Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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terça-feira, dezembro 30, 2014
Presidenciais USA: Jeb Bush como expectável...!
A primeira vez que ouvi falar dele foi há uns três ou quatro anos atrás aquando de um National Prayer Breakfast em Washington. Falaram-me dele como uma promessa segura e prometedora. A sua biografia é boa. Aguardemos o que dirão os do Tea Party para um juízo mais informado...;-)
No Público de ontem saiu um artigo interessante prenunciando um duelo dele com a Hilary Clinton e focando esta coisa curiosa de parecer existir uma certa tendência dinástica na política americana. A seguir...
Mas uma coisa é certa: dá gozo antecipado adivinhar o que não dirá a esquerda se por acaso um terceiro Bush chegar à presidência dos Estados Unidos...lol!
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sexta-feira, fevereiro 28, 2014
Sarah Palin: imparável!
A notícia chegou-me pela lista electrónica de uma publicação periódica conservadora dos Estados Unidos. Não apenas sobre este Reality Show em que se pretende mostrar a vida ao ar livre na América mas também interessantes dados sobre as possibilidades de candidatura presidencial desta política americana com que muito simpatizo. Vale a pena ler:
Sarah Palin Returning to Reality TV With 'Amazing' Show
Wednesday, 26 Feb 2014 10:01 PM
By Sandy Fitzgerald
The former Alaska governor's new program, "Amazing America With Sarah Palin," is scheduled to premiere at 8 p.m. EDT on April 3 on the Sportsman Channel, Politico reports.
In a promotional video, Palin is seen in silhouette in front of an American flag as quotes about her newsmaking ability, charm and complexity appear on the screen.
She then appears, saying, "America: Prepare to be amazed."
Palin will take viewers into "red, wild, and blue America," highlighting people and places that exemplify outdoor life and the American spirit, a Sportsman Channel statement said.
"I'm excited to help shine a light on all the great American sportsmen and -women in the country who live the outdoors lifestyle," Palin says. "Sportsman Channel is the leader in their industry, and I am thrilled to be partnering with them on this show."
Gavin Harvey, CEO of the Sportsman Channel, called Palin "one of America's popular leaders, whose powerful love of country and passion for the great outdoors is inspiring to millions and millions of people."
Palin has remained a popular figure since her 2008 campaign as Sen. John McCain's vice presidential running mate, and Republicans rate her higher than every other potential 2016 presidential contender, a recent Public Policy Polling survey found, even though her name was not on the pollster's list of potential candidates.
The poll showed that Palin, a tea party favorite, has a 70 percent favorability rating among Republican primary voters, topping six other potential candidates in the poll.
Palin's previous reality show, "Sarah Palin's Alaska," proved to be a ratings winner for The Learning Channel. It attracted almost 5 million viewers for its premiere, the largest in the channel's history.
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segunda-feira, janeiro 21, 2013
Sobre a posse de Barak Obama

Embora tenha muito sérias dúvidas sobre se é o presidente de que os Estados Unidos e o mundo precisam e fundadas reticências às suas políticas "sociais" (desde o seguro de saúde cuja obrigatoriedade viola a liberdade religiosa, pela primeira vez na história daquele país, ao seu apoio ao aborto e ao casamento gay) não é possível caír no erro frequente da imprensa esquerdista que, no insulto a Georges Bush (filho) ou a Ronald Reagan, admitiam que fosse possível um "pateta" chegar à Casa Branca.
Se Obama é presidente dos Estados Unidos além da primeira e fundamental razão (os americanos assim quiseram por maioria dos seus representantes) é porque para isso tem as qualidades necessárias e o peso político necessário. É uma pena (do meu ponto de vista) mas é assim.
O que não me impede de um sorriso quando penso nas suas promessas irrealistas e ingénuas sobre Guantanamo que infelizmente continua bem aberta entre outras razões porque a Europa tão defensora dos direitos humanos se recusa a aceitar "abrigar" um sequer dos seus prisioneiros...
Uma nota final: o "pormenor" impressionante dos presidentes dos Estados Unidos tomarem posse, jurando sobre uma Bíblia. Se fosse em Portugal era um chinfrin que nem quero imaginar...! Mas sabe Deus como ele (Obama) precisa Dele...! (nomeadamente pelo "simples" facto [que peso, meu Deus!] que decide da morte de pessoas, veja-se ao autorizar o uso e alvos dos Drones, no quadro da guerra ao terrorismo...)
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quarta-feira, novembro 07, 2012
Eleições americanas: as diferenças entre Romney e Obama
Pois é...Romney perdeu...mas é pena...!
Este vídeo (acima) foi praticamente o filme final da campanha e traça bem as diferenças entre Mitt Romney e Obama.
