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terça-feira, julho 02, 2013

As demissões de Vitor Gaspar e de Paulo Portas




Fora de Lisboa neste momento preparava-me para escrever sobre a demissão de Vitor Gaspar retomando as sábias palavras do meu amigo Pedro Aguiar Pinto, editor do Blog Povo. Na verdade e apesar das inumeras criticas que nos aspectos políticos que mais me preocupam (a defesa da Vida, a promoção da Família, as Liberdades Religiosa e de Educação, a Subsidiariedade) este Governo merece e pela correcção das quais não me canso, com todo um Povo de um país inteiro, de lutar, do ponto de vista humano acho que a qualquer dos Ministros do actual Governo o que se pode dizer é: "Obrigado, que Deus o guarde e vos ajude" tal o estado em que Portugal se encontra, o gigantismo da tarefa a que se propõem e o sacrifício que representa o desempenho das funções governativas.

Penso era isso que o Pedro tinha presente quando hoje na edição diária da Newsletter do Povo escreveu:

"Ontem saiu do governo o ministro Vítor Gaspar. Tenho por ele uma enorme admiração e respeito que é confirmada pela carta em que ele pede ao primeiro ministro a sua demissão. As qualidades humanas que ele revelou nestes dois anos e que revela nesta carta são raras. A ingrata tarefa a que se dedicou em nome de nós todos, com enorme incompreensão geral, só aumenta a minha admiração e gratidão. Espero que ele possa continuar a ajudar o país, de qualquer outro modo. Obrigado Vítor Gaspar."

E entretanto tudo se precipitou: um amigo liga-me a contar da demissão de Paulo Portas (carta aqui), vejo que a posse da nova Ministra das Finanças se manteve, que os Ministros do CDS faltaram á mesma, que Passos Coelho foi hoje duas vezes a Belém, que fala ao país ás 20h00, etc...é muito cedo pois para conjecturas e para perceber o que se vai passar. Apenas para "tremer" perante a possibilidade de um regresso do Partido Socialista ao poder e para a confusão económica e financeira que tudo isto pode gerar. Mas também para pensar no cenário de eleições. E que, se calhar, aquele trabalho de reconstrução do centro-direita, que parecia ter de esperar pelas Presidenciais, pode ter de começar mais cedo...e aí estaremos (os do Voto Católico como ás vezes a comunicação social nos chama), prontos a dar razões e batalhar por estas, porque "há muito de bom e belo neste nosso mundo e vale a pena lutar por isso"...



quinta-feira, março 07, 2013

Lincoln: também assim um dia o aborto acabará...!




Vi ontem o "Lincoln". Grande filme!

Para alguns será apenas um (óptimo) filme histórico. Mas para quem desde há uns anos está empenhado na abolição da escravatura do aborto é muito mais do que isso: um filme sobre as nossas lutas, sobre as nossas vidas, sobre as nossas aspirações. Um filme sobre o valor incomparável da dignidade humana e também um filme muito interessante sobre o realismo em política.

E se isto não fosse já suficiente para recomendar o mesmo, é também um filme impressionante para ver como desde sempre foi igual a vida de um representante eleito, seja nos Estados Unidos ou em Portugal. As cenas sobre a angariação de votos parlamentares e as pressões das direcções de bancada, reproduzem fielmente o que eu já testemunhei quando passei pelo parlamento e no acompanhamento que desde então fiz de diversos grupos parlamentares aquando da discussão das chamadas leis fracturantes. Com uma diferença: é que o deputado português é tão pouco livre, que nem ao menos a liberdade de se deixar "vender"* tem..."problema" que não resulta da sua integridade moral mas de que depende totalmente do chefe do partido e de quem o rodeia, e não, como nos Estados Unidos, de quem o elege directamente...

