Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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segunda-feira, março 05, 2012
Deve ser tão dificil governar...!
A reflexão do título deste post é-me suscitada pelo email abaixo de que desconheço o autor e que reproduzo não só pela instintiva objecção que me suscita a supressão de feriados, como pelo contra-peso que é dado ao respectivo custo pelos dados compilados por quem o escreveu.
O que me coloca na situação complicada de simultâneamente o subscrever (salvo os laivos esquerdistas do mesmo mas que achei devia deixar por respeito da autoria...;-) e ao mesmo tempo não poder deixar de dar um voto de confiança a quem actualmente nos governa e que suspeito está a fazer o melhor que pode e sabe...
Ora, se eu estou assim, imagino como esteja um governante a quem também se colocam múltiplas opções, todas ou quase todas podendo parecer razoáveis e/ou justificáveis e que no entanto tem de decidir por uma das hipóteses e depois defendê-la e justificá-la...
Deve de facto ser tão dificil governar que cada vez percebo melhor porque é que não há práticamente Oração dos Fieis nas Missas em que não se reze em múltiplas fórmulas por aqueles a quem cabe esta dificil missão de condução dos povos e dos países...!
Valha-nos no meio disto o sentido de humor como o da imagem que me chegou noutro email...;-)
O email acima referido é este:
A propósito do “mito” do “Excessivo número de feriados” em Portugal, reparem no número de feriados dos vários países da União Europeia: 18 (Grâ-Bretanha), 17 (Alemanha, sim, a Alemanha...;-), 16 (Eslováquia), 15 (Áustria e Grécia), 14 (Portugal e Malta), 13 (Suécia, República Checa, Finlândia e França), 12 (Bélgica, Dinamarca, Luxemburgo, Irlanda e Hungria), 11 (Polónia e Itália), 10 (Holanda) e 6 (Roménia).
A média dos feriados é 13. Portugal tem 14, apenas 1 a mais do que a média.
Só que há ainda outro pormenor interessante. É que de todos os países da União Europeia, Portugal tendo a sua independência em 1143, é um dos mais antigos. Por isso, é natural que feriados os feriados históricos como o 1 de Dezembro (dia da Restauração da Independência em 1640) façam todo o sentido.
Diz a propaganda paga a peso de ouro pelo grande capital [esta expressão penso denuncia a origem do email...lol!] que cada dia de feriado custa 37 milhões de Euros à economia portuguesa. Nem eles explicam como são feitos esses cálculos. E, para além disso nem sequer mencionam que cada dia de feriado de quem trabalha é um dia de consumo, dando rendimento a lojas, restaurantes, hotéis, etc.
Por exemplo, o 15 de Agosto, que querem abolir é o feriado mais importante do país em termos de festividades populares e de reunião de famílias, principalmente nos concelhos que têm muitos emigrantes. Esse dia de feriado é um dos dias do ano onde mais se gasta em combustíveis e na restauração.
Depois há factores importantes como o descanso, o estar com a família e os filhos, que não se contabilizam em números.
No entanto, com casos como o BPN, as Parcerias Público-Privadas, subsídios à Banca e comissões à Troika (não acrescentando mais nada), sabendo que só num ano são gastos mais de 18 mil milhões de Euros, significa que cada um dos 365 dias custa 49.315.068,49 Euros aos portugueses.
Se atentarmos somente aos dias úteis de trabalho, tal montante ascende aos 80.000.000 Euros, desviados essencialmente para o sector financeiro. Mas, claro, que esta informação é omitida pelas televisões e telejornais.
Convinha que estas contas fossem feitas pelos jornalistas da RTP, da SIC, do Diário Económico e outros órgãos afins que, através da sua constante propaganda e desinformação tanto têm contribuído para ou roubo do povo português e destruição de Portugal. [aqui decididamente o autor do email exaltou-se...;-)]
E, claro que, nas suas crónicas ou espaços televisivos, jamais vão ouvir outros líderes de opinião falar sobre o assunto de forma séria. Eles são pagos precisamente para reforçar a propaganda e a intoxicação da Opinião Pública que, infelizmente, por não se informar, cai que nem um patinho e até aceita.
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segunda-feira, junho 06, 2011
Dois homens, uma eleição e o Pai do Céu
Vai soar estranho este post mas ontem enquanto não eram conhecidos os resultados aquilo em que mais pensava era em dois homens, enquanto tais, e como estariam a viver a circunstância que se aproximava:
Em Pedro Passos Coelho, como teria acordado de manhã, que impressões o assaltavam e como se teria olhado ao espelho enquanto fazia a barba, e como e com que densidade dramática, se teria encarado como a pessoa que estava chamada a partir daquele dia a governar um país, a "tomar conta" dos seus compatriotas, a enfrentar na primeira pessoa e na primeira linha o futuro de Portugal...
Em José Sócrates, também, como se sentiria depois de seis anos inteiramente dedicados áquelas funções, ao fim de um período da sua vida (raro, ao qual poucos são chamados) sem igual, já começando a olhar para o depois desse dia...
E, depois, na sabedoria da Igreja que em todas as orações dos fieis, creio que todos os dias, nos põe a rezar por quem nos governa, pelas autoridades civis, por quem tem a seu cargo a condução do destino colectivo e a prossecução do bem comum.
Concluindo com a lembrança daquele diálogo espantoso entre Cristo e Pilatos em que este irritado recorda ao primeiro que tem poder sobre Ele e Jesus lhe diz "não terias nenhum poder sobre os homens se Deus não te o tivesse dado".
E por fim (pensamento reforçado à noite ao ver a saída alucinante de empurrões, cumprimentos, luzes e fotografias, de Passos Coelho do Sana em direcção ao Marquês de Pombal) em como pode enebriar o poder e como é dificil aos homens quando o perdem...
Em Pedro Passos Coelho, como teria acordado de manhã, que impressões o assaltavam e como se teria olhado ao espelho enquanto fazia a barba, e como e com que densidade dramática, se teria encarado como a pessoa que estava chamada a partir daquele dia a governar um país, a "tomar conta" dos seus compatriotas, a enfrentar na primeira pessoa e na primeira linha o futuro de Portugal...
Em José Sócrates, também, como se sentiria depois de seis anos inteiramente dedicados áquelas funções, ao fim de um período da sua vida (raro, ao qual poucos são chamados) sem igual, já começando a olhar para o depois desse dia...
E, depois, na sabedoria da Igreja que em todas as orações dos fieis, creio que todos os dias, nos põe a rezar por quem nos governa, pelas autoridades civis, por quem tem a seu cargo a condução do destino colectivo e a prossecução do bem comum.
Concluindo com a lembrança daquele diálogo espantoso entre Cristo e Pilatos em que este irritado recorda ao primeiro que tem poder sobre Ele e Jesus lhe diz "não terias nenhum poder sobre os homens se Deus não te o tivesse dado".
E por fim (pensamento reforçado à noite ao ver a saída alucinante de empurrões, cumprimentos, luzes e fotografias, de Passos Coelho do Sana em direcção ao Marquês de Pombal) em como pode enebriar o poder e como é dificil aos homens quando o perdem...
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