E vale a pena ver na íntegra as suas (de Romney) declarações de reconhecimento da derrota, agradecimentos de campanha e pedido de oração pelo presidente Obama. Está aqui em baixo e dura 5 minutos.
Realmente a diferença que há entre a política na América e na Europa...! Lá uma campanha política daquela dimensão termina com o candidato derrotado a rezar pelo candidato vencedor...!
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segunda-feira, novembro 05, 2012
Eleições USA: a minha aposta em Mitt Romney
Hoje no Diário de Notícias Luis Queiró diz melhor do que sou capaz no artigo A minha aposta em Mitt Romney porque também eu estou com este candidato e desejo ardentemente o mesmo vença amanhã as eleições presidenciais americanas.
Só um ponto posso acrescentar: com Mitt Romney estaremos seguros contra os escandalosos e inéditos atentados de Obama contra a liberdade religiosa (um ataque ao coração da ideia de liberdade que fez grande a América) e consideravelmente mais amparados nas reivindicações pro-família e pro-vida às quais o actual presidente com aquele ar cândido que Nosso Senhor lhe deu se tem oposto...
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domingo, outubro 07, 2012
Obama ou como o casamento é verdade...
Bem entendido que nutro o maior dos desejos que os Obamas regressem a casa já neste mês de Novembro e o visionamento do vídeo abaixo não me fez esquecer nem o apoio que os Obamas têm dado ao aborto e ao casamento gay, nem o ataque sem precedentes à liberdade religiosa que se vive hoje em dia nos Estados Unidos, nem tantas outras coisas sucedidas (ou sobretudo não sucedidas) que demonstraram a inconsistência do homem.
Mas a graça que encontrei neste vídeo, certamente cozinhado pelos seus campaigners, justifica que aqui o coloque. Porque é tão engraçado verificar como apesar de todas as nossas diferenças, entre todos nós, os humanos, há uma unidade no género humano, uma comunhão de experiências, uma identidade essencial do coração humano, uma universalidade nos sentimentos, uma comum vivência da instituição familiar, que, melhor que todos os discursos, mostra como só podemos ter uma idêntica e comum origem e como de facto deveremos ter sido feitos "á imagem e semelhança" de Alguém...!
No caso são os 20 anos de casados. Quem de nós que teve a sorte e a graça de os alcançar (cá em casa vamos nos 26 anos...) não se identifica com esta história, assim contada neste vídeo...? ;-)
Mas a graça que encontrei neste vídeo, certamente cozinhado pelos seus campaigners, justifica que aqui o coloque. Porque é tão engraçado verificar como apesar de todas as nossas diferenças, entre todos nós, os humanos, há uma unidade no género humano, uma comunhão de experiências, uma identidade essencial do coração humano, uma universalidade nos sentimentos, uma comum vivência da instituição familiar, que, melhor que todos os discursos, mostra como só podemos ter uma idêntica e comum origem e como de facto deveremos ter sido feitos "á imagem e semelhança" de Alguém...!
No caso são os 20 anos de casados. Quem de nós que teve a sorte e a graça de os alcançar (cá em casa vamos nos 26 anos...) não se identifica com esta história, assim contada neste vídeo...? ;-)
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quarta-feira, setembro 19, 2012
Mitt Romney: oh pra eles a mostrar o que a casa gasta...!
O escândalo que hoje a imprensa faz a propósito das declarações de Mitt Romney num encontro com financiadores da sua campanha e que foram clandestinamente filmadas e depois divulgadas (nota: o que seria se os republicanos tivessem feito a mesma coisa com Obama? Seriam insultados de Watergate para baixo ou para cima...!) é daqueles paradigmáticos em que grande parte da comunicação social revela o que a casa gasta e como ser independente e neutral, como o exigem as regras da profissão, está definitivamente fora do alcance da maioria dos nossos jornalistas, aqui em Portugal, na Europa ou na América, e por esse mundo fora...
Vale por isso a pena ler esta notícia do Business Insider e ver este vídeo:
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terça-feira, setembro 18, 2012
EUA: os Bispos católicos e Obama
Abp Chaput on voting for Obama: ‘I certainly can’t vote
for somebody who’s pro-choice’
PHILADELPHIA, Sept. 17, 2012 (LifeSiteNews.com) - As the November general election
approaches, America’s Catholic bishops have been walking a fine line as they
strive to avoid appearances of partisanship while at the same time they wage a
high-profile battle against the Obama administration over religious freedom.
Earlier this month, one of the leading lights in the U.S.
episcopate insisted he “certainly” could not vote for Obama, while not
specifically endorsing his Republic opponent Mitt Romney.
