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terça-feira, julho 15, 2014

Padres pedófilos: quem dá os números ao Papa?




No La Stampa saiu este artigo que reproduzo abaixo.

"14/07/2014
Quem é que dá os números ao Papa?
Marco Tosatti

É difícil escrever sobre um objecto vago e com contornos difusos como é uma entrevista desmentida, ou melhor, desmentida em parte mas não no sentido global, como a que resultou da conversa entre Eugenio Scalfari e o Papa.
Mas há um ponto da conversa que merece atenção, porque levanta questões de grande peso. É o dos abusos.
Os padres que os cometeram serão mesmo 2% do total (ou seja mais de 8.000)?
Os números que se conhecem até hoje dizem o contrário.
MARCO TOSATTI

É difícil escrever sobre um objecto vago e com contornos difusos como é uma entrevista desmentida, ou melhor, desmentida em parte mas não no sentido global, como a que resultou da conversa entre Eugenio Scalfari e o Papa. Mas há um ponto da conversa que merece atenção, porque levanta questões de grande peso. É o dos abusos.

A certa altura, na sua reconstrução, Scalfari escreve, partindo da sua pergunta: Um fenómeno muito espalhado?

"Muitos dos colaboradores que lutam a meu lado asseguram-me com dados credíveis que a pedofilia dentro da Igreja se situa ao nível dos dois por cento. Este dado deveria tranquilizar-me mas devo dizer-lhe que de facto não me tranquiliza. Acho antes que é gravíssimo. Dois por cento dos pedófilos são sacerdotes e até bispos e cardeais. E outros, ainda mais numerosos, sabem mas calam, punem mas sem dizer o motivo. Considero que este estado de coisas é insustentável e é minha intenção enfrentá-lo com a severidade que requer.

A frase acaba assim, sem as aspas a fechar.

Mas é o valor de 2% relatado por Scalfari que gera grande perplexidade.

E temos que perguntar:
a) se o Papa realmente o disse;
b) quem é que lhe fez o cálculo;
c) se Scalfari o relatou fielmente.

Os padres no mundo são perto de 410 mil. Dois por cento quer dizer mais de 8 mil. Um dado que diverge com todos os dados conhecidos até hoje.

A UCCR (Unione di Cristiani Cattolici Razionali) pergunta num artigo recente: "Mas quantos são os padres implicados na pedofilia?

O Vaticano revelou os números oficiais perante a 52ª Comissão da ONU contra a tortura: entre 2004 e 2013 um total de 884 membros do clero foram reduzidos ao estado laical no âmbito do escândalo da pedofilia.

Outras medidas disciplinares foram aplicadas a 2.572 sacerdotes (em muitos casos por serem de idade avançada ou doentes).

Portanto, estes são os números sobre os quais se pode trabalhar.

Se somamos 884 com 2.572, no total temos 3.456 sacerdotes católicos pedófilos em dez anos.

Os padres católicos no mundo, segundo o departamento de estatística do Vaticano, são cerca de 410 mil, uma média aproximada entre os 405 mil do ano 2000 e os 413 mil do ano 2010, números próximos das médias dos anos 60 e 70.

O cálculo é fácil: os 4 mil padres pedófilos correspondem a 0,8% dos padres católicos no activo nos últimos 10 anos.

Certamente, um só caso de abuso já é demasiado, porém podemos verificar que não se trata de percentagens elevadas, mais, são decididamente moderadas em relação aos números que atingem pais, colegas, professores, treinadores e familiares em geral (a maior parte casados, portanto não celibatários)."

O professor Davide Cito, da Universidade Pontifícia da Santa Cruz, que trabalha neste campo com as instituições da Santa Sé fala de 400 casos que anualmente chegam a Roma para serem avaliados.

E sublinha que em 90% dos casos trata-se de vítimas masculinas adolescentes, dos 16 aos 18 anos; ou seja não são casos de pedofilia, mas de efebofilia, ligada ao fenómeno da homossexualidade.

Pode perguntar-se por que razão o Papa não faz esta diferença tão importante.

Mais: em 2010 o "grande inquisidor" vaticano, agora bispo em Malta, Charles J. Scicluna, colaborador de Bento XVI na grande batalha lançada por aquele papa contra o fenómeno dos abusos de todo o tipo, dizia:

"Nos últimos nove anos (2001-2010) fizemos a avaliação das acusações relativas a 3 mil casos de sacerdotes diocesanos e religiosos que se referem a delitos cometidos nos últimos 50 anos. Podemos dizer que em geral 60% destes casos são sobretudo actos de efebofilia, ou seja devidos à atracção sexual por adolescentes do mesmo sexo, 30% são relações heterossexuais e 10% são actos de verdadeira e própria pedofilia, isto é determinados por uma atracção sexual por menores impúberes. Os casos de padres acusados de pedofilia verdadeira e própria são, assim, cerca de 300 em nove anos. Trata-se sempre de demasiados casos – obviamente – mas temos de reconhecer que o fenómeno não é tão generalizado como se faz crer".


Então é caso para perguntar: se Scalfari – coisa que falta demonstrar – recordou a resposta com rigor, quem é que dá os números ao Papa?"

