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terça-feira, janeiro 15, 2013

A Liberdade religiosa em perigo!

Um amigo enviou-me hoje um artigo, creio que retirado do boletim Infovitae editado pelo Padre Nuno Serras Pereira, onde além de se retomar uma exortação do Papa Bento XVI à coragem e desassombro dos Bispos na afirmação das verdades da Fé e das consequências que daí decorrem, também no campo social, se referiam diversas declarações de Bispos americanos que em face da perseguição à Igreja Católica conduzida neste momento por Obama, estes constatavam como cada vez mais cresce uma cristianofobia que qualquer dia não hesitará numa repressão judicial e penal dos católicos e da hierarquia da Igreja. E ás tantas lia-se esta parte:

In Chicago, Cardinal Francis George said in 2010 that, given the hostile direction the US government and society in general, “I expect to die in bed, my successor will die in prison and his successor will die a martyr in the public square.”

Exagero? Infelizmente a notícia abaixo da Renascença dá-nos sérias razões para temer que tudo acabe por acontecer mais rápido que a previsão acima...



Casos de liberdade religiosa rejeitados no Tribunal dos Direitos do Homem
Editado por Filipe d’Avillez
Inserido em 15-01-2013 17:26
Das quatro queixas por discriminação no local de trabalho, apresentados por britânicos em Estrasburgo, apenas foi dada razão a Nadia Eweida, despedida da British Airways por não retirar um crucifixo.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) rejeitou três queixas de cidadãos britânicos que alegavam discriminação religiosa no local de trabalho.

O tribunal decidiu, esta terça-feira, que os tribunais nacionais tinham agido bem nos casos de Shirley Chaplin, Lillian Ladele e Gary McFarlane.

Chaplin perdeu o seu emprego como enfermeira quando se recusou a retirar um crucifixo de volta do pescoço. Ladele foi despedida depois de pedir para não ter de oficiar em cerimónias de união de facto entre homossexuais e McFarlane, que é terapeuta sexual, ficou sem emprego depois de dizer formalmente que não queria desenvolver esse tipo de trabalho com “casais” homossexuais. Todos invocaram as suas crenças religiosas para defender as suas posições.

A única queixosa a quem foi dada razão foi uma ex-funcionária da British Airways. Nadia Eweida tinha sido despedida quando se recusou a retirar o seu crucifixo, apesar de mais tarde a empresa ter alterado as suas normas, passando a permitir esse tipo de adereços religiosos.

No seu caso o TEDH alegou que os tribunais domésticos tinham dado demasiado peso à pretensão, em si legítima, da BA querer projectar uma certa imagem empresarial, não atribuindo importância suficiente ao direito à liberdade de religião, protegida pelo artigo 9º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

No caso de Shirley Chaplin, contudo, apesar de ser muito parecido, o Tribunal Europeu teve em conta o facto de o hospital ter pedido a remoção do crucifixo por uma questão de saúde, por considerar que poderia ser um veículo de transmissão de infecção, defendendo o direito do hospital tomar esse tipo de decisão.

Já nos dois casos envolvendo objecção à prática homossexual rejeitou as queixas afirmando que em ambos os casos as entidades empregadoras tinham a obrigação de não discriminar contra os seus utentes e que por essa razão não podiam empregar pessoas que se recusavam a trabalhar com “casais” homossexuais.

O Tribunal Europeu atribuiu uma compensação de apenas 2000 euros a Nadia Eweida. A britânica, uma cristã copta de origem egípcia, congratulou-se pela decisão mas lamentou que os outros três queixosos não tivessem visto reconhecidos os seus direitos à liberdade religiosa e de consciência.

Chaplin, Ladele e McFarlane ponderam agora recorrer à grande câmara do TEDH, onde o caso será reavaliado por um painel de 17 juízes.

terça-feira, dezembro 18, 2012

Miguel Relvas e Gérman Efromovich




Deve ser feitio, mas realmente não há mesmo pachorra para o mais recente "caso" de suspeição sobre políticos tendo por objecto Miguel Relvas e Gérman Efromovich...! Percebo há de muita gente vontade grande de bater em Relvas mas porque não o fazem a partir de factos políticos, decisões e declarações, deste, no seu âmbito de actuação como Ministro, e se entretêm em atacar o homem pessoalmente...? Assim, só para começar, tipo dossier RTP, fusão de munícipios e freguesias...não sei, qualquer coisa em que se possa ter um juízo distinto e faça sentido apresentar posição contraposta...

