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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

O Fisco, as facturas e Francisco José Viegas



Pode ser que não seja nos exactos termos em que Francisco José Viegas o expressa, mas a anunciada intenção do Fisco de estar à porta das casas comerciais a verificar se pedimos factura (de uma pastilha elástica, por exemplo...!) não só revela uma atitude totalitária na "melhor" (futura...?) tradição do Big Brother, como é absolutamente intolerável e dificilmente justificável. Era só o que faltava!!!

Acresce que tenho sérias dúvidas que a ofensiva ditatorial do Fisco sobre casas comerciais de reduzida dimensão (cafés, restaurantes, mercearias, bancas de mercado, etc.) não só seja completamente inútil do ponto de vista de aumento da receita fiscal, como esteja na origem do desolador panorama com que nos deparamos todos os dias: lojas e lojas a fechar, pessoas lançadas no desemprego e a nossa vida mais dificil e complicada.

Pelas almas (este é um apelo ao Fisco): parem! Sob risco de quem vai acabar desempregado são os próprios funcionários das Finanças, por não restar actividade económica para fiscalizar e tributar...parem, pelas almas! Deixem-nos viver, por favor!


domingo, dezembro 09, 2012

Videovigilância obrigatória: cuidado com o Big Brother!




Nesta sociedade adormecida assusta ver como deslizamos a uma velocidade cada vez maior em direcção ao precipício do Admirável Mundo Novo, isto é, em nome da comodidade, da segurança ou da ordem e da paz, vamos consentindo em ter as nossas vidas cada vez mais vigiadas, controladas, sob escuta ou olhar do Big Brother...

Vem isto a propósito da intenção do Governo de impôr a videovigilância em certos estabelecimentos comerciais. Em flagrante violação da liberdade das pessoas e do comércio. Abrindo a possibilidade de um controlo adicional sobre a vida de cada um de nós e daqueles estabelecimentos.

A leitura de uma entrevista saída ontem no Expresso (e intitulada "Se é para prevenir o crime, a videovigilância não funciona") chamou-me a atenção para uma rapariga (36 anos), antropóloga doutorada e investigadora universitária, chamada Catarina Frois, autora dos livros Vigilância e Poder e A Sociedade Vigilante, que me parecem merecer leitura atenta.

Aqui como no O Senhor dos Aneis é uma estranha irmandade esta que se vai formando entre muito diferentes pessoas e perspectivas, razões e sentimentos, ideologias e concepções do mundo, mas com uma preocupação comum com a evaporação da liberdade...