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quinta-feira, julho 17, 2014

Ainda as propostas para a Natalidade: PSD e CDS

Começo com as declarações do Marco António Costa e fica já aqui o link para o estudo do CDS-PP, coordenado por Assunção Cristas: Natalidade-O desafio português

Declaração à imprensa do Vice-Presidente Coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, Marco António Costa

17 de Julho de 2014


Na sequência da iniciativa do Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, no último Congresso do Partido, uma comissão independente presidida pelo Prof. Joaquim Azevedo, elaborou um relatório para promoção de uma política de natalidade para Portugal.

Neste relatório, apresentado há dias na cidade do Porto, a Comissão assume “que o objecto do seu trabalho era o de propor uma política, ou seja, um conjunto articulado e coerente de medidas de política, envolvendo a sociedade portuguesa”.

Reconhecendo que “há suficientes diagnósticos sobre o problema e estão em curso estudos muito completos sobre algumas vertentes importantes da problemática … seria com base neles que se deveria erguer essa política pública”.

No seu entender, “a equipa deveria ser multidisciplinar, pois só uma abordagem multidisciplinar é capaz de ir de encontro à complexidade do problema da Promoção da Natalidade” e ainda “que o trabalho a realizar tinha de ser muito claro e objectivo” e sustentado “no conhecimento específico das políticas públicas para as áreas da solidariedade social, da família, da saúde, da fiscalidade e do trabalho”.

Para este relatório, a Comissão considerou “importante desenvolver um trabalho de auscultação de vários atores e instituições sociais, ao longo do país, apesar de ser um trabalho que seria desenvolvido no quadro da iniciativa do PSD…”.

Constata-se pelo conteúdo do relatório e pelas presenças na sessão em que foi apresentado, que o mesmo é de interesse transversal à sociedade portuguesa e que hoje já conta com uma acção naturalmente atenta da administração central e igualmente empenhada por parte das organizações da economia social e da administração local.

O Relatório será agora, por iniciativa do PSD, alvo de discussão pública com partidos políticos e parceiros sociais, a quem solicitaremos reuniões para o efeito.
Ao PSD interessa construir uma estratégia nacional que agregue o maior consenso político em torno desta questão estrutural, quer em Portugal quer no plano da União Europeia.

A Comissão apresentou um conjunto alargado e diversificado de propostas que, pelo seu conteúdo, só serão viáveis se implementadas com “um compromisso de longa duração” (5 legislaturas – pg.14), o que obriga à construção do mais amplo consenso na sociedade portuguesa entre os seus diferentes agentes.

Assim, não podemos deixar de sinalizar com especial preocupação a tomada de posição do Secretário-Geral do Partido Socialista que, antes de conhecer em concreto o relatório, não se coibiu de o criticar e ainda atacar injustamente o Governo em funções e esta iniciativa inédita do PSD.

Aliás, sublinhamos, que quer o PS quer a CGTP foram ouvidos no âmbito do trabalho da Comissão (Pg. 22 do relatório), contributos que esta agradece e que nós também, em nome do PSD, queremos reiterar tal agradecimento pela atitude cooperativa do PS com a Comissão a propósito do tema da natalidade, o que contrasta com a posição agora assumida pelo seu Secretário-Geral.

Por estes factos, apelamos a que o PS, pela disputa interna da sua liderança, não contagie negativamente a discussão em volta da natalidade, tema que deve ser poupado a polémicas estéreis.

Queremos ainda realçar o empenhamento do PSD na contribuição para um debate público construtivo e consensualizador em volta de temas estruturantes para o País.
Por fim, o PSD, no último trimestre deste ano, apresentará sobre outros temas trabalhos similares que possam contribuir para uma discussão mais estruturada e ampla na sociedade portuguesa, com vista à construção de entendimentos de médio prazo em volta dos mesmos.


quarta-feira, julho 16, 2014

Natalidade e Fernando Ribeiro e Castro




Há dias em que a terra toca o Céu e vice-versa...
Lendo os jornais de hoje e as notícias sobre natalidade e as propostas entregues pela Comissão, presidida por Joaquim de Azevedo, é impossível não lembrar o Fernando Ribeiro e Castro, sem cuja luta persistente ao longo dos anos, neste tema e no da Família, não teria acontecido o clima cultural no qual estas propostas surgem, suscitadas pela dramática realidade demográfica que hoje vivemos, nem também o próprio conteúdo das mesmas (ideias, âmbito, conceitos).
Caro Fernando: cá estamos e com a tua companhia vamos fazendo caminho. Obrigado pela tua vida e ajuda!


quarta-feira, outubro 09, 2013

PSD e Famílias Numerosas: um passo



Num país em que as famílias são cada vez mais mal tratadas e a natalidade um problema dramático e real as propostas do PSD para as famílias numerosas (não sei se os números ainda estão certos, mas estas aqui há uns anos representavam 7% do total dos agregados familiares mas pertenciam-lhes 25% do "stock" das crianças portuguesas) não podem deixar de ser acolhidas senão com aplauso e oxalá correspondam a uma volta no centro-direita no sentido de começar a responder aos desafios do país (além dos económicos) e regressar á sua identidade política, social, ideológica.