Desta vez o caso é porque parece ambos (Miguel Relvas e Gérman Efromovich) se conhecem, se encontraram e uns amigos brasileiros de Miguel Relvas (entre os quais um célebre José Dirceu que a acreditar na comunicação social e na justiça brasileira será pelo menos uma "peça" curiosa...) estão a trabalhar com Efromovich ajudando-o na compra por este da TAP. E então, qual é o problema? E até no limite pergunto: todos os actos de uma pessoa desonesta (assim declarada pela justiça brasileira) são por natureza desonestos também...?

Não só acho normal um potencial comprador da TAP (ao que parece e infelizmente o único) procure contactar responsáveis políticos do país onde pretende realizar um investimento significativo, como espero dos membros do Governo e da alta administração do Estado em geral que não sejam "bichos do mato" e pelo mundo fora vão conhecendo estes e outros, juntando informação útil para quando chegar o tempo de decidir, passando mensagens num e noutro sentido, indo a fundo no estudo e gestão dos dossiers que lhe estão confiados, procurando conhecer melhor as questões do seu âmbito e as implicações de cada decisão.

Um dos "dramas" com que já tenho embatido na minha vida é precisamente esses dirigentes estatais que se obstinam em não receber ninguém e assim ficam no mais olímpico desconhecimento da situação sobre que devem decidir, sem noção das consequências da mesma, e respeitando escrupolosamente todas as regras formais, fazem perder os interesses públicos que dizem pretender defender, com prejuízo para todos nós, cidadãos primeiro e, pior, contribuintes também...

Já se, por hipótese, se souber no princípio, meio ou fim, de algum processo desses que beneficiou pessoalmente um responsável governamental dessas diligências, então nesse caso, também não há dúvidas, cadeia com ele...! Mas só porque esse responsável político está a fazer o que deve (ou até, inclusive, que na sua vida particular e profissional fez o que bem entendeu e ninguém tem nada com isso) parece-me um disparate cair em cima do mesmo. E estou mesmo convencido que um país que vive a desconfiar dos seus políticos não só está esquizofrénico (uma vez que os elege e depois lhes atira pedras) como anda a perder o seu tempo e não discute as questões fundamentais.

Declaração de interesses: sou filiado no PSD desde 2005 (o que nunca me impediu de criticar o partido e os governos dele saídos sempre que achei era preciso) e que eu tenha dado por ela não faço parte  do "inner circle" do chefe do Governo ou de Miguel Relvas a quem, creio, não devo qualquer lugar ou nomeação ou indicação para listas e que até, quase juraria, em Lisboa, onde voto nas eleições internas do partido, nunca apoiou os candidatos que eu apoiei. Mas, de facto, detesto este malsão ambiente em que tudo é suspeita...

E que oculta factos para mim muito mais importantes como, só por exemplo, o massacre diário de quase 30 crianças por dia só no abortadouro dos Arcos em Lisboa. Esse sim um caso real sobre o qual o Padre Nuno Serras Pereira, no seu estilo peculiar, não cessa de escrever artigos no seu Blog.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Pedofilia, Catalina Pestana e a Igreja Católica



As declarações de Catalina Pestana suscitaram esta reacção da Conferência Episcopal Portuguesa: forte, corajosa, humilde e esclarecedora. E também este artigo brilhante de um dos directores do Expresso, o Henrique Monteiro que reproduzo abaixo e que encontrei no Blog Logos do Padre Nuno Serras Pereira.
Vale também a pena sobre o tema da Igreja Católica e a pedofilia ver este dossier.

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012

Catalina, a pedofilia e a cumplicidade - por Henrique Monteiro
In Expresso

Ontem, uns tantos leitores criticaram-me por pedir a uma senhora que se calasse (refiro-me ao que escrevi sobre Cândida Almeida). Mas hoje vou pedir a uma senhora que fale - Catalina Pestana.

Esta senhora disse ao 'Pùblico' que conhecia vários casos de pedofilia na Igreja. Só em Lisboa, diz ela, conhece cinco. E acrescentava, a propósito do escândalo no seminário do Fundão, que tinha reunido no ano passado com o porta-voz da Conferência Episcopal, padre Manuel Morujão, e com o então presidente da Conferência, o bispo D. Jorge Ortiga para denunciar esses casos.

