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terça-feira, janeiro 13, 2015

Presidenciais: Santana Lopes, Rangel e Rio



(imagem retirada do Diário de Notícias e que regista o apoio de Santana Lopes à candidatura nas últimas europeias de Paulo Rangel e Nuno Melo)

Ou muito me engano ou é de Rui Rio que Paulo Rangel está a falar no seu artigo hoje no Público quando escreve:

"5. Que Presidente queremos para a entrada na década de 20 do século XXI? Mais do mesmo com os protagonistas inevitáveis dos últimos quarenta anos? Não será altura de assumir a fadiga do regime e confiar num candidato com uma agenda reformista e activa, capaz de mobilizar a reforma político-institucional a partir da presidência? Se não nos deixarmos embalar, Guterres não será imbatível."

E por falar em presidenciais é de saudar o artigo de Joaquim Jorge do Clube dos Pensadores que ontem apareceu no Público e que desenvolve o mote: "Se PSL é assim tão fraco e cheio de defeitos qual o problema de concorrer?". Uma pergunta justa e um apelo à liberdade, de que tanto carece o centro-direita.

terça-feira, janeiro 06, 2015

Ainda as presidenciais, Marcelo e Santana Lopes



Muito interessantes e coincidentes com o meu post anterior, as declarações de Nuno Morais Sarmento no programa que este tem com Vera Jardim na Rádio Renascença. Só me ficou uma dúvida sobre se não abriu o caminho à entrada de Rui Rio na corrida das presidenciais...?

segunda-feira, janeiro 05, 2015

As presidenciais 2016: Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa



(imagem retirada daqui)

Tenho a maior das simpatias por Marcelo Rebelo de Sousa, estou convencido daria um excelente Presidente da República, mas sobretudo pelo que dele conheço e dos contactos raros que tenho com o mesmo, estimo nele a consciência que de si próprio tem como de um católico que está na política e para quem isso é um referencial. Tudo isto, claro,no seu estilo próprio e muitas vezes não correspondendo ao que por isso podíamos desejar ou esperar, mas todos somos assim: uma soma nem sempre coerente de qualidades e limites, aspirações e inconsequências. Admiro claro e também o sentido de humor, o magnetismo que exerce sobre o povo laranja (e hoje em dia, creio, todos os portugueses em geral, independentemente das respectivas convicções e opções políticas), a superior inteligência, a cultura e a capacidade política. E impossível esquecer o que lhe deve a oposição ao aborto legal seja pela introdução do referendo na matéria, seja em muitas tomadas de posição, das quais a mais recente foi de apoio explicito (e subscrição) da Iniciativa Legislativa de Cidadãos "Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade - Do Direito a Nascer".

No entanto no que respeita ás presidenciais não percebo o cálculo que está a fazer e os tempos políticos desta eleição que ontem preconizou na TVI (isto é que uma vez Guterres só para o Outono estará disponível para decidir se se apresenta, então assim deverá ser com o candidato de centro-direita). Nem a aparente dependência de uma decisão dos partidos de centro-direita a que parece subordinar a decisão, sua ou de outros, de uma candidatura presidencial desta área política. E pelo contrário neste ponto partilho completamente os juízos políticos de Santana Lopes no que respeita seja aos tempos e autonomia individual de decisão, de cada candidato, seja a naturalidade de que a primeira volta das presidenciais sejam as primárias a que o povo de centro-direita aspira e tem direito. Como hoje consta no Diário de Notícias e na Renascença. Num rasgo de coragem e ousadia que lhe é característico e que faz muito do seu valor.

Além disso também aqui já referi muitas vezes a apreciação que tenho por Santana Lopes, feita de uma estima pessoal e identificação política. Também neste estimo a consciência de si próprio como de um filho da Igreja Católica e uma intuição de bem que lhe vi muitas vezes como imediata e instintiva em muitas atitudes que tomou ao longo dos tempos. Aprecio ainda o seu magnetismo no mesmo povo laranja, a dignidade na derrota ou na injustiça que lhe foi feita nos seus tempos de Primeiro-ministro, e a capacidade executiva de que sempre deu provas, agora mais recentemente, num trabalho notável na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. E, last but not the least, a concepção que tem do desenho constitucional do presidente da república e do respectivo exercício de mandato. Sem esquecer que lhe sou grato pela experiência autárquica que fiz entre 2009 e 2013 de membro da Assembleia Municipal de Lisboa e por isso de presidente da Comissão de Intervenção Social e promoção da Igualdade de Oportunidades, um tempo do qual guardo a melhor das memórias e em que tanto aprendi além de me ter possibilitado contactar com tanta gente de outros quadrantes políticos com quem vivi a verdade de que "na política o outro é um bem".

