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segunda-feira, janeiro 05, 2015

As presidenciais 2016: Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa



(imagem retirada daqui)

Tenho a maior das simpatias por Marcelo Rebelo de Sousa, estou convencido daria um excelente Presidente da República, mas sobretudo pelo que dele conheço e dos contactos raros que tenho com o mesmo, estimo nele a consciência que de si próprio tem como de um católico que está na política e para quem isso é um referencial. Tudo isto, claro,no seu estilo próprio e muitas vezes não correspondendo ao que por isso podíamos desejar ou esperar, mas todos somos assim: uma soma nem sempre coerente de qualidades e limites, aspirações e inconsequências. Admiro claro e também o sentido de humor, o magnetismo que exerce sobre o povo laranja (e hoje em dia, creio, todos os portugueses em geral, independentemente das respectivas convicções e opções políticas), a superior inteligência, a cultura e a capacidade política. E impossível esquecer o que lhe deve a oposição ao aborto legal seja pela introdução do referendo na matéria, seja em muitas tomadas de posição, das quais a mais recente foi de apoio explicito (e subscrição) da Iniciativa Legislativa de Cidadãos "Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade - Do Direito a Nascer".

No entanto no que respeita ás presidenciais não percebo o cálculo que está a fazer e os tempos políticos desta eleição que ontem preconizou na TVI (isto é que uma vez Guterres só para o Outono estará disponível para decidir se se apresenta, então assim deverá ser com o candidato de centro-direita). Nem a aparente dependência de uma decisão dos partidos de centro-direita a que parece subordinar a decisão, sua ou de outros, de uma candidatura presidencial desta área política. E pelo contrário neste ponto partilho completamente os juízos políticos de Santana Lopes no que respeita seja aos tempos e autonomia individual de decisão, de cada candidato, seja a naturalidade de que a primeira volta das presidenciais sejam as primárias a que o povo de centro-direita aspira e tem direito. Como hoje consta no Diário de Notícias e na Renascença. Num rasgo de coragem e ousadia que lhe é característico e que faz muito do seu valor.

Além disso também aqui já referi muitas vezes a apreciação que tenho por Santana Lopes, feita de uma estima pessoal e identificação política. Também neste estimo a consciência de si próprio como de um filho da Igreja Católica e uma intuição de bem que lhe vi muitas vezes como imediata e instintiva em muitas atitudes que tomou ao longo dos tempos. Aprecio ainda o seu magnetismo no mesmo povo laranja, a dignidade na derrota ou na injustiça que lhe foi feita nos seus tempos de Primeiro-ministro, e a capacidade executiva de que sempre deu provas, agora mais recentemente, num trabalho notável na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. E, last but not the least, a concepção que tem do desenho constitucional do presidente da república e do respectivo exercício de mandato. Sem esquecer que lhe sou grato pela experiência autárquica que fiz entre 2009 e 2013 de membro da Assembleia Municipal de Lisboa e por isso de presidente da Comissão de Intervenção Social e promoção da Igualdade de Oportunidades, um tempo do qual guardo a melhor das memórias e em que tanto aprendi além de me ter possibilitado contactar com tanta gente de outros quadrantes políticos com quem vivi a verdade de que "na política o outro é um bem".

Assim sendo considero que qualquer um dos dois é um excelente candidato e nada impede ambos (e outros, se possível) se apresentem e se veja quem merece a preferência do povo de centro-direita (e neste do voto católico), para depois se apurar a vontade de todos os portugueses. Mas sobretudo deixem-nos (os directórios partidários) escolher, pelas almas, como diz o meu pai...;-)

Sobre Santana Lopes no meu Blog ver aqui.
Sobre Marcelo Rebelo de Sousa no meu Blog ver aqui.

domingo, julho 06, 2014

Três anos sobre a morte de Maria José Nogueira Pinto (foi em 6 de Julho de 2011)

Continuam a mesma saudade, amizade e presença...


Fui procurar notícias e encontrei esta entrevista em conjunto com o Jaime que não me recordava ter lido.

E também faço a lista de homenagens de que me lembrei, embora provavelmente haja mais:

Uma unidade de cuidados continuados da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Um monumento na Ribeira das Naus em Lisboa
Um prémio de responsabilidade social

Encontrando também este post no blog Delito de Opinião fui recordado da publicação no Observador do belíssimo discurso do Jaime na inauguração do monumento em Lisboa.

Até ao Céu, vamos vendo-nos na comunhão dos santos e no crescimento e recomposição da presença católica na política...




quarta-feira, março 21, 2012

A conversão ao catolicismo por Pedro Arroja

Extraordinário este post de Pedro Arroja...!

17 Março 2012

tenho medo

Há cerca de três meses um amigo meu convidou-me para proferir
uma palestra perante uma audiência católica sobre a minha experiência
com o catolicismo. Eu aceitei de bom grado, mas quando chegou a
altura de dar o título à palestra eu fiquei sem saber o que dizer.
Foi ele próprio que sugeriu: "Do liberalismo ao catolicismo,
onde ainda não cheguei". Aceitei a sugestão porque reflectia bem a realidade.

Passei o dia de hoje a reler o livro do Chesterton "Por qué soy católico"
sempre com a seguinte pergunta no espírito: Será que, não sendo católico,
eu me converteria ao catolicismo depois de ler este livro?
No final do dia,
a minha resposta foi um conclusivo Não.

E, no entanto, o livro está cheio de artigos admiráveis que o Chesterton
escreveu em defesa do catolicismo e do processo da sua conversão
a partir do anglicanismo. Mas a conclusão a que cheguei é que
nenhum deles me levaria a tornar-me católico. Mais importante,
cheguei à conclusão que ninguém se converte ao catolicismo
por argumento intelectual
. Esta é a forma maciça de conversão
ao protestantismo e às doutrinas laicas saídas do protestantismo
- como o socialismo e o liberalismo -, mas não é a forma de
conversão ao catolicismo.

Foi, de resto, o ensaio "A Igreja Católica e a conversão" ,
escrito em 1927, e reproduzido logo no início do livro que
hoje me prendeu mais a atenção.

O Chesterton distingue três fases na conversão ao catolicismo:

    a primeira é a da protecção à Igreja (de todos os ataques
    que lhe são dirigidos),  
a segunda - e a mais excitante do ponto de vista intelectual -
é a da descoberta da Igreja, e é nesta fase que eu ainda estou.

  • A terceira é a de fugir da Igreja.
Ora eu sei perfeitamente o que são as duas primeiras fases porque
já as vivi
. Quanto à terceira, é dela que eu tenho medo e medo
é a palavra verdadeira. Para não ter de fugir, eu tenho medo de entrar.

Se o catolicismo é incapaz de gerar conversões por argumento
intelectual, o que é que leva um homem a converter-se ao catolicismo?
Outro homem. E o que é que esse homem inspira? Mistério.

No fim, o mais interessante e misterioso naquele livro
é a personalidade do autor. Eu gostava de o ter conhecido.