Acontece que o padre Morujão vem dizer que é mentira. Que nem sequer conhece a senhora e nunca reuniu com ela. E adianta: ela que diga os nomes. Pessoalmente, reforço a ideia: ela que diga os nomes. Já as jornalistas do 'Público' que com ela falaram (Alexandra Campos e Sandra Rodrigues) lhe haviam perguntado por que razão não tinha denunciado os casos às autoridades. E citam a resposta: "Não somos da polícia!" (Catalina referia-se a si própria e ao psiquiatra Álvaro Carvalho, que a acompanharia nas denúncias).

Catalina, já no caso Casa Pia, dizia saber de tudo. Mas que se saiba só atuou depois das denúncias. Provavelmente, pensou que "não era polícia". O mesmo se passa agora. Ora, à segunda vez poderemos considerar cumplicidade com o crime o facto de estar calada? Não sou jurista, mas acho que ela deve falar antes que alguém a considere como tal...

É que, se na Casa Pia bastou ao Estado (de quem a instituição depende) ter pago uma indemnização às vítimas para se pôr fora do processo, no caso do Seminário do Fundão e da Igreja Católica já se sabe que a tolerância não será a mesma. Isso agrava a cobardia de Catalina, que parece querer lançar uma mancha geral sobre a instituição, em vez de denunciar os casos concretos que diz conhecer.

Com assuntos destes, não se pode fazer política, nem brincar, e menos ainda levantar o dedo só para aparecer nos jornais.

segunda-feira, maio 28, 2012

O Papa e o Mordomo: os riscos que Deus, por amor, corre...!




Percebendo-se que o facto de que a Igreja é Santa não implica a santidade de quem a serve, não deixa de espantar e entristecer as histórias que se vão conhecendo sobre o que se passa ou passou na Santa Sé...embora não se possa também deixar de assinalar que poucas instituições seriam capaz de em tão pouco tempo desmontar uma teia conspiratória como o Vaticano...;-)

A moral da história é a acima e também a constatação comovida e espantada de como Deus é grande e tão louco de amor pelos homens que se arriscou a pôr-se na mão de pobres humanidades como as nossas...!

Ajuda a perceber o que acima se diz ler estes dois artigos que hoje saíram no Blog do Padre Nuno Serras Pereira: um de Juan Manuel Prada e outro uma conversa com Vittorio Messori. Depois disso, apenas uma coisa a fazer: rezar pelo Papa.

sexta-feira, maio 25, 2012

Do Aborto e da loucura a que isto chega...!

A notícia chegou-me agora no Infovitae, boletim electrónico diário, editado pelo Padre Nuno Serras Pereira:

"(O absurdo de um mundo às avessas) Médico que falha aborto é condenado a ajudar no sustento da criança até chegar aos 25 anos


In http://www.ionline.pt/mundo/medico-falha-aborto-condenado-ajudar-no-sustento-da-crianca-chegar-aos-25-anos

Tudo começou, em Abril de 2010, quando uma mulher decidiu fazer um aborto numa clínica de Palma de Mallorca.Tudo indicava que a cirurgia tinha corrido bem. Inclusive, durante um exame ginecológico, feito duas semanas mais tarde, o médico assegurou-lhe que já não estava grávida.

Este facto foi desmentido três semanas mais tarde, quando a mulher voltou à mesma clínica por achar que estava de esperanças outra vez. Por surpresa, a jovem de 22 anos não só soube que estava à espera de bebé, como descobriu que se tratava do mesmo bebé que pensava ter tirado.

Entretanto, já se tinham passado 22 semanas e já não podia interromper a gravidez, uma vez que a lei espanhola só permite o aborto até à sétima semana de gestação. Resultado: o bebé acabou mesmo por nascer e tem, neste momento, pouco mais de ano e meio.

A mãe processou o médico e, numa sentença inédita, o tribunal de Palma de Mallorca condenou-o, assim como ao hospital e às seguradoras envolvidas, a indemnizar a jovem em 150 mil euros, por danos morais, e ainda a cuidar financeiramente da criança até que cumpra 25 anos de idade.

Com tudo isto, a mulher vai receber uma mensalidade de 978 euros para ter meios de cuidar do filho, durante um quarto de século."

Claro que não se resiste a pensar que pena não aconteça isto com a Clínica dos Arcos...lol!

