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quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Santana Castilho e Passos Coelho


Impressiona o despeito com que, praticamente em todas as ocasiões em que escreve no Público, Santana Castilho se atira a Pedro Passos Coelho...o que traz à colação o que sucede em todas as caminhadas para o poder.

Em todas estas o putativo candidato a primeiro-ministro procura identificar em diversos sectores, vozes autorizadas, que consigo partilhem a oposição ao poder que pretende derrubar, e através do recurso à expertise e autoridade grangeadas pelas personalidades que assim vai encontrando, fortalecer a sua posição, reclamando ideias novas e o apoio daqueles que se revêem no "sábio" que lhe empresta o seu prestigio pessoal.

Este último por sua vez sente-se engrandecido e desvelado com a atenção do senhor que se segue e ou tem uma grande liberdade pessoal ou vai acalentando, pouco a pouco, o sonho de que será chamado à responsabilidade da sua área quando o futuro primeiro-ministro formar o seu governo. Nos primeiros dias que se seguem à vitória eleitoral espera ansiosamente um telefonema, que na esmagadora maioria das vezes nunca chegará...

Então e por fim ou é um Senhor e encolhe os ombros ou até pensa que há mais marés do que marinheiros, ou é assaltado por uma fúria que o faz partir tudo...que seja isso que está a acontecer a Santana Castilho é fama de que este já não se livra...

domingo, agosto 28, 2011

Católicos e política: um artigo óptimo de Henrique Raposo

Excelente artigo no Expresso de Henrique Raposo sobre a ataraxia política de muitos católicos: veja-se no site online deste jornal.
Com a devida vénia aqui está o texto respectivo:

Os católicos e a política
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 | Sexta feira, 26

Há sempre um ponto que me desgosta em muitos amigas e amigos católicos: é a distância em relação ao debate público e político, é o nojo fácil pela política. Isso é visível, por exemplo, no Facebook. Ali podemos ver milhentas pessoas a assumir com orgulho a identidade católica e, ao mesmo tempo, a desprezar a identidade política. Na secção "religious views", surge triunfante a palavra "católica". Na secção "political views", surge um pobre e fácil "não uso disso" ou um "são todos iguais", etc. Na revista Communio (Setembro 1988), o omnipresente Francisco Lucas Pires escreveu um artigo que é, para mim, a melhor resposta a esta pobreza apolítica de um certo catolicismo.
Nesta prosa, intitulada "Pureza de Coração e Vida Política", Lucas Pires afirma que existem duas maneiras de um cristão lidar com a esfera política. A primeira passa por aceitar que os princípios e regras da esfera política são de "outro tipo" e que, por isso, o cristão só deve ter preocupações com a salvação da sua consciência. Ou seja, o cristão deve criar uma redoma à sua volta, retirando-se assim dos debates da Cidade. Nesta via, o cristão julga-se tão puro, que não quer sujar as mãos na realidade. "Sim, sou muito católico, mas não quero nada com a política, são todos iguais".
Como já perceberam, Francisco Lucas Pires critica esta primeira via, e defende uma alternativa. Para o ex-líder do CDS e inspirador de boa parte do PSD atua l, um cristão tem o dever de lutar na Cidade, tem o dever de fazer opções públicas e políticas. Porque o leigo não é o padre a viver fora da Cidade. O leigo tem de viver no mundo, tem de produzir e/ou participar numa narrativa normativa para a Cidade, mesmo quando essa Cidade é dura e suja. Sim, a política namora com o pecado e com a mentira, mas - precisamente por causa disso - a política é o terreno propício para se apurar a "pureza de coração". Só podemos testar a nossa pureza num mundo imperfeito e duro. A redoma apolítica é uma via fácil e pouco cristão.
Portanto, numa lógica algo parecida à de T.S. Eliot, Lucas Pires diz que o cristão tem de tentar influenciar o espaço público, tem de levar os seus valores cristãos para a Cidade. O cristão não tem apenas de salvar a sua consciência: também tem de salvar a sua cultura. O cristão não é apenas um ser metafísico, também é um ser historicamente situado. No fundo, não deve existir uma separação entre a obediência moral (a Cristo, a Deus) e a vida política e colectiva aqui na Cidade dos homens. Pelo contrário: deve existir uma tensão criadora entre a ética cristã e a realidade política.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Diferenças entre o homem de direita e o de esquerda

De um amigo meu recebi este email que segundo a informação que vinha junto é tradução de original francês e não tem autor conhecido

De esquerda ou direita?

Quando um tipo de direita não gosta das armas, não as compra.
Quando um tipo de esquerda não gosta das armas, quer proibi-las.
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Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.
Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.

Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.
Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.
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Quando um tipo de direita é prejudicado no trabalho, reflecte sobre a forma de sair desta situação e age em conformidade.
Quando um tipo de esquerda é prejudicado no trabalho, levanta uma queixa contra a discriminação de que foi alvo.
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Quando um tipo de direita não gosta de um debate emitido por televisão, apaga a televisão ou muda de canal.
Quando um tipo de esquerda não gosta de um debate emitido por televisão, quer prosseguir em justiça contra os sacanas que dizem essas sacanices. Se for caso disso, uma pequena queixa por difamação será bem-vinda.
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Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.
Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão à Deus ou à uma religião seja feita na esfera pública, excepto para o Islão (com medo de retaliações, provavelmente).
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Quando um tipo de direita tem necessidade de cuidados médicos, vai ver o seu médico e, seguidamente, compra os medicamentos receitados.
Quando um tipo de esquerda tem necessidade de cuidados médicos, recorre à solidariedade nacional.
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Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.
Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis e punem o país.
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Teste final:
Quando um tipo de direita leu este teste, fá-lo seguir.
Quando um tipo de esquerda leu este teste, não o transfere de certeza.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Manifestação hoje Pela Liberdade

Fico contente saber correu bem. Não pude ir por razões profissionais. Mas a notícia está no Público. É importante a sociedade civil ganhe o hábito de se manifestar e as pessoas percebam que:
- ou se toma conta da política ou a política toma conta de nós
- poucos podem dar origem a muito (basta entender que o valor da vida está em que ela pode ser dada)
- não podemos assegurar o resultado da luta mas de nós depende que ela exista!

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Na morte de D. António Reis Rodrigues

Morreu o Senhor D. António Reis Rodrigues que conheci em 1996 quando este era Bispo-auxiliar do Cardeal Patriarca de Lisboa da altura, o Senhor D. Antonio Ribeiro. O facto que me levou a conhecê-lo foi a primeira discussão do aborto. Desde então encontrámo-nos algumas vezes em ocasiões onde o seu apoio aos católicos que servem a Deus na cidade dos homens nunca faltou. Guardo entre as minhas memórias mais gratas enquanto filho da Igreja empenhado na política uma frase por si dita em 1996 ao Cardeal Ribeiro que terceiros depois me contaram: "temos que fazer alguma coisa com a carta deste rapaz"... :-)
Senhor D. António: do Céu continue por favor a acompanhar-nos como o fez aqui na terra e peça a Deus que nos dê a inteligência e ânimo de que precisamos para melhor O amarmos e assim salvarmos (estimarmos, apreciarmos, vivermos bem) a nossa vida.