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terça-feira, novembro 20, 2012

Resultados do Censos 2011: um pavor!

Embora não inesperado...o texto abaixo (da TVI e IOL) foi retirado daqui e fala por si...

Censos: somos mais, mais velhos e vivemos nas cidades

Filipe Caetano
 
São os resultados definitivos dos Censos 2011, divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. A população residente em Portugal em março de 2011 era de 10.562.178 pessoas, mais 2% em relação a 2001. O crescimento deveu-se sobretudo aos imigrantes, dado que em 2011 havia mais 206.061 pessoas, 188.652 das quais imigrantes. As 17.409 pessoas restantes são resultado do saldo natural entre nascimentos e mortes.

Há cada vez mais mulheres (52% contra 51,7% dez anos antes) e menos pessoas a viver no interior. O Algarve foi a região do país em que a população mais cresceu (14,1%), seguindo-se da região autónoma da Madeira (9%), Lisboa (6%) e da região autónoma dos Açores (2%).

50% da população está concentrada em apenas 33 dos 308 municípios, maioritariamente na região da grande Lisboa, grande Porto e Algarve. Lisboa é o mais populosa, com quase 550 mil habitantes, mas perdeu população em relação a 2001 (3%, cerca de 17 mil pessoas). Seguem-se Sintra (377.835 residentes), Vila Nova de Gaia (302.295), Porto (237.591) e Cascais (206.479).

Instituto Nacional de Estatística divulga dados referentes a 2011. Um retrato do país O Porto perdeu quase 10% de residentes e Cascais foi dos que registou um dos maiores crescimentos absolutos, com um aumento de 35.796 habitantes numa década.

O município que ganhou mais população foi Santa Cruz, na Madeira, com 44,7%, seguindo-se de Mafra, com 41,1%. No lado oposto, dos que perderam mais população, estão Alcoutim (-22,6%) e Mourão (-17,6%).

Mais velhos

Os portugueses também estão cada vez mais velhos. 20% da população residente em Portugal é idosa. São mais de dois milhões de pessoas com 65 anos ou mais a viver no país, e, muitas delas, sozinhas. Por outro lado, há um decréscimo para os 15% da população jovem, sendo que, numa década, se perdeu população em todos os grupos etários até aos 29 anos.

Entre 2001 e 2011 a percentagem de idosos com 65 ou mais anos subiu de 16% para 19%, mas para o grupo populacional dos idosos com 70 ou mais anos o crescimento foi ainda mais acentuado, com um aumento de cerca de 26%.

Segundo os dados do INE, 21% de pessoas vivem sozinhas, na maioria delas idosas, e geralmente no interior do país.
Alentejo, Centro e Algarve são as regiões mais envelhecidas do país, e as regiões autónomas da Madeira e Açores são as únicas que apresentam uma idade média da população inferior a 40 anos de idade, sendo também as únicas que apresentam mais jovens do que idosos.

Brasileiros são a maior população imigrante

À data da realiação dos Censos 2011, residiam em Portugal cerca de 395 mil pessoas de nacionalidade estrangeira, o que representava cerca de 3,7% da população. Na última década a população estrangeira cresceu 70%. A maior comunidade estrangeira era a brasileira, com 110 mil pessoas, seguindo-se da cabo-verdiana, da ucraniana e da angolana. Registo parao grande aumento de romenos e chineses.

A Região de Lisboa concentra mais de metade dos estrangeiros residentes em Portugal (51,6%), seguindo-se as regiões Centro (13,9%)e Algarve (13,2%). Aliás, nesta última região os estrangeiros representam 12% da população total.

Mais professores e administrativos

Na última década, o pais registou progressos a nível de ensino, sendo que a população com 23 ou mais anos com ensino superior passou de 9% para 15%, tendo o número de diplomados quase duplicado. A taxa de analfabetismo recuou de 9% para 5,2%.

Mais de 50% dos diplomados concentravam-se em quatro grandes áreas de estudo: comércio e administração, formação de professores, saúde e ciências sociais. As áreas de letras, ciências religiosas, direito e agricultura perderam relevância.