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Mulher obrigada a abortar e bebé salvo à porta Clínica dos Arcos

A história acabou de me chegar pela mão do Padre Nuno Serras Pereira. Imagino já esteja no Blog dele. É mais uma história impressionante do que se passa à porta da Clinica dos Arcos.
Aqui fica:

Caridade em acção

Nuno Serras Pereira
20. 02. 2012

Abre-se a porta da “clínica” dos Arcos. Sai uma mulher de rosto triste logo seguida de um homem com ar triunfante. Leonor, da porta da Missão Mãos Erguidas, vigilante como uma sentinela, vozeia o “alerta”: Mãe, precisa de ajuda? Ao que a mulher melancólica responde: Preciso, e muito! Leonor avizinha-se. Interpela. Escuta. A desgraçada desabafa que não quer abortar seu filho; é o homem que está com ela que o determinou. Leonor pergunta se ele é o pai. Que sim, responde a outra. Leonor fixa-a nos olhos e remata: o seu filho não precisa do pai para nada; o seu filho não precisa de um pai que o quer matar. O homem, rubro de cólera, bufa palavras bravas. Leonor, serenamente, volta-se para o mesmo e questiona-o: O senhor já desejou a morte de alguém? Respondeu de imediato que nunca. Ao que Leonor retorquiu: Então, parece-lhe bem que a primeira pessoa a quem deseja a morte seja o seu próprio filho? Depois de uns instantes de muda perplexidade gaguejou raivas. Leonor, sem se deixar amedrontar, continuou: Infelizmente existe uma lei injusta que executa os filhos à morte por decisão da mãe; mas, por enquanto, ainda não há nenhuma lei que obrigue as mães abortar! O senhor não pode forçar a sua mulher a matar o filho! O tom imperioso e firme deixou sem resposta o desalmado que num arremesso pegou da mão da mulher arrastando-a rua abaixo, não conseguindo porém evitar que Leonor tivesse passado alguns panfletos e DVDs à infeliz. Chegados ao automóvel, depois de ter fechado a porta com grande estrondo, este jurista (eram os dois juristas), de olhos inchados, numa fúria incontida rasgou todos os papéis, quebrou o suporte informático, berrou impropérios e arrancou aceleradamente fazendo chiar estridulamente os pneus, que deixaram a sua marca no alcatrão.
Ela deixou-o para ter a criança. Foi feliz o parto, e a mãe babada amamenta agora com maviosa ternura o esplêndido bebé. Entretanto o assanhado pai que longamente amuara estomagado está-se reaproximando e, se Deus quiser, não tardará a reconciliação. À honra de Cristo. Ámen.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

A perseguição aos cristãos e a minha indiferença

Escandalizo-me comigo próprio na minha indiferença à perseguição que sofrem os cristãos no mundo actual...como é que isso não me revolve as entranhas e me põe em mote...aliás como não me põe em mote sequer nem o sem-abrigo que enquanto escrevo no quentinho de minha casa treme de frio ou incomodidade no Terreiro do Paço ou até diariamente aquelas raparigas tristes e violentadas que as famílias e os namorados conduzem todos os dias à Clínica dos Arcos, o maior abortadouro do nosso país (e não estou lá com os nossos amigos das Mãos Erguidas que numa última hipótese lhes oferecem a possibilidade de salvarem os seus filhos e a si próprias)...

Mas com particular dor vivo essa primeira indiferença em momentos em que leio as informações da Ajuda à Igreja que Sofre ou artigos como este que aqui reproduzo e me chegou pelo boletim electrónico Infovitae, diáriamente editado pelo Padre Nuno Serras Pereira. É impressionante! E diz assim:

In Religión en Libertad

El sociólogo Massimo Introvigne, representante de la OSCE para la lucha contra la intolerancia y la discriminación contra los cristianos, afirma que, «cada cinco minutos, un cristiano muere asesinado por su fe». Presentó estos datos por primera vez a la comunidad internacional a inicios de junio, al intervenir en la Conferencia sobre diálogo interreligioso entre cristianos, judíos y musulmanes, que se celebró en Budapest, organizada por la entonces Presidencia húngara de la UE. A esa denuncia, según la cual cada año son asesinados por su fe 105 mil cristianos en el mundo, le siguió una oleada de críticas e incluso comentarios irónicos, en particular por parte de la Unión de ateos y Agnósticos Racionalistas, una asociación de origen italiano, por considerar que esos números son una exageración.