Por outro lado está de parabéns a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas que ao longo dos anos tem sido de facto o grande sindicato das famílias portuguesas (numerosas ou não) e há muito vem fazendo estas e outras propostas. Que valem para as numerosas (três ou mais filhos é o patamar) e, em parte, para as outras também (vide a campanha Um Filho Vale Um!). Vale por isso a pena ler este comunicado da APFN.

Declaração de interesses: tenho quatro filhos, o que não sendo nada de especial, pelo menos sempre é um contributo para combater o inverno demográfico e aumentar no futuro as contribuições para a segurança social...e uma causa de felicidade para a nossa vida familiar...! ;-)

quarta-feira, janeiro 23, 2013

O escândalo da esterilização "obrigatória" em Portugal!

É inconcebível a história que veio no Sol desta última sexta-feira e a que se refere a carta aberta da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas que também reproduzo abaixo! Uma história de violência do Estado sobre uma pessoa e uma família, sobre sete (!) crianças, sobre todas as mulheres e homens de Portugal. Decididamente em alguns pontos nevrálgicos (desgraçadamente toda a inexistente "política" familiar) a equipe que conduz o Ministério da Segurança Social está com sérias dificuldades em dominar uma estrutura dominada por uma mentalidade anti-natalista e completamente estatista (veja-se a sistemática retirada de crianças às suas famílias como refiro no meu artigo que tendo saído no Público, está aqui também)...!


Ficou sem 7 filhos por recusar
laqueação de trompas

por Margarida Davim                        18 de Janeiro, 2013

Liliana Melo ficou sem sete dos seus dez filhos há sete meses. Por ordem do Tribunal de Sintra, as crianças, com idades entre os seis meses e os sete anos, foram sujeitas à medida de protecção de menores mais extrema: dadas à confiança para adopção, perdendo todos os vínculos parentais para sempre.

A sentença determinou que as filhas mais velhas ainda menores, na altura com 16 e 11 anos, ficassem com os pais. Mas o tribunal entendeu que a menor de seis meses, os gémeos de dois anos e os irmãos de três, cinco, seis e sete anos estavam em risco, e resolveu retirá-los de casa.

No processo, não há qualquer referência a maus-tratos físicos ou psicológicos ou a outro tipo de abusos. Na sentença, a que o SOL teve acesso, considera-se mesmo que há laços de afectividade fortes na família e refere-se que as filhas mais velhas têm sucesso escolar e estão bem integradas no seu ambiente social. 

A decisão do Tribunal de Sintra sustenta-se nas dificuldades económicas da família e no facto de a mãe ter desrespeitado o acordo de promoção e protecção de menores ao recusar-se a laquear as trompas.

Tribunal determinou laqueação de trompas


Esse acordo – proposto pelas técnicas da Segurança Social e homologado pelo juiz – obrigava os pais a tomar uma série de medidas, entre as quais realizar uma operação para não poderem ter mais filhos.

«Tinha de arranjar emprego, zelar pela higiene e vestuário das crianças, assegurar a pontualidade e a assiduidade deles na escola, ter em dia os planos de vacinação e fazer uma laqueação das trompas», conta a mãe, lembrando que deixou claro ao juiz que, por ser muçulmana, não se poderia submeter a essa operação. 

«O que o juiz me disse foi que tínhamos de deixar em África os nossos hábitos e tradições e que aqui tínhamos de nos adaptar».

Sobre estes factos saiu ontem esta carta aberta da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas:


CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO E AO MINISTRO DA SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

 

Tomámos conhecimento de que foi imposta pelos serviços de segurança social a uma mãe a obrigação de se submeter a esterilização. O não acatamento desta imposição por essa mãe esteve na base, posteriormente, de uma decisão judicial de retirada à família de sete dos seus nove filhos. Estes estão institucionalizados e sem contacto com os pais e irmãos. Estes filhos perderão, para sempre, a ligação aos seus pais e à sua família biológica.


