Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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terça-feira, dezembro 11, 2012
Isabel Jonet e o medo da palavra Caridade
Hoje no i a Isabel Jonet tem publicada uma excelente entrevista na qual (e assim é o título da 1ª página) declara “Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social”. No corpo da entrevista é bem explicado porquê:
"O trabalho desta cadeia é fazer solidariedade ou caridade?
Hoje em dia as pessoas têm medo da palavra “caridade”, têm medo de palavras, atribuem conotações e pesos à palavra “caridade”. Na acepção de São Paulo, caridade é amor, é espírito de serviço, é o outro precisar de nós sem que nós precisemos do outro e portanto levamos o que ele precisa e não o que nós queremos levar. A solidariedade é algo mais frio que incumbe ao Estado e que não tem que ver com amor, mas sim com direito adquiridos. Infelizmente empobrecemos a nossa língua atribuindo algumas conotações a algumas palavras e portanto temos medo de as usar.
Resumindo, solidariedade ou caridade?
Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social… Embora defenda que ambas se completam e ambas fazem parte do bem fazer."
Graças a Deus tinha comprado o jornal e lido a entrevista o que me permitiu na Assembleia Municipal de Lisboa responder ao ataque que um deputado municipal do BE fez a Isabel Jonet por causa desta entrevista e da posição que aquele partido vai tomar daqui a um bocado numa Saudação a Isabel Jonet e ao Banco Alimentar proposta pelo Movimento Partido da Terra.
É realmente uma pena o "medo" que há desta palavra...
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quinta-feira, junho 14, 2012
Fecho da Maternidade Alfredo da Costa
Deus me perdoe mas não tenho pena nenhuma do fecho da Alfredo da Costa...é menos um abortório que está aberto...
Seja como lisboeta, seja como membro da Assembleia Municipal de Lisboa, sou sensível à argumentação histórica e emocional, iconográfica e simbólica, no que a esta questão diz respeito, mas o que está a acontecer é mais uma consequência inevitável da vertigem suicidária que está implicada no aborto legal: há sobre-capacidade de partos na região de Lisboa e Vale do Tejo (faltam cerca de 10 mil partos) e na mesma circunscrição realizam-se, por ano, 12 mil abortos (cerca de 4 mil se não estou em erro na Alfredo da Costa)...cá se fazem, cá se pagam...
O problema é que algumas das figuras de referência da mesma Maternidade coincidem também com os maiores protagonistas das campanhas do Sim (Ana Campos, Maria José Alves da APF, etc.) e por isso é previsivel vão espalhar o mal por mais aldeias...
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terça-feira, fevereiro 28, 2012
O poder das pessoas e a impotência do poder
Escrevo da Assembleia Municipal de Lisboa da qual sou membro eleito pelo PPD/PSD nas últimas eleições autárquicas (Outubro de 2010). Como acontece com alguma periodicidade (trimestral?) estamos no período em que o público pode falar. Impressiona-me:
a) As pessoas e as instituições de Lisboa em geral desconheçam a possibilidade de intervenção (de serem ouvidos pelos órgãos autárquicos e seus membros) que existem no âmbito do poder local (como no nacional, diga-se de passagem). Na verdade o que está agora a suceder (intervenções de membros do público) pode também ocorrer seja em assembleias de freguesia seja nas reuniões públicas da Câmara
b) Ao mesmo tempo como se repetem sessão após sessão as intervenções de pessoas que pura e simplesmente a "única" coisa que querem é uma casa da Câmara e os seus processos se arrastam ao longo do tempo sem que seja dada uma resposta pessoal, directa e clara, e no momento. E isso acontece mesmo até quando essas pessoas são procuradas por algum responsável político após as suas intervenções e até a pessoa que tem esse pelouro na Câmara (a Arquitecta Helena Roseta) é uma pessoas que se vê interessada no "pormenor", que tem um desejo de que as coisas aconteçam de facto e se percebe se sensibiliza verdadeiramente com os casos concretos. Mas apesar disso o calvário e a procissão dessas pessoas, não tem fim...porquê? O que é que não funciona? Com que desatenção à própria e à dos outros humanidade estão os responsáveis da Câmara no seu trabalho quotidiano para que isto suceda? E também e talvez que falta de atenção constante temos nós, membros da Assembleia, que não fazemos disto uma prioridade constante e diária...? Temos todos de mudar, é claríssimo, ou então isto nunca mudará...
c) Pelos temas que aqui são trazidos (a sinalização que falta, o Canil-Gatil Municipal que não funciona, tantas outras questões práticas e concretas) impressiona como apesar de tudo há um cuidado da coisa e do bem comum e como há pessoas que se dão ao trabalho de participar e agir. Assim isto continue e cresça...contá-lo hoje é o meu contributo nesse sentido.
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domingo, fevereiro 19, 2012
Uma orientação politica de João Paulo II
Retirada do livro "Orações de João Paulo II" (é a 29ª) e para a qual a minha atenção foi chamada no Boletim da Paróquia de Santa Joana Princesa, num artigo de António Adragão
"Uma Civilização com alma
Nenhuma experiência politica, nenhuma forma de democracia pode sobreviver, se diminuir a referência a uma comum moralidade de base. Nenhuma lei escrita garantirá a convivência humana, se não haurir a sua força intíma de fundamento moral.