Termino este post com um grande, comovido e grato, abraço a todos os Padres com quem me cruzei na minha vida. Grato pelas Missas, pela Comunhão, pela amizade, pelas Confissões, por todos os sacramentos, pela companhia, por tudo. Obrigado pelas vossas vidas e sacerdócio!



terça-feira, julho 30, 2013

O Papa Francisco e os gays: um ponto de ordem



Anda aí uma excitação sem nome, com uma entrevista informal (melhor se diria, uma conversa) dada pelo Papa Francisco no voo de regresso das Jornadas Mundiais da Juventude que ocorreram no Rio de Janeiro. Entre outras coisas (como uma ofensiva ideológica generalizada que pretende impingir a homossexualidade ao mainstream senão mesmo promove-la a comportamento de excelência, no que conta com o apoio e empenho da comunicação social onde esses lobbies por comunhão de ideologia ou de atitude, imperam e reinam) o acontecido até tem uma faceta positiva: o Papa Francisco será escutado como não o foram os seus predecessores pese a que o que diz é exatamente o que os outros, por muitas e variadas formas, disseram. Deus seja louvado por isso...!

O que reproduzo abaixo é uma informação preciosa da lista É o Carteiro!



7 coisas a saber sobre
o que o Papa Francisco disse sobre gays


por Jimmy Akin segunda-feira, 29 julho, 2013 10:45

A imprensa encheu-se, em poucas horas, com a tese de que o papa Francisco segue uma linha claramente diferente do seu predecessor, Bento XVI, no tema da homossexualidade.

Alguns sugerem que o papa anunciou "gay é fixe" (gay is okay).
 
 

Que foi que o Papa disse realmente? Disse mesmo alguma coisa inédita?

Eis 7 coisas para saber e divulgar...

1) Onde foi que o papa Francisco fez as declarações?

Foi durante uma entrevista de 1hora e 20 minutos com os jornalistas a bordo do avião no regresso da JMJ no Brasil.

2) Qual foi a pergunta que o levou a dizer o que disse?

Até termos uma transcrição [nota: em italiano disponível aqui], não sabemos com rigor qual foi a pergunta, mas ao que parece foi interrogado sobre o famoso "lobby gay" no Vaticano. [Nota: a parte da pergunta que suscitou as palavras em análise foi - come Sua Santità intende affrontare tutta la questione della lobby gay]

3) O que foi que disse exactamente?

 
 O QUE DIZ O CATECISMO



 
4) Que querem dizer as palavras do Papa?

A primeira parte da declaração parece minimizar o 'quem' do tema do "lobby gay". Ele não nega que possa haver, mas sugere que tem havido algum exagero.

Em seguida, explica a sua atitude para lidar com os gays: ele distingue entre o seu "ser gay" e o "fazer parte de um lobby." 

O que ele quer dizer com "ser gay" explica-o mais à frente.

Na linguagem comum, "ser gay" pode significar várias coisas desde sentir atração pelo mesmo sexo até assumir um "estilo de vida gay" activo e promover a ideologia pró-homossexual.

Dentro desta última estaria o ser membro de um lobby, e ele indica que não é disso que ele está a falar.

Ele então refere-se àqueles de quem está a falar como pessoas que "aceitam o Senhor e têm boa vontade."

Parece, assim, clarificar sobre quem está a falar, dizendo que "a tendência [isto é, a atracção pelo mesmo sexo] não é o problema ... eles são nossos irmãos."

Tomando as suas declarações em conjunto, o que surge é um retrato de pessoas que têm atração pelo mesmo sexo, mas que, no entanto, aceitam o Senhor e têm boa vontade, em contraste com o perfil de quem actua para promover a ideologia pró-homossexual.

Isto é, estaria a falar das pessoas com atração pelo mesmo sexo  que se esforçam por viver castamente (mesmo que às vezes falhem).

Também poderia estar a incluir pessoas que não vivem castamente, mas que não fazem lobby activamente em favor da agenda homossexual.

Seria bom se ele tivesse desenvolvido um pouco mais para esclarecer melhor o ponto..

5) O que ele diz sobre as pessoas nestas circunstâncias?

Ele diz que acha que não está numa posição para os julgar e que eles não devem ser marginalizados.

Ele também diz que a mera tendência (atração pelo mesmo sexo) "não é o problema", e que "eles são nossos irmãos."

6) O que há aqui de novo?

Não muito.

Declinar o direito de "julgar" os outros é coisa que remonta a Jesus. Isso não significa, no entanto, que não se possa avaliar o caráter moral das acções dos outros.

Pode-se fazer a avaliação moral de que o que alguém faz é errado (Jesus obviamente não proíbe isso), sem ter ou usar de malícia em relação a essa pessoa.

A afirmação de que eles não devem ser marginalizados está em sintonia com a abordagem da Santa Sé sobre o assunto no documento sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais (de 1986).

A afirmação de que a atração pelo mesmo sexo "não é o problema",
quando compreendida corretamente, também não é novidade.

"O problema", como o Papa Francisco parece aqui entender, vai mais além do simples sentir uma tendência pecaminosa, uma tentação a que se é sujeito.

Os cristãos, como todos, têm lutado com toda a espécie de tentação em toda a história.

Obviamente, as tentações são um problema, mas se se resiste à tentação não se peca. "O problema", neste entendimento, está em ceder à tentação e em pecar ou - pior – em construir uma ideologia em volta do pecado e tentando defender o pecado.

Finalmente, a afirmação de que "eles são nossos irmãos" também não é novidade.

A atracção pelo mesmo sexo é apenas uma tentação como muitas outras, e o facto de uma pessoa sofrer esta tentação de modo nenhum a priva do estatuto de irmão em Cristo,  tal como acontece com as outras tentações.