Atendendo à gravidade do assunto, que fere os mais elementares direitos humanos, torna-se imperioso e urgente o esclarecimento sobre se a imposição da obrigação de esterilização foi uma decisão infeliz dos serviços ou se faz parte das orientações politicas atuais.


Lisboa, 22 de Janeiro de 2013

Associação Portuguesa de Famílias Numerosas


NOTA: A presente Carta Aberta que agora é tornada pública foi enviada por fax para os respectivos gabinetes do Senhor Primeiro-Ministro e Ministro da Solidariedade e Segurança Social



sexta-feira, dezembro 28, 2012

Mais funerais do que partos



(a fotografia acima foi retirada do site do Público na notícia que refiro abaixo)

Noticiava o Público ontem que "Houve mais 16 mil funerais do que partos só no primeiro semestre". Uma vez que a realidade não me espanta (é por demais conhecida, veja-se a esse propósito este estudo), espanta-me isso sim, que "aos costumes [o Governo] disse nada"...e também que cuidadosamente todas as notícias deste tipo ocultam que há 20 mil abortos por ano, ou seja que uma em cada seis gravidezes, em Portugal, termina em aborto...

Digo "espanta-me" mas até isso é relativo...já que coexiste esta notícia com a de hoje no jornal Sol de que o Ministro da Saúde "recusa taxas sobre o aborto"...e os grupos parlamentares do centro-direita, calmamente põem na gaveta os projectos que tinham de modificação deste estado de coisas (embora quanto ao do PSD ainda bem já que era a tola imposição de uma taxa apenas na repetição do acto...a propósito desta vale a pena ler o post de Ana Matos Pires no Jugular a que já aqui fiz referência). Das duas uma: ou o homem não é tão inteligente como parece ou pura e simplesmente morre de medo do tema...!?






terça-feira, novembro 20, 2012

Resultados do Censos 2011: um pavor!

Embora não inesperado...o texto abaixo (da TVI e IOL) foi retirado daqui e fala por si...

Censos: somos mais, mais velhos e vivemos nas cidades

Filipe Caetano
 
São os resultados definitivos dos Censos 2011, divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. A população residente em Portugal em março de 2011 era de 10.562.178 pessoas, mais 2% em relação a 2001. O crescimento deveu-se sobretudo aos imigrantes, dado que em 2011 havia mais 206.061 pessoas, 188.652 das quais imigrantes. As 17.409 pessoas restantes são resultado do saldo natural entre nascimentos e mortes.

Há cada vez mais mulheres (52% contra 51,7% dez anos antes) e menos pessoas a viver no interior. O Algarve foi a região do país em que a população mais cresceu (14,1%), seguindo-se da região autónoma da Madeira (9%), Lisboa (6%) e da região autónoma dos Açores (2%).

50% da população está concentrada em apenas 33 dos 308 municípios, maioritariamente na região da grande Lisboa, grande Porto e Algarve. Lisboa é o mais populosa, com quase 550 mil habitantes, mas perdeu população em relação a 2001 (3%, cerca de 17 mil pessoas). Seguem-se Sintra (377.835 residentes), Vila Nova de Gaia (302.295), Porto (237.591) e Cascais (206.479).

Instituto Nacional de Estatística divulga dados referentes a 2011. Um retrato do país O Porto perdeu quase 10% de residentes e Cascais foi dos que registou um dos maiores crescimentos absolutos, com um aumento de 35.796 habitantes numa década.

O município que ganhou mais população foi Santa Cruz, na Madeira, com 44,7%, seguindo-se de Mafra, com 41,1%. No lado oposto, dos que perderam mais população, estão Alcoutim (-22,6%) e Mourão (-17,6%).

Mais velhos

Os portugueses também estão cada vez mais velhos. 20% da população residente em Portugal é idosa. São mais de dois milhões de pessoas com 65 anos ou mais a viver no país, e, muitas delas, sozinhas. Por outro lado, há um decréscimo para os 15% da população jovem, sendo que, numa década, se perdeu população em todos os grupos etários até aos 29 anos.

Entre 2001 e 2011 a percentagem de idosos com 65 ou mais anos subiu de 16% para 19%, mas para o grupo populacional dos idosos com 70 ou mais anos o crescimento foi ainda mais acentuado, com um aumento de cerca de 26%.

