Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
Mostrar mensagens com a etiqueta jornal Público. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jornal Público. Mostrar todas as mensagens
domingo, dezembro 28, 2014
Francisco Louçã ou de como o Natal é de e para todos
(imagem do cartaz de Natal 2014 de Comunhão e Libertação)
No Blog Tudo Menos Economia onde escrevem para o Público, nada mais nada menos, que António Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral, o segundo daqueles escreveu dois, na sua generalidade, sintomáticos e bonitos, posts alusivos ao Natal: "Os reis magos chegaram com a droga no cofre" e "Um Natal nunca se esquece".
Do primeiro desses posts recolho o final: "No cofre dos reis magos ia essa sabedoria, essa simples humanidade. Estimai o que é importante, tende curiosidade e descobri o que não conheceis, sabei usar o que vos é dado, respeitai os bens da terra e vivei em paz com os outros."
Ou seja, uma confirmação de que o Natal, o nascimento do Menino Jesus, é de facto aquele acontecimento por que toda a humanidade anseia e a resposta a todos os anseios do coração humano, seja a pergunta melhor ou pior formulada, e a resposta melhor ou pior acolhida na instintividade do preconceito ou da simples circunstância pessoal...
Um dia, por Sua Misericórdia, no Céu, faremos todos uma grande festa no Natal, havemos de nos rir dos nossos antagonismos e diante Daquele Menino já não será preciso explicar nada, nem nada nos deveremos ou cobraremos mutuamente!
Etiquetas:
António Bagão Félix,
Céu,
droga,
Francisco Louçã,
jornal Público,
Menino Jesus,
Mirra,
Natal,
Reis Magos,
Ricardo Cabral,
Tudo menos Economia
quarta-feira, dezembro 24, 2014
Do liberalismo clássico e de Carlos Abreu Amorim
Três meses depois cá estou de regresso. São muitas campanhas (a mais recente é esta) e há que trabalhar para sustentar a família...
Desta vez por causa da entrevista de Carlos Abreu Amorim ao Público e na qual aquele abandona as suas convicções liberais...
E que belíssima resposta lhe dá Gonçalo Almeida Ribeiro com o artigo Súmula Liberal no Observador.
Melhor mesmo só percorrer, imagem a imagem, o magnifico repositório de citações de pensadores liberais que está no Facebook Liberalismo Clássico e de onde retirei a imagem acima...delicioso! ;-)
Etiquetas:
carlos abreu amorim,
gonçalo almeida ribeiro,
jornal Público,
liberais,
liberalismo,
liberalismo clássico,
Observador
quarta-feira, dezembro 18, 2013
Consumo de canábis pode ter efeitos idênticos à esquizofrenia (in Visão)
Num momento em que mercê de um relatório dos serviços próprios (embora impróprios na forma como lidam com o problema em virtude de partícipes na mentalidade comum e desinformada...) se conhece através do Público (de onde retirei a imagem acima) que o cannabis já ultrapassa a heroína como problema magno nos consumos de droga, a notícia abaixo(uma fonte insuspeita: a revista Visão) vem confirmar aquilo que necessita ser mais sabido.
Até chateia ver a razão que tínhamos quando pedimos um referendo à despenalização do consumo da droga!
Consumo de canábis pode ter efeitos idênticos à esquizofrenia
Estudo norte-americano revela que jovens que consomem diariamente canábis, durante três anos, têm uma forte probabilidade de sofrer alterações cerebrais, muito semelhantes às de doentes esquizofrénicos, e perda de memória de curto prazo.
9:48 Terça, 17 de Dezembro de 2013 |
|
Já é conhecido que o consumo regular de canábis pode provocar dependência e, também, problemas idênticos aos do tabaco - como bronquite, asma, faringite, enfisema ou cancro. Mas investigadores da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, descobriram que afinal também provoca modificações cerebrais, idênticas às da esquizofrenia, e perda de memória de curto prazo, o que compromete o desempenho escolar.
O estudo publicado, esta segunda-feira, na revista "Schizophrenia Bulletin", utilizou noventa e sete estudantes, entre os 16 e 17 anos, que fumavam diariamente durante um período de três anos, com ou sem esquizofrenia e, também, não consumidores saudáveis ou com esquizofrenia. As anormalidades cerebrais e os problemas de memória foram constatados dois anos após os jovens que consumiam terem interrompido o consumo da droga. Os resultados apontam para efeitos do uso contínuo e a longo prazo.
De acordo com os cientistas, as estruturas cerebrais relacionadas com a memória pareciam ter encolhido nos consumidores, refletindo a possibilidade de diminuição de neurónios. O estudo mostra, também, que as anormalidades cerebrais devido ao consumo possuíam relação com o baixo desempenho da memória de curto prazo, problema também observado nos cérebros de pessoas com esquizofrenia.
Existem já estudos anteriores que avaliam os efeitos do consumo da canábis no cérebro, mas poucos compararam diretamente consumidores crónicos com doentes esquizofrénicos. Esta é a primeira pesquisa a segmentar as regiões do cérebro afetadas nos consumidores e, também, a única a relacionar o consumo com a área do cérebro que processa informações momentâneas e, se necessário, as transfere para a memória de longo prazo.
O estudo revela, ainda, que as anormalidades cerebrais perduram pelo menos alguns anos depois de as pessoas pararem de consumir - disse o principal autor do estudo, Matthew Smith, professor de pesquisa em psiquiatria e ciências comportamentais da Escola de Medicina da Universidade de Northwestern Feinberg.
Canábis vs Esquizofrenia
Tanto fumadores saudáveis como os que sofrem de esquizofrenia apresentaram alterações cerebrais relacionadas com a droga. No entanto, os indivíduos com transtorno mental apresentaram maior deterioração no tálamo, uma estrutura tida como o centro de comunicação do cérebro e fundamental para a aprendizagem, para memória e para as comunicações entre as regiões cerebrais.
Dos quinze consumidores esquizofrénicos do estudo, noventa por cento começaram a consumir a droga intensivamente antes de desenvolverem o transtorno mental.
"O uso regular de canábis pode aumentar o processo desta doença associada à esquizofrenia. Alguém que tenha um histórico familiar de esquizofrenia pode estar aumentar, ainda mais, o risco de desenvolver o problema, se consumir esta droga de forma frequente", acrescenta o investigador Smith.