* "Vender" no sentido de poder mudar de posição, contrariando a linha dominante da sua bancada, em resultado de uma negociação política que pode passar pelo apoio cruzado em propostas legislativas ou concessão de benefícios à sua região, apoio na sua reeleição, etc.

domingo, março 03, 2013

Manifestações Que se Lixe a Troika



Tenho a maior das simpatias pelas iniciativas cívicas e fico contente haja ainda no meu país quem não adormeça na modorra e seja capaz de reagir, sair à rua e protestar. É bom ver que por todas as razões há quem esteja acordado e decidido a acordar os outros. Ou seja, parabéns aos organizadores da manifestação, mesmo se estes embalados reivindicam aqui multidões maiores do que as que tiveram de facto como se pode concluir lendo este artigo do Público. Mas o entusiasmo é compreensível e a tendência promissora.

Dito isto suscitam-se-me as seguintes dúvidas:

1. Quem se manifestou está consciente de que o país esteve à beira da bancarrota e que tivemos de pedir dinheiro emprestado e que, como é natural, não só não podíamos continuar a gastar o que gastávamos, como temos de pagar o que devemos, juro e capital?
2. Quem se manifestou faz a menor das ideias de que solução alternativa eventualmente existe? E existe de facto alternativa?
3. Quem se manifestou ao longo dos anos tem votado? E em quem? Que políticas tem sufragado ou abstido de de sufragar ou propor?
4. Quem se manifestou pensa no seu perfeito juízo que o Governo devia cair só porque se manifestou? Isto é, que os Governos devem aceder ao poder ou de lá sair, porque há maiores ou menores manifestações?
5. Quem se manifestou está disponível para se empenhar quotidianamente na vida política e dar o litro pela sua indignação e pela sua revolta e por aquilo em que acredita?
6. Quem se manifestou se pensa sinceramente (e sobretudo se tem evidência penal relevante) que os políticos são todos uns gatunos e uma cambada a correr do poder rapidamente, porque não acciona os meios judiciais adequados, apresentando queixas e provas?
7. Quem se manifestou está também por seu lado à espera que alguém, outros políticos, lhe resolva os problemas, ou está disposto (conforme muitos exemplos de subsidariedade que aqui dei) a tomar nas próprias mãos a solução de muitos desses problemas?

Muito gostava eu de ter resposta a estas perguntas...!

Nota: juro que não me move nas perguntas acima nenhuma inveja pela cobertura mediática que tem qualquer iniciativa destes movimentos e que é sistematicamente negada a qualquer iniciativa civica a favor da Vida e da Família, mesmo quando estas muito numerosas percorreram a Avenida da Liberdade (no exemplo a manifestação a favor de um referendo ao casamento gay)...;-)




sexta-feira, outubro 26, 2012

Por uma vez de acordo com Jorge Sampaio




Porque ainda não me esqueci do golpe de estado constitucional que Sampaio protagonizou com o Governo Santana Lopes e apesar de muitas razões de queixa de Cavaco Silva, por uma vez também subscrevo:

"Felizmente não sou Presidente da República", Jorge Sampaio, Público, 24 de Outubro de 2012

quarta-feira, outubro 24, 2012

Diferenças entre direita e esquerda

Brilhante este email anónimo recebido de um amigo...! (sem ofensa para os vegetarianos, os homossexuais, os pacifistas, os ateus, os sindicalistas, e qualquer outra classe, raça, grupo ou indíviduo que se possa sentir ofendido com esta lista...;-)

"Esquerda ou Direita?

Quando um tipo de direita não gosta de armas, não as compra.

Quando um tipo de esquerda não gosta de armas, quer proibi-las.

... ...

Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.

Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.
... ...

Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.

Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.

... ...

Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.


Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão a Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública, excepto para o Islão

... ...

Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.

Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis e param o país.

Teste final:

Quando um tipo de direita ler este teste, fá-lo seguir.

Quando um tipo de esquerda ler este teste, não o transfere de certeza."