Segundo os dados do INE, 21% de pessoas vivem sozinhas, na maioria delas idosas, e geralmente no interior do país.
Alentejo, Centro e Algarve são as regiões mais envelhecidas do país, e as regiões autónomas da Madeira e Açores são as únicas que apresentam uma idade média da população inferior a 40 anos de idade, sendo também as únicas que apresentam mais jovens do que idosos.

Brasileiros são a maior população imigrante

À data da realiação dos Censos 2011, residiam em Portugal cerca de 395 mil pessoas de nacionalidade estrangeira, o que representava cerca de 3,7% da população. Na última década a população estrangeira cresceu 70%. A maior comunidade estrangeira era a brasileira, com 110 mil pessoas, seguindo-se da cabo-verdiana, da ucraniana e da angolana. Registo parao grande aumento de romenos e chineses.

A Região de Lisboa concentra mais de metade dos estrangeiros residentes em Portugal (51,6%), seguindo-se as regiões Centro (13,9%)e Algarve (13,2%). Aliás, nesta última região os estrangeiros representam 12% da população total.

Mais professores e administrativos

Na última década, o pais registou progressos a nível de ensino, sendo que a população com 23 ou mais anos com ensino superior passou de 9% para 15%, tendo o número de diplomados quase duplicado. A taxa de analfabetismo recuou de 9% para 5,2%.

Mais de 50% dos diplomados concentravam-se em quatro grandes áreas de estudo: comércio e administração, formação de professores, saúde e ciências sociais. As áreas de letras, ciências religiosas, direito e agricultura perderam relevância.

Também segundo os dados do INE, a maioria dos portugueses estava fora do mercado de trabalho em 2011.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Abono de Família: uma boa notícia



No meio deste bombardeamento a que nos encontramos sujeitos (este terrível Orçamento do Estado para 2013, as perspectivas pessimistas quanto à situação económica, as dúvidas angustiantes entre a confiança no Governo e a desconfiança de todos os outros, a aflição com o próprio trabalho e o sustento da família, etc.) haja de vez em quando boas notícias...

É o caso da hoje saída no Público de que a alteração do escalão do abono de família irá poder ser pedida a qualquer momento para acudir a situações de desemprego ou ao aumento do agregado familiar. É sabido que os montantes não são famosos mas para muitas famílias o que poderão receber nessas circunstâncias faz toda a diferença. Num momento em que todas as prestações sociais sofrem cortes e reduções, haja uma que escapa incólume e até é melhorada...

Notas finais:

- muito se poderia dizer sobre o abono de família e como este em bom rigor devia ser universal e independente do rendimento uma vez que haver natalidade, bébés, é do interesse de todos e tudo o que se faça no sentido de o apoiar é pouco, para uma sociedade que está a envelhecer a olhos vistos e cuja segurança social não deve ter mais do que umas reduzidas dezenas de anos de vida

- ao mesmo tempo e a contra-corrente do acima escrito, não se pode deixar de reconhecer que o Ministro das Finanças hoje, no parlamento, foi de uma verdade cristalina: os portugueses, nós todos, temos de decidir o que queremos do Estado e assim o que estamos dispostos a pagar-lhe. Mas seria bom acrescentar:

a) devíamos ser dispensados de contribuir para o que não usamos e o melhor exemplo está na educação e na saúde
b) há serviços que decididamente o Estado não deve prestar não só por não serem da natureza da sua missão mas também porque quando o faz é mais caro do que os particulares (um exemplo: no acolhimento de menores em risco)
c) ao anterior se acrescentando que o Estado só deve fazer aquilo que a sociedade por si própria não é capaz de fazer e que o principio da subsidiariedade além de razoável e de bom senso, é um imperativo para se conseguir reduzir os custos
d) há muita disfuncionalidade nos gastos do Estado: veja-se o que falta aos doentes oncológicos e abunda nas mulheres que abortam...

quarta-feira, setembro 26, 2012

Natalidade: comunicado APFN sobre Congresso "Presente no Futuro" da FFMS


QUE PORTUGAL EM 2030?

Comunicado da APFN


A APFN saúda a iniciativa “Presente no Futuro” da Fundação Francisco Manuel dos Santos, totalmente em linha com os alertas que temos vindo a fazer há anos para o gravíssimo problema demográfico Português, que irá comprometer seriamente o seu futuro.

Em particular, realça a frase chave proferida por António Barreto, presidente da Fundação:  “As decisões que hoje tomarmos moldam o país em 2013”.

A APFN tem vindo a alertar a sociedade para o agravamento das políticas anti-natalistas, nomeadamente, fazendo recair medidas de austeridade desproporcionadas sobre as famílias com filhos a cargo. Esta situação, que se agravou ao longo dos últimos anos, teve como consequência directa, mínimos absolutos no número de nascimentos.

