Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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sábado, novembro 24, 2012
A PSP e as imagens das Televisões
Já aqui defendi a polícia a propósito dos incidentes no dia da última greve geral. Parece-me no entanto um disparate completo o que vem agora noticiado: que agentes de investigação da PSP foram à RTP (as outras televisões recusaram-se e muito bem) ver imagens não editadas tiradas pelos repórteres daquele canal na noite dos confrontos.
Que a polícia utilize o que foi difundido nos noticiários (e que a todos nos foi acessível), o que consta de câmaras de vigilância e até das imagens que tenha conseguido recolher (porque em ambos os casos quem estava nas manifestações já sabe que com isso conta), nada a obstar. Mas que tão desajeitadamente vá à RTP pondo também em causa a isenção e até segurança dos seus profissionais que estão a recolher imagens nas ruas e nesse tipo de desordens, é que já me parece completamente desadequado...
(Nota: outra coisa seria que por meios que melhor é mesmo não sabermos, a PSP com o auxílio de outros serviços do Estado, tivesse procurado obter essas mesmas imagens, sujeitando-se no caso de serem descobertas as respectivas diligências, às correspondentes sanções disciplinares...;-)
(no mesmo sentido se percebendo que os movimentos revolucionários tivessem tentado fazer desaparecer essas imagens e também aqui sujeitando-se no caso de serem descobertos às correspondentes sanções penais...)
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sexta-feira, novembro 16, 2012
Ainda as desordens de 4ª feira e a carga policial
Sobre o assunto em referência o meu amigo Pedro Aguiar Pinto, editor do Blog Povo (referenciado na minha lista de recomendados aqui neste Blog) escreveu este texto que me parece expor um juizo claro e que vai muito mais longe que o meu post anterior mais focado apenas num aspecto parcial dos acontecimentos:
"Os incidentes da passada quarta-feira em frente á assembleia da República são motivo de reflexão.
"Os incidentes da passada quarta-feira em frente á assembleia da República são motivo de reflexão.
Em primeiro lugar sobre a natureza do povo. Povo foi o nome dado a este blog e mailing list que lhe deu origem; o nome é inspirado numa mensagem de natal de Pio XII em tempo de guerra e que é o nosso lema: O povo opõe-se á massa. Vive da liberdade e da consciência de cada um.
Olhando para o comportamento dos piquetes de greve, com dificuldade encontramos esse espaço de liberdade.
Do mesmo modo, os comportamentos individuais dos elementos da multidão em frente á Assembleia da República não fazem lembrar um colectivo de pessoas conscientes e livres, mas uma massa insolente onde o anonimato e o disfarce transformam a cobardia em aparente arrojo.
Em segundo lugar sobre o enviesamento de alguma comunicação social. Não fora a possibilidade que a internet hoje oferece e se dispuséssemos apenas do relato do Público seria assim que nos chegava a narrativa do sucedido.
Em terceiro lugar quero agradecer à PSP. Só faltou mesmo perguntar O sôr desculpe, por acaso estava a atirar pedras?. Acusada de violência desproporcionada, para mim, usaram de uma paciência desproporcionada, daquela que geralmente apelidamos de “paciência de santo”.
Bem hajam!"
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Ainda as desordens de 4ª feira e a carga policial
Sobre o assunto em referência o meu amigo Pedro Aguiar Pinto, editor do Blog Povo (referenciado na minha lista de recomendados aqui neste Blog) escreveu este texto que me parece expor um juizo claro e que vai muito mais longe que o meu post anterior mais focado apenas num aspecto parcial dos acontecimentos:
"Os incidentes da passada quarta-feira em frente á assembleia da República são motivo de reflexão.
"Os incidentes da passada quarta-feira em frente á assembleia da República são motivo de reflexão.
Em primeiro lugar sobre a natureza do povo. Povo foi o nome dado a este blog e mailing list que lhe deu origem; o nome é inspirado numa mensagem de natal de Pio XII em tempo de guerra e que é o nosso lema: O povo opõe-se á massa. Vive da liberdade e da consciência de cada um.
