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sexta-feira, outubro 11, 2013

Na morte de D. Antonio Marcelino



Morreu o Senhor D. Antonio Marcelino. Já muitos se pronunciaram sobre ele, desde Pedro Santana Lopes (aqui) a muitos outros como se pode verificar na Ecclesia. Dele recordo sobretudo:

- o empenho na luta pela liberdade de educação não apenas em termos teóricos mas na rua com todas as movimentações cívicas que nos últimos anos afirmaram publicamente a urgência desta mãe de todas as reformas de que Portugal necessita
- a afirmação num encontro há muitos anos atrás de que "a maioria dos casamentos celebrados na Igreja são nulos"
- o apoio que sempre expressou ás iniciativas dos leigos no campo político, em particular na defesa da Vida e da Família e, por fim
- o "sem papas na língua" como abordava a questão da maçonaria e o posicionamento dos católicos em face a esta (veja-se aqui neste Blog)

Que o Senhor a Quem tanto e tão bem serviu, o acolha na Sua Misericórdia, e que em comunhão com Este nos continue a acompanhar, servos inúteis que somos, mas sempre em caminho para a mesma Glória a que estamos todos destinados!


segunda-feira, março 12, 2012

Católicos e maçons...?

Se dúvidas ainda restassem (sobre a incompatibilidade) o artigo do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, acaba de vez com as mesmas...leia-se sem falta e passe-se a palavra.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Maçonaria no Uruguai: um exemplo prático da incompatibilidade...


ATRAVÉS DO  COMUNICADO «LAICIDADE E ESPAÇO PÚBLICO»
Maçons uruguaios investem contra quem defende a vida

Para a maçonaria do Uruguai o espaço público é «o lugar onde convivem as pessoas e onde se constrói cidadania». Num comunicado intitulado "Laicidade e espaço público", a maçonaria desta a importância de «preservar a laicidade do Estado e o espaço público, mantendo-o separado de concepções filosóficas, políticas ou religiosas»
29/12/11 8:10 AM

(El Observador) Os espaços públicos, dizem, "devem estar livres de qualquer monopolização e interferência arbitrária ou interesses particulares". Por isso, afirmam serem negativas as "influências" exercidas por filósofos e membros de comunidades religiosas acerca das políticas da saúde sexual e reprodutiva.
O comunicado é especialmente duro com as organizações religiosas, as quais "invadem directamente o espaço privado da mulher, submetendo-a a uma visão única, intransigente e retrógrada".

Para este agrupamento, "o espaço privado da consciência individual deve permanecer em liberdade, e o colectivo deve proporcionar as facilidades para desenvolver actividades qualquer que seja a opção que a mulher escolha livremente".

Destacam também a importância de uma "educação sexual laica, isto é, livre de dogmas" em todos os programas educativos, tanto das instituiçoes públicas como das privadas. Defendem também que a educação sexual não deveria ficar "ao critério de cada docente, instituição o de uma determinada fé religiosa". Pelo contrário, deveria haver no país regras que a regulamentem.

Isto corresponde, continuam, à "obrigatoriedade de agir legislativa e juridicamente de forma laica como expressa a nossa constituição".

terça-feira, janeiro 17, 2012

Ainda a Maçonaria: um texto do Patriarca de Lisboa

A partir daqui pode-se ler o texto integral da intervenção da qual eis um trecho:

"Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçon. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia". Excerto da Nota Pastoral 'A Páscoa da Eucaristia', do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, publicada em Janeiro de 2005.

A maçonaria e a definição do sentido da História

É uma longa e atribulada história a das relações da Maçonaria com a Igreja durante os últimos três séculos, expressa em ataques, anti-clericalismo, rejeição da dimensão misteriosa da fé e da verdade revelada, a que a Igreja respondeu com várias condenações, com penas de excomunhão para os católicos que aderissem à Maçonaria. É um processo que tem de ser situado nas grandes transformações culturais e sócio-políticas desse período, em que elementos como a compreensão da natureza e legitimidade do poder político, a promoção e defesa da liberdade individual, os processos revolucionários em cadeia e a “questão romana” que pôs fim ao poder temporal dos Papas, foram pontos quentes a alimentar um conflito. Conceitos, então polémicos, como o da liberdade de consciência e de tolerância, são hoje aceites pela própria Igreja, no quadro de sociedades democráticas e pluralistas. A verdadeira reacção à visão do mundo veiculada pela Maçonaria, têm os católicos de encontrá-la na profundidade da sua fé, sobretudo quando a celebram na Eucaristia, como inspiradora da vida e da história, fonte de sentido e fundamento de uma ordem moral. Sem essa coerência de profundidade, cairão em rejeições e anátemas, pelo menos desenquadrados da actual maneira de conceber a missão da Igreja no mundo.