Etiquetas:
cannabis,
charro,
consumo de drogas,
despenalizacao de drogas,
droga,
erva,
esquizofrenia,
fumar droga,
haxixe,
heroína,
IDT,
João Goulão,
jornal Público,
manuel pinto coelho,
SICAD,
Visão
segunda-feira, agosto 06, 2012
A segurança da população e os maus costumes lusitanos
(foto acima retirada do site do Publico e que lá se encontra com autoria de Miguel Madeira)
Sei bem dos perigos da mentalidade securitária e em relação com esta das tentações de big brother e mais remotamente a do fascismo sanitário.
Mas pensando nas complicações que deverá ter, infelizmente, o polícia que matou no passado Sábado (acidentalmente ainda por cima a confiar no Público de hoje) um "suspeito" de assalto em Campolide, e na recompensa que terá o policia americano que abateu a tiro ontem o atirador no templo sikh não se pode deixar de lamentar a diferença do tratamento destas situações e como uma das atitudes é claramente dissuassora do crime e dos criminosos e a outra não (hoje em dia em Portugal qualquer miudeco e/ou badameco se arma em grande bandido ou mafioso sem para isso ter nem sombra da estaleca que para o efeito é necessária...).
Neste quadro e apesar da estranheza com que se pode encarar a situação, não deixa também de ser educativa a atitude do Reino Unido face a um português que participou nos motins do ano passado em Londres. Passe o exagero, claro...
Etiquetas:
crime,
Estados Unidos,
extradição,
jornal Público,
Miguel Madeira,
motins,
Oak Creek,
policia,
Reino Unido,
segurança interna,
templo sikh,
tiroteio,
violência policial,
Wisconsin
segunda-feira, julho 30, 2012
Passos Coelho e as eleições
As declarações de Passos Coelho sobre as eleições e o interesse nacional vieram provar que neste país quem nunca se envergonha é a estupidez. No caso a estupidez de alguns comentadores, políticos e outras aves raras que rasgaram as suas vestes com as declarações do nosso primeiro-ministro (como tão bem o explica quer Vasco Pulido Valente, acima no Público, quer Luis Marques Mendes, hoje no Correio da Manhã). O que vale, já agora, suspeito, sob minha responsabilidade, é que felizmente Pedro Passos Coelho se estará saudavelmente a lixar para essa mesma estupidez dos seus detractores...;-)
Também sobre o mesmo assunto o meu amigo José Limon Cavaco escreveu esta nota que me autorizou a colocar neste Blog:
DA DESONESTIDADE INTELECTUAL DO DR. ZORRINHO
Vasco
Graça Moura na sua crónica de ontem “O cardeal e o dr. Zorrinho” trata a
interpretação que o dr. Zorrinho fez das suas palavras como fruto de
iliteracia. Mas não era iliteracia, era bem pior, era desonestidade
intelectual.
A
desonestidade intelectual está para a opinião como a mentira está para o facto.
Passo a detalhar. A mentira corresponde a uma declaração voluntariamente
contrária à percepção que o declarante teve de certos factos, isso fazendo
porque tem um benefício nos efeitos práticos dessa falsa declaração.
A
desonestidade intelectual, por seu turno, corresponde à expressão de uma
opinião contrária àquilo que o opinante sabe ser correcto, isso fazendo porque
tem igualmente um benefício nas repercussões dessa opinião voluntariamente
errada.
Ora,
ontem o dr. Zorrinho incorreu novamente em desonestidade intelectual quando,
comentando as palavras de Passos Coelho, disse que “quem se está a lixar para
as eleições também se está a lixar para os eleitores”. O dr. Zorrinho sabe
perfeitamente que o que Passos Coelho estava a sugerir era que tomaria medidas
impopulares para o bem geral do portugueses, mesmo que isso significasse o seu
sacrifício nas próximas eleições. Até um lobotomizado, ao ouvir essas palavras,
e mesmo que duvidando da sua sinceridade, bateria desajeitadas palminhas de
gáudio pela sua compreensão…
No
entanto, apesar de saber que estava errado mas porque rudemente pretendia
suscitar uma qualquer revolta demagógica contra Passos Coelho, o dr. Zorrinho
conferiu às palavras deste o sentido absurdo de que o que este queria era a todo
o custo fazer mal aos eleitores, não lhe interessando o que estes pensavam
sobre isso. Esta interpretação afronta até os remanescentes neurónios do triste
lobotomizado.
A
mentira é o cancro da linguagem, mas a desonestidade intelectual é o cancro da
liberdade de expressão.
Etiquetas:
Carlos Zorrinho,
Correio da Manhã,
estupidez,
jornal Público,
José Limon Cavaco,
lixar,
Marques Mendes,
passos coelho,
Vasco Pulido Valente
Crise e divórcios: desafio a uma mudança
O título deste post faz referência ao juizo que Comunhão e Libertação fez sobre a actual situação de crise e também à notícia do Público de hoje de que "Divórcios baixaram 3% em 2011, crise pode ser uma causa mas não é a única".
Procurando a notícia dei com este Blog onde a mesma notícia é retomada mas onde também, na linha de meus posts anteriores, encontrei mais um exemplo da criatividade que nasce da presente situação do país e de como levado a sério o princípio da subsidiariedade isso pode originar novas oportunidades em que não é uma fatalidade, no caso, o encerramento de escolas. Leiam aqui.
Quanto à questão dos divórcios já a minha amiga Isilda Pegado o tinha previsto (que os mesmos haveriam de diminuir na sequência da crise e que isso seria uma prova mais de como esta situação não traria forçosamente e sempre más notícias). Na verdade da minha experiência pessoal (de pessoas que conheço) e profissional (como Advogado) já tinha concluído como é financeiramente dispendioso a ruptura do vínculo conjugal e da leviandade como em muitos casos o mesmo era decidido e levado por diante. Sirva ao menos para isto a crise e seja de facto um desafio a uma mudança!
Entretanto do Jusjornal recebi sobre o assunto esta notícia:
Procurando a notícia dei com este Blog onde a mesma notícia é retomada mas onde também, na linha de meus posts anteriores, encontrei mais um exemplo da criatividade que nasce da presente situação do país e de como levado a sério o princípio da subsidiariedade isso pode originar novas oportunidades em que não é uma fatalidade, no caso, o encerramento de escolas. Leiam aqui.
Quanto à questão dos divórcios já a minha amiga Isilda Pegado o tinha previsto (que os mesmos haveriam de diminuir na sequência da crise e que isso seria uma prova mais de como esta situação não traria forçosamente e sempre más notícias). Na verdade da minha experiência pessoal (de pessoas que conheço) e profissional (como Advogado) já tinha concluído como é financeiramente dispendioso a ruptura do vínculo conjugal e da leviandade como em muitos casos o mesmo era decidido e levado por diante. Sirva ao menos para isto a crise e seja de facto um desafio a uma mudança!
