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terça-feira, março 06, 2012

Prostituição: onde estão as femininistas...?



Noticias recentes de que com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa (!) se prepara a abertura de uma "safe house" (um bordel...) na Mouraria são uma mistura entre imprecisões (veja-se a este propósito as declarações das Irmãs Oblatas), lirismo social e completo deconhecimento da violência que subjaz à prostituição.

Torna-se por isso particularmente importante saber de facto o que é esse mundo a partir de quem convive com ele e junto dessas mulheres (e homens...) desenvolve um trabalho meritório de ajuda a essas pessoas a adquirir competências que lhes devolvam a auto-estima, restituam a consciência da própria dignidade e facilitem a entrada em outros modos de vida, como é o caso de O Ninho. Desse lado não há dúvidas nenhumas: tudo o que facilite o exercício da prostituição é um contributo poderoso para a escravidão de quem a pratica e um auxilio a essas redes que vivem do tráfico de pessoas. Daí as declarações que a esse propósito fizeram responsáveis dessa associação.

A pergunta que sempre me ocorre quando este debate surge é: onde estão as femininistas...?


quarta-feira, novembro 14, 2007

Prostituição: teoria e realidade

Hoje no Diário de Notícias (artigo de Fernanda Câncio) é lançada a discussão sobre a legalização das casas de passe ou da prostituição. O debate surge periodicamente e também teve lugar quando eu estava no parlamento (entre 2002 e 2005). Recordo particularmente uma conversa que então tive com a Inês Fontinha (da Associação O Ninho) e um debate com a JSD sobre o assunto.
O que então mais me impressionou foi o contraste entre uma visão "romantizada" (no caso da JSD "enebriada" com as reportagens sobre umas "universitárias" simpáticas que completavam assim a mesada escassa da família...) ou descarnada (isto é sem ter presente a violência, brutalidade e desumanidade da prostituição, mesmo quando exercida de forma "livre") dos adeptos da legalização e a visão lucida, realista, experimentada, feita de amizades, memórias, encontros e aflições, da Inês Fontinha e seus companheiros de percurso. O contraste entre a teoria e a realidade.