A questão crucial, sobre a qual os católicos têm o direito de esperar uma resposta do seu Bispo, é esta: a fé católica e a visão do mundo que ela inspira, são compatíveis com a Maçonaria e a sua visão de Deus, com o fundamento de verdade e de moralidade e o sentido da história que veicula? E a resposta é negativa. Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçon. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia. E a incompatibilidade reside nas visões inconciliáveis do sentido do homem e da história.

A Maçonaria sempre afirmou, e continua a afirmar, a prioridade absoluta da razão natural como fundamento da verdade, da moralidade e da própria crença em Deus. A Maçonaria não é um ateísmo, pois admite um “deus da razão”. Exclui qualquer revelação sobrenatural, fonte de verdades superiores ao homem, porque têm a sua fonte em Deus, não aceitando a objectividade da verdade que a revelação nos comunica, caindo na relatividade da verdade a que cada razão individual pode chegar, fundamentando aí o seu conceito de tolerância. A Igreja também aceita a tolerância, mas em relação às pessoas e não em relação à objectividade da verdade.

Esta atitude perante Deus e perante a verdade gera uma “sabedoria” global, ou seja, uma visão coerente da realidade, que é incompatível com a visão do homem e da sociedade que brotam da fé cristã, que supõe a inter-acção de Deus e do homem, no diálogo fecundo e apaixonante da natureza e da graça. A Igreja tem o dever de orientar os católicos e é a eles que digo que a nossa fé e o sentido da vida que ela inspira é incompatível com o quadro gnóstico de sentido veiculado pela Maçonaria.

Haverá, ainda hoje, uma luta entre a Maçonaria e a Igreja? Não nos termos em que se pôs no passado, embora não devamos ser ingénuos: a Maçonaria, sobretudo em algumas das suas “obediências”, lutará sempre contra valores inspiradores da sociedade que tenham a sua origem na dimensão sobrenatural da nossa fé. Sempre que isso acontecer, demos testemunho da esperança que está em nós (1Pet. 3,15). A expressão de uma visão laicista da sociedade assenta também sobre a falta de coerência dos cristãos com as implicações sociais da fé que professam e da Eucaristia que celebram.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Igreja: Cardeal-patriarca critica «influência direta» da Maçonaria na política

Na Ecclesia de hoje:


Fátima, Santarém, 10 jan 2012 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Policarpo, criticou hoje em Fátima a “influência direta” da Maçonaria em “coisas políticas”, mas descartou a exigência de que os políticos se assumam como maçons.

“Como políticos, se são maçons, se são católicos ou se são do Sporting, não vejo que isso tenha uma relevância muito grande”, disse o cardeal-patriarca aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Permanente da CEP.

Para este responsável, “outra coisa" é se "a Maçonaria, enquanto tal, teve influência direta em coisas políticas, isso está mal”.

O patriarca de Lisboa respondia a questões sobre a recente polémica relativa às ligações entre a Maçonaria, deputados e serviços de informação portugueses.

Interrogado sobre se os políticos deviam assumir publicamente a sua condição de maçons, o cardeal-patriarca disse não ver “porquê”.

“Não me parece que seja necessário”, assinalou.

D. José Policarpo observou que “a própria Maçonaria, que primava pelo secretismo dos seus dinamismos, começa a ser forçada a vir para a luz do dia”.

“Hoje a Maçonaria faz parte da sociedade, é conhecida há muito tempo, tem influência na coisa política, só me admiro é que haja gente a surpreender-se com isso”, disse, acrescentando que, para a Igreja, essa não é “uma questão de primeiro plano, neste momento”.

“Numa sociedade como as nossas sociedades ocidentais, tudo o que se define como secreto, na essência, é um bocado incompatível, hoje só é secreta a intimidade particular das pessoas”, prosseguiu.

Para o cardeal-patriarca, a Maçonaria “é uma realidade complexa”, lembrando que teve origem “canónica, nasceu dentro da Igreja, uma espécie de fraternidade dos construtores de catedrais, daí chamarem-se pedreiros-livres”.

Um movimento que tinha “uma mística” própria, que desaparece quando a Revolução Francesa traz uma “vertente laicizante”, introduzindo um “princípio do laicismo, do racionalismo, muito ao sabor do que eram as correntes do pensamento nessa altura”.

“A questão canónica da Maçonaria, que não é uma questão que estejamos todos os dias a brandir, tem a ver com a teoria maçónica em relação à fé religiosa e à existência de Deus”, disse D. José Policarpo.

O patriarca de Lisboa frisou que “a Maçonaria não é ateia (…), é sim do racionalismo da fé, ou seja, recusam qualquer religião revelada, a revelação como manifestação do mistério, mas aceitam o Deus que pode ser reconhecido pela razão humana, que é uma via justa”

O presidente da CEP recorda que, do ponto de vista da Igreja, “não é compatível” ser católico e maçon, porque “rejeitam aquilo que é o essencial da fé, a aceitação da Palavra de Deus e da revelação sobrenatural”.