Eu, pelo menos publiquei-o aqui no Blog...lol!

quarta-feira, agosto 08, 2012

Católicos e Política: porquê votar

O tema é inesgotável e creio já o ter referido aqui algumas vezes. Não tenho outra ambição política, aliás, do que esta: contribuir para uma presença assim em Portugal. Vindo este post agora à baila porque uma amiga minha acaba de me enviar a tradução que lhe tinha pedido deste juízo da comunidade mexicana de Comunhão e Libertação publicado a propósito das eleições que tiveram lugar naquele país este mês de Julho. "Reza" assim:


PORQUÊ VOTAR? É O MOMENTO DA PESSOA

Em Julho o México será chamado a eleger o Presidente e o Parlamento.

«Não existe a possibilidade de construir sobre o amanhã. Só existe a possibilidade de construir sobre o desejo presente…» Luigi Giussani

Dentro de poucos dias, terão lugar as eleições federais no nosso país. Os candidatos à Presidência da República, os Senadores e os Deputados serão eleitos através de um processo democrático em que o povo do México decidirá a quem dar o seu voto.

É o momento da pessoa, a possibilidade de manifestar com clareza quem somos e o que desejamos. Na sua carta sobre as próximas eleições, os Bispos mexicanos convidam-nos «a participar pessoalmente na vida pública» e a não nos subtrairmos ao empenho que implica o «multifacetado e diversificado agir no campo económico, social, legislativo, administrativo e cultural, destinado a promover o bem comum de forma orgânica e institucional».

É uma provocação oportuna porque para a maioria das pessoas prevalecem o desencorajamento e a desconfiança nas propostas dos partidos políticos. De onde vem esta negligência? A nossa consistência de seres humanos depende do poder que está em causa? Nenhum de nós deseja ser manipulado ou submetido a um mecanismo central que pretende determinar todos os aspectos e as expressões da vida dos homens. Qual é, então, a alternativa? Quais são as raízes da nossa dignidade?

Cristo revelou-nos que o valor infinito de cada homem encontra o seu fundamento na nossa relação directa com o Mistério, com Deus. Por isso, nada, nem um poder político, nem o poder de um grupo social ou da família nos determina. Somos livres e, como tal, somos responsáveis pela nossa vida e pela vida da sociedade.

O Papa Bento XVI recordou-no-lo recentemente na sua homilia em Silao, «A história de Israel narra também grandes proezas e batalhas, mas quando se trata da sua vida mais autêntica, do seu destino mais decisivo, isto é, da salvação, mais do que em suas próprias forças, Israel depõe a sua esperança em Deus, que pode criar um coração novo, sensível e submisso. Hoje, isto pode recordar a cada um de nós e aos nossos povos que, quando se trata da vida pessoal e comunitária na sua dimensão mais profunda, não bastam as estratégias humanas para nos salvar».

O coração do homem é o selo irredutível de que é feito o homem e, por isso, nenhum poder conseguirá eliminar definitivamente o nosso desejo de infinito.  Os novos movimentos juvenis, como o "#Yosoy132" são testemunhos disso mesmo, ainda que na sua generalidade.

Um coração puro é um “eu” desperto, o único sujeito capaz de enfrentar de forma criativa até a circunstância das eleições. Cada pessoa deve responder: entre todas as propostas políticas que são apresentadas, qual leva em consideração este “eu”, este desejo que cada pessoa tem de alcançar o transcendental, a realização plena? Qual delas coloca no centro do seu conteúdo e da sua acção a pessoa e não a sua ideologia? Qual delas, pelo contrário, em vez de cortar a consciência, procura que esta se escancare e favorece as condições para que cada pessoa seja protagonista da própria história?

Isto exigirá um trabalho intenso de reflexão e verificação, que vá para além da superficialidade da propaganda mediática, do isolamento e da indiferença em que podemos cair, dando por adquirido que já tudo estará decidido a favor de um candidato. É preciso ter presente que a iniciativa das pessoas e das realidades sociais que daí decorrem - famílias, empresas, obras educativas - não se limita à circunstância das eleições mas abraça toda a vida quotidiana: a nossa família, o nosso trabalho, os negócios, a cultura. Somos nós os construtores desta sociedade através do nosso empenhamento quotidiano.