Como respuesta a estas reacciones, en ocasiones mordaces, Introvigne reconoce: «De estas posiciones podemos sacar una lección: se infravalora hasta tal punto el problema de los cristianos perseguidos que, cuando se citan las cifras, parecen a primera vista increíbles». Es verdad, por ejemplo, que en las últimas semanas los medios han recogido los sangrientos ataques contra cristianos de Nigeria a manos de la secta fundamentalista islámica Boko Haram. Algunos medios occidentales -pocos- informan sobre las condenas a muerte por apostasía o blasfemia en Irán o Pakistán, o los ataques contra iglesias en Indonesia. Pero, otras muchas situaciones endémicas de persecución, quizá precisamente por ser endémicas, pasan desapercibidas, como es el caso de naciones de Oriente Medio, o de China, Vietnam o la India.

Las estadísticas de los mártires
¿De dónde surge, por tanto, el cálculo citado por el representante de la OSCE? Introvigne se basa, ante todo, en los trabajos del primer centro mundial de estadística religiosa, el estadounidense Center for Study of Global Christianity, que dirige David B. Barrett, fallecido en agosto pasado, que publicó periódicamente la famosa World Christian Encyclopedia y el Atlas of Global Christianity. Los estudios de Barrett son los más citados en la materia por el mundo académico.

En 2001, Barret y su colaborador, Todd M. Johnson, comenzaron a recoger, además, estadísticas sobre los mártires cristianos. En su obra World Christian Trends AD 30-AD 2200, trataron de calcular el número total de mártires cristianos -así como de las otras religiones— en los dos primeros milenios del cristianismo, hasta el año 2000. Como base para su trabajo, escogieron esta definición de mártires cristianos: «Creyentes en Cristo que han perdido la vida prematuramente, en la situación de testigos, como resultado de la hostilidad humana». Explicaron que perder la propia vida en la situación de testigos no implica juicio alguno sobre la santidad personal del mártir, sino que significa sencillamente que ha sido asesinado por ser cristiano, no como víctima de una guerra o de un genocidio de motivaciones políticas o étnicas, no religiosas.

El volumen de 2001 revelaba que estos mártires cristianos, en los primeros dos milenios, habían sido unos 70 millones, de los cuales, 45 millones perdieron la vida en el siglo XX. Las discusiones que surgieron en estos diez años, tras la publicación del libro, han servido para confirmar el carácter riguroso del estudio. Desde entonces, Barrett y Johnson actualizaron todos los años sus cálculos, sin modificar los criterios ni la definición. En la primera década del siglo XXI, el número de los mártires cristianos fue creciendo hasta alcanzar a mediados de siglo la alarmante cifra de 160 mil nuevos mártires al año.

En 2010, como explicaron en el artículo Cristianismo 2011: mártires y resurgimiento de la religión, publicado, en enero de 2011, en la revista International Bulletin of Missionary Research, el número de mártires disminuyó respecto a la mitad del decenio precedente, en particular porque «la persecución de los cristianos en el Sur de Sudán se mitigó tras los acuerdos de paz de 2005». Sin embargo, permanecían o se hicieron más agudos otros focos de martirio, en particular en la República Democrática del Congo y en Corea del Norte. A causa de estos factores, Barrett y Johnson calcularon que, en el año 2011, morirían unos 100 mil mártires.

El representante de la OSCE ha comparado estos estudios con los resultados del libro The Price of Freedom Denied, de los sociólogos estadounidenses Brian J. Grim y Roger Finke, quienes aplican la teoría sociológica de la economía religiosa a las persecuciones religiosas y sus consecuencias sociales. Según Grim y Finke, el número de los mártires cristianos podría ser superior, entre 130 y 170 mil al año.

