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terça-feira, fevereiro 26, 2013

Berlusconi ou de como a realidade tem muita força




É verdade que a personagem abunda em limites e não é difícil elencar-lhe defeitos e fazer troça de muitas das suas histórias. Como dizia alguém há uns tempos (no fim do seu último governo) "começa a tornar-se difícil defender o Berlusca”…Mas daí a chamar-lhe comediante, equiparando-o a Beppe Grillo, vai uma grande distância, que hoje com ligeireza é ultrapassada no editorial do Público.

No fundo uma manifestação mais daquela mentalidade de esquerda que não permite entender nada e que induz os maiores enganos e depois estas estranhas surpresas, como muito bem o diz hoje o editorial do Corriere della Sera onde é feito um impressionante mea-culpa do mainstream mediático, cultural, político e europeu. As principais citações desse artigo estão aqui na Tempi a mais segura forma de seguir o que se passa a par do Facebook de Silvio Berlusconi.

O artigo é muito clarividente e prenuncia já, explicita ou implicitamente, o que vai acontecer nos tempos próximos: o insulto ao centro-direita italiano, o lançar de culpas ao eleitorado (que não soube votar bem, isto é, na esquerda [tipo, como diz a malta nova agora, referendo europeu]), o recomeço das campanhas pessoais contra Berlusconi e o reactivar dos processos judiciais, em vez de se reconhecer que há em Itália um povo que se reconhece, com liberdade (esta palavra tão usada mas cuja realidade é tão temidas pela esquerda), no centro-direita, que pede menos impostos, mais liberdade (económica, política, religiosa), respeito pelos valores e tradições que fizeram a Europa, a defesa da Vida e da Família nos planos político e legislativo, etc. E que apesar da perda de tempo dos 18 anos de governo de Berlusconi (salvo a bem sucedida experiência na Lombardia) não desiste de exigir o que necessita às suas lideranças e tem bem claro que a esquerda não é nem nunca foi a solução para problema nenhum, nem sequer os seus, como se vê pela amostra e nos resultados de Beppe Grillo (um caminho que não leva a lado nenhum, de um moralismo insuportável [quanto tempo iremos esperar pela derrocada do “a honestidade vai ficar na moda”…], mas que é uma forma de protesto extrema que nasce da incapacidade dos políticos responderem às necessidades dos povos).

A propósito do que se passou vale também muito a pena ler este artigo sobre a eleição ou não de alguns católicos de referência na política italiana, este sobre os grandes perdedores da noite (de Di Pietro, o juiz das Mãos Limpas que estilhaçou o sistema político italiano há vinte anos atrás, a Fini, ingloriamente desaparecido na sopa morna do centro de Monti) e este de Giuliano Ferrara, director do Il Foglio, que explica sabiamente que Berlusconi não é uma excrescência a eliminar mas uma pessoa que, com todos os seus defeitos (uma frase quase inevitavelmente associada ao seu nome…), “construiu uma maioria capaz de superar o horizonte de todos os erros e todas as loucuras (incluindo as suas)” e que Berlusconi é uma parte de Itália "e sem esta, não se governa".

Quanto ao futuro? Deus o dirá. Mas uma coisa é certa: passa por Berlusconi e passa bem. E para o centro-direita em Portugal fica mais um exemplo de como um povo que sabe de onde vem e ao que vai, necessita lideranças fortes, determinadas e sem medo do politicamente correcto. Dêem a esse povo em Portugal primárias nos partidos para escolha dos candidatos, círculos uninominais e voto de preferência num círculo nacional, e verão como é possível de facto e correspondente às expectativas de todos (esquerda e direita) um sistema mais democrático, políticas sufragadas e políticos sindicáveis, premiáveis e castigáveis…
Nota irresistível: coitadas daquelas miúdas do Femen…tanto frio para nada…


quarta-feira, novembro 07, 2012

Eleições americanas: as diferenças entre Romney e Obama




Pois é...Romney perdeu...mas é pena...!

Este vídeo (acima) foi praticamente o filme final da campanha e traça bem as diferenças entre Mitt Romney e Obama.

E vale a pena ver na íntegra as suas (de Romney) declarações de reconhecimento da derrota, agradecimentos de campanha e pedido de oração pelo presidente Obama. Está aqui em baixo e dura 5 minutos.

Realmente a diferença que há entre a política na América e na Europa...! Lá uma campanha política daquela dimensão termina com o candidato derrotado a rezar pelo candidato vencedor...!


terça-feira, março 27, 2012

USA: pode um Católico candidatar-se a Presidente?