Asked whether a Catholic could vote for Obama in good faith,
Archbishop Charles Chaput of Philadelphia replied: “I can only speak in terms
of my own personal views. I certainly can’t vote for somebody who’s either
pro-choice or pro-abortion.”
In a wide-ranging interview with John Allen, Jr. of the National
Catholic Reporter, published Friday, the archbishop drew a sharp distinction
between a candidate’s “prudential judgments” about how we care for the poor,
and his position on an intrinsic evil like abortion.
Responding to concerns over the budget proposed by
Republican vice presidential candidate Paul Ryan, which some Catholic bishops
and other critics had called immoral because it cut programs to the poor, the
archbishop pointed out that people of good faith can legitimately disagree over
the role of government in providing aid to the poor.
“Jesus tells us very clearly that if we don’t help the poor,
we’re going to go to hell,” he insisted. “But Jesus didn’t say the government
has to take care of them, or that we have to pay taxes to take care of them.
Those are prudential judgments.”
“You can’t say that somebody’s not Christian because they
want to limit taxation,” he continued. “To say that it’s somehow intrinsically
evil like abortion doesn’t make any sense at all.”
The archbishop, while noting he is a registered independent,
said he has “deep personal concerns about any party that supports changing the
definition of marriage, supports abortion in all circumstances, wants to
restrict the traditional understanding of religious freedom.”
Chaput also said the bishops’ Fortnight for Freedom campaign
in the summer was a success in raising greater awareness among Catholics about
the grave threat to religious freedom facing America.
“The history of the world demonstrates that if we aren’t
always on guard about religious freedom, we’ll lose it. It happens everywhere,
and it could happen in the
United States,” he observed.
“I would never have thought, even ten years ago, that we
would be dealing with it so quickly,” he added.
On the HHS mandate, Chaput said he “can’t imagine” the
courts would not overturn it. “If we don’t win, I’ll be astonished, and I’ll be
even more worried about the future of religious freedom in our country,” he
said.
“Those who oppose us on the mandates are very insistent. I
thought they would back down by now, but they haven’t,” he continued. “We have
to fight as vigorously in opposing them as they are in imposing them. Who’s
going to win? I don’t know. It will be whoever fights the hardest and wins the
hearts and minds of the people.”
Read the full interview at the National Catholic Reporter.
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sexta-feira, agosto 31, 2012
Convenção Republicana (USA): mais dois grandes discursos!
Da Condoleezza Rice e do Paul Ryan, católico, candidato a vice-presidente dos Estados Unidos:
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quarta-feira, agosto 29, 2012
Peço desculpa mas as nossas são mais bonitas...
Ou se não acreditam vejam a mulher do Mitt Romney: cinco filhos e dezoito netos...!
Mas, sobretudo, vale a pena ouvir o discurso. Que lavar de alma...!
Nota: este "as nossas" refere-se às mulheres de Direita, embora, cavalheirismo oblige..., também as haja bonitas na esquerda. Mas proporcionalmente menos...;-)
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Convenção Republicana 2012: que lavar de alma!
O que vale nestes dias (em que o regresso de férias coincide seja com a anormalidade descrita no post abaixo, seja em constatar o estado anémico do centro-direita português) é que está a decorrer a Convenção do Partido Republicano (dos Estados Unidos)...!
Que lavar de alma...! Uma direita com energia e coragem, alma e sangue, musculos e carne, sem pedir desculpa pelo que é, certa das soluções que apresenta, conhecedora de onde parte e por isso de para onde vai, princípios claros e bonitos, sem medo da esquerda, da comunicação social ou do politicamente correcto. Só um pingo daquela movimentação (um movimento de activistas como o Tea Party, um Think-tank minimamente estruturado e muito gosto pelo fragor da batalha social, cultural e mediatica) e o centro-direita em Portugal levava uma volta...
Enfim, é aprender (com a melhor intervenção do primeiro dia como se escreve no Blog EUA 2012: a do Governador de New Jersey, Chris Christie, veja-se filme acima) e talvez não esteja longe a ocasião em que se possa começar e levar a cabo algo parecido: umas primárias no centro-direita para as próximas presidenciais portuguesas, por exemplo...!?
Nota: pode-se seguir a Convenção em directo, aqui.
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terça-feira, agosto 14, 2012
Paul Ryan ou dos católicos no Partido Republicano
A escolha por Mitt Romney de Paul Ryan, um católico, como seu candidato à vice-presidência dos Estados Unidos, além de demonstrar a importância da componente católica da movimentação republicana, e de ser um factor importantissimo na mobilização da militância Tea party, vem também mostrar como é cada vez mais saudável a relação entre católicos e outras confissões religiosas cristãs, desde os Mórmons aos Evangélicos.