Entretanto do Jusjornal recebi sobre o assunto esta notícia:
Número de divórcios baixa após 11 anos sempre a crescer
JusJornal, N.º 1515, 30 de Julho de 2012
JusNet 968/2012
- O número de divórcios em Portugal registou uma diminuição de mais de meio milhar de casos face a 2010, facto que quebra a tendência do constante aumento desde 2000, indica a Direção-Geral da Estatística de Justiça.
Os processos de divórcio e separação de pessoas registados nas
Conservatórias do Registo Civil em 2011 foram de 18.959, ou seja, menos 581
divórcios do que em 2010, ano em que registaram 19.540 divórcios, lê-se na
página da Internet da DGEJ.
Fatores conjunturais, relacionados com a crise económica, são a principal razão avançada pelo relatório de 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família para a diminuição do número de divórcios em Portugal.
Desde 1996, com 1.978 divórcios, que se vem registando em Portugal um aumento gradual do número de divórcios - exceto no de 1999 para 2000 -, tendo o maior aumento sido registado entre o ano 2001 (4.951 divórcios), e 2002 (14.108 divórcios).
O ano de 2010 foi, até ao momento, aquele com mais divórcios: 19.540 registados no país.
Apesar de haver cerca de meio milhar de divórcios a menos em 2011, face a 2010, a taxa de divórcio portuguesa continua a ser alta, situando-se acima da média europeia.
Segundo dados do Eurostat, Portugal tem praticamente três vezes mais divórcios do que Itália e quase quatro mais do que a Irlanda.
A taxa bruta de divórcio em Portugal, que desde o ano de 2002 tende a apresentar um valor superior a dois divórcios por mil habitantes, aumentou ligeiramente em 2010, alcançando o valor de 2,6 por cento de divórcios.
Na Irlanda, por exemplo, registou-se em 2010, 0,7 por cento de divórcios, e na Itália 0,9 por cento.
No ranking dos 27 países da União Europeia, Portugal é o quinto país com maior taxa bruta de divórcio em 2010, só ficando atrás da Bélgica, Lituânia, República Checa e Dinamarca.
Decretado com a implantação da República, o divórcio é admitido pela primeira vez em Portugal através de um decreto em que é dado ao marido e à mulher o mesmo tratamento, tanto em relação aos motivos de divórcio como aos direitos sobre os filhos.
Fatores conjunturais, relacionados com a crise económica, são a principal razão avançada pelo relatório de 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família para a diminuição do número de divórcios em Portugal.
Desde 1996, com 1.978 divórcios, que se vem registando em Portugal um aumento gradual do número de divórcios - exceto no de 1999 para 2000 -, tendo o maior aumento sido registado entre o ano 2001 (4.951 divórcios), e 2002 (14.108 divórcios).
O ano de 2010 foi, até ao momento, aquele com mais divórcios: 19.540 registados no país.
Apesar de haver cerca de meio milhar de divórcios a menos em 2011, face a 2010, a taxa de divórcio portuguesa continua a ser alta, situando-se acima da média europeia.
Segundo dados do Eurostat, Portugal tem praticamente três vezes mais divórcios do que Itália e quase quatro mais do que a Irlanda.
A taxa bruta de divórcio em Portugal, que desde o ano de 2002 tende a apresentar um valor superior a dois divórcios por mil habitantes, aumentou ligeiramente em 2010, alcançando o valor de 2,6 por cento de divórcios.
Na Irlanda, por exemplo, registou-se em 2010, 0,7 por cento de divórcios, e na Itália 0,9 por cento.
No ranking dos 27 países da União Europeia, Portugal é o quinto país com maior taxa bruta de divórcio em 2010, só ficando atrás da Bélgica, Lituânia, República Checa e Dinamarca.
Decretado com a implantação da República, o divórcio é admitido pela primeira vez em Portugal através de um decreto em que é dado ao marido e à mulher o mesmo tratamento, tanto em relação aos motivos de divórcio como aos direitos sobre os filhos.
Etiquetas:
A crise desafio a uma Mudança,
advogado,
Austeridade,
comunhão e libertação,
crise,
divórcio,
encerramento escolas,
Isilda Pegado,
jornal Público,
Jusjornal,
ruptura casamento,
subsidiariedade
segunda-feira, julho 16, 2012
Estação do Oriente: a tortura da Arquitectura "do bonito"
Fiquei muito contente com o artigo do Miguel Esteves Cardoso no Público de hoje intitulado "Sempre a Santa". Na verdade há muito que me revoltam as péssimas condições da Estação do Oriente da autoria de um tal Santiago Calatrava.
Parece-me o exemplo típico da Arquitectura "do bonito" (e que geralmente custa uma fortuna) que depois na prática tem como único resultado o desconforto dos utentes, o desperdício de energia e a desconformidade com toda a imensa sabedoria que a Arquitectura "tradicional" traz consigo devido aos séculos de experiência humana.
Ainda bem que não sou o único a pensá-lo e que vozes autorizadas aparecem no mesmo sentido...!
Etiquetas:
arquitectura,
arquitectura moderna,
arquitectura tradicional,
desperdício energia,
Estação do Oriente,
jornal Público,
Miguel Esteves Cardoso,
Santiago Calatrava
quinta-feira, julho 12, 2012
E as que abortam na Clínica dos Arcos: quem as indemniza?
Quem as indemniza da perda dos filhos, da perda da própria vida? Quem as indemniza da violência a que foram sujeitas quando os companheiros ou as famílias as arrastam para lá? Quem as indemniza do remorso e da tristeza que as acompanhará por toda a vida? Quem as indemniza da solidão que experimentarão no fim de vida e da pobreza a que uma família mais pequena pode estar sujeita? Quem as indemniza da perda do que hoje se chamam as competências pessoais, afectivas e de relacionamento?
(para perceber melhor e verificar a verdade e dramatismo real destas perguntas incluindo testemunhos, veja-se o site das Mãos Erguidas)
Vem a pergunta a propósito desta notícia que vi no Público mas depois encontrei no Diário Digital: "Política do filho único: chinesa obrigada a abortar aos sete meses indemnizada". Incrível...!
Etiquetas:
Aborto,
aborto China,
China,
clinica dos Arcos,
Diário Digital,
jornal Público,
Mãos Erguidas,
política do filho único,
síndrome pos aborto,
violência,
violência doméstica
Pelos vistos na Natalidade tem mesmo que se pensar...!