Assim sendo considero que qualquer um dos dois é um excelente candidato e nada impede ambos (e outros, se possível) se apresentem e se veja quem merece a preferência do povo de centro-direita (e neste do voto católico), para depois se apurar a vontade de todos os portugueses. Mas sobretudo deixem-nos (os directórios partidários) escolher, pelas almas, como diz o meu pai...;-)

Sobre Santana Lopes no meu Blog ver aqui.
Sobre Marcelo Rebelo de Sousa no meu Blog ver aqui.

sexta-feira, outubro 11, 2013

Na morte de D. Antonio Marcelino



Morreu o Senhor D. Antonio Marcelino. Já muitos se pronunciaram sobre ele, desde Pedro Santana Lopes (aqui) a muitos outros como se pode verificar na Ecclesia. Dele recordo sobretudo:

- o empenho na luta pela liberdade de educação não apenas em termos teóricos mas na rua com todas as movimentações cívicas que nos últimos anos afirmaram publicamente a urgência desta mãe de todas as reformas de que Portugal necessita
- a afirmação num encontro há muitos anos atrás de que "a maioria dos casamentos celebrados na Igreja são nulos"
- o apoio que sempre expressou ás iniciativas dos leigos no campo político, em particular na defesa da Vida e da Família e, por fim
- o "sem papas na língua" como abordava a questão da maçonaria e o posicionamento dos católicos em face a esta (veja-se aqui neste Blog)

Que o Senhor a Quem tanto e tão bem serviu, o acolha na Sua Misericórdia, e que em comunhão com Este nos continue a acompanhar, servos inúteis que somos, mas sempre em caminho para a mesma Glória a que estamos todos destinados!


terça-feira, janeiro 08, 2013

Câmara de Lisboa, Bragaparques e Parque Mayer




Estive a ler a notícia hoje no Público "Caso que fez cair a câmara de lisboa em 2007 começa a ser julgado amanhã" e, não conhecendo os contornos precisos do caso, fiquei sem perceber porque é que os factos estão a ser julgados. A própria notícia (falando da acusação) afasta que tenha existido por parte dos acusados (Carmona Rodrigues, Fontão de Carvalho, Eduarda Napoleão) qualquer benefício que tenham obtido das decisões políticas tomadas. Quanto muito percebe-se que, de acordo com a notícia (a ressalva é necessária porque uma notícia vale o que vale), avaliado hoje, o negócio parece ter sido mais benéfico para a Bragaparques do que para a Câmara (como acontece em tantos negócios por esta vida fora). E também (lamento de saudoso da Feira Popular e de lamentoso que o projecto de Santana Lopes para o Parque Mayer não tenha avançado) é verdade que não se percebe olhando para a realidade hoje o que de útil resultou para Lisboa (vide lamentos atrás). Será que não estamos mas é perante mais um daqueles casos de fazer política por via de tribunal e os juízes a substituir-se aos eleitores? Ou é apenas a sequência lógica e obrigatória de uma manobra que estava pensada para deitar abaixo o governo duma Câmara?

Não conheço pessoalmente os acusados mas apenas indirectamente (por amigos ou conhecidos comuns). E nunca em nenhuma circunstância ninguém me insinuou seja o que for de desonesto em relação a eles, antes pelo contrário (e sabe Deus como a má-língua é grande neste país e na política em especial...!). Além disso fizeram parte da equipe duma pessoa que se conta entre as que mais serviram Lisboa e que não fora as circunstâncias muito mais teria feito: Pedro Santana Lopes. Tudo isto que me leva a desconfiar os acusados estão a passar pelo que não merecem nem se justifica. Claro que é fácil dizer "a Justiça funcionará", mas entretanto e em condições muito desagradáveis denegriram-se pessoas...e isso não há compensação posterior que valha...

sexta-feira, outubro 26, 2012

Por uma vez de acordo com Jorge Sampaio




Porque ainda não me esqueci do golpe de estado constitucional que Sampaio protagonizou com o Governo Santana Lopes e apesar de muitas razões de queixa de Cavaco Silva, por uma vez também subscrevo:

"Felizmente não sou Presidente da República", Jorge Sampaio, Público, 24 de Outubro de 2012

terça-feira, outubro 23, 2012

Presidenciais 2016: a força do sistema...

