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quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Adopção gay: brincar aos papás e mamãs...

O título deste post é duro e percebo possa suscitar uma primeira reacção de despeito, mas decididamente prova-se com a iniciativa (tal como com a anterior do casamento) que aquilo que o lobby gay pretende não é uma não discriminação dos homossexuais (o que é justo e compreensível) mas a imposição à sociedade inteira de uma determinada orientação ou comportamento. E como explicava um amigo meu num parecer do movimento Mais Vida Mais Família uma discriminação "a contrario": a que resulta de se pretender estabelecer um regime especial para uma determinada categoria de pessoas que em nada se distinguem das outras (não é isso que dizem também?)... Na verdade seja homossexual ou heterosexual ou outra coisa qualquer um pai e uma mãe são-no de facto quando na natureza ou por intermédio desta ainda que artificialmente tal sucedeu. Tal como o exercício da afectividade por um homem ou uma mulher não depende de nenhuma lei (que não pode nem impô-lo nem proibi-lo), quer seja homossexual ou heterosexual ou outra coisa qualquer aqueles com quem tal aconteça. Tudo o resto é artificial, engenharia social e porque tendo por objecto uma criança "brincar aos papás e às mamãs"... (mas lá que gostava de estar agora com aquela personalidade de peso do PSD que na 9ª Legislatura achou um exagero a minha reacção à modificação na Constituição do artigo 13º, lá isso gostava...é o problema com os "moderados" e os "modernos" do centro-direita: nunca pagam, politicamente, estes disparates...)