Um sinal de esperança para a América e também para todos os países onde fenómenos semelhantes estão a ocorrer. Entre todos lembro-me agora da bancada evangélica no parlamento brasileiro ou do que se passou em Portugal na última campanha do Não ou na batalha por um referendo ao casamento gay.
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terça-feira, abril 24, 2012
Eleições americanas: a imposição dos media
Agora que com Santorum fora de jogo nada parece poder evitar que Mitt Romney seja o candidato dos republicanos às presidenciais americanas, os media procuram estabelecer (melhor se diria impor) as regras do debate e o que pode ou não ser defendido por este candidato em campanha...
Sem perceber que o que gera os fenómenos que depois não percebem (como e sem comparação possivel mas apenas para exemplificar o que aconteceu com Marine Le Pen em França) é precisamente que os eleitores estão fartos da conversa enrolada dos "moderados de serviço" e cada vez mais decididos a arriscar (algumas vezes, sobretudo na Europa, infelizmente, é verdade) nos candidatos que "partem a louça toda".
Isto é, a autenticidade e a energia política estão a dar frutos e quem se quiser afastar destas arrisca-se a ficar como os tolos a meio da ponte perdendo o seu espaço natural e não ganhando nada fora deste (domesticamente veja-se o caso de Cavaco que sem ganhar votos à esquerda, perdeu 500 mil à sua direita, com predominio nos conselhos onde o Não no último referendo do aborto havia ganho...).
Concluindo: o que poderá eventualmente fazer Romney vencer é quanto mais republicano este for. Porque para assegurar os valores democratas Obama chega e sobra...!
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domingo, abril 15, 2012
Presidenciais USA: mais uma prova de como os media estão tão fora...
Quem leia a imprensa portuguesa no que se refere às primárias republicanas é levado a pensar que Rick Santorum é mais ou menos o equivalente a José Pinto Coelho (do PNR) e Mitt Romney um politico que nos temas fracturantes está mais ou menos alinhado na mediana entre Paulo Portas (actual...) e Pedro Passos Coelho...! A origem da confusão parece-me estar em que o sistema intelectual de esquerda português não é estúpido (isto é, ainda que confusamente, adverte o perigo do momento em que o centro-direita português se verá confrontado com o mesmo conflito de identidade). Ora, quando isso coexiste com uma profunda ignorância jornalistica está reunido o caldo favorável à confusão acima identificada.
Mas na verdade, nada mais longe da realidade...a existir comparação (e pedindo perdão pela incompletude a ambos) a de Rick Santorum poderia ser com qualquer um dos protagonistas do chamado "voto católico" e a de Mitt Romney (no que às questões fracturantes respeita) com Manuel Monteiro (do PND) ou Paulo Portas (nos seus melhores dias...).
A prova do acima referido está aqui no site de Romney, já que quando a Rick Santorum, não é necessária demonstração tal a "peste" que o mesmo é para a classe jornalistica (onde como uma vez ouvi a um ex-director de um diário "se o universo eleitoral português se reduzisse aos portadores de carteira de jornalista, o Bloco de Esquerda tinha maioria absoluta"...;-)
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terça-feira, março 27, 2012
USA: pode um Católico candidatar-se a Presidente?

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Can a Faithful Catholic Run for President?
BY Matthew Archbold
| Posted 2/15/12 at 9:30 PM
It’s come to light that Santorum, in a number of interviews, has said he agrees with the Church and that contraception is “harmful to women.”
Insert gasp here. In fact the comments were so gasp worthy that it took months for people to realize how offended they were.
In October, Santorum said in an interview:
One of the things I will talk about that no President has talked about before is I think the dangers of contraception in this country, the whole sexual libertine idea. Many in the Christian faith have said, “Well, that’s okay. Contraception’s okay.”As Santorum made abundantly clear in the interview he’s not talking about outlawing contraceptives. He’s talking about his personal beliefs.
It’s not okay because it’s a license to do things in the sexual realm that is counter to how things are supposed to be.
The Washington Post’s Jennifer Rubin has called these comments “mind numbing” and says it’ll kill Santorum’s election chances.
Matt Lewis of The Daily Caller wrote that Santorum can believe whatever he wants but if he wants to win he shouldn’t talk about contraception.
Santorum, it seems, finds it almost dishonorable to parry a question about core values. His candidacy isn’t just about winning, it’s also about sending a message to America. He now has a forum and a microphone — with great power comes great responsibility! — and wouldn’t it would be wrong to pass up this opportunity to teach…or proselytize?In short, it’s O.K. to be a Catholic presidential candidate as long as you’re quiet about it.
Lewis may be right in that it may not be smart politics but I think part of the reason Santorum is surging is that he is who he says he is. Santorum is not the talking points and teleprompter kind of candidate. He’s the anti-Obama.