Uma sociedade que perdesse a dimensão espiritual e religiosa veria os seus valores esvaziarem-se do seu conteúdo mais verdadeiro. O progresso económico revelar-se-ia ilusório. O crescente conformismo dos desejos e dos comportamentos vai plasmando uma civilização uniforme, enfadonha, repleta de bem-estar. Mas pobre de ideias e de esperanças, uma civilização pobre de alma.
A armadilha mais grave desse processo está precisamente na tendência a sufocar o sopro transcendente da cultura, empobrecendo-a, nivelando-a, esvaziando-a de energia.
Uma cidade é tanto mais rica quanto mais rica for a sua cultura, porque as cidades são unidades vivas, que integram uma memória, guardam um espírito, exaltam o seu génio e a sua vocação específica. As cidades podem tornar-se fontes inesgotáveis, livros vivos, ser luz no caminho das novas gerações."
Para um membro de Assembleia Municipal (de Lisboa) como é o meu caso, isto faz todo o sentido.
"Uma Civilização com alma
Nenhuma experiência politica, nenhuma forma de democracia pode sobreviver, se diminuir a referência a uma comum moralidade de base. Nenhuma lei escrita garantirá a convivência humana, se não haurir a sua força intíma de fundamento moral.
Uma sociedade que perdesse a dimensão espiritual e religiosa veria os seus valores esvaziarem-se do seu conteúdo mais verdadeiro. O progresso económico revelar-se-ia ilusório. O crescente conformismo dos desejos e dos comportamentos vai plasmando uma civilização uniforme, enfadonha, repleta de bem-estar. Mas pobre de ideias e de esperanças, uma civilização pobre de alma.
A armadilha mais grave desse processo está precisamente na tendência a sufocar o sopro transcendente da cultura, empobrecendo-a, nivelando-a, esvaziando-a de energia.
Uma cidade é tanto mais rica quanto mais rica for a sua cultura, porque as cidades são unidades vivas, que integram uma memória, guardam um espírito, exaltam o seu génio e a sua vocação específica. As cidades podem tornar-se fontes inesgotáveis, livros vivos, ser luz no caminho das novas gerações."
Para um membro de Assembleia Municipal (de Lisboa) como é o meu caso, isto faz todo o sentido.
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quinta-feira, janeiro 05, 2012
Politicos pressionados a assumir que são maçons
O Diário de Notícias de hoje lança a discussão sobre se os políticos devem ser obrigados a assumir a sua pertença à Maçonaria (maliciosamente naquela tipica misturada que se faz nestas ocasiões acrescenta-se o Opus Dei ao rol...). Vindo isto a propósito do caso do relatório da audiência numa comissão parlamentar de um dos ex.chefes dos serviços secretos e também ele Maçon.
Assim a quente e pouco estruturado, parece-me:
1. Era só o que faltava que se instituisse essa regra seja para a pertença à Maçonaria, seja para a pertença a qualquer associação religiosa. Está-se aqui no campo da reserva da vida privada e da liberdade individual e nada justifica, nunca!, um atentado a esses valores.
2. Até porque e no caso (como muito bem diz o Deputado António Filipe com aquele bom senso e realismo que em geral caracteriza os comunistas) a regra seria inútil. Se a Maçonaria é uma associação secreta, os seus membros pura e simplesmente, não o declararariam, sob pena de que lá se ia o secretismo...! ;-)
3. É verdade que a Maçonaria tem formalmente um compromisso de entre-ajuda que não existe nas organizações religiosas e por isso em certa medida a liberdade dos seus membros, no exercicio das suas funções, está limitada por um factor que pode prejudicar a transparência da vida democrática e da decisão política. Mesmo assim...deve prevalecer a liberdade individual!
4. Questão completamente diferente e eventualmente aplicável ao caso é a questão do "conflito de interesses" para o qual existem regras que limitam o exercício dos políticos (sejam os nacionais, seja, como é o meu caso, os autarcas [sou membro da Assembleia Municipal de Lisboa, eleito pelo PPD-PSD na Coligação Lisboa com Sentido]). Isto é: da mesma maneira que um sócio de uma sociedade que venda um certo produto e simultâneamente seja um político chamado a decidir sobre uma lei que importa de alguma forma uma vantagem para aquele produto, deve declará-lo, eximindo-se de votar, da mesma maneira um Maçon chamado a intervir num processo político em que a Maçonaria possa ser parte interessada (por exemplo, a entrega de um Palacete em Lisboa a um qualquer Grande Oriente) dever-se-ia escusar de votar na deliberação que o previsse.
Um exemplo comigo: já não me lembro porquê, mas quando estava na Assembleia da República e sendo membro da Ordem dos Advogados, juntamente com outros colegas de profissão, declarei-me impedido de votar uma lei qualquer respeitante ao exercício da profissão (peço desculpa, mas não me lembro qual...:-(
Mas isto são só as primeiras impressões. Aguardemos pelo debate.