Não sei ler sondagens, senão superficialmente, pelo seu valor "facial", e por isso não sei qual a validade da que hoje o jornal i publica sobre as presidenciais em 2016. Não me surpreende no entanto o predomínio de Marcelo Rebelo de Sousa correspondente com a enorme influência que este hoje tem, através dos seus comentários na TVI, sobre a classe política e a opinião pública em geral.

No entanto surpreendeu-me uma coisa: nas últimas presidenciais que resultaram na eleição de Cavaco falou-se muito antes da respectiva candidatura em potenciais candidatos alternativos na área do centro-direita. Três nomes estiveram sempre "na baila": Bagão Félix, José Ribeiro e Castro e Pedro Santana Lopes.

Curiosamente nos candidatos possíveis do centro-direita cujos nomes foram sondados pelo jornal i, nenhum deles consta...!? Ou muito me engano ou o "sistema" tem muita força e nem a quatro anos das ditas eleições, se quer arriscar que estes nomes constem das pré-grelhas de partida. Assim a arma utilizada para impedi-lo é a clássica: ignorem-se, faça-se silêncio, se não falarmos nisso pode ser não aconteça...

Não por acaso qualquer desses possiveis candidatos eram também, na época, aqueles em que o chamado voto católico se revia e nos quais vislumbrava uma possibilidade de ruptura no centro-direita e com a "mornice" de Cavaco...conclusão: mesmo se passados uns anos tanto mudou e até 2016 ainda mais pode mudar, diz-me de quem não falas e eu dir-te-ei de quem receaste tu pudesse ter vindo uma mudança...

sexta-feira, setembro 28, 2012

Salvação nacional: é o que está a fazer o Governo de Passos Coelho



Sucessivamente (não é deliberado, foi acontecendo...) no PSD em Lisboa estive no lado oposto a Carlos Carreiras. Quando ele era presidente da Distrital de Lisboa do partido e agora na situação que lhe sucedeu e que a ele se referencia. Nothing personal, just politics...;-)

Ao longo destes sete anos, de facto, tenho sempre apoiado os candidatos de oposição sistema de poder em Lisboa e no caso concreto das eleições autárquicas de 2009 e do que se lhe seguiu discordo totalmente da gestão política do então presidente da Distrital de Lisboa.

Juntos parece-me só estivemos no apoio a Passos Coelho quando este concorreu pela segunda vez e venceu a eleição directa para presidente do partido (na 1ª vez em que este se candidatou apoiei Pedro Santana Lopes ao contrário dele que já estava com Passos Coelho).

Dito isto há que reconhecer não apenas as suas qualidades políticas como que o actual presidente da Câmara de Cascais, de facto, escreve bem. E neste artigo no jornal i intitulado "Quem pediu um Governo de salvação nacional?" explica melhor do que eu seria capaz porque de facto é um imperativo patriótico apoiar o Governo de Passos Coelho, porque há razões fundadas para fazê-lo e porque nestes tempos que não são quaisquer, o que o Governo está a fazer é o que precisa ser feito.

Melhor será possível? Sim, certamente. Mas para as coisas serem melhores é preciso que não nos demitamos e ajudemos no que faltar...!

quinta-feira, setembro 20, 2012

Crise na Coligação PSD-PP: Jorge Sampaio e golpe de estado constitucional



Olhando para a actual crise na Coligação entre o PSD e o PP é impossível não fazer a comparação com o que se passou na 9ª legislatura, entre 2002 e 2005, e verificar não apenas a diferença entre ambas as experiências, como lembrar que nunca nessa altura se assistiu às "cenas" que estamos a presenciar agora.

Lembro-o agora, com a autoridade de quem, como eu, era á época deputado do PSD, porque mais evidente se torna com a comparação acima, como a Jorge Sampaio, então Presidente da República, não assistiu nenhuma razão institucional ou política, para ter dissolvido na altura o parlamento (já que a coligação que suportava se manteve coesa sem falhas até ao último dia)...aliás se não fosse triste daria mesmo razão para gargalhadas lembrar que o presidente invocou como razão para a dissolução a existência de "episódios"...que diria então ele hoje...?