7) Tudo isto é assim tão diferente comparando com o Papa Bento?

A imprensa tem (como de costume) tentado fazer comparações desfavoráveis ao Papa Bento, lembrando que durante o seu pontificado, a Santa Sé emitiu um documento a dizer que as pessoas com tendências homossexuais profundamente arraigadas não devem admitidas ao sacerdócio.

O Papa Francisco não mencionou esse documento ou a sua política e por isso não fez nada diferente do que aí fez Bento.

Nem nenhuma das observações de Francisco contrariam a abordagem de Bento XVI durante o seu pontificado.

Na verdade, o próprio Bento XVI (como cardeal Joseph Ratzinger) foi o signatário da carta acima mencionada sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais, bem como do documento posterior sobre a não-discriminação em relação a pessoas homossexuais.

A imprensa está a pintar um quadro falso, pondo em contraste o "bom" Francisco e o "mau" Bento.
 
 

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Casamento homossexual em França

Podem dar as voltas que quiserem, mas como genialmente o evocaram há uns anos (numa sensibilização por ocasião eleitoral) os meus amigos do Blog O Inimputável:



A frase que tem este belíssimo poster é:

Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe casamento entre duas pessoas de sexo diferente.

Verdadeiro com leis ou sem elas.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

Gay, francesa e contra o casamento e a adopção




A notícia vi-a primeiro na Tempi (a entrevista que reproduzo abaixo). Depois encontrei aqui também em português, mas não tão completa. Impressiona a naturalidade, equílibrio e razoabilidade da posição. E a denúncia de quanta intolerância praticam os lobbies militantemente LGBT...

«Sono gay, francese e contro le lobby. Non voglio né matrimonio né l’adozione. E ora provate a dire che sono omofobo»


gennaio 11, 2013Leone Grotti
 

Intervista a Nathalie de Williencourt, portavoce di Homovox: «Rappresentiamo la maggioranza dei francesi omosessuali ma non ci ascoltano. Non vogliamo il matrimonio, perché non siamo come le coppie eterosessuali, che possono fare figli».

Sono francesi, sono omosessuali, «la maggioranza degli omosessuali», e non vogliono né il matrimonio né l’adozione per le coppie gay, soprattutto non vogliono essere trattati allo stesso modo delle coppie eterosessuali «perché siamo diversi: non vogliamo uguaglianza, ma giustizia». Parliamo dei cittadini francesi gay rappresentati da Homovox, che non chiede il “matrimonio per tutti” – nome del progetto di legge di François Hollande che legalizzerà il matrimonio gay e l’adozione per le coppie omosessuali – ma “la parola per tutti!”. «In Francia ci censurano, si ascoltano sempre le lobby LGBT, parlano sempre loro nei media, ma la maggior parte degli omosessuali sono amareggiati dal fatto che questa lobby parli a loro nome, perché non abbiamo votato per loro e non ci rappresenta», spiega a tempi.it Nathalie de Williencourt, portavoce di Homovox. Ecco perché l’associazione parteciperà domenica alla grande “Manifestazione per tutti”, che vedrà sfilare dai cattolici agli ebrei ai musulmani ai socialisti ai radicali agli omosessuali contro il progetto di legge di Hollande, che comincerà ad essere discusso all’Assemblea nazionale il 29 gennaio.

Chi rappresenta Homovox in Francia?