Hoje no Público há a notícia: "Natalidade cai para mínimos históricos por causa da crise e conjugalidade tardia". Conseguindo o feito de omitir o aborto legal como uma das causas da baixa da natalidade (há em Portugal 20 mil abortos a pedido da mãe por ano) a notícia faz referência ao Relatório 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família e a um seminário de hoje na Universidade Nova intitulado "Políticas Públicas e Novas".
Num site do INA encontrei isto sobre o relatório acima referido:
Num site do INA encontrei isto sobre o relatório acima referido:
Famílias e Políticas de Família

O Observatório das Famílias e das Políticas de Família (OFAP) divulga o seu 1º Relatório, propondo-se compilar e comentar todos os anos os indicadores disponíveis com o objectivo de retratar a evolução da vida familiar e daspolíticas.O relatório está dividido em duas partes. Na primeira apresentam-se as principais mudançasoperadas na vida familiar ( evolução das formas de família, dos principais padrões demográficos, da divisão do trabalho pago e não pago na família)Na segunda parte são focadas quatro dimensões do universo das políticas de família: os apoios económicos às famílias, as medidas no âmbito da conciliação entre a vida familiar e a vida profissional; a regulação legislativa do casamento e das relações familiares; os programas governamentais e as instituições responsáveispelas políticas de família Uma informação fundamental para todos os trabalhadores da AP que directa ou indirectamente intervêm e/ou executam políticas de família
Etiquetas:
Aborto legal,
conjugalidade,
demografia,
INA,
jornal Público,
natalidade,
numeros do aborto,
Observatório das Famílias e das Políticas de Família
segunda-feira, abril 23, 2012
Que experiência de família terão...?
Impressionou-me muito no editorial do Público de hoje a parte intitulada "A emergência das famílias?" em que reflectindo sobre a actual crise se progonostica um regresso (por perda de capacidade financeira de quem neste momento vive independentemente para pagar as prestações da casa) de muita gente a casa dos pais e por isso ao modelo de habitação conjunta de várias gerações.
Ou seja provavelmente uma coisa boa (sou testemunha disso no meu contexto familiar). Posição do editorialista do Público: "Há nesta nova tendência um potencial de conflitualidade que em pouco ajudará os portugueses a enfrentarem a crise ou a serem mais felizes"...!!!! Como dizem os ingleses: "I beg your pardon...!?"
Não só esta posição é incompreensivel já que num âmbito familiar mais alargado há inegáveis poupanças e facilitações da vida (nomeadamente no cuidado dos filhos e também dos idosos) como a dúvida que fica é "que experiência de família faz quem assim escreve...?". A não ser que o que esteja na origem da rejeição do facto seja um egoísmo que parece ter tomado todos (e a que nenhum de nós é imune...mea culpa!) e que se expressa no horror manifestado acima às inevitáveis responsabilidade e contemporização que implicam viver num agregado mais vasto...!? Um egoísmo tão forte que faz preferir a solidão...! Espantoso!
Ou seja provavelmente uma coisa boa (sou testemunha disso no meu contexto familiar). Posição do editorialista do Público: "Há nesta nova tendência um potencial de conflitualidade que em pouco ajudará os portugueses a enfrentarem a crise ou a serem mais felizes"...!!!! Como dizem os ingleses: "I beg your pardon...!?"
Não só esta posição é incompreensivel já que num âmbito familiar mais alargado há inegáveis poupanças e facilitações da vida (nomeadamente no cuidado dos filhos e também dos idosos) como a dúvida que fica é "que experiência de família faz quem assim escreve...?". A não ser que o que esteja na origem da rejeição do facto seja um egoísmo que parece ter tomado todos (e a que nenhum de nós é imune...mea culpa!) e que se expressa no horror manifestado acima às inevitáveis responsabilidade e contemporização que implicam viver num agregado mais vasto...!? Um egoísmo tão forte que faz preferir a solidão...! Espantoso!
Etiquetas:
editorial do Público,
egoísmo,
família,
família alargada,
jornal Público,
solidão
quinta-feira, abril 19, 2012
Estados Unidos: taxar os ricos
Confesso que não sou propriamente um especialista em teoria da justiça e equidade fiscal mas pareceu-me bem o chumbo pelos republicanos da Regra Buffett que pretendia um aumento fiscal para os mais ricos. Não só porque tendencialmente desconfio do que Obama defende mas também porque (e recorrendo aos exemplos do jornal Público) não me choca que 374 mil dólares (de rendimento anual, mais ou menos 300 mil euros) paguem 35% de imposto (receita fiscal de 105 mil euros) e 21.7 milhões de dólares (de rendimento anual, mais ou menos 17 milhões de euros) paguem 13.9% de imposto (receita fiscal de 2,4 milhões de euros)...
Maxime, concordaria com a diminuição da despesa do Governo americano (é o meu conjunto de costelas Tea Party) e que diminuisse também a taxação dos rendimentos "mais baixos" (do exemplo)...
Sem falar que sem riqueza não há investimento nem, nos Estados Unidos, esmagadora beneficiência...!
Maxime, concordaria com a diminuição da despesa do Governo americano (é o meu conjunto de costelas Tea Party) e que diminuisse também a taxação dos rendimentos "mais baixos" (do exemplo)...
Sem falar que sem riqueza não há investimento nem, nos Estados Unidos, esmagadora beneficiência...!
Etiquetas:
Beneficiência,
equidade fiscal,
Estados Unidos,
fiscalidade,
governo americano,
jornal Público,
justiça fiscal,
Obama,
Regra Buffett,
republicanos (USA),
ricos,
Tea Party,
Warren Buffett
segunda-feira, abril 16, 2012
Passos Coelho: mais sociedade, menos Estado
Há em Passos Coelho um discurso que por causa da austeridade e da crise, tem passsado desapercebido, mas é fundamental e creio corresponde de facto às suas intenções: mais sociedade e menos Estado.
Ou seja, o princípio da subsidiariedade em acto. Vale a pena sublinhá-lo e tentar perceber como se pode a partir da sociedade corresponder a esta sua intenção e colaborar nesta reforma indispensável.
No seu discurso ao Congresso do PSD/Açores que teve lugar este fim-de-semana o actual primeiro-ministro disse entre outras coisas (citações retiradas da edição impressa do Público):
- "Temos de alterar profundamente as estruturas económicas, políticas e sociais do país para que privilégios injustificados não voltem a acontecer" e para que a sociedade seja não só "mais aberta, mais dinâmica e competitiva, mas também mais solidária e mais responsável".