But never mind the politics of it for a moment.
Santorum’s position is worth talking about. There are a number of issues that presidential candidates do talk about including fatherlessness, abortion, and the skyrocketing rate of STD’s among young girls that are considered worthy of discussion. But I’d love to know how does one talk seriously about those issues without discussing the contraceptive mentality? To avoid discussing how the contraceptive mentality contributes to those three major problems shows a lack of seriousness in discussing those issues.
Matt Lewis says simply that the American people don’t want their politicians talking about contraception. What?! It’s all the Democrat party ever talks about. In the Democratic playbook there’s one solution to all the ills facing America today. Global warming? Contraception. Poverty? Contraception. Abortion? Contraception? The debt? Contraception.
What’s really meant is that you’re not allowed to discuss the negative consequences of a high percentage of the female population ingesting carcinogens and feeling able to jump into bed with men they don’t trust or love.
Santorum said he thinks birth control is harmful to women. Notice nobody’s taking on the issue itself. They want him silenced. It’s off limits. Anti-women.
This is a manufactured controversy that details the roadmap of how Santorum’s opponents intend to destroy his candidacy.
By saying as Jennifer Rubin did that Santorum’s statement “undermines Santorum’s electability” is to say that being faithfully Catholic is a disqualifier from public office. And it may be she’s right. It may be a disqualifier nowadays. Maybe you have to be a Sebelius Catholic or a Pelosi Catholic nowadays to succeed. But then, isn’t that a discussion worth having as well? Or are we not allowed to discuss that either?
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quarta-feira, março 21, 2012
USA: Rick Santorum no Washington Post
No Catholic World News saiu uma nota em que se faz referência ao artigo que sobre Rick Santorum saiu no Washington Post. A Nota é esta abaixo, mas é impressionante o pânico dos media liberais (no sentido americano da expressão, nós aqui na Europa, diriamos "da esquerda") com um político católico assumido...
Santorum believes in sin, Post profile alerts readers
March 20, 2012
Continuing to call attention to the religious beliefs of Republican presidential candidate Rick Santorum, the Washington Post carries a confused article that quotes from a speech Santorum gave 3 years ago at Ave Maria University, and speaks at length about the candidate’s ties with Opus Dei. Santorum is not a member of Opus Dei, nor is Ave Maria University affiliated with the movement. The Post story also mentions that Santorum’s parish is regarded as conservative, apparently because the pastor preaches about sin. The Post story suggests that it is remarkable that Santorum, too, believes in the existence of sin.
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segunda-feira, março 19, 2012
Primárias Republicanas nos Estados Unidos: ponto de situação
Directamente copiado da 1ª página do Toshiba/MSN:
Mitt Romney lidera primárias republicanas em Porto Rico

Mitt Romney lidera primárias republicanas em Porto
Rico
San Juan, 18 mar (Lusa) - O ex-governador de Massachusetts,
Mitt Romney, lidera os resultados das primárias do Partido Republicano dos
Estados Unidos em Porto Rico.
Segundo dados do centro de escrutínio, contados que estão 17
por cento dos votos, Romney alcançou 82,99 por cento, contra 2,55 por cento do
ex-presidente da Câmara dos Representantes, Newt Gingrich, e 1,83 por cento do
congressista texano Ron Paul.
Porto Rico é um Estado livre associado dos Estados Unidos da
América, que nomeia 23 delegados, mas três deles são "super delegados" que já
estão designados antecipadamente e podem votar em quem decidirem.
A confirmarem-se estes resultados, Romney ficaria com os 20
delegados que estão hoje em jogo, já que a norma estabelece que se um candidato
acumula mais de 50 por cento dos votos, toma todos os delegados.
Segundo contas oficiais das Primárias do Partido Republicano,
dos 1.040 delegados eleitos até 16 de março, Romney conta com o apoio de 416,
Rick Santorum com 170, Gingrich com 133 e Paul com 26.
NL.
Lusa/Fim.
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terça-feira, março 06, 2012
Super Terça-feira: o catolicismo de Rick Santorum
No próprio dia da Super Terça-feira (hoje), um dia importante no qual em muitos estados se desenrolam as primárias do Partido Republicano para escolha do candidato do partido a Presidente dos Estados Unidos (pode-se ver mais sobre o dia de hoje aqui) ajuda a perceber quem é Rick Santorum este artigo que o Blog Logos acaba de publicar:
Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Santorum intensificó su fe gracias a su suegro y le hizo una promesa al hijo que perdió al nacer
In Religión
en Libertad
Salvo un repunte sorpresa de
Newt Gingrich el próximo martes, a Barack Obama
le disputarán en noviembre la presidencia de los Estados Unidos o
Mitt Romney o Rick Santorum. Éste ya cuenta
con protección del Servicio Secreto en cuanto aspirante con posibilidades, y
está saliendo victorioso de los intensivos escrutinios a que la prensa somete a
los candidatos durante el largo proceso de primarias e incluso
después.