Ou seja e concluindo: o que então se tratou foi de facto de um golpe de estado constitucional, montado com o propósito, como depois se verificou, de entregar o poder ao Partido Socialista...razão mais que suficiente para titular este post como o fiz (e mesmo tendo presente que no seu livro sobre este período Pedro Santana Lopes já afirmou que se o tempo andasse para trás não teria acedido ao poder "por sucessão" mas teria ido a eleições)

sexta-feira, junho 01, 2012

Porque ninguém conta as vítimas dos Magistrados e dos Jornalistas?

É esta hoje a pergunta que sai de uma entrevista a Giuseppe Cossiga, sub-secretário da Defesa do actual Governo italiano, publicada no Il Sussidiario, e que reproduzo abaixo. A questão é premente e cadente.
A esse propósito sendo também importante ler a resposta que hoje no Sol com a sua habitual coragem, Pedro Santana Lopes dá sobre o caso Relvas.

Politica SCENARIO/ Cossiga: perchè nessuno conta le "vittime" di magistrati e giornali?

INT. Giuseppe Cossiga

venerdì 1 giugno 2012

Dai tesorieri di partito ai grandi manager della finanza, dai parlamentari ai presidenti di regione, l’agenda politica e mediatica italiana continua a essere scandita dalle inchieste delle procure. «Quando si crea un vuoto decisionale e le elite politiche collassano gli ordini tendono a trasformarsi in potere, a cominciare dalla magistratura» commentava qualche giorno fa il professor Giulio Sapelli su queste colonne.

«In un paese sano l’azione giudiziaria dovrebbe portare alla condanna di chi commette reati. In Italia però a nessuno sembra più interessare come vadano a finire i processi. Soprattutto quando si tratta di politica, conta più il polverone che il giudizio finale» dice a IlSussidiario.net l’On. Giuseppe Cossiga, già sottosegretario alla Difesa e figlio dell’indimenticato ex presidente della Repubblica. «E così, più che perseguire le ipotesi di reato per arrivare al più presto alle condanne e alle assoluzioni, alcune persone, che evidentemente si sentono investite del ruolo di tutori della democrazia, inseguono la propria visibilità costruendo castelli accusatori il cui unico obiettivo sembra la distruzione mediatica del proprio bersaglio».

Come si spiega questo fenomeno?

Vede, io non credo che ci sia dietro un disegno. Se confrontiamo infatti questa stagione all’ultima nella quale la giustizia ha giocato un ruolo determinante, cioè Tangentopoli, è evidente che la magistratura in questo caso è meno strutturata nel perseguimento di determinati obiettivi.

Vent’anni fa un potere attaccò un altro potere, quella a cui stiamo assistendo oggi mi sembra invece una “caccia libera” portata avanti da “cacciatori liberi” nei confronti della parte più debole del sistema.

Che sarebbe?

La politica.

Non si rischia di passare dalla retorica anti-Casta al vittimismo?

No, il fatto è che la Seconda Repubblica non è stata in grado di rafforzarsi davanti agli occhi dell’opinione pubblica. E così oggi l’uomo politico è impotente, di qualunque nefandezza venga accusato, l’opinione pubblica è pronta a condannarlo.

Il problema è che il conto della “vittime” non lo fa nessuno. Quante persone sono state distrutte da un sistema in cui ciò che conta è l’accusa sparata sui giornali per poi veder crollare l’impianto accusatorio a distanza di anni, nel silenzio più assoluto dei media?

Ho visto dei colleghi parlamentari andare in carcere con 27 capi di accusa che coprivano tutti le ipotesi di reato, per poi uscire dopo mesi come se niente fosse…

Nella sua analisi l’informazione sembra avere un ruolo importante.

Anche la stampa a mio avviso dovrebbe fare una riflessione su quanto sta accadendo. Non parlo solo della carta stampata perché siamo immersi in un mondo in cui una pluralità di strumenti crea e diffonde notizie nell’arco di trenta secondi. Chi è in grado di gestire questi meccanismi sembra addirittura in grado di creare una sorta di realtà virtuale che modifica la percezione della realtà. Parallelamente, sembra andare perso il senso critico per cui si tende a credere a qualunque cosa, come se tutte le voci e gli strumenti avessero la stessa credibilità.

È un tema estremamente complesso, ovviamente, e impone una grandissima prudenza se si vuole cercare di migliorare la regolamentazione.