- No "longo caminho" que perspectiva para a concretização de reformas estruturais, Passos quer "reformar mentalidades" relativamente ao papel do Estado. Que deve estar "ao serviço das pessoas" e não deve representar uma "administração que complique a vida, mas que se justifique em função daquilo que é a nossa actividade económica e social". O Estado, frisou, "tem obrigações indeclináveis" mas tem de "deixar a nossa sociedade respirar", de "premiar a iniciativa das pessoas" para criar "riqueza, sem a qual não conseguimos distribuir de uma forma mais justa".
- Contra as "estruturas que perduraram durante tantos anos" e "mantiveram muitas vezes as pessoas na dependência da esmola que o Estado lhes dá".
Enfim, todo um programa que vale a pena encorajar, colaborar e incentivar...!
Etiquetas:
Açores,
Berta Cabral,
Governo Passos Coelho,
jornal Público,
liberdade,
passos coelho,
PPD-PSD,
PSD/Açores,
subsidiariedade
domingo, abril 15, 2012
Papa Bento XVI e quando os media estão tão longe e não imaginam
Acabo de passar uma vista de olhos sobre o editorial de hoje do Público e as páginas desenvolvidas sobre "os nove casos que estão a abalar um Papa que perdeu a mão no Vaticano"...a tentação primeira é um sorriso tão "ao lado" e "fora" está o seu conteúdo...mas depois vem a segunda tentação: que experiência triste e desconsoladora de Igreja tem quem assim a vive ou vê...até que depois assalta-nos a gratidão e a graça em que mais não se quer do que corresponder ao pedido que o Papa fez e que a Ecclesia reproduz assim:
Vaticano: Papa pede «força» para cumprir missão, antecipando 7.º aniversário do pontificado
Bento XVI completa 85 anos esta segunda-feira e lembrou eleição, a 19 de abril de 2005

Lusa | Bento XVI na janela do seu apartamento, Vaticano, 15.04.2012
Cidade do Vaticano, 15 abr 2012 (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje às orações dos católicos numa semana em que vai celebrar o seu 85.º aniversário natalício e 7 anos de pontificado, pedindo “força” para a sua missão.
“Na próxima quinta-feira, por ocasião do sétimo aniversário da minha eleição para a sede de Pedro, peço-vos que rezem por mim, para que o Senhor me dê a força de cumprir a missão que me foi confiada”, afirmou o Papa, em francês, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do “Regina Coeli” que durante o tempo da Páscoa substitui o Angelus.
Joseph Ratzinger, que esta segunda-feira completa 85 anos, nasceu na localidade alemã Marktl am Inn, Diocese de Passau (Alemanha), região da Baviera.
O então cardeal Ratzinger foi eleito sucessor de João Paulo II na tarde de 19 de abril de 2005, no quarto escrutínio do conclave iniciado um dia antes, tendo escolhido o nome de Bento XVI.
Nestes sete anos, o Papa alemão realizou 26 viagens na Itália e 23 ao estrangeiro, incluindo um visita a Portugal, entre 11 e 14 de maio de 2010, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.
Bento XVI assinou três encíclicas e presidiu a três Jornadas Mundiais da Juventude, para além de ter convocado quatro Sínodos de Bispos, um Ano Paulino e um Ano da Fé; em outubro vai ter lugar um novo Sínodo e inicia-se o Ano da Fé.
Num balanço do atual pontificado, o porta-voz do Vaticano destaca que o Papa enfrentou “com coragem, humildade e determinação situações difíceis, como a crise que se seguiu aos abusos sexuais” cometidos por membros do clero ou em instituições católicas de vários países.
“Aprendemos coma coerência e a constância do seu [Bento XVI] ensinamento que a prioridade do seu serviço à Igreja e à humanidade é orientar a vida para Deus (…), que o esquecimento de Deus e o relativismo são perigos gravíssimos no nosso tempo”, afirma o padre Lombardi, no editorial do programa ‘Octava Dies’, do Centro Televisivo Vaticano.
Bento XVI é o sexto Papa mais velho dos últimos 700 anos, superando o seu predecessor, João Paulo II, que faleceu aos 84 anos, no dia 2 de abril de 2005.
Segundo as estatísticas apresentadas pelo blogue "Popes-and-papacy.com", o atual Papa foi o quinto mais velho a ser eleito nos últimos 500 anos: tinha 78 anos aquando do final do conclave de 2005.
O Papa mais velho da história foi Leão XIII, que faleceu com 93 anos no dia 20 de julho de 1903.
OC
“Na próxima quinta-feira, por ocasião do sétimo aniversário da minha eleição para a sede de Pedro, peço-vos que rezem por mim, para que o Senhor me dê a força de cumprir a missão que me foi confiada”, afirmou o Papa, em francês, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do “Regina Coeli” que durante o tempo da Páscoa substitui o Angelus.
Joseph Ratzinger, que esta segunda-feira completa 85 anos, nasceu na localidade alemã Marktl am Inn, Diocese de Passau (Alemanha), região da Baviera.
O então cardeal Ratzinger foi eleito sucessor de João Paulo II na tarde de 19 de abril de 2005, no quarto escrutínio do conclave iniciado um dia antes, tendo escolhido o nome de Bento XVI.
Nestes sete anos, o Papa alemão realizou 26 viagens na Itália e 23 ao estrangeiro, incluindo um visita a Portugal, entre 11 e 14 de maio de 2010, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.
Bento XVI assinou três encíclicas e presidiu a três Jornadas Mundiais da Juventude, para além de ter convocado quatro Sínodos de Bispos, um Ano Paulino e um Ano da Fé; em outubro vai ter lugar um novo Sínodo e inicia-se o Ano da Fé.
Num balanço do atual pontificado, o porta-voz do Vaticano destaca que o Papa enfrentou “com coragem, humildade e determinação situações difíceis, como a crise que se seguiu aos abusos sexuais” cometidos por membros do clero ou em instituições católicas de vários países.
“Aprendemos coma coerência e a constância do seu [Bento XVI] ensinamento que a prioridade do seu serviço à Igreja e à humanidade é orientar a vida para Deus (…), que o esquecimento de Deus e o relativismo são perigos gravíssimos no nosso tempo”, afirma o padre Lombardi, no editorial do programa ‘Octava Dies’, do Centro Televisivo Vaticano.
