Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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sexta-feira, março 08, 2013
8 de Março: Dia Internacional da Mulher
No dia em que tantas e tão desvairadas coisas são ditas a propósito do Dia Internacional da Mulher além da calorosa saudação ás minhas (mãe, mulher, filhas, e um largo etc de todas as idades, feitios, origens, âmbitos e proveniências, desde as amigas àquelas com quem estou nas obras de caridade ou na política, colegas de profissão ou companheiras de caminho em diversas circunstâncias) uma observação e uma constatação.
Conforme avançam os tempos e as laudas ao dia internacional da Mulher mais cresce aquela mentalidade que as oprime e esmaga: pela prostituição, no aborto, pela pornografia, etc. Na Igualdade de Género e na ideologia que esta expressa se radica e origina essas e outras opressões. E só sairemos desta situação quando olhando para o quadro acima pudermos reconhecer, nas relações também neste retratadas, a Mulher como resposta de Deus às necessidades da humanidade, como manifestação da Sua imensa ternura por cada um de nós: homens e filhos.
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domingo, março 11, 2012
Ainda o dia internacional da mulher: belíssima mensagem da APFN!
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08.MARÇO.2012
Mensagem
Ao longo desta semana, e sobretudo
neste dia, os meios de comunicação, “opinion-makers”e governantes, num
discurso politicamente correcto, procurarão evocar a Mulher nas suas múltiplas facetas,
conquistas e méritos.
Falar-se-á da Mulher e o Poder, ou da
Mulher e a Política, ou Economia;
aplaudir-se-ão nomes destacados na Ciência, na Literatura, nas Artes, no
Espectáculo, no Desporto, na Comunicação, etc. e voltar-se-á a falar de
quotas para que a Mulher possa atingir o topo das empresas e lugares de
chefia. Alguém recordará também, as grandes vítimas da violência doméstica e
o seu número crescente, em parte relacionado com a crise em que estamos
mergulhados. E outros ainda, se lembrarão por certo, de mencionar novas
“conquistas” por alcançar, que em boa hora, algum resto de sensatez impediu
que fossem recentemente aprovadas pela maioria dos nossos parlamentares…
A APFN gostaria também de celebrar esta data, recordando porém,
aquela que tende a ser a mais esquecida nos nossos dias, apesar do seu
inequívoco lugar na nossa sociedade:
aquela Mulher que sendo mãe de
família numerosa, ou não, continua a ser exemplo na defesa de um projecto de
família assente no modelo que a História reconhece como o “primeiro grupo
humano organizado como unidade-base da sociedade”.
Num tempo em que a par de
desentendimentos, divórcios e separações crescentes, e de um verdadeiro
Inverno demográfico, proliferam novas formas de convivência, mais
permissivas, mais frágeis, instáveis e flutuantes, será no mínimo, justo e
oportuno, que alguém se lembre de saudar e felicitar estas mulheres, na sua
maioria anónimas, que acreditam e vivem a natural complementaridade
mulher-homem. Heroicamente, contra tudo e contra todos, elas defendem nas
suas boas práticas quotidianas, a coesão, a justa partilha de funções,
tarefas, direitos e deveres, bem como a estabilidade dos laços familiares, a
confiança e fidelidade mútuas, e a ternura.
Lisboa, 8 de Março de 2012
Rua José Calheiros, 15
1400-229 Lisboa
Tel: 217 552 603 - 919 259 666 - 917 219 197
Fax: 217 552 604
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quarta-feira, março 07, 2012
Ainda as declarações do Cardeal Monteiro de Castro
No meio da confusão ainda há quem mantenha a lucidez...veja-se este exemplo, um artigo que saiu no Jornal de Notícias:
O novo cardeal português foi ao fundo da questão europeia:
a relação da mãe com
a família e o trabalho. Para alguns será muito fácil colocar as etiquetas de
conservador ou mesmo de reaccionário a D. Manuel Monteiro de Castro por,
na entrevista que concedeu ao JN, ter dito sem papas na língua o seguinte:
a família e o trabalho. Para alguns será muito fácil colocar as etiquetas de
conservador ou mesmo de reaccionário a D. Manuel Monteiro de Castro por,
na entrevista que concedeu ao JN, ter dito sem papas na língua o seguinte:
"O
trabalho da mulher a tempo completo creio que não é útil ao país.
Trabalhar em casa, sim, mas que tenham de trabalhar pela manhã
até à noite creio que para um país é negativo. A melhor formadora
é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar, como vai ter tempo
para formar?".
Trabalhar em casa, sim, mas que tenham de trabalhar pela manhã
até à noite creio que para um país é negativo. A melhor formadora
é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar, como vai ter tempo
para formar?".
E, no entanto, vejamos...
