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quarta-feira, outubro 09, 2013

Limitação de Mandatos: haja juízo senhores!




Hoje sinto-me um cidadão do município do Sátão (mapa acima). A razão está na notícia abaixo. Muito justamente um autarca estimado pelo seu povo driblou a lei de limitação dos mandatos e será o presidente da Junta de Ferreira de Aves em virtude da renúncia da sua mulher que encabeçava a respectiva lista.

Bem feita para quem cedendo a um populismo que um dia os poderá vitimar (dizia Lenine que a burguesia fabrica a corda com que se há-de enforcar...) embarcaram nesta coisa extraordinária da lei de limitação dos mandatos ou seja em passar esta mensagem: "Como se sabe tendencialmente nós os políticos somos corruptos. E então se nos apanhamos em mais de três mandatos numa autarquia será um ver se te avias...por isso não nos elejam mais do que isso"...brilhante!

Porque me oponho a essa lei? Porque:
- ao longo da minha vida política tenho conhecido esse mundo dos autarcas e encontrado gente extraordinária, devotada ao seu povo e com obra feita e útil, sufragada nas urnas
- o poder local é o maior mecanismo de participação política democrática em Portugal. Ao longo destes quase 40 anos foram ás centenas de milhar os cidadãos que participaram nos órgãos autárquicos
- se houver casos de corrupção ou outras malfeitorias então para isso há os tribunais comuns
- quem pode tirar um político do seu lugar é o povo que o elege ou não
- se um autarca serve bem o seu povo deve poder fazê-lo tanto tempo quanto ele esteja capaz e decidido a fazê-lo

Congratule-mo-nos pois com Ferreira de Aves! E um dia quando houver juízo revoguemos a lei de limitação de mandatos...



Autarca de Sátão contorna lei de limitação de mandatos
Editado por Liliana Carona
Inserido em 08-10-2013 13:33
Maior parte da população está do lado de José Luís Vaz, que volta à presidência da Junta de Ferreira de Aves para um quarto mandato. Mais de uma semana depois das eleições, as autárquicas ainda dão que falar.

O presidente de Junta de Freguesia de Ferreira de Aves, concelho de Satão, distrito de Viseu, contornou a lei sobre a limitação de mandatos, candidatando a mulher, que abdicou a favor do marido.

Se é fraude ou não, a decisão cabe aos tribunais, mas a maioria da população de Ferreira de Aves está do lado do presidente da Junta, José Luís Vaz. O autarca atingiu o limite de mandatos e concorreu, por isso, como número dois da lista.

As pessoas não entendem a razão da polémica e garantem que sabiam bem em quem estavam a votar quando foram às urnas.

Em Ferreira de Aves, já não há cartazes da campanha, mas por ali todos recordam que quem aparecia nas fotografias não era a advogada Maria Virgínia Figueiredo, número 1 da lista do PSD, mas sim o marido, José Luís.

"Eu sou do PS e votei nele, não tem nada a ver. É boa pessoa, um bom presidente, sabíamos que era ele. Se ele não puder, fica ela", diz à Renascença Isabel Cardoso, de 55 anos.

“Não votaria numa pessoa de quem não gosto. Eu faria o mesmo que ele, porque as pessoas gostam dele", acrescenta.

Francisco Ervete, 66 anos, é peremptório: "Se o povo o lá meteu, é porque está bem, é porque está satisfeito com ele, tem feito bom trabalho". A mesma opinião tem Amândio Chaves, de 60 anos.

Sem querer prestar declarações sobre o assunto, José Luís Vaz diz apenas que aguarda tranquilo pela tomada de posse: "Houve a votação, saiu o resultado, estou tranquilo como sempre estive."

O PSD venceu as eleições autárquicas em Ferreira de Aves com 72,23% dos votos. O PS conseguiu apenas 20,88%, numa freguesia com cerca de 2500 habitantes.









terça-feira, dezembro 04, 2012

Da suspeita permanente sobre os políticos



As noticias que vão saindo sobre as actividades privadas de Passos Coelho e as pessoas com quem foi fazendo negócios em algumas épocas da sua vida não só me parecem relatar coisas normalissimas como relevarem de uma atitude de suspeita permanente sobre os políticos para a qual não há de facto pachorra.

