa a girar. É emocionante!!!...

Não deixem de clicar na foto menor no canto superior esquerdo

Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Portugal)
Vista geral do Santuário de Fátima Diocese Leiria-Fátima Prédio Estilo arquitetônico Neobarroco Padre Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas . Construção Construção 1928 - 1953 - 2007

O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal), é um dos mais importantes santuários marianos do Mundo.

Já fui ver e é de facto espectacular!

terça-feira, outubro 26, 2010

Portugal a acabar: esperemos que não...!?

De um combatente do Ultramar e resistente anti-prec, pessoa que muito admiro, acabo de receber esta:
"A monarquia fez Portugal e criou um Império; a República acabou com o Império e está em vias de acabar com Portugal."
Carlos Azeredo (General)
Esperemos que não...!?
Mas lembrou-me aquela de um bom amigo meu que dizia que aquela frase de Nossa Senhora de Fátima "em Portugal nunca se desaparecerá o dogma da fé" era "porque Portugal vai durar pouco"...só não ponho um lol! porque o assunto não é para rir :-(

sábado, dezembro 26, 2009

O Natal por Sartre: uma percepção aguda!

Há muito tempo que não me dava assim uns dias de praticamente não fazer nada: dormir, ler (um óptimo livro sobre a Cosa Nostra), estar com a familia descansado, saborear (isso já é mais frequente ;-), etc.
E despachar agora algum correio electrónico. No meio deste a preciosidade abaixo: a percepção da encarnação por alguém "de fora" da Igreja (o que me lembra o "ralhete" que uma vez me fez o Patriarca de Lisboa quando eu usando essa expressão, me perguntou: "fora? onde está a porta?" ;-)
O texto é este e atribuido por um amigo meu editor (logo, uma autoridade literaria ;-) a Sartre:
«A Virgem está pálida e olha para o Menino. Seria preciso pintar no seu rosto aquela admiração ansiosa que se viu apenas uma vez num rosto humano.
Porque Cristo é o seu filho, a carne da sua carne e fruto do seu ventre. Ela teve-O em si própria durante nove meses e dar-Lhe-á o seio e o seu leite tornar-se-á sangue de Deus.
Nalguns momentos a tentação é tão forte que esquece que Ele é Filho de Deus.
Aperta-O nos braços e sussurra-lhe: “Meu pequerrucho”.
Mas noutros momentos fica perplexa e pensa: “Deus está ali” e é invadida por um religioso temor por este Deus mudo, por esta criança que num certo sentido incute medo.
Todas as mães ficam perplexas, por um momento, diante daquele fragmento da sua carne que é a sua criança, e sentem-se exiladas perante esta nova vida feita da sua vida, habitada por pensamentos alheios. Mas nenhum filho foi arrancado à sua mãe de forma tão cruel e radical, porque Ele é Deus e ultrapassa completamente tudo o que ela poderia imaginar… Mas penso que houve também outros momentos, rápidos e fugazes em que ela sente que Cristo é o seu Filho, o seu menino, e que é Deus.
Olha-O e pensa: “Este Deus é meu menino. Esta carne é a minha carne, é feito de mim, tem os meus olhos e a forma da sua boca é semelhante à minha, assemelha-Se a mim. É Deus e assemelha-Se também a mim”.
E nenhum homem recebeu da sorte o seu Deus só para si, um Deus tão pequenino para apertar nos braços e cobrir de beijos, um Deus quentinho que sorri e respira, um Deus que se pode tocar e que ri.
E é nesses momentos que eu, se fosse pintor, pintaria Maria».

Jean-Paul Sartre
(Trecho teatral escrito por ocasião do Natal, enquanto prisioneiro)