Homovox è un collettivo di cittadini francesi che porta la voce degli omosessuali francesi che si oppongono al progetto di legge Taubira. Sul nostro sito Homovox.com si possono trovare le testimonianze delle persone omosessuali che spiegano perché si oppongono al progetto di legge.
Perché avete firmato l’appello della “manifestazione per tutti”?In Francia si ascoltano sempre le lobby LGBT, parlano sempre loro nei media, ma molti omosessuali non fanno parte di questo movimento. La maggior parte degli omosessuali sono amareggiati dal fatto che questa lobby parli a loro nome, perché non abbiamo votato per loro. Noi vogliamo dare la parola alla maggioranza degli omosessuali in Francia e sosteniamo la “Manifestazione per tutti” perché noi gay non vogliamo il matrimonio.
Perché?
Perché la coppia omosessuale è diversa da quella eterosessuale. Ed è diversa per un semplice dettaglio: non può dare origine alla vita, per cui ha bisogno di una forma di unione specifica che non sia il matrimonio. Ha bisogno di un’altra cosa perché la realtà delle coppie omosessuali è diversa da quella delle coppie eterosessuali.
Nel vostro comunicato accusate la comunità LGBT di essersi autoproclamata portavoce della comunità omosessuale.È proprio così. Le comunità LGBT sono composte molto spesso da persone omosessuali che sono state rigettate dalla famiglia, sono venute a Parigi e hanno trovato ospitalità nella comunità Lgbt, sorta nel quartiere del Marais. Queste persone hanno una ferita in rapporto alla loro omosessualità: poiché non la accettano, rivendicano di essere come gli eterosessuali. Il nostro movimento rivendica invece che gli omosessuali siano trattati diversamente dagli eterosessuali, perché siamo differenti. Non possiamo chiedere l’uguaglianza per situazioni che sono differenti. Non è l’uguaglianza ad essere importante, ma la giustizia. C’è un’uguaglianza giusta e un’uguaglianza ingiusta.
E per quanto riguarda l’adozione di bambini da parte di coppie gay?È importante capire che in Francia nella legge non ci sono distinzioni tra il matrimonio e l’adozione: tutte le coppie sposate hanno il diritto di adottare. Quando si propone il matrimonio per gli omosessuali, esso comprende automaticamente l’adozione. Non c’è divisione come in altri paesi europei. Noi crediamo che i bambini abbiano il diritto ad avere un padre e una madre, possibilmente biologici, che possibilmente si amino. Un figlio nasce dal frutto dell’amore di suo padre e di sua madre e ha il diritto di conoscerli. Se le coppie omosessuali adottano dei bambini che sono già privati dei loro genitori biologici, allora li si priva di un padre e di una madre una seconda volta. Questa legge in Francia è stata fatta nel dopoguerra, quando c’erano molti bambini da adottare e si voleva dare loro dei genitori. L’adozione però non è un diritto degli adulti, serve a donare dei genitori ai bambini che non ne hanno, ma oggi non è più così.
Cioè?
Le coppie che fanno domanda attendono anni prima di potere adottare un bambino, perché non ce ne sono più. Inoltre molti paesi del mondo non concederanno più adozioni alla Francia se questa legge sarà approvata, dal momento che paesi come la Cina e altri in Asia hanno procedure nelle quali chiedono che le coppie omosessuali siano escluse. Tutto ciò significa rendere l’adozione per le coppie uomo-donna ancora più difficile.
Chi espone gli stessi vostri argomenti, di solito, viene chiamato omofobo.
È da due mesi che in Francia sono usciti allo scoperto gli oppositori al “matrimonio per tutti”. Prima chi si opponeva al matrimonio gay veniva subito chiamato omofobo da quasi tutti i grandi media ed era impossibile opporsi senza essere immediatamente tacciati di omofobia. Io e i miei amici omosessuali, che non possiamo certo essere accusati di omofobia, chiediamo che ci sia un dibattito per permettere le unioni omosessuali, ma creando un’istituzione diversa dal matrimonio.
Ad esempio?
Che ci sia un allargamento dei Pacs, che si rifletta sui Pacs. Ma noi non vogliamo il matrimonio, che è riservato all’uomo e alla donna in quanto possono procreare. È così da secoli.
Che cosa chiedete quindi al presidente Hollande?Noi domandiamo gli Stati generali del matrimonio, cioè domandiamo un dialogo fra François Hollande e il popolo. Perché il presidente aveva promesso che non avrebbe fatto passare una legge con la forza se il popolo francese non fosse stato d’accordo. Ha detto che voleva dialogare col popolo francese. Speriamo che aprirà il dialogo con degli Stati generali sul matrimonio e con un referendum per interrogare tutti i cittadini su questo argomento.
Hollande ha una grande maggioranza all’Assemblea nazionale. Secondo voi la manifestazione può andare a buon fine, la legge potrebbe non passare?Dipenderà dalla mobilitazione della manifestazione di domenica e del modo in cui il governo ascolterà il popolo francese. La risposta dipende da François Hollande e domenica il popolo francese si rivolgerà a lui, non contro di lui ma per chiedergli di avere tutti insieme il tempo per riflettere su cosa sia meglio per la società francese perché le persone possano vivere in pace.
In che modo?
La pace si costruisce dentro la famiglia e per avere pace nella famiglia bisogna donare ai bambini il quadro più naturale e che più infonde sicurezza per crescere e diventare grandi. Cioè la composizione classica uomo-donna.

Leggi di Più: Francia, gay: «Noi siamo contro il matrimonio omosessuale» | Tempi.it
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sexta-feira, dezembro 07, 2012

Método infalível de não ser abortado...


Assim haja sentido de humor...! (embora a matéria seja de facto muito triste)





quinta-feira, outubro 25, 2012

Comentários de Capitão Gay ao inquérito sobre a vida sexual dos portugueses publicado no Expresso

De um amigo meu recebi há um mês o email que abaixo reproduzo assinado por "Capitão Gay" (uma referência ao personagem do mesmo nome criado pelo humorista brasileiro Jô Soares).
É sintomático do actual ambiente cultural e social (das limitações objectivas á liberdade de expressão) que a pessoa que o escreveu (uma análise dos números da homossexualidade em Portugal a partir de um vasto inquérito à vida sexual dos portugueses promovido e publicado pelo jornal Expresso) tenha preferido refugiar-se no anonimato...
O ponto central que me parece de sublinhar, sobretudo num momento em que se inicia a discussão da co-adopção, é que esta análise quantitativa vem demonstrar que estamos perante um modo de vida mais do que residual que se já nos princípios não justificava mudanças significativas na ordem júridica (o "legislar a espreitar pelo buraco da fechadura" na expressão feliz de Maria José Nogueira Pinto) muito menos como fenómeno social.
Quem quiser ver este estudo do Expresso pode fazê-lo aqui.

A Verdadeira Dimensão do Fenómeno: 1,6% de gays em Portugal

Por: Capitão Gay

            Escrevo este texto a propósito dos dados divulgados pelo Expresso no seu estudo intitulado Tudo Sobre o Sexo dos Portugueses e começo por louvar o semanário pelo trabalho que agora nos oferece. Não que me interesse particularmente saber se 35% da direita não tem relações sexuais há mais de um ano, ou se a rapaziada do Sporting tem menos apetite pela coisa que os do Porto. Tão pouco me interessa saber se os mais ricos se sentem menos “afectados sexualmente” pela crise do que os mais pobres, ou se uma percentagem reduzida da população (4,8%) já alguma vez se aleijou no acto. Brincadeiras aparte é um estudo sério, o primeiro realizado no nosso país, e que conta com uma equipa técnica credível na qual pontuam entre outros, o sociólogo Pedro Moura Ferreira, e o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz. O estudo tem a chancela da multinacional de estudos de mercado GFK.

