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domingo, dezembro 30, 2012

Então e no aborto, porque não cortam despesas...?



No Público de hoje sob o título "Governo é "insensível" por pedir aos portugueses que previnam doenças" é-nos dado conta de um apelo do Secretário de Estado Adjunto da Saúde (fotografia acima retirada do site do Público) a que os portugueses cuidem melhor da sua saúde para evitar a sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde porque, por exemplo, e cito, o "Tabaco custa anualmente ao sistema de saúde 500 millhões, o álcool 200 e a diabetes tipo 2 cem milhões."

Sobre o aborto (ver meu artigo sobre esse assunto aqui no Blog) e a despesa respectiva, nem uma palavra...ou, pelo menos, um apelo à prevenção do mesmo...nada...

Ora, e para citar uma fonte insuspeita (e que se enganou no numero de abortos que serviram de base ao cálculo como se pode ver por aqui em que se usam apenas os números que a Direcção-geral de Saúde coloca no Portal da Saúde Reprodutiva ), o aborto custou pelo menos (só no Orçamento da Saúde e apenas no que respeita ao custo tabelado e por isso não incluindo todos os restantes custos) 45 milhões de euros. Ou seja, como diz o jornal i, apenas em 2011 (e sem contar com aquele lapso do jornal [trocando por miúdos, num ano em que os abortos foram 20.290, vide a página sete deste relatório da DGS, o jornal baseia o seu cálculo em 16.148...!?]) 11,5 milhões de euros...

Isto para não falar nos custos na Segurança Social (licenças de parentalidade por exemplo)...razão pela qual há já dois anos atrás a Federação Portuguesa pela Vida estimou aqueles custos (totais, de Julho de 2007 a Fevereiro de 2011) em 100 milhões de euros.

Mas como já é tradição no Ministério da Saúde, os responsáveis a estes costumes dizem nada...
apesar de em Outubro de 2011 ao Ministro ter saído esta "pérola": "O ministro da Saúde afastou hoje a possibilidade de alterar a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, pois embora reconheça os "custos significativos" que tem para o Serviço Nacional de Saúde, lembra que foi uma decisão dos portugueses."

Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que fazem...!

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Mais funerais do que partos



(a fotografia acima foi retirada do site do Público na notícia que refiro abaixo)

Noticiava o Público ontem que "Houve mais 16 mil funerais do que partos só no primeiro semestre". Uma vez que a realidade não me espanta (é por demais conhecida, veja-se a esse propósito este estudo), espanta-me isso sim, que "aos costumes [o Governo] disse nada"...e também que cuidadosamente todas as notícias deste tipo ocultam que há 20 mil abortos por ano, ou seja que uma em cada seis gravidezes, em Portugal, termina em aborto...

Digo "espanta-me" mas até isso é relativo...já que coexiste esta notícia com a de hoje no jornal Sol de que o Ministro da Saúde "recusa taxas sobre o aborto"...e os grupos parlamentares do centro-direita, calmamente põem na gaveta os projectos que tinham de modificação deste estado de coisas (embora quanto ao do PSD ainda bem já que era a tola imposição de uma taxa apenas na repetição do acto...a propósito desta vale a pena ler o post de Ana Matos Pires no Jugular a que já aqui fiz referência). Das duas uma: ou o homem não é tão inteligente como parece ou pura e simplesmente morre de medo do tema...!?






quinta-feira, outubro 27, 2011

O Ministro da Saúde e aborto

A resposta do Ministro Paulo Macedo à pergunta que ontem lhe foi colocada sobre a questão do aborto além de revelar que este não percebeu a pergunta (aquilo em que foi questionado foi se o actual governo tencionava continuar com a politica do partido socialista de deitar dinheiro para cima de quem aborta através da isenção de taxas moderadoras, concessão de licenças e subsidio "de parentalidade"...!, pagamento das despesas de transporte que não são feitas a quem se encontra em situação de doença grave, etc.) mostra o desnorte em que se encontra parte dos responsáveis do centro-direita ou aqueles que estes colocam em postos de responsabilidade, em relação àquelas que são as preocupações dos seus eleitores e também aquele medo primitivo que a esquerda dominante na comunicação social conseguiu impor sobre este e outros temas aparentados...
No entanto e no que à pergunta respeitava tratava-se tão só de uma questão de justiça (porque há-de quem aborta ser mais bem tratado que um doente com doença grave?) e também de inteligência na redução de custos do SNS: ou abortar é uma prioridade "de saúde"?