Olhando para o comportamento dos piquetes de greve, com dificuldade encontramos esse espaço de liberdade.
Do mesmo modo, os comportamentos individuais dos elementos da multidão em frente á Assembleia da República não fazem lembrar um colectivo de pessoas conscientes e livres, mas uma massa insolente onde o anonimato e o disfarce transformam a cobardia em aparente arrojo.
Em segundo lugar sobre o enviesamento de alguma comunicação social. Não fora a possibilidade que a internet hoje oferece e se dispuséssemos apenas do relato do Público seria assim que nos chegava a narrativa do sucedido.
Em terceiro lugar quero agradecer à PSP. Só faltou mesmo perguntar O sôr desculpe, por acaso estava a atirar pedras?. Acusada de violência desproporcionada, para mim, usaram de uma paciência desproporcionada, daquela que geralmente apelidamos de “paciência de santo”.
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Greve Geral: desordem pública e carga policial
Já uma vez escrevi aqui sobre isto: as desordens públicas e as cargas policiais e a falta de pachorra que há para o chorrilho de queixinhas por amotinados que costuma acontecer nos dias seguintes a este tipo de acontecimentos. Geralmente com a cobertura de quarentões e cinquentões esquerdistas mal resolvidos com o PREC que rapidamente se solidarizam contra as autoridades.
Para mim a questão é simples: um revolucionário, um amotinado, quer subverter a ordem pública e derrubar o estado burguês. Com esse objectivo e desejo da excitação associada provoca desordens como estas a que assistimos no dia da Greve Geral. Como é lógico sobre esse movimento cai no imediato a repressão das autoridades. É esta a lógica das coisas e está certo que assim seja. Os revolucionários (anarquistas, simples desordeiros, excitados em geral, categorias simultâneas ou não) tentam fazer a revolução. As autoridades policiais defendem a ordem (legitimada e sufragada pelas escolhas de todos nas eleições: dos que votam e dos que se abstêm o que é uma escolha também) e para isso dão pancada nos revolucionários. Vir depois (uma parte do conflito) queixar-se que a outra é má, é que não me faz qualquer sentido.
Notas: a polícia teve naquele dia em frente à Assembleia da República uma paciência digna de um santo. Ter aguentado ser insultada e agredida durante uma hora inteira antes de carregar é não só heróico como demonstrativo do seu alto profissionalismo. Além disso é preciso não esquecer que era chegado o momento de "explicar" que não podem os manifestantes fazer tudo o que entendem (derrubar grades, atirar petardos e outros objectos para o interior das linhas policiais, desobedecer às indicações das autoridades) sem que exista qualquer consequência...
Quanto aos revolucionários: eu percebo que é dificil ir directamente contra uma força policial e tentar furar as suas barreiras e em virtude da sua resistência bater-se com estes (uma inovação do final dos anos 70 e 80 com os Autónomos em França e na Itália). Embora seja possível: creio ter visto mais do que uma vez confrontos em países asiáticos em que a multidão se cola à barreira policial e fica ali num jogo de empurra que às vezes quebra o alinhamento da força de ordem.
Percebo também que é mais fácil atirar pedras à distância e partir e incendiar coisas pelas ruas. Mas objectivamente é uma selvajaria que sobretudo afecta cidadãos normalíssimos e comuns, nos seus bens que muito lhes custou a ganhar, e que no dia seguinte encontraram as suas propriedades danificadas, os seus carros partidos, bens públicos destruídos. No fundo, os pais e os avós, de muitos dos jovens que ali se encontravam...
Finalmente: o que aconteceu envolveu umas centenas de manifestantes que não representam mais do que os seus próprios movimentos. A desordem não foi representativa nem da Greve Geral nem da oposição ao Governo e suas políticas (a manifestação de 15 de Setembro, essa sim, foi). Ou seja: aquele final de manifestação não é um caso de política, mas apenas um caso de polícia. Não desfazendo, claro, como num conhecido filme português e numa expressão frequente na linguagem popular...;-)
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