Escrevo este texto para saudar com agrado a informação que finalmente alguém nos traz, respeitante à prática da homossexualidade neste nosso torrão luso. E, não, não é necessário que comecem a soar as trombetas de alerta da milícia anti-homofobia. Descansem os guardiães do politicamente correcto que não pretendo escandalizar mentalidades. Venho apenas salientar os factos apresentados (e abstenho-me de informar, por uma questão de mero pudor intelectual, se tenho ou não “amigos gay”). Preliminares à parte (para 20% dos portugueses duram entre seis e dez minutos) vamos ao que interessa.  

Sempre me deu que pensar o facto de a mera informação quantitativa nunca ter estado disponível, nem em Portugal, nem em muitos outros países do mundo civilizado. Não será estranho que, num tema tão na agenda do dia, não saibamos quantos são os que agora já se podem casar no nosso país, os que aspiram a adoptar e, sobretudo os que intimidam a nossa frágil democracia com o seu poderoso lobi? Não será estranhíssimo nunca termos sabido de que quantidade de gente se falava quando nos referíamos à temível e agora venerada “comunidade gay”? Caramba, não seremos os Estados Unidos que tudo estudam e sobre tudo têm dados estatísticos – desde o número de baratas por metro quadrado que circulam pelos esgotos de Manhatan até à pegada ecológica do turismo realizado no Grand Canyon – mas sempre soubemos quantos diabéticos temos, quantos taxistas circulam em Lisboa, quantos votam no MRPP e quantos são os sócios do Vitória de Setúbal. Curiosamente, sobre a homossexualidade, nada. Tínhamos apenas as ideias que iam sendo feitas pela comunicação social e pela indústria do entretenimento, ideias essas que nos iam fazendo pensar que “Cada vez há mais!” ou que “Agora isso está por todo o lado!” Confesso que sempre me confundiu tanta opinião definitiva, tanta certeza progressista, tanta tolerância comovida, sem nenhuma informação fiável sobre a dimensão do fenómeno, e muito menos sobre as suas causas. Quanto a números, ficávamo-nos pelo lixo que circula pela net, nunca justificado nem sustentado, claro: se o mundo fosse uma aldeia com cem habitantes, onze (!) seriam homossexuais, etc. Claro que, para quem não perdesse quinze segundos a validar este número por entre as suas relações, o boato acabava por deixar uma ideia, claramente política: vamos dizer que somos muitos para passarmos de uma margem ou de uma excepção, a uma minoria. Penso que este é o verdadeiro motivo pelo qual nunca ninguém esteve muito interessado em falar sério sobre o fenómeno. O seu número implica sempre uma classificação, mesmo que apenas mental: uma coisa é um partido político ter uma votação minoritária de 10%, e aí sim, é uma minoria, outra coisa é ter uma votação de 1% e aí, será qualquer outra coisa que me abstenho de classificar, sobretudo quando aplicada ao domínio do comportamento sexual (eu disse que não ofendia).

Mas o que é certo é que os números sempre apareceram. E, pasme-se, falamos de 1,6%! 1,6%, leram bem. No total, temos em Portugal 1,6 % de homossexuais –  0,8 % são homens e 0,8% são mulheres (se o peso for igual entre os sexos, o que não vem explicitado) – se a isto somarmos mais 0, 8 % de pessoas que já alguma vez na vida tiveram relações sexuais com alguém do mesmo sexo (entre os bissexuais) ou seja, 0,4% são homens e 0,4% são mulheres, atingimos a expressiva soma de 2,4% da população (1,2% são homens e 1,2% são mulheres) que, ou têm uma prática homossexual regular, ou alguma vez na sua vida tiveram uma relação sexual com alguém do mesmo sexo. Confesso que demorei algum tempo a perceber o que estava à frente dos meus olhos quando li a revista do Expresso, mas por fim arregalei os olhos com a certeza. Não será isto absolutamente, como agora se diz, poderoso? Desculpem-me o desabafo, mas depois de tanto filme gay – do charmoso Quatro Casamentos e um Funeral até ao viril Brokeback Mountain – depois de tanta dose diária na comunicação social e nas séries da Fox, AXN, ou nas telenovelas, depois de tanta orgulhosa parada por esse mundo fora, chegamos a isto? É disto que estamos a falar? Terá a montanha parido um hamster? Cerca de um e meio por cento?

É isto, sim, e ao Expresso o devemos. Mas no melhor pano cai a nódoa. O(a) jornalista que apresenta os dados borrou a escrita, talvez cedendo (como eu!) à ira que estes números pudessem provocar no famoso lobi. Tentou esconder - é o único tópico de todos os apresentados em que não comenta os números apurados, preferindo inventar uma suspeita sobre a veracidade do resultado no Porto…  E tentou baralhar com algumas contas bizarras de forma a que apareça por lá um 5, 7% de gente heterossexual que já beijou ou teve algum contacto sexual com alguém do mesmo sexo – o que também não é verdade, são apenas mais 2,4% (1,2% são homens e 1,2% são mulheres?) se descontarmos todos os tipos de bissexuais que estão incluídos e que, já agora, são na sua totalidade 3,1% - (1,6% são homens e 1,5% são mulheres, assumindo pesos iguais entre os sexos)

São estes os números, afinal. E aparentemente passaram despercebidos no meio das excelentes medidas preconizadas pelo nosso ministro Gaspar para revitalizar a economia. O 1,6% passou despercebidos e o lobi está calado, à espera que ninguém dê por isso. Mas eu registo porque já me basta de confusões sobre o tema e porque acho que faço um serviço a todos, divulgando-os.