Bento XVI é o sexto Papa mais velho dos últimos 700 anos, superando o seu predecessor, João Paulo II, que faleceu aos 84 anos, no dia 2 de abril de 2005.
Segundo as estatísticas apresentadas pelo blogue "Popes-and-papacy.com", o atual Papa foi o quinto mais velho a ser eleito nos últimos 500 anos: tinha 78 anos aquando do final do conclave de 2005.
O Papa mais velho da história foi Leão XIII, que faleceu com 93 anos no dia 20 de julho de 1903.
OC
Internacional | Agência Ecclesia | 2012-04-15 | 15:53:27 | 2426 Caracteres | Bento XVI
© 2009 Agência Ecclesia. Todos os direitos reservados - agencia@ecclesia.pt
Etiquetas:
agência Ecclesia,
Ecclesia,
Estado do Vaticano,
Igreja católica,
João Paulo II,
jornal Público,
Papa,
Papa Bento XVI,
Vaticano
quarta-feira, abril 11, 2012
Ainda a Maternidade Alfredo da Costa e o aborto
Parafraseando o título acima do Público: "[N]um lugar onde se nasce, nunca [se] deveria morrer [por aborto provocado]"...
Etiquetas:
Aborto,
Aborto legal,
APF,
Associação para o Planeamento da Família,
jornal Público,
Maria José Alves,
maternidade,
Maternidade Alfredo da Costa
terça-feira, março 13, 2012
Portas: como a família é verdade...
Impressionou-me muito esta fotografia no Público de ontem do Arquitecto Nuno Portas com os seus três filhos. E ocorreu-me aquele poema do Fernando Pessoa em que num verso é dito "Como a família é verdade!". Na verdade percebe-se na fotografia uma unidade, uma comunhão, uma ligação, ao pé das quais a importância política e profissional, as convicções ideológicas e as escolhas de vida, desaparecem, para ficar o essencial: a geração, a ligação do sangue, o nome e a história comuns. E para constatá-lo não são precisas nem convicções ideológicas, nem religiosas. Apenas estar de olhos abertos perante a realidade...
O poema de Fernando Pessoa chama-se Natal e é este:
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
O poema de Fernando Pessoa chama-se Natal e é este:
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
Etiquetas:
catarina portas,
família,
fernando pessoa,
jornal Público,
miguel portas,
Natal,
nuno portas,
Paulo Portas
quarta-feira, março 07, 2012
Cardeal Monteiro de Castro: e se tiver razão...?
Hoje no Público Laura Ferreira dos Santos (a Odete Santos do debate da Eutanásia...;-) atira-se "como gato a bofe" ao Cardeal Monteiro de Castro. A "razão" são as declarações que foram notícia no Correio da Manhã (aqui) e no Público (aqui) aquando da sua nomeação. E que suscitaram uma barragem de fogo do politicamente correcto sobretudo do lado da ideologia da igualdade de género (um género de igualdade para o qual, sinceramente, não há paciência...;-)
Lendo o artigo de Laura Ferreira dos Santos ocorreu-me no entanto uma pergunta: e se, por acaso (se quiserem uma hipótese em um milhão), as vocações do homem e da mulher forem de facto distintas e a ida desta última para o mercado de trabalho (em geral) tiverem sido de facto um erro...? E se, de facto, o plano original de Deus ou do acaso ou da natureza, ou de qualquer outra fonte, tivesse sido uma diferença e nessa estivesse compreendida a dedicação da mulher à casa, á família, à prole...?
Olhando para o panorama actual isto parece de facto um disparate e/ou uma utopia. Mas, e se não for...? E, por cima da resposta que se dê ao assunto, porque não se pode falar sobre isso, interrogarmo-nos e reflectirmos? Um pouco mais de liberdade é o que necessitamos. Homens e Mulheres...
Etiquetas:
Cardeal Monteiro de Castro,
Correio da Manhã,
Deus,
Eutanásia,
homem,
Igreja católica,
igualdade,
igualdade de género,
jornal Público,
laura ferreira dos santos,
mulher,
odete santos,
politicamente correcto
domingo, março 04, 2012
Matar recém-nascidos: como eles ficaram caladinhos...!
É impressionante como os abortistas estão mudos e a esconder-se depois da noticia do Público que reproduzo abaixo...não há posts no Blog Jugular, nem artigos da Fernanda Câncio (tão prestimosa a atirar-se a nós mal nós fazemos o minímo movimento...), nem Duarte Vilar da APF (a conseguir incrivelmente, deve ser uma nova "patologia", explicar que o mal é não haver educação sexual...lol!), nada...silêncio rádio. Mais embaraçadinhos do que com 100 declarações de Lídia Jorge...
Um juizo sobre o assunto:
1. "Não espanta nada" se defenda isto. A diferença de uma criança no seio da sua mãe com uma já nascida é a respectiva visibilidade. E nos Estados Unidos já se faz o "aborto do pré-nascimento": no dia do parto, puxa-se a cabeça da criança para fora e assim se a mata com uma agulha que lhe atravessa o cérebro...uma barbárie! E na lógica destes fracturantes está tudo isto: pedofilia (chamado amor entre gerações), incesto (por que raio não há-de um irmão estar com uma irmã, se são adultos e o consentem , até não viveram juntos, porque são por exemplo filhos de pais separados, se forem para Espanha ninguém os identifica e podem fazê-lo, o chamado turismo incestuosos, não é para todos os casos mas apenas para aqueles que nunca viveram juntos ou só para os meio-irmãos, ou seja, a argumentação do costume...), infanticidio e eutanásia (na Holanda tem sido um massacre repugnante e agora é aplicada em crianças deficientes...!). Só para nomear aqueles objectivos que tem autores, doutrina e defesa em casos concretos.