National Catholic Register

Blogs
Can a Faithful Catholic Run for President?
BY Matthew Archbold
Newsflash! Rick Santorum is Catholic! No, really Catholic. What? Who knew?
It’s come to light that Santorum, in a number of interviews, has said he agrees with the Church and that contraception is “harmful to women.”
Insert gasp here. In fact the comments were so gasp worthy that it took months for people to realize how offended they were.
In October, Santorum said in an interview:
One of the things I will talk about that no President has talked about before is I think the dangers of contraception in this country, the whole sexual libertine idea. Many in the Christian faith have said, “Well, that’s okay. Contraception’s okay.”
It’s not okay because it’s a license to do things in the sexual realm that is counter to how things are supposed to be.
As Santorum made abundantly clear in the interview he’s not talking about outlawing contraceptives. He’s talking about his personal beliefs.
The Washington Post’s Jennifer Rubin has called these comments “mind numbing” and says it’ll kill Santorum’s election chances.
Matt Lewis of The Daily Caller wrote that Santorum can believe whatever he wants but if he wants to win he shouldn’t talk about contraception.
Santorum, it seems, finds it almost dishonorable to parry a question about core values. His candidacy isn’t just about winning, it’s also about sending a message to America. He now has a forum and a microphone — with great power comes great responsibility! — and wouldn’t it would be wrong to pass up this opportunity to teach…or proselytize?
In short, it’s O.K. to be a Catholic presidential candidate as long as you’re quiet about it.
Lewis may be right in that it may not be smart politics but I think part of the reason Santorum is surging is that he is who he says he is. Santorum is not the talking points and teleprompter kind of candidate. He’s the anti-Obama.
But never mind the politics of it for a moment.
Santorum’s position is worth talking about. There are a number of issues that presidential candidates do talk about including fatherlessness, abortion, and the skyrocketing rate of STD’s among young girls that are considered worthy of discussion. But I’d love to know how does one talk seriously about those issues without discussing the contraceptive mentality? To avoid discussing how the contraceptive mentality contributes to those three major problems shows a lack of seriousness in discussing those issues.
Matt Lewis says simply that the American people don’t want their politicians talking about contraception. What?! It’s all the Democrat party ever talks about. In the Democratic playbook there’s one solution to all the ills facing America today. Global warming? Contraception. Poverty? Contraception. Abortion? Contraception? The debt? Contraception.
What’s really meant is that you’re not allowed to discuss the negative consequences of a high percentage of the female population ingesting carcinogens and feeling able to jump into bed with men they don’t trust or love.
Santorum said he thinks birth control is harmful to women. Notice nobody’s taking on the issue itself. They want him silenced. It’s off limits. Anti-women.
This is a manufactured controversy that details the roadmap of how Santorum’s opponents intend to destroy his candidacy.
By saying as Jennifer Rubin did that Santorum’s statement “undermines Santorum’s electability” is to say that being faithfully Catholic is a disqualifier from public office. And it may be she’s right. It may be a disqualifier nowadays. Maybe you have to be a Sebelius Catholic or a Pelosi Catholic nowadays to succeed. But then, isn’t that a discussion worth having as well? Or are we not allowed to discuss that either?

quarta-feira, março 21, 2012

USA: Rick Santorum no Washington Post



No Catholic World News saiu uma nota em que se faz referência ao artigo que sobre Rick Santorum saiu no Washington Post. A Nota é esta abaixo, mas é impressionante o pânico dos media liberais (no sentido americano da expressão, nós aqui na Europa, diriamos "da esquerda") com um político católico assumido...

Santorum believes in sin, Post profile alerts readers                   March 20, 2012

Continuing to call attention to the religious beliefs of Republican presidential candidate Rick Santorum, the Washington Post carries a confused article that quotes from a speech Santorum gave 3 years ago at Ave Maria University, and speaks at length about the candidate’s ties with Opus Dei.
Santorum is not a member of Opus Dei, nor is Ave Maria University affiliated with the movement. The Post story also mentions that Santorum’s parish is regarded as conservative, apparently because the pastor preaches about sin. The Post story suggests that it is remarkable that Santorum, too, believes in the existence of sin.

terça-feira, março 06, 2012

Super Terça-feira: o catolicismo de Rick Santorum


No próprio dia da Super Terça-feira (hoje), um dia importante no qual em muitos estados se desenrolam as primárias do Partido Republicano para escolha do candidato do partido a Presidente dos Estados Unidos (pode-se ver mais sobre o dia de hoje aqui) ajuda a perceber quem é Rick Santorum este artigo que o Blog Logos acaba de publicar:



Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Santorum intensificó su fe gracias a su suegro y le hizo una promesa al hijo que perdió al nacer
In Religión en Libertad

Salvo un repunte sorpresa de Newt Gingrich el próximo martes, a Barack Obama le disputarán en noviembre la presidencia de los Estados Unidos o Mitt Romney o Rick Santorum. Éste ya cuenta con protección del Servicio Secreto en cuanto aspirante con posibilidades, y está saliendo victorioso de los intensivos escrutinios a que la prensa somete a los candidatos durante el largo proceso de primarias e incluso después.

The New York Times, no precisamente favorable a Santorum, le dedica este fin de semana un reportaje centrado en su profunda religiosidad católica, quizá el aspecto más irritante para el establishment cultural progresista norteamericano, junto con su determinación de atacar Irán si es preciso para defender la seguridad del país.

El reportaje revela que, según confesó el mismo Santorum en algún off the record el año pasado, él era un "católico de nombre" hasta que conoció a su mujer y pensaron en casarse. Fue en 1988, y Karen era enfermera neonatal. Según el diario, la hoy esposa de Rick venía de una relación con un médico abortista y ella misma era partidaria del aborto.

Cara a cara con el suegro
Pero algo la hizo cambiar, y de hecho cuando empezó a salir con aquel joven aspirante a político (tenía 30 años) que llegaría al Senado en 1991, le urgió a visitar a su futuro suegro. Kenneth Garver era pediatra en Pittsburgh, especialista en genética y padre de una familia numerosa formada en una profunda fe católica.

"Nos sentamos uno en frente del otro en torno a su mesa, y estuvimos toda la tarde hablando del aborto. Quedé absolutamente convencido de que tanto desde el punto de vista de la ciencia como desde el punto de vista de la fe, no había más que una postura posible", explicó Santorum en octubre a un grupo provida.

Según el diario neoyorquino, ése fue el momento en el que Santorum y su mujer intensificaron su vivencia religiosa, traducida a lo largo de toda esta campaña en unos posicionamientos inequívocos en torno al aborto, los anticonceptivos, el "matrimonio" entre personas del mismo sexo, la libertad de educación de las familias o la separación entre Iglesia y Estado. Lo cual le ha granjeado votos, pero también se los ha quitado. Rick ha preferido en cualquier caso decir lo que piensa y presentarse ante sus electores tal como es.

Cartas a Gabriel... y una promesa
En buena medida, eso se debe a la promesa que le hizo a su hijo Gabriel, que murió a las pocas horas de nacer tras un embarazo al que le sugirieron en más de una ocasión poner término, porque los problemas del feto se detectaron desde la vigésima semana. Pero los Santorum creyeron siempre que Dios tenía un plan para la corta vida de unas horas que sabían tendría el bebé.

Dice un amigo suyo desde hace veinte años, Frank Schoeneman, que, al fallecer el pequeño, Santorum hizo el voto de llevar una vida de la que Gabriel pudiese sentirse orgulloso. Y eso incluye no esconderse ni tener respetos humanos en la profesión de su fe. En 1998 escribió un libro, Cartas a Gabriel, volcando su alma en recuerdo de la tragedia vivida.

Schoeneman añade que Rick no es un new-born (renacido) que vio la luz de golpe: "Ha habido una evolución. Siempre fue católico y siempre fue un hombre de fe, pero no con este nivel de fe", subraya.

Encontrar a Dios en la política
Curiosamente, el otro momento decisivo en esa evolución fue su llegada al Senado. Allí conoció a un senador de Oklahoma, Don Nickles, quien le animó a asistir con otros senadores a unas reuniones de estudio de la Biblia.

Finalmente, Karen y él encontraron el lugar idóneo para intensificar su fe en la parroquia de Santa Catalina de Siena, en el norte de Virginia, a donde se habían trasladado a vivir: "El párroco era extraordinario y nos llenó del Espíritu Santo", confesó el aspirante a la Casa Blanca.

El cual tiene muy claro que Dios es el centro de su vida, y muy clara cuál es su actitud ante Jesucristo: "Ante sus ojos soy totalmente inútil. No puedo hacer nada por Él. Sólo amarle".