The New York Times, no precisamente favorable a Santorum, le dedica este fin de semana un reportaje centrado en su profunda religiosidad católica, quizá el aspecto más irritante para el establishment cultural progresista norteamericano, junto con su determinación de atacar Irán si es preciso para defender la seguridad del país.
El reportaje revela que, según confesó el mismo Santorum en algún off the record el año pasado, él era un "católico de nombre" hasta que conoció a su mujer y pensaron en casarse. Fue en 1988, y Karen era enfermera neonatal. Según el diario, la hoy esposa de Rick venía de una relación con un médico abortista y ella misma era partidaria del aborto.
Cara a cara con el suegro
The New York Times, no precisamente favorable a Santorum, le dedica este fin de semana un reportaje centrado en su profunda religiosidad católica, quizá el aspecto más irritante para el establishment cultural progresista norteamericano, junto con su determinación de atacar Irán si es preciso para defender la seguridad del país.
El reportaje revela que, según confesó el mismo Santorum en algún off the record el año pasado, él era un "católico de nombre" hasta que conoció a su mujer y pensaron en casarse. Fue en 1988, y Karen era enfermera neonatal. Según el diario, la hoy esposa de Rick venía de una relación con un médico abortista y ella misma era partidaria del aborto.
Cara a cara con el suegro
Pero algo la hizo cambiar, y de
hecho cuando empezó a salir con aquel joven aspirante a político (tenía 30 años)
que llegaría al Senado en 1991, le urgió a visitar a su futuro suegro.
Kenneth Garver era pediatra en Pittsburgh, especialista en
genética y padre de una familia numerosa formada en una profunda fe
católica.
"Nos sentamos uno en frente del otro en torno a su mesa, y estuvimos toda la tarde hablando del aborto. Quedé absolutamente convencido de que tanto desde el punto de vista de la ciencia como desde el punto de vista de la fe, no había más que una postura posible", explicó Santorum en octubre a un grupo provida.
Según el diario neoyorquino, ése fue el momento en el que Santorum y su mujer intensificaron su vivencia religiosa, traducida a lo largo de toda esta campaña en unos posicionamientos inequívocos en torno al aborto, los anticonceptivos, el "matrimonio" entre personas del mismo sexo, la libertad de educación de las familias o la separación entre Iglesia y Estado. Lo cual le ha granjeado votos, pero también se los ha quitado. Rick ha preferido en cualquier caso decir lo que piensa y presentarse ante sus electores tal como es.
Cartas a Gabriel... y una promesa
"Nos sentamos uno en frente del otro en torno a su mesa, y estuvimos toda la tarde hablando del aborto. Quedé absolutamente convencido de que tanto desde el punto de vista de la ciencia como desde el punto de vista de la fe, no había más que una postura posible", explicó Santorum en octubre a un grupo provida.
Según el diario neoyorquino, ése fue el momento en el que Santorum y su mujer intensificaron su vivencia religiosa, traducida a lo largo de toda esta campaña en unos posicionamientos inequívocos en torno al aborto, los anticonceptivos, el "matrimonio" entre personas del mismo sexo, la libertad de educación de las familias o la separación entre Iglesia y Estado. Lo cual le ha granjeado votos, pero también se los ha quitado. Rick ha preferido en cualquier caso decir lo que piensa y presentarse ante sus electores tal como es.
Cartas a Gabriel... y una promesa
En buena medida, eso se debe a
la promesa que le hizo a su hijo Gabriel, que murió a las pocas horas de nacer
tras un embarazo al que le sugirieron en más de una ocasión poner término,
porque los problemas del feto se detectaron desde la vigésima semana. Pero los
Santorum creyeron siempre que Dios tenía un plan para la corta vida de
unas horas que sabían tendría el bebé.
Dice un amigo suyo desde hace veinte años, Frank Schoeneman, que, al fallecer el pequeño, Santorum hizo el voto de llevar una vida de la que Gabriel pudiese sentirse orgulloso. Y eso incluye no esconderse ni tener respetos humanos en la profesión de su fe. En 1998 escribió un libro, Cartas a Gabriel, volcando su alma en recuerdo de la tragedia vivida.
Schoeneman añade que Rick no es un new-born (renacido) que vio la luz de golpe: "Ha habido una evolución. Siempre fue católico y siempre fue un hombre de fe, pero no con este nivel de fe", subraya.