Como não há pachorra para os títulos que pela simples forma como são redigidos já contém em si uma "acusação" que espremida e lida a notícia não há razão nenhuma para a formular. Que mal tem que alguma empresa tenha cedido meios a uma candidatura partidária? Porque hão-de os políticos lembrar-se melhor de coisas passadas há 15-20 anos do que o cidadão normal? Porque não podem as pessoas telefonar-se, recomendar-se, procurar marcar encontros e fazer contactos, procurando vender os produtos das suas empresas? Porque é que não se pode procurar angariar fundos comunitários para financiar projectos em Portugal e fora? Não é a coisa mais normal da vida fazer negócios com amigos e próximos? Tenham dó, meus senhores (comunicação social e oposição) e deixem aqueles senhores trabalhar...(é que enquanto estão a gastar horas a responder pelas suas vidas, não estão a tratar dos assuntos para os quais os elegemos...)


quinta-feira, novembro 22, 2012

A injustiça da negação de Justiça aos políticos

Não conheço os contornos do caso a que se refere hoje o Público e que encontrei também aqui. E para ser sincero não me recordo também do tratamento mediático que levou este caso de Paulo Caldas que foi Presidente da Câmara do Cartaxo e que pertenceu ao Partido Socialista. Procurei em vão encontrar de quando datava o inicio do seu processo e por isso não sei se demorou muito ou pouco tempo a ser julgado (e agora absolvido pelo que li nas notícias sem que tenham ficado quaisquer dúvidas sobre a respectiva inocência)

Mas a referência a este caso dá-me o pretexto para contar como fiquei hoje impressionado quando encontrei num café das Avenidas Novas uma pessoa, dos meus conhecimentos, que esteve intensamente envolvida em política e com postos de responsabilidade, que além de outras razões ponderosas (vida familiar e profissional) me contou que não retorna à política e ao respectivo partido enquanto não se resolver um caso judicial que também lhe diz respeito e se prolonga há anos sem chegar a Tribunal...! Incrível!

Não sei se ele terminará dado como culpado ou inocente ou se entretanto o processo não morrerá por razões formais (prescrição ou outras) mas da pena que foi a exposição mediática ou esta "moratória" sobre o seu empenho político, essa não se livrará nunca...pode-se encolher os ombros e pensar "bem feita que eles são todos uns malandros" ou "até não é mau ele esteja de fora porque não é dos nossos", mas a verdade é, e para percebê-lo basta fazer o exercício de uma pessoa se pôr no seu lugar, é que é uma injustiça e a maior de todas: a que resulta da Justiça (do fazer-se Justiça) lhe estar a ser negada...

Por essas e por outras é que olho com esperança e optimismo para a reforma da Justiça em curso desejando de todo o coração (pessoal e no caso, como Advogado, profissional) que a mesma chegue a bom termo e alcançados os seus objectivos. Porque continuarmos assim é que não é possível e não apenas por questões que se prendem com o respeito da dignidade humana. Porque não há economia que se consiga desenvolver se o sistema da Justiça não funcionar.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Um juizo claro: o de Alberto João Jardim

Quanto mais o tempo passa, mais gosto de Alberto João Jardim!
Se duvidas restassem sobre a sua clareza de juizo e diagnóstico, vejam-se estas declarações à Renascença:

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"O país parece uma Sicília" - Alberto João Jardim
Inserido em 12-02-2010 23:00

Num país com tradição democrática um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates já teria sido substituído, afirma o presidente do Governo Regional da Madeira e do PSD/Madeira.

"O país parece uma Sicília", declarou Alberto João Jardim aos jornalistas, ao chegar à sede do PSD, em Lisboa, para a reunião do Conselho Nacional social-democrata.

Questionado se concorda com o seu colega de partido António Capucho, que defendeu que José Sócrates não tem condições para se manter no cargo de Primeiro-ministro e deveria ser substituído, mantendo-se o PS no Governo, Jardim respondeu: "Em primeiro lugar, não são as pessoas do PSD que têm de dizer quem deve ser o líder do PS, mas tudo o que se tem passado não era possível num país de longa tradição democrática como a Inglaterra".

"Depois de tudo o que se passou, em Inglaterra o partido do poder continuava no poder mas tinha mudado o Primeiro-ministro. E é assim que se faz nos países democráticos", considerou.

Depois de comparar a situação do país com a da Sicília, o presidente do PSD/Madeira responsabilizou os portugueses: "A culpa não é só dos políticos, é de um povo que deixou este país chegar ao estado em que está, de um povo que não tem valores, de um povo que acha piada em todas estas golpadas que vão por aí. Cada povo tem aquilo que merece".

"Vamo-nos deixar de hipocrisias. Este país precisa de disciplina democrática. Continuar a consentir na asneira e depois dizer que a culpa é dos políticos, isso é bem português", acrescentou.

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