Infelizmente, não tem havido qualquer sinal de vontade do governo em inverter a situação, pelo que saudamos pessoas e organizações que olham para o futuro com vontade de promover alterações agora. 

Daí, a pergunta: que Portugal quer o governo em 2030?

Se pretender um Portugal agonizante, cada vez mais envelhecido e com menos de 10 milhões de habitantes, incapaz de recuperar economicamente, continue com o que tem vindo a fazer!

Se, pelo contrário, deseja um Portugal com um crescente número de jovens, dinâmico, com empresas modernas e dinâmicas que possam viabilizar o país, deverá, rapidamente, deixar de pressionar negativamente os casais com filhos, designadamente considerando a dimensão da família nas suas políticas fiscais e sociais!

Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Lisboa, 16 de Setembro de 2012 

 
Sobre a APFN – Associação Portuguesa de FamíliasNumerosas

E na Natalidade não se pensa...?


A tragédia continua perante a indiferença dos poderes públicos mesmo se nos últimos anos há mais referências ao tema que na década anterior...


fonte: http://expresso.sapo.pt/natalidadenascimentos-continuam-a-descer-menos-5235-em-agosto-do-que-mes-homologo=f754348


Lisboa, 19 set (Lusa) -- O número de crianças que nascem em Portugal continua a baixar, tendo este ano sido registados, no final de agosto, menos 5.235 nascimentos do que em igual período do ano passado, segundo dados do rastreio neonatal.
Laura Vilarinho, responsável da Unidade de Rastreio Neonatal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), revelou à Lusa que, até ao final de agosto, tinham nascido 59.603 crianças.
Nos primeiros oito meses do ano passado, o número de nascimentos foi de 64.838, o que indica uma diminuição de 5.235 crianças.
 
Nota final: ou muito me engano ou este ano os números do aborto vão disparar dos alucinantes patamares em que já nos encontramos...

domingo, setembro 16, 2012

Demografia: o crime documentado

Nos debates em curso sobre natalidade e demografia corremos por vezes o perigo de parecer ver conspirações onde elas não existem...Infelizmente vêm depois os factos comprová-las...ou senão leiam isto (antecipo a conclusão: não só isto é criminoso, como no caso da Europa, pode conduzi-la à extinção, da sua população, entre uma e três gerações)...faço notar que as fontes originais e derivadas da notícia são totalmente insuspeitas...

fonte: http://expresso.sapo.pt/estrategias-para-travar-o-aumento-populacional=f739088?mode=thread&va=4344569#4344569

No Dia Mundial da População, o Worldwatch Institute (EUA) faz nove propostas ambiciosas para evitar que os habitantes da Terra cresçam de sete para nove mil milhões em 2050.

Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)
20:58 Quarta feira, 11 de julho de 2012

Acabar com todas as políticas que recompensam financeiramente os pais com base no número de filhos e atribuir preços aos custos e impactos ambientais de um filho adicional numa família, são as duas propostas mais radicais do Worldwatch Institute (EUA).

A conhecida organização independente com sede em Washington, que desenvolve investigação nas áreas da energia, recursos e ambiente, divulgou hoje, a propósito do Dia Mundial da População, nove propostas ou estratégias para estabilizar a população mundial, que hoje ultrapassa as sete mil milhões de pessoas.

Robert Engelman, presidente do instituto, afirma que "embora a maioria dos analistas assuma que a população mundial vai crescer dos atuais sete mil milhões de habitantes para nove mil milhões em 2050, é possível a Humanidade nunca alcançar esta dimensão".
Todo o poder às mulheres

O dirigente argumenta que "o crescimento insustentável da população só pode ser efectivamente e eticamente travado, dando às mulheres o poder de escolherem ficar grávidas apenas quando querem".

Engelman diz também que há exemplos em todo o mundo "de políticas efectivas e relativamente baratas que não só reduzem as taxas de natalidade, como também respeitam as aspirações reprodutivas dos pais e apoiam uma sociedade educada e economicamente ativa que promove a saúde das mulheres e das raparigas".

Se a maior parte das propostas do Worldwatch Institute forem postas em prática, "é previsível que o crescimento da população mundial comece a diminuir antes de 2050". 
Padrão de crescimento ambientalmente sustentável

Eis as nove estratégias que poderão colocar a população mundial num padrão de crescimento ambientalmente sustentável:

 1. Garantir acesso universal a opções contraceptivas seguras e efectivas para ambos os sexos.

 2. Garantir o acesso à educação secundária a todos, em especial as raparigas.

 3. Erradicar a discriminação baseada no género das leis, das oportunidades económicas, dos sistemas de saúde e da cultura.

