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quarta-feira, dezembro 18, 2013

Consumo de canábis pode ter efeitos idênticos à esquizofrenia (in Visão)



Num momento em que mercê de um relatório dos serviços próprios (embora impróprios na forma como lidam com o problema em virtude de partícipes na mentalidade comum e desinformada...) se conhece através do Público (de onde retirei a imagem acima) que o cannabis já ultrapassa a heroína como problema magno nos consumos de droga, a notícia abaixo(uma fonte insuspeita: a revista Visão) vem confirmar aquilo que necessita ser mais sabido.
Até chateia ver a razão que tínhamos quando pedimos um referendo à despenalização do consumo da droga!

Consumo de canábis pode ter efeitos idênticos à esquizofrenia

Estudo norte-americano revela que jovens que consomem diariamente canábis, durante três anos, têm uma forte probabilidade de sofrer alterações cerebrais, muito semelhantes às de doentes esquizofrénicos, e perda de memória de curto prazo.

 
    
Já é conhecido que o consumo regular de canábis pode provocar dependência e, também, problemas idênticos aos do tabaco - como bronquite, asma, faringite, enfisema ou cancro. Mas investigadores da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, descobriram que afinal também provoca modificações cerebrais, idênticas às da esquizofrenia, e perda de memória de curto prazo, o que compromete o desempenho escolar.
O estudo publicado, esta segunda-feira, na revista "Schizophrenia Bulletin", utilizou noventa e sete estudantes, entre os 16 e 17 anos, que fumavam diariamente durante um período de três anos, com ou sem esquizofrenia e, também, não consumidores saudáveis ou com esquizofrenia. As anormalidades cerebrais e os problemas de memória foram constatados dois anos após os jovens que consumiam terem interrompido o consumo da droga. Os resultados apontam para efeitos do uso contínuo e a longo prazo.
De acordo com os cientistas, as estruturas cerebrais relacionadas com a memória pareciam ter encolhido nos consumidores, refletindo a possibilidade de diminuição de neurónios. O estudo mostra, também, que as anormalidades cerebrais devido ao consumo possuíam relação com o baixo desempenho da memória de curto prazo, problema também observado nos cérebros de pessoas com esquizofrenia.
Existem já estudos anteriores que avaliam os efeitos do consumo da canábis no cérebro, mas poucos compararam diretamente consumidores crónicos com doentes esquizofrénicos. Esta é a primeira pesquisa a segmentar as regiões do cérebro afetadas nos consumidores e, também, a única a relacionar o consumo com a área do cérebro que processa informações momentâneas e, se necessário, as transfere para a memória de longo prazo.
O estudo revela, ainda, que as anormalidades cerebrais perduram pelo menos alguns anos depois de as pessoas pararem de consumir - disse o principal autor do estudo, Matthew Smith, professor de pesquisa em psiquiatria e ciências comportamentais da Escola de Medicina da Universidade de Northwestern Feinberg.
 
Canábis vs Esquizofrenia
 
Tanto fumadores saudáveis como os que sofrem de esquizofrenia apresentaram alterações cerebrais relacionadas com a droga. No entanto, os indivíduos com transtorno mental apresentaram maior deterioração no tálamo, uma estrutura tida como o centro de comunicação do cérebro e fundamental para a aprendizagem, para memória e para as comunicações entre as regiões cerebrais.
Dos quinze consumidores esquizofrénicos do estudo, noventa por cento começaram a consumir a droga intensivamente antes de desenvolverem o transtorno mental.
"O uso regular de canábis pode aumentar o processo desta doença associada à esquizofrenia. Alguém que tenha um histórico familiar de esquizofrenia pode estar aumentar, ainda mais, o risco de desenvolver o problema, se consumir esta droga de forma frequente", acrescenta o investigador Smith.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/consumo-de-canabis-pode-ter-efeitos-identicos-a-esquizofrenia=f761874#ixzz2nq6yCIyJ

sexta-feira, outubro 19, 2012

Aumento consumo de drogas: era inevitável!




