Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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sexta-feira, março 02, 2012
PPD/PSD: eleições de delegados ao Congresso
Ontem numa roda de amigos falavamos do envolvimento na política e de como existiam alguns jovens com curiosidade pela coisa pública mas a quem a vida das jotas acabava por afastar das lides partidárias...a questão não me pareceu bem colocada.
E recordei a propósito a frase que ouvi algumas vezes a Nuno Abecasis e que dizia "Não é possível trabalhar na lama, sem mexer na lama" e dizia-o não como quem classificava a política como sendo uma coisa suja ou feia, mas como uma tarefa à qual só se fazia face, pondo a mão nela.
Vem isto porque amanhã a par das Directas para eleição do presidente do meu partido (Passos Coelho é o único candidato) realizam-se amanhã, por todo o país, a eleição dos delegados ao Congresso que terá lugar em Lisboa nos dias 23 a 25 de Março. É completamente uma questão processual e não lhe subjaz nenhum debate político ou de ideias, mas pura e simplesmente uma questão de relações e jogo de poder (pelo menos em Lisboa), embora aqui ou ali com algumas curtas declarações políticas. E, salvo no caso dos oportunistas, quem age neste plano, fá-lo porque pretende levar à prática uma ideia política concreta.
Apesar disso esta pura mecânica partidária é simultâneamente completamente política: não apenas porque a questão é a de que "em quem confio para me representar" mas também porque depois em Congresso daí resultará, em virtude dos militantes eleitos, uma ou outra decisão sobre os estatutos, as propostas políticas das moções, o debate do novo programa do partido, a possibilidade de intervenção perante o conjunto dos militantes, a definição de quem dirijirá o partido nos próximos tempos.
Concluindo: num sistema como o nosso há duas hipóteses de intervenção política. Na movimentação civica e no sistema partidário (que no fim acaba por ser o lugar em que todas as questões são de facto decididas). E neste último não é possivel fazer política se não se estiver disposto a "jogar" nos dois planos: o das ideias e o da mecânica electiva. O resto é lirismo e no fim a desilusão que acaba por afastar tantos...
Note-se para os que se possam escandalizar com estas linhas: a preversão que todos receamos (e essa sim nociva) será a que resulta para quem a mecânica fica a ser tudo porque não há ideia nenhuma que a motive. Mas desses não rezará a história política do país...
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terça-feira, dezembro 13, 2011
Pedro Lomba e Assunção Esteves: a propósito dos deputados e dos políticos
Hoje no Público Pedro Lomba atira-se a Assunção Esteves (salvo seja...;-) a propósito de uma frase desta última que ele transcreve assim: "Os deputados sabem que podem contar comigo para defender a imagem a que temos direito, que é uma imagem de dignidade. E é uma dignidade acrescida pelo sentido de entrega que é superior ao do cidadão comum, á das pessoas que estão habituadas às suas vidinhas".
Enveredando pela exploração caricatural desta frase e pelo fácil apelo primário contra "os políticos" Pedro Lomba constrói um artigo que agradará ao sentimento anti-partidário de boa parte da nossa população, mas presta um mau serviço à política, á democracia e ao serviço do bem comum que é a grande marca de quem se empenha em intervir na vida do país a qualquer nivel de responsabilidade: local ou nacional, no executivo ou na fiscalização, em termos sectoriais ou gerais.
Sou testemunha dos bons sentimentos de tantos e tantos que se dedicam à política e dos sacrificios que isso implica a nivel profissional, pessoal e familiar. E não é por um punhado de meliantes que também os há na política que se pode julgar esse empenho de milhares e milhares de homens e mulheres deste país.
E que sim, em termos civicos, esão uns furos acima da generalidade da população que vive a sua vidinha...! Não quer isto dizer que sejam superiores a outros, mereçam mais do que outros ou se possam arrogar títulos especiais. Mas no serviço do bem comum (e não faço aqui distinções ideológicas, partidárias ou outras) estão claramente à frente de outros, mesmo se cheios de limites, dificuldades, pecados, estupidezes e ilusões. Um à frente que repito não lhes dá direitos nenhuns senão o de serem respeitados por essa generosidade da qual todos beneficiamos. Mas voltarei ao tema.
Enveredando pela exploração caricatural desta frase e pelo fácil apelo primário contra "os políticos" Pedro Lomba constrói um artigo que agradará ao sentimento anti-partidário de boa parte da nossa população, mas presta um mau serviço à política, á democracia e ao serviço do bem comum que é a grande marca de quem se empenha em intervir na vida do país a qualquer nivel de responsabilidade: local ou nacional, no executivo ou na fiscalização, em termos sectoriais ou gerais.
Sou testemunha dos bons sentimentos de tantos e tantos que se dedicam à política e dos sacrificios que isso implica a nivel profissional, pessoal e familiar. E não é por um punhado de meliantes que também os há na política que se pode julgar esse empenho de milhares e milhares de homens e mulheres deste país.
E que sim, em termos civicos, esão uns furos acima da generalidade da população que vive a sua vidinha...! Não quer isto dizer que sejam superiores a outros, mereçam mais do que outros ou se possam arrogar títulos especiais. Mas no serviço do bem comum (e não faço aqui distinções ideológicas, partidárias ou outras) estão claramente à frente de outros, mesmo se cheios de limites, dificuldades, pecados, estupidezes e ilusões. Um à frente que repito não lhes dá direitos nenhuns senão o de serem respeitados por essa generosidade da qual todos beneficiamos. Mas voltarei ao tema.
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