2. Apesar da aberração que são tais propósitos mal estavamos se achassemos estes não podiam ser publicados. Uma revista é livre de ter os seus propósitos editoriais, tem o seu publico que a compra e lê, e cada um é livre de defender as asneiras que quiser. Foi por isso que em declarações à renascença, perguntado sobre este ponto defendi a liberdade de expressão destes autores e da sua publicação (e não foi por dar jeito ver esta gente a descobrir a careca e o que lhes vai no fundo em relação, citando Lídia Jorge, ás "coisas humanas")
Bioética
Artigo científico defende como moralmente aceitável a morte de um recém-nascido 
02.03.2012 - 09:32 Por PÚBLICO
Um artigo publicado na última semana de Fevereiro pelo Journal of Medical Ethics defende que deveria ser permitido matar um recém-nascido nos casos em que a legislação também permite o aborto. A polémica segue em crescendo. A autora do texto já recebeu ameaças de morte.O artigo em causa (clique aqui para a versão html , ou aqui para descarregar uma versão pdf, ambas em inglês), aceite por aquela publicação científica ligada ao British Medical Journal intitula-se “After-birth abortion: why should the baby live?”, que se poderia traduzir como “Aborto pós-parto: por que deve o bebé viver?”. É assinado por Francesca Minerva, formada em Filosofia pela Universidade de Pisa (Itália) com uma dissertação sobre Bioética, que se doutorou há dois anos em Bolonha e é uma investigadora associada da Universidade de Oxford, em Inglaterra. A sua polémica tese é a de que o “aborto pós-nascimento” (matar um recém-nascido”) deve ser permitido em todos aqueles casos em que o aborto também é, incluindo nas situações em que o recém-nascido não é portador de deficiência”.
Esta ideia – entendida pelos leitores mais críticos do artigo como um apelo à legalização do infanticídio – é a conclusão de um debate moral que a autora, em conjunto com outro investigador que co-assina o artigo – Alberto Giubilini –, tentam fazer partindo de três princípios: 1) “o feto e um recém-nascido não têm o mesmo estatuto moral das pessoas”; 2) “é moralmente irrelevante o facto de feto e recém-nascido serem pessoas em potência”; 3) “a adopção nem sempre é no melhor interesse das pessoas”.
Os autores sustentam, assim, que matar um bebé nos primeiros dias não é muito diferente de fazer um aborto, concluindo (ao contrário dos movimentos pró-vida) que desse modo seria moralmente legítimo ou deveria ser aceite que se matasse um recém-nascido, mesmo que este seja saudável, desde que a mãe declare que não pode tomar conta dele.
Face à polémica que se gerou em torno desta leitura, o editor do jornal veio a público defender a publicação do texto, com o argumento de que a função do jornal é a de apresentar argumentos bem sustentados e não a de promover uma ou outra corrente de opinião. Porém, outros cientistas e pares de Francesca Minerva qualificam a tese do artigo como a “defesa desumana da destruição de crianças”.
“Como editor, quero defender a publicação deste artigo”, afirma Julian Savulescu, num texto que pode ser consultado online. “Os argumentos apresentados não são, na maioria, novos e têm sido repetidamente apresentados pela literatura científica por alguns dos mais eminentes filósofos e peritos em bioética do mundo, incluindo Peter Singer, Michael Tooley e John Harris, em defesa do infanticídio, que estes autores denominam como aborto pós-nascimento”, escreve Savulesco.
As reacções viscerais ao artigo incluem ameaças de morte endereçadas à autora, que admitiu que os dias seguintes à publicação e divulgação do artigo foram “os piores” da sua vida. Entre as mensagens que lhe foram enviadas, há quem lhe deseja que “arda no inferno”.
“O que é mais perturbador não são os argumentos deste artigo, nem a sua publicação num jornal sobre ética. O que perturba é a resposta hostil, abusiva e ameaçadora que desencadeou. Mais do que nunca a discussão académica e a liberdade de debate estão sob ameaça de fanáticos que se opõem aos valores de uma sociedade livre”, sublinha o editor.
O artigo afirma que, tal como uma criança por nascer, um recém-nascido ainda não desenvolveu esperanças, objectivos e sonhos e, por essa razão, apesar de constituir um ser humano, não é ainda uma pessoa – ou alguém com o direito moral à vida. Pelo contrário, os pais, os irmãos e a sociedade têm metas e planos que podem ser condicionados pela chegada de uma criança e os seus interesses devem vir primeiro.
Etiquetas:
Aborto,
APF,
duarte vilar,
fernanda câncio,
infanticidio,
jornal Público,
jugular,
liberdade de expressão,
Lídia Jorge
domingo, fevereiro 19, 2012
Um bom conservador é difícil de encontrar...
É o título de um artigo que hoje saiu no Público e que recomendo vivamente. É uma reportagem na Conservative Political Action Conference que teve lugar a semana passada em Washington e a que já fiz referência aqui há uns dias (a propósito de excelente discurso de Sarah Palin).
Tem graça porque ainda que superficialmente (o espaço são duas páginas mas apenas uma de texto...) refere todas as tribos que se abrigam naquele espaço político e acaba por reconhecer alguns factos que a esquerda gosta de evitar (nomeadamente que hoje em dia, na média, as mulheres mais bonitas são as da direita...;-)
"Um bom conservador é difícil de encontrar
Por Kathleen Gomes, em Washington
A América está a ficar "maricas". As raparigas de direita são mais bonitas do que as de esquerda. A masculinidade de um candidato pode decidir eleições. Passámos três dias na maior convenção anual de conservadores norte-americanos. São eles que vão decidir quem será o rival de Barack Obama nas presidenciais de Novembro. Que espécie é essa, um conservador americano?"
(infelizmente o artigo é daqueles que está "trancado" pelo que terão mesmo de comprar o jornal ;-)
Tem graça porque ainda que superficialmente (o espaço são duas páginas mas apenas uma de texto...) refere todas as tribos que se abrigam naquele espaço político e acaba por reconhecer alguns factos que a esquerda gosta de evitar (nomeadamente que hoje em dia, na média, as mulheres mais bonitas são as da direita...;-)
"Um bom conservador é difícil de encontrar
Por Kathleen Gomes, em Washington
A América está a ficar "maricas". As raparigas de direita são mais bonitas do que as de esquerda. A masculinidade de um candidato pode decidir eleições. Passámos três dias na maior convenção anual de conservadores norte-americanos. São eles que vão decidir quem será o rival de Barack Obama nas presidenciais de Novembro. Que espécie é essa, um conservador americano?"
(infelizmente o artigo é daqueles que está "trancado" pelo que terão mesmo de comprar o jornal ;-)
Etiquetas:
CPAC 2012,
jornal Público,
Kathleen Gomes,
Orgulho Conservador,
republicanos (USA),
Sarah Palin,
Tea Party,
USA
sábado, fevereiro 18, 2012
Nascer em Portugal: não faz mal se não acontecer...
Parece ter sido esta a grande conclusão do encontro ontem promovido pela Presidência da República...
Isto pelo menos a fiar-nos do que do discurso de Cavaco é retomado nos jornais de hoje (exemplo aqui), da notícia do Público ("Nasce-se menos em Portugal, mas nasce-se melhor" e ser criança tem "outro valor"...), da intervenção de António Barreto (em completa colisão com a sua inteligência e clarividência), da entrevista no Expresso da responsável pela Pordata (Maria João Valente Rosa) e por aí adiante...uma desilusão! No sentido de que o que devia ser um alerta que "empurrasse" os outros poderes públicos, acaba num "eh...é assim a vida...".