Assim a quente e pouco estruturado, parece-me:
1. Era só o que faltava que se instituisse essa regra seja para a pertença à Maçonaria, seja para a pertença a qualquer associação religiosa. Está-se aqui no campo da reserva da vida privada e da liberdade individual e nada justifica, nunca!, um atentado a esses valores.
2. Até porque e no caso (como muito bem diz o Deputado António Filipe com aquele bom senso e realismo que em geral caracteriza os comunistas) a regra seria inútil. Se a Maçonaria é uma associação secreta, os seus membros pura e simplesmente, não o declararariam, sob pena de que lá se ia o secretismo...! ;-)
3. É verdade que a Maçonaria tem formalmente um compromisso de entre-ajuda que não existe nas organizações religiosas e por isso em certa medida a liberdade dos seus membros, no exercicio das suas funções, está limitada por um factor que pode prejudicar a transparência da vida democrática e da decisão política. Mesmo assim...deve prevalecer a liberdade individual!
4. Questão completamente diferente e eventualmente aplicável ao caso é a questão do "conflito de interesses" para o qual existem regras que limitam o exercício dos políticos (sejam os nacionais, seja, como é o meu caso, os autarcas [sou membro da Assembleia Municipal de Lisboa, eleito pelo PPD-PSD na Coligação Lisboa com Sentido]). Isto é: da mesma maneira que um sócio de uma sociedade que venda um certo produto e simultâneamente seja um político chamado a decidir sobre uma lei que importa de alguma forma uma vantagem para aquele produto, deve declará-lo, eximindo-se de votar, da mesma maneira um Maçon chamado a intervir num processo político em que a Maçonaria possa ser parte interessada (por exemplo, a entrega de um Palacete em Lisboa a um qualquer Grande Oriente) dever-se-ia escusar de votar na deliberação que o previsse.
Um exemplo comigo: já não me lembro porquê, mas quando estava na Assembleia da República e sendo membro da Ordem dos Advogados, juntamente com outros colegas de profissão, declarei-me impedido de votar uma lei qualquer respeitante ao exercício da profissão (peço desculpa, mas não me lembro qual...:-(
Mas isto são só as primeiras impressões. Aguardemos pelo debate.
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terça-feira, outubro 25, 2011
Lisboa: debate sobre o estado da cidade
Esta a decorrer neste momento na Assembleia Municipal de Lisboa o debate sobre o estado da cidade. Acabo de intervir sobre os temas das autarquias familiarmente responsaveis e a acção social da Camara Municipal de Lisboa (a quem me pedir posso enviar a minha intervenção).
Mas o ponto mais importante e o desconforto que se sente perante a distancia entre o discurso prazenteiro e satisfeito de Antonio Costa (falando do que fez como se fosse grande coisa e do que nao fez como tendo feito e anunciando o que, nao, vai fazer) porque e um remake de Jose Socrates: propaganda. Mas que de acordo com os dados disponiveis (e como acontecia com o outro) cola...!?
Escrever assim soa como cruel mas tal e a distancia entre o que e dito e a realidade que nao ha outra forma de expressa-lo e na politica (e isso de facto e cruel) o que conta nao e a intencao subjectiva de bem mas o resultado objectivo de mal (se esse for o caso). E de facto a actual gestao nao e melhor que as anteriores de Carmona Rodrigues e Santana Lopes e entao em relaçao a este ultimo esta a milhas do que um bom presidente da camara (como Santana Lopes foi) pode e deve ser...
Mas enfim, e para isso que aqui estamos, como deputados da oposiçao e com dois anos para construir uma alternativa e libertar a autarquia deste dominio socialista que e objectivamente prejudicial para a cidade.
Por razoes misteriosas hoje nao consigo por acentuaçao neste texto...?
Mas o ponto mais importante e o desconforto que se sente perante a distancia entre o discurso prazenteiro e satisfeito de Antonio Costa (falando do que fez como se fosse grande coisa e do que nao fez como tendo feito e anunciando o que, nao, vai fazer) porque e um remake de Jose Socrates: propaganda. Mas que de acordo com os dados disponiveis (e como acontecia com o outro) cola...!?
Escrever assim soa como cruel mas tal e a distancia entre o que e dito e a realidade que nao ha outra forma de expressa-lo e na politica (e isso de facto e cruel) o que conta nao e a intencao subjectiva de bem mas o resultado objectivo de mal (se esse for o caso). E de facto a actual gestao nao e melhor que as anteriores de Carmona Rodrigues e Santana Lopes e entao em relaçao a este ultimo esta a milhas do que um bom presidente da camara (como Santana Lopes foi) pode e deve ser...
Mas enfim, e para isso que aqui estamos, como deputados da oposiçao e com dois anos para construir uma alternativa e libertar a autarquia deste dominio socialista que e objectivamente prejudicial para a cidade.
Por razoes misteriosas hoje nao consigo por acentuaçao neste texto...?
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