Esconder los números para esconder la matanza
Massimo Introvigne, en el estudio que citó en la Conferencia de Budapest, ofreció las cifras más prudentes de Barret y Johnson, unos 105 mil mártires en 2011, número muy inferior al propuesto por Grim y Finke. Esto significa que, al día, mueren por su fe entre 287 y 288 cristianos, doce por hora, es decir, uno cada cinco minutos. El representante de la OSCE aclara: «Si no se gritan al mundo estas cifras de las persecuciones de los cristianos, si no se detiene la matanza, si no se reconoce que la persecución de los cristianos es la primera emergencia mundial en materia de violencia y discriminación religiosa, el diálogo entre las religiones y las culturas sólo producirá hermosos congresos, sin resultados. Quien esconde los números quizá, simplemente, busca no hacer nada para detener la matanza».

terça-feira, novembro 22, 2011

Três artigos com muito interesse: Espanha, Itália (Berlusconi) e Homoparentalidade

Realmente e muitas vezes a leitura diária com interesse não está nos jornais mas na Internet.
De como Berlusconi não está morto mas com tempo e até 2013 se pode retomar a iniciativa politica e não deixar a Itália cair na armadilha socialista: aqui.
Um juizo implacável sobre a Espanha de Zapatero e todo um programa que a nova maioria do PP tem pela frente (um artigo do meu amigo Mário Mauro, eurodeputado da Forza Itália, um amigo de Portugal e dos católicos que por cá tentam construir uma presença de serviço do bem comum, especialista em liberdade de educação, orador no primeiro encontro do Fórum para a Liberdade de Educação).
Um artigo brilhante do Padre Gonçalo Portocarrero sobre a ideologia de género e a insidiosa ofensiva gay da homoparentalidade, saído no blog do Padre Nuno Serras Pereira.

domingo, dezembro 28, 2008

Cão Vadio promovido a Herói Mundial (artigo do Padre Serras Pereira)

Cão Vadio promovido a Herói Mundial


Nuno Serras Pereira
15. 12. 2008

O jornal Público on-line trompejava, no dia 10 do corrente, uma notícia vinda do Chile, ilustrada com o respectivo vídeo, que descrevia “um cão que tentou salvar um outro cão que tinha sido atropelado numa movimentada auto-estrada”. As novas do sucesso, ao que parece, percorreram os meios de comunicação social do mundo inteiro emprestando um novo ânimo aos movimentos que reivindicam os “direitos” dos animais. O filme mostra um cão esmagado na auto-via e um rafeiro escanzelado que se aproxima e o abocanha puxando-o para a berma. O Público conclui: “O cão que foi atropelado acabou por morrer e o cão que o tentou salvar fugiu assim que os funcionários da concessionária da auto-estrada chegaram ao local.” Como alguém dizia, ficamos sem saber se o animal esmagriçado fez por salvar o outro se por matar a fome… Mas fiquemos em que foi de facto um acto de resgate e louvemos a Deus por nos ensinar através de criaturas irracionais o modo adequado de proceder para com todo aquele que se encontra em necessidade e que nós podemos ajudar.
O que não deixa de ser estranho é que a salvação de pessoas humanas por outras da mesma espécie não mereça a mesma atenção e elogio dos poderosos comunicadores sociais. Já estamos habituados a propósito da salvação de golfinhos, focas, cegonhas e linces que pulula em noticiários e longos documentários. De tal modo é assim que muitos norte-americanos dizem com uma ironia amarga “queres ser um herói, salva uma baleia; salva um bebé e vais para a cadeia”[1].
De facto, nos EUA, uma multidão de pró vidas tem sido presa somente por pacificamente oferecer alternativas às mães grávidas que querem matar seus filhos. É espantoso como a comunicação social introduziu nas mentes das pessoas que os movimentos pró vida eram violentos e que os abortófilos eram mansos, quando o que sucede é exactamente o contrário. Não há, inversamente ao que é noticiado, uma única organização pró vida implicada na colocação de bombas em “clínicas” de aborto ou em ameaças e agressões aos carrascos que os praticam ou àqueles os advogam. As pessoas culpadas desses crimes, aliás em número reduzido, eram mentes desequilibradas que agiram por iniciativa própria. Pelo contrário, os crimes e as violências praticados pelos abortófilos, sem contar com a ferocidade extrema do abortamente, apesar de inumeráveis, são sistematicamente ocultados pelo grande poder comunicacional. Neste sítio poderá verificar o que aqui mesmo deixo dito: http://www.abortionviolence.com/ .
Importará também saber que nesse país já foram para a enxovia 70. 000 (setenta mil) pró vidas por tentativa de salvação dos bebés nascituros. Alguns desses milhares são sacerdotes católicos. Se salvassem cães seriam glorificados, assim são aprisionados.
[1] “Be an hero, save a whale; save a baby, go to jail”