 4. Oferecer educação sexual apropriada à idade para todos os estudantes.

 5. Acabar com todas as políticas que recompensam financeiramente os pais com base no número de filhos. Os governos podem manter ou até aumentar os benefícios fiscais e financeiros aos pais, só que não os devem ligar ao número de filhos mas ao próprio estatuto de maternidade e de paternidade.

 6. Integrar lições sobre população, ambiente e desenvolvimento nos currículos escolares a vários níveis.

 7. Atribuir preços aos custos e impactos ambientais de um membro adicional numa família. Ao quantificar estes custos calculando impostos e gastos adicionais na alimentação, os casais podem concluir que o custo de terem mais um filho é demasiado alto, comparado com os benefícios de uma família mais pequena, e decidir de livre vontade não alargar a família.

 8. Adaptar a sociedade a uma população com maior esperança de vida, dando acesso ao mercado de trabalho aos mais velhos, em vez de promover a natalidade através de incentivos e programas governamentais.

 9. Convencer os líderes políticos a assumirem um compromisso para estabilizar o crescimento da população, através do exercício dos Direitos Humanos e da promoção do desenvolvimento humano.

terça-feira, setembro 11, 2012

O equivoco da "tragédia" do emprego dos professores

Dois pontos prévios:

- uma das principais coisas que me ensina a experiência de Comunhão e Libertação é a importância da Educação. A Educação no plano mais imediato da educação da pessoa (assunto que tanto mais me interessa quanto tenho quatro filhos) e a Educação como desafio para uma inteira sociedade. E nesse plano também o desafio e a imprescindibilidade da respectiva Liberdade.

- depois veio a experiência dos Liceus de Comunhão e Libertação e das respectivas férias e nas quais estive envolvido durante dez anos. Creio sempre as passei em escolas do interior norte (Douro e Gerês) e curiosamente a convivência com aqueles edificios, as salas de professores e secretarias, as imediações das escolas, os pavilhões desportivos e áreas ao ar livre, fizeram nascer em mim um afecto profundo por essa realidade e a vida e missão dos professores. E até um vago sonho de ser professor também eu numa escola secundária e de preferência no interior do país, mas de facto a vida é pequena para todas as coisas e profissões fascinantes pelas quais nos vamos interessando ao longo dela, razão pela qual me reservo o gozo delas para a próxima encarnação (em que "infelizmente" não acredito...;-)

Dito isto e acrescentado que do ponto de vista humano muito me impressionam as entrevistas, artigos e reportagens que com abundância a imprensa (em especial o Público) vem publicando, parece-me existe um ou dois equivocos fatais na "tragédia" da não colocação de professores.

O primeiro equivoco é o que resulta desta mentalidade socialista de que o Estado, o Governo, está obrigado a proporcionar às pessoas as profissões e nas condições que as pessoas desejam...isto é, impressiona-me, humanamente, que uma pessoa queira ser professor e dadas as circunstâncias, não possa sê-lo. Desejo intensamente que com realismo, engenho e empenho, essa pessoa procure realizar essa sua aspiração. Mas não aceito que o Governo, o Ministério, tenha obrigação de assegurar-lhe essa realização. Umas vezes o Ministério necessitará de professores como essa pessoa e contratá-la-á. A maior parte das vezes, não. É a vida...

O segundo equivoco foi ontem no jornal i magnificamente denunciado por Alexandre Homem Cristo no seu artigo "Size matters (também na educação)". Vale a pena ler aqui o artigo na íntegra. Resumindo, na sua parte final, o autor explica: entre 1998 e 2011 o número de alunos no sistema caiu 15%. Porque raio haveria de aumentar o número de professores necessários...!?

Citando o outro: é a Natalidade, estúpido...!

quarta-feira, agosto 29, 2012

Cortes nos benefícios fiscais com filhos e ascendentes: está tudo doido!!??