Ainda
não há no mundo sítio com melhores condições de vida que o nosso
velho continente: o modelo social europeu permanece imbatível. Mas está
claramente ameaçado. E se um optimista como eu pode sempre acreditar
que haveremos de superar a ameaça resultante da crise financeira, outra
tanta dose de fé não chegará para eliminar a ameaça demográfica.
velho continente: o modelo social europeu permanece imbatível. Mas está
claramente ameaçado. E se um optimista como eu pode sempre acreditar
que haveremos de superar a ameaça resultante da crise financeira, outra
tanta dose de fé não chegará para eliminar a ameaça demográfica.
Ou
seja: mesmo que a Europa resolva os seus problemas de competição no
quadro do comércio mundial e o faça salvaguardando os salários pela
redistribuição da riqueza, vai ser preciso que, para além das religiões,
das ideologias e das práticas sociais, o cidadão renuncie ao conforto da
responsabilidade mínima. A sua própria por natureza e a da eventual
alma gémea com quem decida partilhar a aventura da vida comunitária.
quadro do comércio mundial e o faça salvaguardando os salários pela
redistribuição da riqueza, vai ser preciso que, para além das religiões,
das ideologias e das práticas sociais, o cidadão renuncie ao conforto da
responsabilidade mínima. A sua própria por natureza e a da eventual
alma gémea com quem decida partilhar a aventura da vida comunitária.
Com
a taxa de natalidade em queda vertiginosa em Portugal e na Europa
não podemos esperar que o nosso modelo social sobreviva. Perceber que esta
é a questão essencial, muito mais importante que as circunstâncias da crise,
é o passo indispensável para termos uma atitude diferente em relação ao
núcleo da nossa organização social: a família.
não podemos esperar que o nosso modelo social sobreviva. Perceber que esta
é a questão essencial, muito mais importante que as circunstâncias da crise,
é o passo indispensável para termos uma atitude diferente em relação ao
núcleo da nossa organização social: a família.
Salvar
este nosso modelo de vida, com todas as heterodoxias que ele permite,
significará sempre revalorizar a natalidade. E a primeira consequência desta
revalorização será a de dar condições para que os pais que assim o pretendam
possam ter mais filhos.
significará sempre revalorizar a natalidade. E a primeira consequência desta
revalorização será a de dar condições para que os pais que assim o pretendam
possam ter mais filhos.
Este
ponto é tão mais sério e tão mais decisivo para as gerações que as sérias
dívidas soberanas, e seria imperdoável que falhássemos. Porque só depende
de nós e do que possamos pensar para além do puro prazer de ter um único filho.
Ou nenhum.
dívidas soberanas, e seria imperdoável que falhássemos. Porque só depende
de nós e do que possamos pensar para além do puro prazer de ter um único filho.
Ou nenhum.
Acontece
que do plano da cidadania para o da prática social, por mais cardeais
que nos alertem, terão de ser os políticos a garantir-nos a sobrevivência do
nosso modelo social europeu.
que nos alertem, terão de ser os políticos a garantir-nos a sobrevivência do
nosso modelo social europeu.
No
que me toca, atrevo-me a dar-lhes um conselho: antes de pensarem em
novas leis laborais, perguntem às mães que não podem fugir a despejar os
filhos de seis meses em infantários.
novas leis laborais, perguntem às mães que não podem fugir a despejar os
filhos de seis meses em infantários.
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Cardeal Monteiro de Castro: e se tiver razão...?
Hoje no Público Laura Ferreira dos Santos (a Odete Santos do debate da Eutanásia...;-) atira-se "como gato a bofe" ao Cardeal Monteiro de Castro. A "razão" são as declarações que foram notícia no Correio da Manhã (aqui) e no Público (aqui) aquando da sua nomeação. E que suscitaram uma barragem de fogo do politicamente correcto sobretudo do lado da ideologia da igualdade de género (um género de igualdade para o qual, sinceramente, não há paciência...;-)
Lendo o artigo de Laura Ferreira dos Santos ocorreu-me no entanto uma pergunta: e se, por acaso (se quiserem uma hipótese em um milhão), as vocações do homem e da mulher forem de facto distintas e a ida desta última para o mercado de trabalho (em geral) tiverem sido de facto um erro...? E se, de facto, o plano original de Deus ou do acaso ou da natureza, ou de qualquer outra fonte, tivesse sido uma diferença e nessa estivesse compreendida a dedicação da mulher à casa, á família, à prole...?
Olhando para o panorama actual isto parece de facto um disparate e/ou uma utopia. Mas, e se não for...? E, por cima da resposta que se dê ao assunto, porque não se pode falar sobre isso, interrogarmo-nos e reflectirmos? Um pouco mais de liberdade é o que necessitamos. Homens e Mulheres...
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