Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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quinta-feira, março 21, 2013
O caso Fernando Seara, a limitação de mandatos e a cobardia política
O chumbo antecipado, pelo Tribunal Cível de Lisboa, da candidatura de Fernando Seara à Câmara Municipal de Lisboa por entendimento que se encontra na situação de limitação de mandatos oferece-me os seguintes comentários:
- é saudável a acção popular tenha existido porque expressão de uma movimentação cívica que não se ficou pelo resmungo mas foi capaz de agir e pelos vistos com sucesso. Desse ponto de vista está de parabéns o Movimento Revolução Branca (ao qual acrescento, não o conhecendo bem, suspeito não tenho qualquer afinidade, mas é a vida...)
- a causa é de legalidade duvidosa quanto ao objecto uma vez que se chumbou uma simples intenção em marcha e no fim, como bem observou Luís Filipe Menezes, quem decidirá é o Tribunal Constitucional
- mas sobretudo o que se passou vem demonstrar uma vez mais ao centro-direita ("especialista" na matéria) o preço da cobardia política...na verdade existindo toda esta polémica sobre a lei de limitação dos mandatos e até uma grande corrente favorável ao entendimento de que essa não impossibilita a candidatura em outros munícipios que não aqueles onde foram exercidos três mandatos pela mesma pessoa, porque não tomaram os partidos a iniciativa de o tentar esclarecer no parlamento de uma vez por todas, procurando mudar a lei...? Pois é...cá se fazem, cá se pagam...
Enfim, uma "novela" a seguir na esperança no fim a candidatura de Fernando Seara e de outros na mesma situação possa concretizar-se. E isto por estas razões:
- é detestável por princípio qualquer judicialização da política. Noutros países tem ocorrido e os resultados são lamentáveis e um atentado à democracia (veja-se o exemplo de Itália que aqui tantas vezes tenho referido a propósito de Berlusconi, entre outros)
- era só o que faltava (refiro-me à Constituição) que exista qualquer limitação dos direitos políticos, seja de quem for (de quem gostamos e de quem não gostamos)
- a ideia subjacente à limitação de mandatos é uma violação da realidade: se uma pessoa for boa a governar e por isso estimada por quem o elege, porque cortar essa relação e oportunidade?
- a ideia subjacente à limitação de mandatos é uma preversão: "já se sabe que eles são uns corruptos, melhor impedi-los de o ser ou por muito tempo"...recuso categoricamente esse preconceito contra os políticos em quem reconheço isso sim, pessoas interessadas no serviço do bem comum, de acordo com as respectivas convicções, sendo que no meio haverá bandidos, como em todas as actividades, e nesse caso e sem problema, "cadeia com eles!"
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quinta-feira, novembro 29, 2012
Fernando Seara candidato em Lisboa?
(esta fotografia é também de alguma forma uma minha homenagem a Pôncio Monteiro, grande portista e portuense, falecido em Dezembro de 2010, fará dia 6, dois anos)
Com reserva do que pense sobre o assunto Pedro Santana Lopes que por muitas, boas e fundadas razões, deve ter a sua opinião levada em conta e até prioridade no que decida sobre o assunto (embora me digam esta candidatura não está nos seus horizontes...?), parece-me assim às primeiras (porque há muitos aspectos para mim importantes em que não lhe conheço nem o juizo que faz nem a forma como está) uma boa ideia a candidatura de Fernando Seabra em Lisboa (também aqui se for verdade o que dizem os jornais de hoje porque o Expresso de Sábado passado dizia o contrário...) pelas seguintes razões (e no pressuposto que as notícias não são uma pressão sobre ele...?):
1. Tem obra feita em Sintra e já conhece o métier
2. Fala grosso (pelo menos pelo que eu tenho visto na Assembleia Distrital de Lisboa a que preside) e isso é importante porque enfrentar António Costa não é fácil
3. Não tem nada a ver com o passado nem da Câmara de Lisboa nem do PSD do concelho. Uma das coisas que marca muito o debate municipal em Lisboa é histórias antigas que se prolongam no tempo, o mesmo pessoal político rodando entre Assembleia e Câmara, Secções e Distrital, mandatos que as circunstâncias obrigaram (voluntaria e involuntariamente) fossem interrompidos, etc. Tenho-o constatado na minha função de membro da Assembleia Municipal para onde fui eleito em 2009 nas listas do PSD por indicação de Santana Lopes
4. Não tem ar de candidato que faz o frete ou o sacrificio mas sim de quem só vai às batalhas com vontade de vencer
A propósito desta questão (candidatura do PSD em Lisboa) vale a pena ler este artigo que agora encontrei (embora de Julho passado) e que retrata alguns dos raciocinios e cálculos em jogo.
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