É esta a nossa desgraça neste e em outros âmbitos: "nem fazem filhos, nem saem de [...]" ;-)
Isto pelo menos a fiar-nos do que do discurso de Cavaco é retomado nos jornais de hoje (exemplo aqui), da notícia do Público ("Nasce-se menos em Portugal, mas nasce-se melhor" e ser criança tem "outro valor"...), da intervenção de António Barreto (em completa colisão com a sua inteligência e clarividência), da entrevista no Expresso da responsável pela Pordata (Maria João Valente Rosa) e por aí adiante...uma desilusão! No sentido de que o que devia ser um alerta que "empurrasse" os outros poderes públicos, acaba num "eh...é assim a vida...".
É esta a nossa desgraça neste e em outros âmbitos: "nem fazem filhos, nem saem de [...]" ;-)
Etiquetas:
António Barreto,
Cavaco,
demografia,
Expresso,
jornal Público,
Maria João Valente Rosa,
Nascer em Portugal,
natalidade,
Pordata,
Presidente da República
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Baltazar Garzón e os riscos do moralismo individual e histórico
Hoje no Público Francisco Teixeira da Mota publicou um excelente artigo intitulado "Mesmo os melhores fins não justificam todos os meios" sobre o caso do juiz espanhol Baltazar Garzón.
Confesso que sempre me irritou a cruzada moralista a que se entregam tantas magistraturas judiciais por esse mundo fora, sobretudo na Europa. Em Itália a coisa foi ao ponto de terem conseguido (com uma grande ajuda da vitima é verdade...) derrubar um governo legitimamente eleito e em Espanha foi um festival de revisionismo histórico embora muito orientado só para um dos lados (no caso, o lado republicano da guerra civil de Espanha ou a ditadura de Pinochet).
Depois embora admire a virtude, acho que esta é por definição humilde. Ora, a aura impoluta de que se arvoram e em que são arvorados alguns dos personagens idolatrados pelos media tem sempre este risco: no fim, no fundo, trata-se apenas de humanidades tão frágeis como as nossas, mas quando caem o estrondo é despropocionado à falta cometida, em consequência do moralismo protagonizado...nada como aquela consciência católica que levou um Padre meu amigo a observar perante o escândalo de alguns que "não há pecado nenhum, nenhuma barbaridade, que não esteja na potencialidade da minha humanidade. Se aconteceu com um ser humano, podia ter acontecido comigo. A Graça é o que precisamos e do que vivemos para que isso não nos aconteça"...
No caso concreto de Baltazar Garzón ter ido buscar um ancião, ditador de facto mas único na história do século XX que saiu pelo próprio pé, depois de submeter a sua ditadura a referendo da população, ou andar a querer julgar a história (como no caso da guerra civil de Espanha), sempre me pareceram coisas sem razão nem fundamento. E que agora acabam tristemente...
Dito isto reconheço (pensando nas ditaduras militares sul-americanas dos anos 70) que se fosse pai de uma rapariga de, digamos 16 ou 17 anos, presa e torturada por activismo político (ou até no limite por insurreição), tivesse ela sobrevivido ou não a esses mau-tratos, provavelmente (por falta da santidade que já vi e li de tantas e tantas vitimas de violências parecidas ou equivalentes) não descansaria enquanto, pelo menos, os autores dessas barbaridades fossem julgados e condenados, pouco me importando se já tinham ou não passado 40 anos sobre os factos, se já se tinham arrependido (no que não acreditaria) ou não fazia mais sentido por prescrição ou outra razão qualquer, julgá-los...mas reconheço também o que me moveria nesse caso: vingança. O que não é o mesmo que justiça...
Confesso que sempre me irritou a cruzada moralista a que se entregam tantas magistraturas judiciais por esse mundo fora, sobretudo na Europa. Em Itália a coisa foi ao ponto de terem conseguido (com uma grande ajuda da vitima é verdade...) derrubar um governo legitimamente eleito e em Espanha foi um festival de revisionismo histórico embora muito orientado só para um dos lados (no caso, o lado republicano da guerra civil de Espanha ou a ditadura de Pinochet).
Depois embora admire a virtude, acho que esta é por definição humilde. Ora, a aura impoluta de que se arvoram e em que são arvorados alguns dos personagens idolatrados pelos media tem sempre este risco: no fim, no fundo, trata-se apenas de humanidades tão frágeis como as nossas, mas quando caem o estrondo é despropocionado à falta cometida, em consequência do moralismo protagonizado...nada como aquela consciência católica que levou um Padre meu amigo a observar perante o escândalo de alguns que "não há pecado nenhum, nenhuma barbaridade, que não esteja na potencialidade da minha humanidade. Se aconteceu com um ser humano, podia ter acontecido comigo. A Graça é o que precisamos e do que vivemos para que isso não nos aconteça"...
No caso concreto de Baltazar Garzón ter ido buscar um ancião, ditador de facto mas único na história do século XX que saiu pelo próprio pé, depois de submeter a sua ditadura a referendo da população, ou andar a querer julgar a história (como no caso da guerra civil de Espanha), sempre me pareceram coisas sem razão nem fundamento. E que agora acabam tristemente...
Dito isto reconheço (pensando nas ditaduras militares sul-americanas dos anos 70) que se fosse pai de uma rapariga de, digamos 16 ou 17 anos, presa e torturada por activismo político (ou até no limite por insurreição), tivesse ela sobrevivido ou não a esses mau-tratos, provavelmente (por falta da santidade que já vi e li de tantas e tantas vitimas de violências parecidas ou equivalentes) não descansaria enquanto, pelo menos, os autores dessas barbaridades fossem julgados e condenados, pouco me importando se já tinham ou não passado 40 anos sobre os factos, se já se tinham arrependido (no que não acreditaria) ou não fazia mais sentido por prescrição ou outra razão qualquer, julgá-los...mas reconheço também o que me moveria nesse caso: vingança. O que não é o mesmo que justiça...
Etiquetas:
Baltazar Garzón,
Berlusconi,
Francisco Teixeira da Mota,
Guerra Civil de Espanha,
Itália,
jornal Público,
juizes,
magistratura judicial,
moralismo,
república dos juizes
Subscrever:
Mensagens (Atom)