Tornando all’aspetto politico, in questi anni anche maggioranze incredibilmente ampie, che avevano messo in agenda la riforma della giustizia sono tornate a mani vuote. Per quale motivo secondo lei?

Mi sono comunque fatto l’idea che la paura di alterare equilibri consolidati abbia fermato anche i governi più intenzionati a risolvere il problema. In questo la politica, e il governo di cui ho fatto parte, ha sicuramente fallito. La “rivoluzione liberale” non è stata realizzata e non possiamo illuderci che oggi la facciano i tecnici.

E come potrà tornare a essere credibile la politica dopo questa parentesi?

L’errore più grave in questo momento di difficoltà sarebbe quello di seguire l’onda dell’opinione pubblica, come fanno i movimenti anti-sistema. La politica deve tornare ad avere il coraggio di spiegare anche le questioni complesse, anche se si corre il rischio della sconfitta e dei fischi in piazza. Chi insegue il risultato immediato e il facile applauso non andrà lontano.

Detto questo, se si continua ad alimentare l’anti-politica le persone di qualità abbandoneranno questo campo e sceglieranno di starne alla larga il più possibile.

Da ultimo, un suggerimento al suo partito, il Pdl, alle prese con un dibattito sul suo possibile rilancio.

Per prima cosa il Popolo della Libertà dovrebbe smettere di dire che è tutto da rifare e dovrebbe tornare a fare proposte politiche serie sui temi che stanno cari alla gente. Altrimenti ogni giorno possiamo anche annunciare grandi cambiamenti senza nemmeno sapere per quale motivo e soprattutto per quali obiettivi dobbiamo farlo.

© Riproduzione riservata.http://www.ilsussidiario.net/News/

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Primárias Republicanas: amanhã no Michigan


Continuam ao rubro as Primárias republicanas nos USA. Nos jornais de fim-de-semana li um extenso artigo sobre a situação no centro-direita em Portugal e as próximas presidenciais em que o único que se refere a que seria bom tal coisa (primárias) também existissem entre nós (antes de se definir quem será o candidato do centro-direita) é, claro, Pedro Santana Lopes. Subscrevo inteiramente.

Entretanto nos Estados Unidos:


Rick Santorum defende religião na praça pública
Inserido em 27-02-2012 12:57
“Não acredito numa América onde a separação entre Igreja e Estado é absoluta”, disse republicano.

Rick Santorum, um dos políticos que disputa a nomeação republicana para a presidência dos Estados Unidos, defendeu ontem a importância de dar espaço na praça pública às religiões e às pessoas com fé.

O senador, que é católico praticante, lamentou que as universidades, por exemplo, já não sejam locais neutros para as pessoas com fé e que a praça pública se tem tornado crescentemente hostil para com a religião.

“Que país é este que diz que apenas pessoas sem fé podem vir falar na praça pública? Essa ideia dá-me vómitos”, afirmou.

Santorum, que é neste momento um dos dois candidatos, juntamente com Mitt Romney, com maiores probabilidades de ganhar a nomeação, chegou mesmo a afirmar: “Eu não acredito numa América em que a separação entre Igreja e Estado é absoluta”.

Noutra entrevista Santorum afirmou que “a ideia de que a igreja não pode ter qualquer influência ou envolvimento no governo do Estado é absolutamente antitética aos objectivos e a visão do nosso país”.

A religião tem sido sempre um factor importante nas candidaturas presidenciais nos Estados Unidos, particularmente no campo republicano. Rick Santorum tem liderado as sondagens entre cristãos conservadores, incluindo os evangélicos que parecem ter ultrapassado uma histórica desconfiança da Igreja Católica depois de algumas décadas a trabalhar lado a lado com ela por causas comuns.

Santorum pode ainda beneficiar da desconfiança que muitos eleitores nutrem pela religião mórmon de Mitt Romney, que não é considerada cristã pela maioria das confissões.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Em defesa de Manuela Ferreira Leite

Com a liberdade de quem nas Directas do PSD em que esta se candidatava, não votou nela, mas em Pedro Santana Lopes, mas também com o reconhecimento de que, como se vê na actual situação do país, quando foi a campanha eleitoral em que se candidatou a Primeiro-ministro, a Senhora estava carregada de razão e melhor teria sido para todos se fosse ela quem então tivesse vencido as eleições, venho agora em defesa de Manuela Ferreira Leite, tão duramente causticada por uma frase descontextualizada num recente debate televisivo.