E pronto. Retiro-me escondido atrás da máscara do personagem criado pelo grande Jô Soares, porque qualquer coisa que se diga sobre este tema, mesmo que seja apenas para apresentar factos, corre sempre o risco de atrair ódios e adjectivos. Como não mereço nem tenho paciência para falsas guerras, vai assim.

segunda-feira, junho 25, 2012

Parentalidade Homosexual não é igual à do Casamento Heterosexual

Apanhei esta referência aqui. Parece-me lógico constatá-lo apesar do escândalo que provoca afirmar coisas destas. Porque infelizmente confunde-se a apreciação objectiva de um assunto com a convivência subjectiva com o mesmo, o juízo que se faz de maior ou menor adequação com um julgamento das pessoas concretas em causa, o estudo científico com a polémica política. É o problema do preconceito ideológico e da intolerância do politicamente correcto...

A notícia sobre o assunto é esta:

Study Shows Homosexual Parenting Not Equal to Heterosexual Marriage
WASHINGTON, DC, June 15 (C-FAM) A groundbreaking study reveals that adult children of homosexual and lesbian parents experience far greater negative social, economic and emotional outcomes than children raised within intact biological families.
The quality of University of Texas professor Mark Regnerus’ study highlights the deficiencies of previous studies that homosexual advocates have relied on to grant same-sex couples a right to marry and adopt children.

"The empirical claim that no notable differences exist must go," said Regnerus in his study published in Social Science Research.

Regnerus’ comprehensive study examines nearly 3,000 adult children from eight different family structures and evaluates them within 40 social and emotional categories. The results reveal that children who remain with intact biological families were better educated, experienced greater mental and physical health, less drug experimentation, less criminal activity and reported overall higher levels of happiness.

The greatest negative outcomes were found among children of lesbian mothers. This contradicts defective studies popularized by the media claiming children fare as well, or better, with lesbian mothers. Regnerus’ study showed negative outcomes for these adult children in 25 of 40 categories including far higher rates of sexual assault (23% of children with lesbian mothers were touched sexually by a parent or adult, in contrast to 2% raised by married parents), poorer physical health, increased depression, increased marijuana use and higher unemployment (69% of children from lesbian households were on welfare, compared to 17% of those with married parents).

Regnerus’ study debunks an often-cited 2005 American Psychological Association (APA) brief that concluded, “[n]ot a single study has found children of lesbian or gay parents to be disadvantaged in any significant respect relative to children of heterosexual parents."

In contrast to Regnerus, previous studies compared children of homosexual parents to children of stepfamilies and single parents. Regnerus also relies solely on information directly from adult children rather than opinions from their parents.

A second new study confirms the studies touted by the APA are unreliable. Loren Marks, an associate professor at Louisiana State University, found the APA’s studies had limited data and focused on gender roles and sexual identities. They neglected to examine the children’s education outcomes, employment, risk of substance abuse, criminal behavior or suicide.

The discredited APA-endorsed studies have been used in attempts to impact international legal decisions.

Amicus briefs submitted in E.B. v. France in the European Court of Human Rights defended adoption rights for same sex couples citing APA studies with claims that no objective scientific evidence exists to justify “different treatment of same sex couples who wish to adopt because (to the knowledge of FIDH, ILGA-Europe, BAAF and APGL) all reputable scientific studies have shown that the children of lesbian and gay parents are no more likely to suffer from emotional or other problems than the children of heterosexual parents.”

In the case of Karen Atala and Daughters v. Chile in the Inter-American Court of Human Rights (IACHR), an amicus brief defending lesbian parents who lost custody of their children noted that the American Academy of Pediatrics “recognizes that a considerable body of professional literature provides evidence that children with parents who are homosexual can have the same advantages and the same expectations for health, adjustment, and development as can children whose parents are heterosexual.”

quinta-feira, maio 17, 2012

Lobbie gay: a fobia da diferença

Anunciam hoje os media que o lobbie gay decidiu criar um prémio limão e palmatoadas (a segunda parte do nome diz tudo sobre a tolerância que preside à iniciativa...) atribuído, segundo eles, a "quais as personalidades que mais se distinguiram pela negativa nestes últimos anos, até a 2012, na perseguição ideológica contra os lgbt, pela intolerância contra a Diversidade, e pela sua homofobia, contra a Cidadania." (os negritos são meus)
E quem são os premiados?
Um deputado regional do PP nos Açores, Pedro Medina, que se opôs ao patrocínio pelo governo regional de um evento LGBT, a minha amiga e companheira de movimentações civicas, Isilda Pegado, por ter promovido a Petição Defender o Futuro, José António Saraiva, director do Sol por um artigo recente em que defende que a adopção da homossexualidade é a última das possibilidades de contestação social, e José Marques Teixeira, um psiquiatra, que considerou num artigo de jornal que pode ser possível dar resposta a um homossexual que pede ajuda médica para mudar de orientação sexual.
Enfim, claramente, quatro pessoas que por tão horrível homofobia o mínimo que merecem, de facto, é cadeia e eventualmente alguma tortura até que abjurem de tão horrendos factos...
Melhor exemplo de perseguição ideológica e intolerância contra a diversidade não conheço...