Chego de férias e dou com esta notícia de que as Finanças estudam novos cortes nos benefícios fiscais com filhos e ascendentes...está tudo doido??? Não apenas a medida seria absurda por esmagar as famílias e ser a última machadada em qualquer vaga intenção de tomar medidas a favor da natalidade, como se estiverem atentos, mas de facto este é o pior centro-direita do inteiro planeta Terra, governo e maioria parlamentar, há muito mais sitio onde ir buscar esses 154 milhões. Assim às primeiras e sem hesitar bastava acabar com o financiamento público do aborto e acabar com a Comissão para a Igualdade de Género. Não sei mesmo se neste caso não se ultrapassava largamente os 154 milhões de que a equipe das Finanças pelos vistos anda à procura...

terça-feira, julho 24, 2012

E na Natalidade não se pensa? V

"Ministério da Educação vai encerrar mais 239 escolas do 1º Ciclo" titula hoje o Público na sua primeira página...

No passado dia 5 de Julho aquando da discussão da Petição "Vemos, Ouvimos e Lemos: não podemos Ignorar" os grupos parlamentares mais à esquerda mostraram grande indignação com  a constatação pela Federação Portuguesa pela Vida de que entre outros efeitos, a actual lei do aborto (com o seu cortejo de 20.000 mortes por ano) está na origem de muito do desemprego, em especial em algumas classes profissionais: professores, educadores de infância, médicos pediatras, etc.

Infelizmente, como pela amostra acima, a realidade continua a dar-nos razão...

quinta-feira, julho 12, 2012

Pelos vistos na Natalidade tem mesmo que se pensar...!

Hoje no Público há a notícia: "Natalidade cai para mínimos históricos por causa da crise e conjugalidade tardia". Conseguindo o feito de omitir o aborto legal como uma das causas da baixa da natalidade (há em Portugal 20 mil abortos a pedido da mãe por ano) a notícia faz referência ao Relatório 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família e a um seminário de hoje na Universidade Nova intitulado "Políticas Públicas e Novas".
Num site do INA encontrei isto sobre o relatório acima referido:


Famílias e Políticas de Família

O Observatório das Famílias e das Políticas de Família (OFAP) divulga o seu 1º Relatório, propondo-se compilar e comentar todos os anos os indicadores disponíveis com o objectivo de retratar a evolução da vida familiar e daspolíticas.O relatório está dividido em duas partes. Na primeira apresentam-se as principais mudançasoperadas na vida familiar ( evolução das formas de família, dos principais padrões demográficos, da divisão do trabalho pago e não pago na família)Na segunda parte são focadas quatro dimensões do universo das políticas de família: os apoios económicos às famílias, as medidas no âmbito da conciliação entre a vida familiar e a vida profissional; a regulação legislativa do casamento e das relações familiares; os programas governamentais e as instituições responsáveispelas políticas de família Uma informação fundamental para todos os trabalhadores da AP que directa ou indirectamente intervêm e/ou executam  políticas de família

segunda-feira, julho 09, 2012

Um filho vale um!

Acabei de aderir à campanha Um filho vale Um, uma iniciativa com pés e cabeça que já fazia falta e à qual desejo os maiores sucessos!
A ver se o Governo acorda já não porque há mais vida do que o défice mas porque sem que um filho valha um não há défice que se vença, austeridade que chegue ou crise que possa ser vencida...!

terça-feira, junho 26, 2012

E na Natalidade...não se pensa? IV

No Público de hoje lê-se que "Em três anos há menos 23 mil professores nos quadros, mas a contrato são mais 20 mil". O título é enganador porque lendo-o percebe-se que a perda líquida de postos de trabalho é superior à diferença entre aqueles dois valores (repare-se por exemplo na observação feita a propósito dos educadores de infância). E, como sempre, não há pior cego do que aquele que não quer ver...
Na verdade o artigo passa pela queda da natalidade em Portugal pura e simplesmente ignorando-a. Ora, e apenas para citar um estudo da Federação Portuguesa pela Vida, percebe-se que há uma perda objectiva de lugares de professores pelo simples facto da queda da natalidade (também assinalada no respectivo estudo que usa apenas os números do INE)...
Daí a pergunta (formulada pela quarta vez): E na Natalidade...não se pensa?

domingo, junho 17, 2012

E na Natalidade...não se pensa? III

Mas convinha pensassem, ora vejam esta notícia (retirada da Push by IOL):

Portugal perdeu 30.317 pessoas num ano

Redacção, BR

Portugal perdeu 30.317 pessoas no último ano, segundo as estimativas anuais de população reveladas nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o que representa uma taxa de crescimento efetivo negativo de 0,29 por cento.

A estimativa aponta para 10541840 habitantes em Dezembro de 2011, contra 10.572.157 em Dezembro de 2010. O maior contributo para este decréscimo é do saldo migratório: entre pessoas que chegaram e pessoas que partiram no prazo de um ano, ficaram menos 24.331 indivíduos. Esses dados foram obtidos através dos inquéritos ao emprego e aos movimentos migratórios de saída realizados pelo próprio INE.