Sem isto, falar de mudança seria apenas mais uma ilusão.

O voto só faz sentido como parte deste empenhamento maior. Por isso, é preciso votar, porque o nosso país se constrói no presente.

Este é o momento da pessoa!

sexta-feira, março 02, 2012

PPD/PSD: eleições de delegados ao Congresso




Ontem numa roda de amigos falavamos do envolvimento na política e de como existiam alguns jovens com curiosidade pela coisa pública mas a quem a vida das jotas acabava por afastar das lides partidárias...a questão não me pareceu bem colocada.

E recordei a propósito a frase que ouvi algumas vezes a Nuno Abecasis e que dizia "Não é possível trabalhar na lama, sem mexer na lama" e dizia-o não como quem classificava a política como sendo uma coisa suja ou feia, mas como uma tarefa à qual só se fazia face, pondo a mão nela.

Vem isto porque amanhã a par das Directas para eleição do presidente do meu partido (Passos Coelho é o único candidato) realizam-se amanhã, por todo o país, a eleição dos delegados ao Congresso que terá lugar em Lisboa nos dias 23 a 25 de Março. É completamente uma questão processual e não lhe subjaz nenhum debate político ou de ideias, mas pura e simplesmente uma questão de relações e jogo de poder (pelo menos em Lisboa), embora aqui ou ali com algumas curtas declarações políticas. E, salvo no caso dos oportunistas, quem age neste plano, fá-lo porque pretende levar à prática uma ideia política concreta.

Apesar disso esta pura mecânica partidária é simultâneamente completamente política: não apenas porque a questão é a de que "em quem confio para me representar" mas também porque depois em Congresso daí resultará, em virtude dos militantes eleitos, uma ou outra decisão sobre os estatutos, as propostas políticas das moções, o debate do novo programa do partido, a possibilidade de intervenção perante o conjunto dos militantes, a definição de quem dirijirá o partido nos próximos tempos.

Concluindo: num sistema como o nosso há duas hipóteses de intervenção política. Na movimentação civica e no sistema partidário (que no fim acaba por ser o lugar em que todas as questões são de facto decididas). E neste último não é possivel fazer política se não se estiver disposto a "jogar" nos dois planos: o das ideias e o da mecânica electiva. O resto é lirismo e no fim a desilusão que acaba por afastar tantos...

Note-se para os que se possam escandalizar com estas linhas: a preversão que todos receamos (e essa sim nociva) será a que resulta para quem a mecânica fica a ser tudo porque não há ideia nenhuma que a motive. Mas desses não rezará a história política do país...

segunda-feira, outubro 06, 2008

Estou em campanha eleitoral na minha Secção do PSD

E por isso esta curta ou nenhuma disponibilidade para escrever.
Mas podem-me encontrar no Blog da minha candidatura que leva o lema de Mais G.
Trata-se da minha candidatura a presidente da Comissão Política da Secção G (Ameixoeira, Carnide, Charneca e Lumiar) do PSD de Lisboa.
É uma aventura nova mas fascinante esta. A politica em estado puro: pessoa a pessoa, rua a rua, bairro a bairro, freguesia a freguesia.
Programa, contactos, listas, convites, desafio e risco.
Não passa nos jornais mas mostra quanta disponibilidade e generosidade existe para o empenho na política e como é possível ir mudando uma sociedade desde que estejamos atentos à realidade.
Dia 25 de Outubro são as eleições.
"Ousar lutar é ousar vencer" como se dizia nos idos 74 e 75 (referência ao PREC ininteligivel para quem tiver nascido depois do 25 de Abril :-)

sexta-feira, junho 13, 2008

O Não ganhou! Hoje somos todos irlandeses! :-)


Que magnifica lição para todos os nossos políticos com medo de nos perguntarem pela nossa opinião e que querem construir a Europa nas nossas costas! Que magnifica derrota para todos os da agenda dos temas fracturantes e que escondidos nas estruturas europeias conspiram contra os países em que ainda há alguma sanidade mental (do coração e da razão)! Que magnífico dia! Mas já se está a ver: todos aqueles que acham que a Europa é uma coisa importante de mais para ser construída com a participação e a opinião dos europeus vão arranjar forma de contrariar o Não e qualquer dia teremos novo referendo até o Sim ganhar. É certinho...!