A frase polémica está aqui no Jugular mas este omite que mais adiante no debate MFL corrigiu a mesma explicando que aquilo que defendia era que a hemodiálise deveria ser paga consoante os rendimentos de cada um (isto é desde o gratuito ao por completo, conforme a respectiva situação económica do doente). Como aliás também estava na respectiva notícia do Público e em que se desmentia o título respectivo:

"A intervenção da social-democrata gerou bastante polémica durante o debate. “Abominável é sempre”, sublinhou o sociólogo António Barreto. Já o socialista e antigo comissário europeu António Vitorino, que também estava no programa, reagiu dizendo: “A mim choca-me pessoalmente a frase da doutora Manuela Ferreira Leite, que é quem tem mais de 70 anos e quer fazer hemodiálise paga. Não era, de certeza absoluta, esta a frase que ela queria exactamente dizer, na medida em que não é possível dizer que as pessoas que precisam de fazer hemodiálise e que tenham dinheiro é que podem passar para além da meta de 70 anos. Não é possível definir a questão nesses termos porque estamos a tratar de um problema de direitos humanos”.

A declaração de António Vitorino obrigou Manuela Ferreira Leite a reformular a sua intervenção, afirmando que “racionar significar sempre alguma coisa que não é para todos”, mas que “racionamento não é exclusão” e que, por isso, apenas queria dizer que “uns têm [a hemodiálise] gratuitamente, outros não” – consoante a capacidade financeira."

Isto acabou por se saber, não na altura (na medida em que o título "Ferreira Leite defende que doentes com mais de 70 anos paguem hemodiálise" matou qualquer hipótese de se saber o que realmente se tinha passado), mas hoje no Público em que numa página inteira o Provedor do Leitor responde aos leitores que se queixaram do título da notícia respectiva no jornal.

Acrescento que é preciso não conhecer a Senhora para pensar que esta cinicamente declararia que quem tem mais de 70 anos, azarina, não tem hemodiálise...! Digo-o porque me foi uma vez dada a ocasião (estavamos na campanha do Não do segundo referendo do aborto) de viajar com Manuela Ferreira Leite e desta guardo a melhor memória seja pelo sentido de humor e humanidade, como pela fé que nos testemunhou além da capacidade de sacrificio no serviço público de que aquelas horas de viagem, a altas horas, debaixo de mau tempo, foram eloquente exemplo.

E repito-o: no PSD, infelizmente, nunca nos demos bem (não sei porquê, tendo tudo para nos identificarmos, salvo um certo estatismo) e sempre estivemos em campos diferentes...

terça-feira, outubro 25, 2011

Lisboa: debate sobre o estado da cidade

Esta a decorrer neste momento na Assembleia Municipal de Lisboa o debate sobre o estado da cidade. Acabo de intervir sobre os temas das autarquias familiarmente responsaveis e a acção social da Camara Municipal de Lisboa (a quem me pedir posso enviar a minha intervenção).
Mas o ponto mais importante e o desconforto que se sente perante a distancia entre o discurso prazenteiro e satisfeito de Antonio Costa (falando do que fez como se fosse grande coisa e do que nao fez como tendo feito e anunciando o que, nao, vai fazer) porque e um remake de Jose Socrates: propaganda. Mas que de acordo com os dados disponiveis (e como acontecia com o outro) cola...!?
Escrever assim soa como cruel mas tal e a distancia entre o que e dito e a realidade que nao ha outra forma de expressa-lo e na politica (e isso de facto e cruel) o que conta nao e a intencao subjectiva de bem mas o resultado objectivo de mal (se esse for o caso). E de facto a actual gestao nao e melhor que as anteriores de Carmona Rodrigues e Santana Lopes e entao em relaçao a este ultimo esta a milhas do que um bom presidente da camara (como Santana Lopes foi) pode e deve ser...
Mas enfim, e para isso que aqui estamos, como deputados da oposiçao e com dois anos para construir uma alternativa e libertar a autarquia deste dominio socialista que e objectivamente prejudicial para a cidade.
Por razoes misteriosas hoje nao consigo por acentuaçao neste texto...?

quarta-feira, agosto 18, 2010

Mas há quem não durma no centro-direita

E nos ajude a manter-nos atentos e acordados. Refiro-me à entrevista ontem de Santana Lopes na SIC Notícias. Vale a pena ouvir. Aqui.