Encontrar a Dios en la política
Dice un amigo suyo desde hace veinte años, Frank Schoeneman, que, al fallecer el pequeño, Santorum hizo el voto de llevar una vida de la que Gabriel pudiese sentirse orgulloso. Y eso incluye no esconderse ni tener respetos humanos en la profesión de su fe. En 1998 escribió un libro, Cartas a Gabriel, volcando su alma en recuerdo de la tragedia vivida.
Schoeneman añade que Rick no es un new-born (renacido) que vio la luz de golpe: "Ha habido una evolución. Siempre fue católico y siempre fue un hombre de fe, pero no con este nivel de fe", subraya.
Encontrar a Dios en la política
Curiosamente, el otro momento
decisivo en esa evolución fue su llegada al Senado. Allí conoció a un senador de
Oklahoma, Don Nickles, quien le animó a asistir con otros
senadores a unas reuniones de estudio de la Biblia.
Finalmente, Karen y él encontraron el lugar idóneo para intensificar su fe en la parroquia de Santa Catalina de Siena, en el norte de Virginia, a donde se habían trasladado a vivir: "El párroco era extraordinario y nos llenó del Espíritu Santo", confesó el aspirante a la Casa Blanca.
El cual tiene muy claro que Dios es el centro de su vida, y muy clara cuál es su actitud ante Jesucristo: "Ante sus ojos soy totalmente inútil. No puedo hacer nada por Él. Sólo amarle".
Finalmente, Karen y él encontraron el lugar idóneo para intensificar su fe en la parroquia de Santa Catalina de Siena, en el norte de Virginia, a donde se habían trasladado a vivir: "El párroco era extraordinario y nos llenó del Espíritu Santo", confesó el aspirante a la Casa Blanca.
El cual tiene muy claro que Dios es el centro de su vida, y muy clara cuál es su actitud ante Jesucristo: "Ante sus ojos soy totalmente inútil. No puedo hacer nada por Él. Sólo amarle".
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quarta-feira, fevereiro 08, 2012
USA: e se o povo estiver farto de votar "ao centro"...?
As vitórias de Santorum ontem vieram tornar cadente a pergunta: e se o eleitor republicano, primeiro, e o americano em geral, depois, estiver farto de votar "ao centro"...? E se "o centro" decidir que quer votar "à direita"? Com quem vão então ralhar os comentadores, os inevitáveis "moderados" e os indignados com esta coisa chata do povo poder escolher livremente...? ;-)
Para além de que é uma fábula a moderação e centrismo de Obama...a começar no aborto e a terminar nas medidas violadoras da liberdade religiosa que o seu governo agora decidiu...se aquilo é moderação, vou ali e já venho...
Ou seja, depois de ontem justifica-se este tipico título brasileiro (Santorum esquenta presidenciais...;-) onde fui buscar este vídeo:
Para além de que é uma fábula a moderação e centrismo de Obama...a começar no aborto e a terminar nas medidas violadoras da liberdade religiosa que o seu governo agora decidiu...se aquilo é moderação, vou ali e já venho...
Ou seja, depois de ontem justifica-se este tipico título brasileiro (Santorum esquenta presidenciais...;-) onde fui buscar este vídeo:
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segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Obama justifica suas políticas sociais com trechos dos Evangelhos
Pela 60ª vez realizou-se em Washington o National Prayer Breakfast. Tudo começou há mais do que esses 60 anos quando em plena 2ª Guerra Mundial Eisenhower estava com alguns membros do seu gabinete e membros do Congresso a analisar um problema que de tão complicado e em não lhe vendo solução, um dos presentes disse "isto é tão dificil que melhor mesmo era rezarmos sobre ele". Quando houve algumas risadas em resposta, essa pessoa disse "não estou a brincar". E rezaram.
(esta iniciativa não surgiu do nada, já em plena Depressão, um grupo de empresários americanos, numa cidade de que não me recordo o nome, o fazia com regularidade, e daí a ideia daquela pessoa em plena Guerra)
O costume pegou e finda a Guerra os membros do Congresso levaram-no para as respectivas Câmaras (de Representantes e Senado). Alguns anos depois os Senadores que para rezar se encontravam num pequeno-almoço semanal (como ainda hoje acontece em ambas as Câmaras sempre que há sessão no Capitólio) lembraram-se de convidar o agora presidente Eisenhower para ir rezar com eles. Sabendo disso o grupo equivalente da Câmara dos Representantes quis juntar-se ao encontro e assim nasceu o "Pequeno-almoço Nacional de Oração" que junta hoje em dia em Washington entre duas a três mil pessoas, entre eleitos, membros do governo americano, quadros da função pública, homens de negócios, membros de grupos de Oração dos 50 estados e mais recentemente eleitos, governantes, homens de negócios e altos quadros da administração de uma centena e tal de países estrangeiros (aos USA).