Também segundo os dados do INE, a maioria dos portugueses estava fora do mercado de trabalho em 2011.

domingo, setembro 16, 2012

Demografia: o crime documentado

Nos debates em curso sobre natalidade e demografia corremos por vezes o perigo de parecer ver conspirações onde elas não existem...Infelizmente vêm depois os factos comprová-las...ou senão leiam isto (antecipo a conclusão: não só isto é criminoso, como no caso da Europa, pode conduzi-la à extinção, da sua população, entre uma e três gerações)...faço notar que as fontes originais e derivadas da notícia são totalmente insuspeitas...

fonte: http://expresso.sapo.pt/estrategias-para-travar-o-aumento-populacional=f739088?mode=thread&va=4344569#4344569

No Dia Mundial da População, o Worldwatch Institute (EUA) faz nove propostas ambiciosas para evitar que os habitantes da Terra cresçam de sete para nove mil milhões em 2050.

Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)
20:58 Quarta feira, 11 de julho de 2012

Acabar com todas as políticas que recompensam financeiramente os pais com base no número de filhos e atribuir preços aos custos e impactos ambientais de um filho adicional numa família, são as duas propostas mais radicais do Worldwatch Institute (EUA).

A conhecida organização independente com sede em Washington, que desenvolve investigação nas áreas da energia, recursos e ambiente, divulgou hoje, a propósito do Dia Mundial da População, nove propostas ou estratégias para estabilizar a população mundial, que hoje ultrapassa as sete mil milhões de pessoas.

Robert Engelman, presidente do instituto, afirma que "embora a maioria dos analistas assuma que a população mundial vai crescer dos atuais sete mil milhões de habitantes para nove mil milhões em 2050, é possível a Humanidade nunca alcançar esta dimensão".
Todo o poder às mulheres

O dirigente argumenta que "o crescimento insustentável da população só pode ser efectivamente e eticamente travado, dando às mulheres o poder de escolherem ficar grávidas apenas quando querem".

Engelman diz também que há exemplos em todo o mundo "de políticas efectivas e relativamente baratas que não só reduzem as taxas de natalidade, como também respeitam as aspirações reprodutivas dos pais e apoiam uma sociedade educada e economicamente ativa que promove a saúde das mulheres e das raparigas".

Se a maior parte das propostas do Worldwatch Institute forem postas em prática, "é previsível que o crescimento da população mundial comece a diminuir antes de 2050". 
Padrão de crescimento ambientalmente sustentável

Eis as nove estratégias que poderão colocar a população mundial num padrão de crescimento ambientalmente sustentável:

 1. Garantir acesso universal a opções contraceptivas seguras e efectivas para ambos os sexos.

 2. Garantir o acesso à educação secundária a todos, em especial as raparigas.

 3. Erradicar a discriminação baseada no género das leis, das oportunidades económicas, dos sistemas de saúde e da cultura.

 4. Oferecer educação sexual apropriada à idade para todos os estudantes.

 5. Acabar com todas as políticas que recompensam financeiramente os pais com base no número de filhos. Os governos podem manter ou até aumentar os benefícios fiscais e financeiros aos pais, só que não os devem ligar ao número de filhos mas ao próprio estatuto de maternidade e de paternidade.

 6. Integrar lições sobre população, ambiente e desenvolvimento nos currículos escolares a vários níveis.

 7. Atribuir preços aos custos e impactos ambientais de um membro adicional numa família. Ao quantificar estes custos calculando impostos e gastos adicionais na alimentação, os casais podem concluir que o custo de terem mais um filho é demasiado alto, comparado com os benefícios de uma família mais pequena, e decidir de livre vontade não alargar a família.

 8. Adaptar a sociedade a uma população com maior esperança de vida, dando acesso ao mercado de trabalho aos mais velhos, em vez de promover a natalidade através de incentivos e programas governamentais.

 9. Convencer os líderes políticos a assumirem um compromisso para estabilizar o crescimento da população, através do exercício dos Direitos Humanos e da promoção do desenvolvimento humano.