O Governo estimou há algumas semanas que os números de emigrantes, ou seja, pessoas que saem de Portugal para o estrangeiro, estivesse «entre os 120 mil e os 150 mil». Foi o valor avançado pelo Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário.

Entre quem deixou o país e quem imigrou há menos 24 mil habitantes, estima INE. A completar as perdas, o saldo natural, que tem em conta o número de nados vivos e óbitos apurados, é de menos 5.986 indivíduos.

A região Norte é a que tem maior número de população residente, 3.686.784 pessoas, e também a que mais perdeu, um total de 14736. Em termos percentuais o saldo mais negativo é na Madeira, que perdeu 0,6 por cento da sua população. Seguem-se o a região centro e o Alentejo, ambos com menos 0,5 por cento de habitantes.

Os dados do INE têm já por base os resultados provisórios dos Censos 2011 e serão revistos quando houver resultados definitivos do último grande recenseamento nacional. A partir daí, explica o INE, terá início «nova série de estimativas provisórias de população residente».

(e sim, não houvera aborto legal, livre  a pedido da mãe, e o défice tinha-se transformado em saldo positivo de oito mil almas...!)

sábado, junho 16, 2012

E na Natalidade...não se pensa? II




Hoje na última página do Público Vasco Pulido Valente a propósito da situação do ensino superior em Portugal (e a proliferação de cursos) conta no seu artigo (a que se refere este blog) que o actual Ministro da Educação terá mandado encerrar alguns cursos, entre os quais os de educadoras de infância e de professoras do ensino básico.
Não me deterei aqui (até por falta de informação suficiente) sobre a estranheza que me causa que a existência de cursos seja decidida por despacho ministerial e não por decisão das famílias que os procuram, ou não...
O que me interessa no caso é chamar a atenção para as consequências práticas da actual falta de natalidade no nosso país. No caso, o desemprego de quem ensinaria nessas faculdades e a falta de perspectiva para essas profissões, devido à pura e simples inexistência de crianças a nascer...
No mesmo sentido (deste alerta) apareceu e bem a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas a comentar a recomendação da OCDE para o aumento da idade da reforma. Diz a APFN no seu comunicado (por palavras minhas aqui no post): "a questão não está aí, mas na falta de crianças e por isso de contribuintes para o sistema". Bem observado!

quinta-feira, junho 14, 2012

Fecho da Maternidade Alfredo da Costa





Deus me perdoe mas não tenho pena nenhuma do fecho da Alfredo da Costa...é menos um abortório que está aberto...
Seja como lisboeta, seja como membro da Assembleia Municipal de Lisboa, sou sensível à argumentação histórica e emocional, iconográfica e simbólica, no que a esta questão diz respeito, mas o que está a acontecer é mais uma consequência inevitável da vertigem suicidária que está implicada no aborto legal: há sobre-capacidade de partos na região de Lisboa e Vale do Tejo (faltam cerca de 10 mil partos) e na mesma circunscrição realizam-se, por ano, 12 mil abortos (cerca de 4 mil se não estou em erro na Alfredo da Costa)...cá se fazem, cá se pagam...
O problema é que algumas das figuras de referência da mesma Maternidade coincidem também com os maiores protagonistas das campanhas do Sim (Ana Campos, Maria José Alves da APF, etc.) e por isso é previsivel vão espalhar o mal por mais aldeias...


terça-feira, junho 12, 2012

E na Natalidade, não se pensa...?

Este fim de semana num casamento contava-me um padre meu amigo que uma tia deste no dia seguinte à saída de um sobrinho lhe perguntou o que tinha ele feito na noite anterior. E este sobrinho contou-lhe que tinha ido sair com amigos, que tinham ido a um determinado local público. E a tia perguntou-lhe o que se fazia nesse sitio. E o sobrinho respondeu que lá se podia comer, que se estava com os amigos, bebia, dançava, fumava, etc. No fim da descrição, rematou a tia a pergunta: "E nesse sitio, na vida eterna não se pensa?"
Vem esta história a propósito da noticia hoje vinda lume de que a "OCDE quer reformas depois dos 67 anos". A razão é a da (in)sustentabilidade em Portugal e em outros países do sistema de Segurança Social. O "engraçado" da coincidência é que em nenhum ponto do artigo é referido como uma das razões da actual situação o grave défice demográfico que temos em Portugal e em tantos outros países.
Daí a pergunta: e na Natalidade, não se pensa?