(sobre a edição do ano passado há este interessante artigo de Pacheco Pereira aqui).
De natureza um pouco sincrética a oração praticada nestes grupos é dominantemente protagonizada por pertencentes a diversas correntes protestantes, muito americana nesse sentido na sua expressão, cultivando-se nesse âmbito uma amizade com expoentes de outras religiões. O que explicará porque surgiu também nos USA e muito mais recentemente um "Pequeno-almoço Nacional de Oração" católico.
Como todos os presidentes americanos desde Eisenhower e pela quarta vez desde que foi eleito também Obama esteve presente.
No centro da sua intervenção (muito política e não tão pessoal como a do ano passado) estiveram as suas políticas sociais e fiscais que habilmente defendeu servindo-se para isso de citações dos Evangelhos como aqui está reportado e se pode ver neste vídeo:
O discurso foi nos dias seguintes muito referido e citado sobretudo pelos seus opositores já que aconteceu num momento em que mercê de uma decisão do seu governo se encontra em curso uma guerra aberta e acesa (que lhe poderá custar a reeleição pela deslocação do voto católico que está a provocar) entre ele e praticamente todas as confissões religiosas nomeadamente as mais representativas. No âmago da discussão a tentativa de obrigar as Igrejas, em especial a católica, mais sensível neste aspecto, a facultar aos seus funcionários, no respectivo seguro de saúde, a cobertura da chamada saúde reprodutiva (contracepção, aborto, etc.). O problema nos USA foi entendido e bem não como um problema moral mas sim de liberdade religiosa e daí o cordão sanitário de defesa em torno da Igreja Católica que foi tecido por quase todas as confissões religiosas (obedecendo àquele princípio inteligente que nas confissões religiosas se observa: defender a liberdade de um, é defender a liberdade de todos). Mais sobre esta polémica aqui.
(esta iniciativa não surgiu do nada, já em plena Depressão, um grupo de empresários americanos, numa cidade de que não me recordo o nome, o fazia com regularidade, e daí a ideia daquela pessoa em plena Guerra)
O costume pegou e finda a Guerra os membros do Congresso levaram-no para as respectivas Câmaras (de Representantes e Senado). Alguns anos depois os Senadores que para rezar se encontravam num pequeno-almoço semanal (como ainda hoje acontece em ambas as Câmaras sempre que há sessão no Capitólio) lembraram-se de convidar o agora presidente Eisenhower para ir rezar com eles. Sabendo disso o grupo equivalente da Câmara dos Representantes quis juntar-se ao encontro e assim nasceu o "Pequeno-almoço Nacional de Oração" que junta hoje em dia em Washington entre duas a três mil pessoas, entre eleitos, membros do governo americano, quadros da função pública, homens de negócios, membros de grupos de Oração dos 50 estados e mais recentemente eleitos, governantes, homens de negócios e altos quadros da administração de uma centena e tal de países estrangeiros (aos USA).
(sobre a edição do ano passado há este interessante artigo de Pacheco Pereira aqui).
De natureza um pouco sincrética a oração praticada nestes grupos é dominantemente protagonizada por pertencentes a diversas correntes protestantes, muito americana nesse sentido na sua expressão, cultivando-se nesse âmbito uma amizade com expoentes de outras religiões. O que explicará porque surgiu também nos USA e muito mais recentemente um "Pequeno-almoço Nacional de Oração" católico.
Como todos os presidentes americanos desde Eisenhower e pela quarta vez desde que foi eleito também Obama esteve presente.
No centro da sua intervenção (muito política e não tão pessoal como a do ano passado) estiveram as suas políticas sociais e fiscais que habilmente defendeu servindo-se para isso de citações dos Evangelhos como aqui está reportado e se pode ver neste vídeo:
O discurso foi nos dias seguintes muito referido e citado sobretudo pelos seus opositores já que aconteceu num momento em que mercê de uma decisão do seu governo se encontra em curso uma guerra aberta e acesa (que lhe poderá custar a reeleição pela deslocação do voto católico que está a provocar) entre ele e praticamente todas as confissões religiosas nomeadamente as mais representativas. No âmago da discussão a tentativa de obrigar as Igrejas, em especial a católica, mais sensível neste aspecto, a facultar aos seus funcionários, no respectivo seguro de saúde, a cobertura da chamada saúde reprodutiva (contracepção, aborto, etc.). O problema nos USA foi entendido e bem não como um problema moral mas sim de liberdade religiosa e daí o cordão sanitário de defesa em torno da Igreja Católica que foi tecido por quase todas as confissões religiosas (obedecendo àquele princípio inteligente que nas confissões religiosas se observa: defender a liberdade de um, é defender a liberdade de todos). Mais sobre esta polémica aqui.
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