sexta-feira, maio 28, 2010

Presidenciais: o jornal i de hoje e o erro de Marcelo

O Jornal i publicou hoje um artigo excelente sobre a crise aberta por Cavaco na questão das presidenciais, na sequência da sua promulgação da lei do casamento gay.
Acompanha esse artigo uma entrevista de altissima categoria de Pedro Santana Lopes.
O que interessa aqui sublinhar é no entanto um erro de Marcelo Rebelo de Sousa que retrata bem uma mentalidade que está na origem de tantos equivocos políticos, desmotivação para a vida pública e a crise de representatividade de alguns sectores da sociedade portuguesa no actual sistema político.
Diz o artigo: "Mas para Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco não sai prejudicado. Admite que possa "ter existido um descontentamento nos sectores mais conservadores do PSD e no CDS/PP, que tem estado muito calado, mas não há espaço nem condições para o aparecimento de outro candidato de direita". "Cavaco é o candidato indiscutível. E não acredito que a sua decisão lhe custe votos, nem provoque uma segunda volta. Na hora da verdade, as pessoas vão votar nele".
Eis precisamente o "serviço" que estou convencido o actual presidente prestou ao país: o fim da "chantagem" do voto útil ou de conveniência, pelo menos para aqueles que nas questões civilizacionais, vem sendo sistematicamente "desservidos" (como diria o Mia Couto) pelo presidente em quem votaram de boa fé...

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

A noticia de hoje sobre Pedro Santana Lopes

A noticia de hoje no Correio da Manhã sobre Pedro Santana Lopes é inacreditável. Basta lê-la para perceber que não tem pés nem cabeça o título da mesma. Mas entretanto as pessoas (e aqui ele mesmo) vão sofrendo com este jornalismo que não cuida o minimo da responsabilidade do que faz e diz...
Não sei se alguma coisa na sua vida, de Santana Lopes, justificaria ele passar pelo purgatório (a mim bastam-me as minhas, das dos outros não cuido), mas com coisas destas e o sofrimento que trazem, fica tudo mais do que descontado...! ;-)
Muito bem sobre isto o post de José Paulo Fafe.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

A condecoração de Santana Lopes: um acto de justiça

Foi ontem condecorado Pedro Santana Lopes (veja a noticia). Foi um acto de justiça e com especial relevo devido às circunstâncias particulares do acto. Mas o melhor mesmo foi a percepção de que este acto encerra um período, ainda há muito caminho que Santana Lopes pode fazer e com isso lucrará o PPD-PSD e o país.
Antecipando-me aos comentários, explico:
- o Governo de Santana Lopes foi o governo mais torpedeado (por dentro e por fora)de que há memória e no entanto era um bom Governo, com projectos interessantes "na manga" (vide entre tantos, a reforma da lei das rendas, substituida pelo PS por uma "solução" anémica que produziu resultados nulos) e uma oportunidade de coragem política e reformista como não tivemos nunca nem antes nem depois do mesmo
- a dissolução da Assembleia da República pelo presidente Jorge Sampaio foi um golpe de estado constitucional de uma gravidade que só quem vier a ser vitima de semelhante afronta é que perceberá (recorde-se que o seu governo teve sempre e sem mácula o apoio de uma maioria parlamentar consolidada)
- se é verdade que o moralismo da mentalidade dominante (sempre defensor da "liberdade de costumes" mas só para uns e nas condições que o poder maçónico consente) era à partida uma armadilha dificil de evitar, não o é menos o facto de Santana Lopes ser um homem livre e disso o poder tem um medo de morte...
- há em Pedro Santana Lopes uma clareza de juizo político e de distinçaõ do amigo e do inimigo que é hoje o que mais falta faz no PPD-PSD. Um exemplo? A reacção inicial do partido à proposta de referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e em contrapartida a adesão do mesmo Santana Lopes à Plataforma Cidadania e Casamento promotora da Iniciativa Popular de Referendo, recentemente "chumbada" no parlamento. Ou seja, uma clareza de que lado importa estar (e que o partido devia ter estado com maior energia e desplante) que deriva entre outras coisas de ao contrário de muitos dirigentes do partido, ser um profundo conhecedor das bases do mesmo.
Mas enfim, aguardo comentários para desenvolver, não tanto pela amizade com ele, como pela importância das questões levantadas para a retomada do poder pelo principal partido da oposição.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Ferreira Leite e a asfixia democrática