O último documento oficial da Santa Sé nesta matéria é a "Declaração sobre a Maçonaria", assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, a 26 de novembro de 1983.

“Permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas”, pode ler-se.

OC

Nacional | Agência Ecclesia | 2012-01-10 | 13:54:50 | 3179 Caracteres | Conferência Episcopal Portuguesa, Igreja/Política

domingo, janeiro 08, 2012

Católico e maçon? Uma contradição nos próprios termos

Fonte (com a devida e grata vénia à lista É o Carteiro! ;-)

Excertos de uma entrevista a Mgr. Rey Bispo de Fréjus - Toulon




Poderia resumir a posição da Igreja?

A posição da Igreja, desde que a questão se pôs pela primeira vez,
é que não é possível pertencer a uma loja maçónica e ao mesmo
tempo professar a fé católica.


A pertença à maçonaria é a adesão a um sistema de pensamento
que se inscreve no relativismo, na negação do papel da graça de
Deus na relação com o esforço do homem
, num sistema que relativiza
também o lugar da Igreja, e que pode ser definido como a exaltação
de uma inteligência privada do amor. É uma nova forma de gnosticismo.

Para os maçons, a verdade é considerada insusceptível de ser conhecida;
enquanto na fé católica ocupa o centro.

De fato, para os maçons, não há verdade absoluta. Tudo parte da
inteligência do homem
, da explicação de que o homem dá de si mesmo e
do sentido das coisas.

A vida já não é recebida; é construída. É ao homem que compete
transformar o mundo através do conhecimento íntimo das leis do
universo (é a visão do arquiteto), é o homem que se salva pela sua
inteligência, ele não precisa de Deus.


O recurso a Deus passa então a valer mais como uma emoção interior
do que como uma graça; enquanto, para nós cristãos, é o principal alento
para a nossa ação.

Que respostas pode a Igreja dar para o desafio posto pela maçonaria?

Eu julgo que a Maçonaria desafia a Igreja em quatro pontos.

·      Primeiro, a necessidade de criar grupos de reflexão,
      de pôr em ação a pastoral da inteligência.

·      Segunda coisa, a ritualização: a dessacralização que podemos
      encontrar num ou noutro espaço eclesial, numa comunidade
      ou noutra, faz que se tenham procurado simbólicas alheias,
      que se tenham utilizado outras reservas simbólicas

·      A terceira coisa é a fraternidade: a experiência de uma comunhão
      entre pessoas
, não apenas na ordem da experiência espiritual,
      interior, mas uma reflexão construída e compartilhada por todos.

·      Acrescentaria, ainda, a formação de uma elite: é preciso libertar-se
      do elitismo iniciático das lojas, que muitas vezes são também redes
      de influência, mas precisamos nos dias de hoje de formar uma elite
      verdadeiramente cristã, de pessoas que fazem uma autêntica
      experiência de Cristo
e que nos seus talentos, competências e redes
      expressam uma mensagem que se pretende universal, onde os pequenos
      e os pobres têm um lugar central.

Católicos e Maçonaria: pontos e razões da incompatibilidade

Pelos vistos torna-se necessário recordá-lo. Assim aqui estão alguns elementos:

1) Notícia da Ecclesia de há um ou dois anos mas útil porque com pontos muito sintéticos: D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, explicou ontem que há razões objectivas que impedem que um católico possa ser maçon. "Jesus Cristo não é uma ideia, não é um pensamento, não é uma mensagem, mas é uma vida, e essa vida implica nas nossas vidas. Isso é um princípio fundamental do Cristianismo, que não sendo respeitado, não sendo acolhido, há uma incompatibilidade", disse à RR.
O prelado foi orador no almoço debate subordinado ao tema "Os católicos e a Maçonaria", organizado pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE). O debate partiu da última mensagem quaresmal do Cardeal Patriarca de Lisboa motivada pelo episódio ocorrido numa das capelas da Basílica da Estrela.
D. Carlos Azevedo admitiu, contudo, que o diálogo com estas organizações "é sempre possível".
Como principais pontos "inaceitáveis para os católicos", o bispo enumerou o cientismo, o materialismo, o esoterismo elitista gnóstico contrário à revelação, o facto de acreditarem que não existe uma verdade objectiva (cada um pode ter a sua concepção pessoal), o antropocentrismo e a "visão redutora" de Jesus Cristo.
O Bispo recordou a última nota quaresmal do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, na qual são sublinhados os diferentes sentidos da História e da pessoa humana para a Maçonaria e para o Cristianismo.
2) Há um artigo desenvolvido aqui que vale a pena ler porque referindo a questão no direito canónico e também a Nota da Congregação para a Doutrina da Fé que veio esclarecer algumas das últimas modificações no Código de Direito Canónico.
3) Também vale a pena ler este post até porque no fim tem vários links muito úteis