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Ajuda externa dos EUA vai servir para promover direitos dos homossexuais

Diz o Publico hoje. Lida a noticia percebe-se que a ideia é os EUA ajudarem a que nos países onde a homossexualidade é reprimida de facto (prisão, penas degradantes ou mesmo de morte, etc.) isso deixe de acontecer. O que, claro, é coisa com que só se pode concordar. Embora seja pena que a mesma determinação não se manifeste em defesa das vitimas de perseguição política (como na China) ou religiosa (como nos países árabes)...
Mas o problema é que se está mesmo a ver a mesma agenda cobrir os países onde as populações democraticamente decidiram não haver casamento gay ou as Igrejas se reservam o direito de não os casar ou...ou...tantos exemplos mais.
A unica noticia boa é que isto corresponde a uma instrução expressa de Obama (que insisto é a maior das ilusões políticas que vi na minha vida) e o faz perder votos e sobretudo no eleitorado negro...venham pois mais destas...! ;-)

terça-feira, outubro 26, 2010

Arcebispo belga e a "justiça" da SIDA

Anda para aí uma chinfrineira com as declarações de um Arcebispo belga sobre a questão da SIDA num livro de entrevistas a dois jornalistas. Por cá foi o Público que agarrou a noticia que depois de lida se percebe não justifica os impropérios de que o Arcebispo foi seguidamente vitima.
Na verdade o que o Arcebispo de Bruxelas se limitou a dizer já eu o disse há muito tempo neste mesmo blog em post que já não consigo localizar por ao tempo não existir o sistema de etiquetas. Isto é que a suposição de que a SIDA surja como uma reacção do corpo da humanidade, vista como um todo, ao mau uso que do mesmo é feito a partir de determinadas práticas sexuais é inteiramente razoável.
Só uma manifesta má vontade extrai daqui que quer eu quer o Arcebispo André-Mutien Léonard achemos justo ou adequado (e isso sim, de facto é insultuoso da parte de quem de tal nos acusa), que alguém por uma determinada forma de vida adquira uma doença como a SIDA (ou qualquer outra) ou ignoremos que uma vez a doença existente esta não atinja também pessoas estranhas a essas práticas ou que nem sequer em contacto estiveram com quem o tenha feito uma vez ou habitualmente.
É mesmo ignorar o ânimo de um cristão (cujo primeiro mandamento é o de amar o próximo sem outra consideração se não a que resulta de estar em face de um filho de Deus e por isso um irmão) e até que, como o reconhecem todos os organismos internacionais, o maior prestador mundial de serviços de cuidado e assistência aos doentes de SIDA é a Igreja Católica...!
O emprego da palavra justiça tem pois este contexto que exemplifico: cortei-me com uma faca, a ferida daí resultante faz-lhe justiça (o resultado corresponde ao acto que a originou). Analogicamente admitindo que o corpo da humanidade, aqui pensada como um todo, a sua fisicidade, não esteja concebido, preparado, se coadune bem, com determinados actos (como, por exemplo a homossexualidade nas suas diversas manifestações), a doença daí resultante, no caso a SIDA, faz-lhe justiça, isto é corresponde o resultado ao acto. O que repito tratando-se de um juizo geral não se pode transpor para um juizo individual sendo que a plavra juizo aqui empregue não é no sentido de julgamento de tribunal mas de ajuizar da razão.
(quanto muito pode-se fazer a nivel individual um juizo de probabilidade como se dizia no inicio da doença e agora se está a verificar outra vez depois de um esforço titânico e ideológico de tentar separar as duas realidades)
Assim, podem disparar e de preferência façam-no sobre mim e não sobre o Arcebispo ;-)

sexta-feira, março 26, 2010

Pedofilia: duas verdades inconvenientes

Na pedofilia e/ou o abuso de menores (são duas realidades diferentes em sentido estrito, mas aqui para o caso, ficam por junto) é esmagadoramente proponderante a natureza homossexual da respectiva prática (por isso, como com graça mas também alguma tristeza me dizia um Padre meu amigo, referindo-se à discussão do celibato que estupidamente acompanha às vezes a reflexão sobre os abusos sexuais de membros do clero, "o problema desses Padres não é não poderem casar, porque não é uma mulher que eles querem...").
Uma sociedade que desde os anos 60 exalta a sexualidade, que não põem nenhuma barreira à sua exposição, que injecta doses brutais da mesma em jovens e adolescentes, que deixa que irrompam torrentes de excitação dos meios de comunicação social, de repente, fica muito admirada quando acontecem casos horriveis como esses dos abusos de menores. No entanto é preciso estar muito distraído ou então nunca ter visto nada, ou, paradoxalmente, ser totalmente e por Graça, muito santo, para estranhar a relação causa-efeito entre as duas coisas.

Marcello Pera denuncia um ataque sem precedentes ao cristianismo

Com aquela liberdade de quem não é católico, mas apenas um homem (entre outros títúlos Senador em Itália) que é capaz de fazer um uso adequado e até às suas últimas consequências, da razão humana.