Com o à vontade de quem não a apoiou (nas últimas directas votei em Pedro Santana Lopes) devo reconhecer que o tempo veio dar razão a Manuela Ferreira Leite e que os temas por esta lançados desde o inicio do seu mandato tornaram-se de facto os temas do debate político (a asfixia democrática, as PME's, a crise social, pressagiada quando ainda não era visivel, as debilidades pessoais de Sócrates, a recusa do casamento gay, etc.). Mas nesta voragem de lideres que tomou o PSD é possivel que agora ninguém esteja disposto a reconhecê-lo e é também verdade que quem a apoiou (depois de promover uma guerra fracticida, inutil e incompreensivel, primeiro a Santana Lopes e depois a Luis Filipe Menezes) parece ser o primeiro a esquecê-lo e deitá-la hoje fora...
Este artigo de Mário Crespo, publicado no JN a 18 de Janeiro, que um companheiro de secção (o José Luis Borges da Silva, ex.presidente da respectiva Comissão Política) me acaba de enviar é uma confirmação mais desta minha constatação.
Vale a pena ler:
Outra vez não
00h25m
A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que afinal Manuela Ferreira tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais. Ridicularizámos Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes. No estado de torpor em que caímos provavelmente reagiríamos com idêntica abulia ao discurso da Cortina de Ferro de Winston Churchill quando o mundo foi alertado para a ameaça do totalitarismo soviético que ninguém queria ver. Hoje, quando se compram estações para silenciar noticiários e se afastam comentadores influentes e incómodos da TV do Estado, chegou a altura de constatar que isto já nem sequer é o princípio do fim da liberdade. É mesmo o fim da liberdade que foi desfigurada e exige que se lute por ela. O regime já não sente necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias. Não se preocupa sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro. Se este regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil. Sejam eles deixar que as delongas processuais nas investigações dos comportamentos da TVI e da ONGOING se espraiem pelos oceanos sufocantes do torpor burocrático, seja a lavrar doutrina pioneira sobre a significância semiótica do "gestalt" de jornalistas de televisão que se atrevam a ser críticos do regime, seja a criar todas as condições para a prática de censura no comentário político, como é o caso Marcelo Rebelo de Sousa. Desta vez, foi muito mais grave do que o que lhe aconteceu na TVI com Pais do Amaral. Na altura o Professor Marcelo saiu pelo seu pé quando achou intolerável um reparo sobre os conteúdos dos seus comentários. Agora, com o característico voluntarismo do regime de Sócrates, foi despedido pelo conteúdo desses comentários. Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever denunciá-la e lutar contra ela. O regime de Sócrates, incapaz de lidar com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva totalitária. Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros sítios. Como disse Sir Winston no discurso da Cortina de Ferro: "We surely, ladies and gentlemen, I put it to you, surely, we must not let it happen again", o que quer apenas dizer: outra vez não. .

segunda-feira, abril 28, 2008

As Directas no PSD

Além de serem decisivas para o partido as Directas no PSD são decisivas para o país. Por isso além da curiosidade sobre os resultados (veja-se raciocinio de uma das candidaturas na crónica de Pedro Santana Lopes na TSF) a grande questão é que programas para o país vão apresentar os candidatos. E dentro desses programas que espaço será dado às questões da chamada "agenda católica": liberdade de educação e religiosa, vida e família, subsidiariedade.
Porque se estas Directas forem só para ajuste de contas e rancores quem perde não é só o partido (por definição um mero instrumento e por isso salvo alguma recordação sentimental ninguém lamentará o seu desmoronar) mas sim Portugal.
Na verdade, num momento em que a liberdade se vai perdendo e os valores que fundaram a nossa civilização atacados que interessa o resultado se dele não sair uma alternativa política real e concreta ao Partido Socialista?
Nota: continuo convicto (sem disso retirar consequências para um alinhamento que ainda não tenho) que enquanto o PSD não souber incorporar ou digerir o seu último período de governação (no qual quase todos os contendores estiveram implicados) não haverá forma de os portugueses o voltarem a escolher. Ou então (mas isso não se vê como) os protagonistas são completamente alheios a essa parte da história (o que implica uma ruptura geracional que até agora não se produziu) e podem partir da estaca zero.
A seguir...