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Primárias Republicanas: amanhã no Michigan


Continuam ao rubro as Primárias republicanas nos USA. Nos jornais de fim-de-semana li um extenso artigo sobre a situação no centro-direita em Portugal e as próximas presidenciais em que o único que se refere a que seria bom tal coisa (primárias) também existissem entre nós (antes de se definir quem será o candidato do centro-direita) é, claro, Pedro Santana Lopes. Subscrevo inteiramente.

Entretanto nos Estados Unidos:


Rick Santorum defende religião na praça pública
Inserido em 27-02-2012 12:57
“Não acredito numa América onde a separação entre Igreja e Estado é absoluta”, disse republicano.

Rick Santorum, um dos políticos que disputa a nomeação republicana para a presidência dos Estados Unidos, defendeu ontem a importância de dar espaço na praça pública às religiões e às pessoas com fé.

O senador, que é católico praticante, lamentou que as universidades, por exemplo, já não sejam locais neutros para as pessoas com fé e que a praça pública se tem tornado crescentemente hostil para com a religião.

“Que país é este que diz que apenas pessoas sem fé podem vir falar na praça pública? Essa ideia dá-me vómitos”, afirmou.

Santorum, que é neste momento um dos dois candidatos, juntamente com Mitt Romney, com maiores probabilidades de ganhar a nomeação, chegou mesmo a afirmar: “Eu não acredito numa América em que a separação entre Igreja e Estado é absoluta”.

Noutra entrevista Santorum afirmou que “a ideia de que a igreja não pode ter qualquer influência ou envolvimento no governo do Estado é absolutamente antitética aos objectivos e a visão do nosso país”.

A religião tem sido sempre um factor importante nas candidaturas presidenciais nos Estados Unidos, particularmente no campo republicano. Rick Santorum tem liderado as sondagens entre cristãos conservadores, incluindo os evangélicos que parecem ter ultrapassado uma histórica desconfiança da Igreja Católica depois de algumas décadas a trabalhar lado a lado com ela por causas comuns.

Santorum pode ainda beneficiar da desconfiança que muitos eleitores nutrem pela religião mórmon de Mitt Romney, que não é considerada cristã pela maioria das confissões.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Papa, políticos católicos e aborto

Catholic politicians must uphold the right to life, Pope reiterates

Here

On Thursday Pope Benedict addressed a group of US Catholic bishops in Rome. I recommend strongly reading the whole (brief) address, but in particular I wish to highlight this statement:
"...the issues which are determining the future of American society. ... In this regard, I would mention with appreciation your efforts to maintain contacts with Catholics involved in political life and to help them understand their personal responsibility to offer public witness to their faith, especially with regard to the great moral issues of our time: respect for God's gift of life, the protection of human dignity and the promotion of authentic human rights."
In other words, Catholic politicians must vote against and oppose abortion, abusive embryo research, euthanasia and the homosexual agenda, which variously threaten the gift of life, human dignity and authentic human rights. This is because such threats "threaten the future of humanity", as Pope Benedict said earlier this month. Dr Jon Cruddas, the Catholic MP who has voted for or otherwise supported abortion, euthanasia and so-called homosexual rights, should take note, as should Dr Cruddas's supporters at The Tablet and the Las Casas Institute.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Estados Unidos: um católico candidato pelo Partido Republicano?

Muito interessante o artigo de Monsenhor Albacete no Ilsussidiario sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos e o candidato a candidato do Partido Republicano Newt Gingrich que se descobre ser um católico recém-convertido provindo de uma confissão baptista.
Vale a pena ler aqui.
Quanto ao homem é este:

quarta-feira, novembro 30, 2011

Europa: concordando com Mário Soares

Não tenho especial simpatia (de facto, nenhuma...;-) por Mário Soares (contas antigas relacionadas com a miserável descolonização dos anos 70) a não ser a gratidão pelo seu contributo para termos parado os comunistas depois do 25 de Abril, mas quando uma pessoa diz uma coisa acertada, isso é-o, independentemente de outras considerações.
Assim a ocasião de concordar é dada por esta parte das suas declarações no Público de ontem quando diz:
"A União Europeia está desorientada. Dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor".
Embora não concorde com a extensão do anátema (o que tem faltado é neo-liberalismo, isto é ter obrigado os bancos a suportarem o custo das asneiras que fizeram, salvando-os à custa de todos os contribuintes...) é bem visto de facto.
Sobretudo porque nunca é demais recordá-lo a União Europeia é uma ideia e iniciativa de politicos católicos (de Missa diária, acrescente-se) que não vejo se reveriam hoje na actual construção europeia e nos seus atropelos ao princípio da subsidiariedade, um dos pilares da Doutrina Social da Igreja.