Mas já estou com ganas de arrancar para uma nova petição popular: pedir o referendo europeu...!?

Até lá algumas mensagens de amigos: "Nunca nos falham. Fantástico", "Aleluia Amen", "É o começo das vitórias do Não", "Lindo. Seremos sempre Não!" ;-)

Infelizmente não posso mais do que oferecer esta minha homenagem: um resumo do que encontrei sobre Saint Patrick Padroeiro da Irlanda:

The Story of Saint Patrick

Fifteen hundred and ten years have come and gone since the death of St. Patrick in 493, and argument is still going on as to where he was born. Were he in our midst today and questioned about the matter, he would probably reply as he replied to the same question soon after his second coming. To someone who was inquisitive as to his birthplace and nationality he said very gently that time would be better spent in learning the teaching of God than in putting questions concerning the race and country of himself and his followers. Some spend a great deal of time, too, contending that there were two Apostles named Patrick, and in all sorts of wise and unwise conjectures. Most of us are content to thank God for His great goodness and mercy and love in sending to our land an Apostle who planted the True Faith so firmly in the hearts of our fathers that centuries of persecution failed to uproot it, that it is still alive and glowing after the lapse of fifteen hundred years and that it has spread out from Ireland across the entire universe.
Early in the fifth century a pagan king of Ireland, Niall by name, returning from one of the customary raids of the period, brought among his captives a youth of gentle birth named Succoth, believed to the son of roman parents living in Britain or in France. The boy was sixteen years of age, hardy and strong, and someone changed his name to Patricius after his purchase as a slave by an Ulster chief named Milcho.
Sliabh Mis (Slemish)
He was set to herd sheep and survive on bleak Sliabh Mis (Slemish), a mountain in Antrim, and it was during this hard and lonely exile that his maturing of thoughts turned to God and His Holy Mother for courage and consolation. It was on the wind swept slopes of Slemish that he became a man of prayer. He learned the Irish language , grew to love the young people whom he came in contact, winning from them in return a love that perhaps helped him to escape from captivity at the end of six sad years.
The great St. Martin of Tours was his mother's brother, it is said, and to him the young man of twenty two made his way and pleaded for his instruction that would fit him to serve God and rescue souls from the slavery of paganism.
Four years later Saint Martin entrusted the student Patricius to Saint Germanus of Auxerre under whom he was sent to Pope Celestine. When his consecration as bishop took place the Pope yielded to his earnest appeal to be allowed to go back to Ireland, the place of his captivity, to bring the people he had grown to love to a knowledge of the True Faith. To Ireland he came, then, in 432, and his coming led to a new life, not for the Gael alone, but for the people of many nations to whom unselfish missionaries with hearts aflame have been going out in multitudes for over fifteen hundred years bearing the teaching and the light and the love of Christ Crucified to all the darkened places of the world, under the inspiration of the memory of St. Patrick who brought the saving grace of God to their own land long ago.
When Patrick the consecrated missionary, accompanied by a few disciples landed at a small Meath harbour in 432, he was summoned to the presence of the High King of Ireland, Laoire, who was then at Teamhair (Tara) for the celebration of the pagan summer festival. Fearing obstruction and perhaps attack on the way from the hill of Slane, near which he had landed, to Tara, tradition tells us that the saint composed and recited aloud the beautiful prayer Lureach Phadraig, The Breastplate of Saint Patrick.