"Uma agressão ao Papa" por Marcello Pera, Publicado no Corriere della Sera 17.III.10

Caro Director do «Corriere della Sera»:

A questão dos sacerdotes pedófilos ou homossexuais, que rebentou recentemente na Alemanha, tem como alvo o Papa. E, dadas as enormidades temerárias da imprensa, cometeria um grave erro quem pensasse que o golpe não acertou no alvo - e um erro ainda mais grave quem pensasse que a questão morreria depressa, como morreram tantas questões parecidas. Não é isso que se passa. Está em curso uma guerra.

Não propriamente contra a pessoa do Papa porque, neste terreno, tal guerra é
impossível: Bento XVI tornou-se inexpugnável pela sua imagem, pela sua serenidade, pela sua limpidez, firmeza e doutrina; só aquele sorriso manso basta para desbaratar um exército de adversários. Não, a guerra é entre o laicismo e o cristianismo.

Os laicistas sabem perfeitamente que, se aquela batina branca fosse tocada, sequer, por uma pontinha de lama, toda a Igreja ficaria suja,e se a Igreja ficasse suja, suja ficaria igualmente a religião cristã.
Foi por isso que os laicistas acompanharam esta campanha com palavras de ordem do tipo: «Quem voltará a mandar os filhos à igreja?», ou «Quem voltará a meter os filhos numa escola católica?», ou ainda: «Quem internará os filhos num hospital ou numa clínica católica?» Há uns dias, uma laicista deixou escapar uma observação reveladora: «A relevância das revelações dos abusos sexuais de crianças por parte de sacerdotes mina a própria legitimação da Igreja Católica como garante da educação dos mais novos.»

Pouco importa que semelhante sentença seja desprovida de qualquer base de prova, porque a mesma aparece cuidadosamente latente: «A relevância das revelações»; quantos são os sacerdotes pedófilos? 1%? 10%? Todos?
Pouco importa também que a sentença seja completamente ilógica; bastaria substituir «sacerdotes» por «professores», ou por «políticos», ou por «jornalistas» para se «minar a legitimação» da escola pública, do parlamento, ou da imprensa. Aquilo que importa é a insinuação, mesmo que feita à custa de um argumento grosseiro: os sacerdotes são pedófilos, portanto a Igreja não tem autoridade moral,portanto a educação católica é perigosa, portanto o cristianismo é um engano e um perigo. Esta guerra do laicismo contra o cristianismo é uma guerra campal; é preciso recuar ao nazismo e ao comunismo para se encontrar outra igual. Mudam os meios, mas o fim é o mesmo: hoje, como ontem, aquilo que se pretende é a destruição da religião. Ora, a Europa pagou esta fúria destrutiva ao preço da própria liberdade.

É incrível que sobretudo a Alemanha, que bate continuamente no peito pela memória desse preço que infligiu a toda a Europa, se esqueça dele, hoje que é democrática, recusando-se a compreender que,destruído o cristianismo, é a própria democracia que se perde. No passado, a destruição da religião comportou a destruição da razão; hoje, não conduz ao triunfo da razão laica, mas a uma segunda barbárie.

No plano ético, é a barbárie de quem mata um feto por ser prejudicial à «saúde psíquica» da mãe. De quem diz que um embrião é uma «bola de células», boa para fazer experiências. De quem mata um velho porque este já não tem família que cuide dele. De quem apressa o fim de um filho, porque este deixou de estar consciente e tem uma doença incurável. De quem pensa que progenitor «A» e progenitor «B» é o mesmo que «pai» e «mãe». De quem julga que a fé é como o cóccix, um órgão que deixou de participar na evolução, porque o homem deixou de precisar de cauda. E por aí fora. Ou então, e considerando agora o lado político da guerra do laicismo contra o cristianismo, a barbárie será a destruição da Europa. Porque, eliminado o cristianismo, restará o multiculturalismo, de acordo com o qual todos os grupos têm direito à sua cultura. O relativismo, que pensa que todas as culturas são igualmente boas. O pacifismo, que nega a existência do mal.

Mas esta guerra contra o cristianismo seria menos perigosa se os cristãos a compreendessem; pelo contrário, muitos deles não percebem o que se está a passar. São os teólogos que se sentem frustrados com a supremacia intelectual de Bento XVI. Os bispos indecisos, que consideram que o compromisso com a modernidade é a melhor maneira de actualizar a mensagem cristã.

Os cardeais em crise de fé, que começam a insinuar que o celibato dos sacerdotes não é um dogma, e que talvez fosse melhor repensar essa questão.
Os intelectuais católicos que acham que a Igreja tem um problema com o feminismo e que o cristianismo tem um diferendo por resolver com a sexualidade. As conferências episcopais que se enganam na ordem do dia e, enquanto auguram uma política de fronteiras abertas a todos, não têm a coragem de denunciar as agressões de que os cristãos são alvo, bem como a humilhação que são obrigados a suportar por serem colocados, todos sem descriminação, no banco dos réus. Ou ainda os chanceleres vindos do Leste, que exibem um ministro dos negócios estrangeiros homossexual, ao mesmo tempo que atacam o Papa com argumentos éticos; e os nascidos no Ocidente, que acham que este deve ser laico, que o mesmo é dizer anti-cristão. A guerra dos laicistas vai continuar, quanto mais não seja porque um Papa como Bento XVI sorri, mas não recua um milímetro.

Mas aqueles que compreendem esta intransigência papal têm de agarrar na situação com as duas mãos, não ficando de braços cruzados à espera do próximo golpe. Quem se limita a solidarizar-se com ele, ou entrou no horto das oliveiras de noite e às escondidas, ou então não percebeu o que está ali a fazer.