Na altura própria (creio que 2001) opus-me à despenalização do consumo de drogas e por isso fui director de campanha por um referendo à lei que decidiu a mesma nos tempos do Governo socialista de Guterres. A memória dessa campanha e muita informação ficou aqui.

Depois ao longo dos anos fui confirmando como a realidade nos deu razão e também como políticas irresponsáveis (contando com a inevitável colaboração daquilo a que chamo o PSD-BE [aquela meia dúzia de deputados em geral oriundos da JSD sistematicamente disponiveis para alinhar nas extravagâncias mais marginais e em confronto com o eleitorado que os elegeu] e/ou os "moderados de serviço") foram conduzidas a nível oficial comandadas por João Goulão y sus muchachos (que, sem surpresa, o actual Governo confirmou na mesma irresponsabilidade...!). Isto perante a indiferença de quase todos com excepção de um punhado de gauleses nos quais se destacou com inteiro mérito Manuel Pinto Coelho com quem tive a honra de participar na fundação da Associação para um Portugal Livre de Drogas.

Mas a verdade é como o azeite e vem sempre ao de cima...e no caso infelizmente! Hoje uma vez mais num artigo do Público intitulado "Consumo de canabbis no ensino secundário aumenta quase 80%". Mas não sei se mais do que a tragédia que a notícia espelha me espanta a inacção do centro-direita quando se encontra no poder a este tipo de matérias ou a política de grau zero em que as nossas lideranças se comprazem e que depois se reflecte no desnorte com que enfrentam até as matérias que reputam importantes...!?

De onde também aqui coisas novas só podem vir dos movimentos populares que no interior desse eleitorado tem de se organizar cada vez mais activamente para conquistando novas formas de representação política (como as primárias nas designações de candidatos) poderem, onde (às suas lideranças) lhes dói, exigirem a alma que hoje decididamente essas lideranças não têm... 

segunda-feira, novembro 24, 2008

Um post de Pedro Afonso: Censura Científica na Imprensa Portuguesa?

Censura Científica na Imprensa Portuguesa?

Pedro Afonso
In http://oinimputavel.blogspot.com/

Um estudo recentemente publicado no BMC Public Health, englobando 1341 jovens de ambos os sexos frequentadores de locais de diversão nocturna, com idades entre os 18 e os 35 anos, realizado em nove cidades europeias (entre as quais se encontra Lisboa), revela que o álcool e drogas como a cocaína, o ecstasy e a cannabis, estão as ser usadas como facilitadores e intensificadores da actividade sexual.

Apesar de ter lido a notícia num jornal português, resolvi aceder ao artigo original, lendo-o na íntegra. Qual é o meu espanto quando verifico que um dos resultados deste trabalho não é referido em nenhuma notícia (pelo menos que tivesse conseguido aceder) publicada em português. Censura?
Senão, veja-se o exemplo da notícia publicada no Expresso sobre o referido estudo:
«Uma das conclusões que salta à vista é a de que os consumidores de alguns tipos de droga são também mais promíscuos. Quem, por exemplo, snifa regularmente uma linha de cocaína tem maior probabilidade de ter tido mais de cinco parceiros sexuais no último ano. E, por associação, de ter praticado sexo desprotegido».

Mas, para além da cocaína, o artigo original acrescenta que os participantes que eram homossexuais ou bissexuais eram mais promíscuos sexualmente; ou seja, tinham 4 a 5 vezes mais probabilidade de terem 5 ou mais parceiros nos 12 últimos meses.
Agora veja-se a parte omitida do artigo original:

«Of these, regular cocaine use and being gay/ bisexual were the strongest predictors of multiple sexual partners. Gay/bisexual participants were four times more likely to have had five or more partners in the previous 12 months, and at similar increased odds of exchanging sex for drugs, compared with heterosexuals».

Independentemente da posição ideológica que se tenha sobre a homossexualidade, a ciência não deve ser instrumentalizada, nem escamoteada para se ser politicamente correcto. Por outras palavras, a ciência não é homofóbica. É de lamentar que em pleno século XXI se adoptem atitudes como esta numa imprensa que se pretende livre, rigorosa e sem preconceitos.