Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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quarta-feira, outubro 09, 2013
PSD e Famílias Numerosas: um passo
Num país em que as famílias são cada vez mais mal tratadas e a natalidade um problema dramático e real as propostas do PSD para as famílias numerosas (não sei se os números ainda estão certos, mas estas aqui há uns anos representavam 7% do total dos agregados familiares mas pertenciam-lhes 25% do "stock" das crianças portuguesas) não podem deixar de ser acolhidas senão com aplauso e oxalá correspondam a uma volta no centro-direita no sentido de começar a responder aos desafios do país (além dos económicos) e regressar á sua identidade política, social, ideológica.
Por outro lado está de parabéns a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas que ao longo dos anos tem sido de facto o grande sindicato das famílias portuguesas (numerosas ou não) e há muito vem fazendo estas e outras propostas. Que valem para as numerosas (três ou mais filhos é o patamar) e, em parte, para as outras também (vide a campanha Um Filho Vale Um!). Vale por isso a pena ler este comunicado da APFN.
Declaração de interesses: tenho quatro filhos, o que não sendo nada de especial, pelo menos sempre é um contributo para combater o inverno demográfico e aumentar no futuro as contribuições para a segurança social...e uma causa de felicidade para a nossa vida familiar...! ;-)
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terça-feira, março 20, 2012
Por uma Segurança Social subsidiária
O email abaixo que transcrevo vem de encontro a uma reflexão que agora partilho. Antes da existência da Segurança Social obrigatória nem por isso esta deixava de existir. Em muitas empresas ou aglomerados industriais existiam serviços médicos, de apoio ás famílias (como creches e jardins de infância), sociais (cantinas), etc., que eram pagos pelos proprietários dessas empresas e disponibilizados aos seus empregados e famílias.
A Segurança Social obrigatória teve nesses casos (com rarissimas excepções em todos) o efeito preverso de as empresas deixarem de assumir essa responsabilidade e de possibilitar aos seus empregados o acesso a esses serviços. Em contrapartida foram-lhes os mesmos oferecidos pelo Estado mas em muitos casos em piores condições, de mais dificil acesso e menor proximidade. Ou seja deu-se uma machadada no princípio da subsidiariedade.
A questão que se põe é a seguinte: quando existam nas empresas a vontade e conveniência de fornecerem esses mesmos serviços, porque não dispensá-las (e aos seus empregados) das contribuições obrigatórias para a segurança social (ou da parte destas que é destinada a esses serviços) e assim proporcionar aos seus funcionários esses mesmos serviços nas condições vantajosas que muitas vezes tinham antes de acontecer a estatalização da segurança social? Como dizia antes o Padre Vaz Pinto na Renascença e hoje em dia todos os "cronistas" da mesma: já agora vale a pena pensar nisto...;-)
O email recebido foi este:
A Segurança Social obrigatória teve nesses casos (com rarissimas excepções em todos) o efeito preverso de as empresas deixarem de assumir essa responsabilidade e de possibilitar aos seus empregados o acesso a esses serviços. Em contrapartida foram-lhes os mesmos oferecidos pelo Estado mas em muitos casos em piores condições, de mais dificil acesso e menor proximidade. Ou seja deu-se uma machadada no princípio da subsidiariedade.
A questão que se põe é a seguinte: quando existam nas empresas a vontade e conveniência de fornecerem esses mesmos serviços, porque não dispensá-las (e aos seus empregados) das contribuições obrigatórias para a segurança social (ou da parte destas que é destinada a esses serviços) e assim proporcionar aos seus funcionários esses mesmos serviços nas condições vantajosas que muitas vezes tinham antes de acontecer a estatalização da segurança social? Como dizia antes o Padre Vaz Pinto na Renascença e hoje em dia todos os "cronistas" da mesma: já agora vale a pena pensar nisto...;-)
O email recebido foi este:
Caros Amigos e Amigas
Empresas - quem faz a diferença entre elas são as
PESSOAS!
Ajudar as Mães
e as Famílias
Recolher
daí os respectivos benefícios
para
a empresa
para
a família (pais e filhos)
passa, muitas vezes, por medidas tão simples como
criar berçários/infantários nas
empresas, ou perto delas,
em que as crianças/bébés brincam/aprendem
enquanto os pais trabalham.
Dois resultados:
·
as crianças estão felizes e perto dos pais que,
inclusivamente, à hora do almoço as poderão ver
·
os pais estão descansados, porque sabem que a criança
está bem entregue.
Quem ganha:
a
empresa, porque os pais tornam-se mais produtivos
os pais, porque
trabalham mais livres das preocupações
e mais
felizes por trabalharem numa empresa que os trata bem.
Conheço empresas onde isto foi feito.
Resultado:
1.
Crianças felizes
2.
Pais produtivos
3.
Empresas com um nível de abstenção quase
nulo
4.
Empresas com uma produtividade, muito
acima do seu sector.
Eis uma
pequena e modesta contribuição para a construção de
Políticas
Activas de Fomento e Apoio da Maternidade.
Não é
com o Aborto que se resolvem os problemas.
Já
agora.... pensem nisto.
Um
abraço
Miguel
Mattos Chaves
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