Saint Patrick's Breastplate

Christ be with me
Christ be before me
Christ be behind me
Christ be within me
Christ be beneath me
Christ be above me
Christ be at my right
Christ be at my left
Christ be in the fort
Christ be in the chariot seat
Christ be in the ship
Christ be in the heart of everyone who thinks of me
Christ be in the mouth of everyone who speaks of me
Christ be in every eye that sees me
Christ be in every ear that hears me

The King of Ireland was kind and generous, even though he did not himself embrace the True Faith. Having questioned Patrick and listened with attention and respect to his explanation of the mission on which he had been sent by the Vicar of Christ, Laoire gave him permission to travel and teach and preach throughout the land.
The conversion of Ireland is the only bloodless spiritual revolution in history, as well as the most successful. Patrick traversed most of the country, blessing and extending the missionary work that had been done by others before his arrival, adapting pagan festivals and customs and linking them with feasts of the Saints in a way that won for the wise, far seeing, understanding Apostle the lasting love of the people.
That love and wisdom and zeal and understanding have been borne by the missionary successors of Saint Patrick all over the world and account for the mysterious appeal the Feast of Ireland's Patron Saint has for many races in many lands down to this very day in which we live. His humility, his holiness, his courage , his gentle heroism, his wisdom and his love of men have won for him the gratitude and homage and remembrance of the whole Christian world.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Eleições de ontem para a Distrital de Lisboa do PSD

Ontem a lista de Helena Lopes da Costa (a qual eu integrava como candidato a vogal do Conselho de Jurisdição Distrital) perdeu as eleições na Distrital de Lisboa do PSD contra a lista dirigida por Carlos Carreiras (um sócio da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, diga-se de passagem). É assim a vida em democracia: vai-se a votos, propondo aos eleitores um certo caminho e protagonistas, e umas vezes perde-se e outras ganha-se...a vida essa continua igual a antes (quer se perca, quer se ganhe): família, trabalho, a comunidade, etc. E é bom que assim seja. Ai de quem tem a vida dependente das vitórias políticas...
Por outro lado e na minha Secção (a G, do Lumiar), no que diz respeito a outras eleições que ontem tinham lugar (para a escolha dos delegados da Secção à Assembleia Distrital do partido) já o resultado da lista que eu integrava foi mais honroso: 5 votos de distância da lista mais votada (e mais 13 que a seguinte), e apenas menos um delegado que a vencedora (universo eleitoral: 151 votantes que elegeram 23 delegados).
Algumas observações retiradas desta experiência eleitoral:
- no PSD está-se a assistir em Lisboa a um fenómeno preocupante de sindicatos de voto (em si uma coisa natural: pertence-se a um determinado grupo, em nome deste alguns integram uma lista e a "malta" desse grupo vota nessa lista) que são determinados não por opções políticas (escolher um rumo não outro) ou ligações pessoais (pessoas em quem se confia e que se quer ver protagonizar determinadas posições), mas por fenómenos de puro caciquismo.
- a abstenção ou o desempenho de tantos eleitores do partido recompensa o fenómeno acima e sobretudo desmotiva a militância política e partidária, tão importantes para o crescimento da democracia e o desenvolvimento da sociedade. Se temos os políticos que temos devemo-lo aos eleitores que queixando-se deles, não arriscam nenhum tempo das suas vidas para que a atmosfera política seja diferente.
- consequência final: a politica reduz-se aos dias de eleições, o debate é nulo, as ideias definham ou desaparecem, e depois queixem-se que os partidos uma vez no poder naveguem à vista, sem um ideal...
Nota final: as pessoas não imaginam o universo curioso e simultâneamente engraçado e comovente que é uma Secção de um partido: gente tão diferente, circunstâncias tão peculiares, convivências e amizades diversificadas, muita boa vontade e também algum interesseirismo, etc. E no entanto a partir daquele nível é que se começam a desenvolver os níveis de poder e influência. Seria tão bom (e tão decisivo para os partidos, para o poder) que houvesse mais participação...