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sábado, fevereiro 23, 2013

Lei do Álcool: as incongruências da mentalidade comum




Confesso que, apesar de sempre apreciar quem se envolve em tarefas de empenho cívico e participação política, não me identifico com Albino Almeida (fotografia acima), o actual presidente da Confap pela simples razão porque em matérias fundamentais para as famílias portuguesas, não tenho ideia se tenha empenhado, nem às suas direcções. Refiro-me ás matérias da liberdade de educação, da educação sexual, defesa da Família e da Vida, etc.

Daí que hoje o tome como exemplo das incongruências da mentalidade comum quando referindo-se à nova lei do álcool diz "A proibição não é o único caminho, mas é um sinal importante e dissuassor. Perdeu-se aqui uma oportunidade histórica". Pena a CONFAP não se tenha lembrado disso quando se discutiu a descriminalização do consumo de drogas ou a despenalização do aborto até às 10 semanas (neste momento lembremo-nos já estamos, a esta data, com 105 mil abortos desses desde a lei de 2007...!). Ambas as questões interessando na Educação já que a descriminalização disseminou o consumo de drogas nas camadas estudantis (primeiro com as drogas "leves" e agora com as sintéticas das smart shops) e o aborto retira todos os anos 20 mil novas crianças ao sistema de ensino (provocando desemprego de professores, funcionários das escolas, educadoras de infância, fabricantes de produtos para essa camada, etc.).

Notas finais: por muitos anos que passem continua dificil entrar na cabeça de João Goulão, presidente do serviço oficial SICAD, e um dos principais responsáveis pela descriminalização do consumo de drogas e consequente aumento do mesmo. Nas drogas é a favor da liberdade do consumo, no álcool é proibicionista e radical mesmo, já que com ele nem aos 16 anos se poderia beber cerveja ou vinho...! Vá lá a gente entendê-lo(s)!

Ao que parece na nova lei não haverá álcool nas estações de serviço nas auto-estradas e fora das localidades. Ainda bem que me previnem...é da maneira que, com excepção da Quaresma; não me apanham lá e regresso às estradas nacionais, ao Leitão na Bairrada, etc...lol!





sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Álcool e suicidios: e se em vez disso proibissem o aborto...?




No Público de hoje (de onde retirei a, não fossem agora 16h32, tentadora, fotografia acima...;-)  diz que o Governo tenciona avançar com a proibição de venda de álcool a menores de 18 anos. Ou seja mais uma daquelas medidas de fascismo sanitário em que a mentalidade dominante se compraz...entre outras "razões" estará a elevada taxa de suicidios em Portugal.

De acordo com os números que encontrei há cerca de 1.200 por ano (vi aqui e depois aqui embora haja também esta fonte). O que é de facto brutal porque quer dizer: 100 por mês, 3 por dia...! Duras que são estas tragédias (não apenas vistas em conjunto, mas sobretudo, uma a uma, humanidade a humanidade, família a família) não se comparam porém com as do aborto que recorde-se (números de 2011, os últimos disponíveis) são 20.000 por ano, 55 por dia, 2 por hora (se os abortadouros estivessem abertos 24 sobre 24 horas, quais campos de concentração de triste memória). Ou seja, em cada 6 gravidezes (outra vez números de 2011 porque 2012 já se sabe é pior) em Portugal acaba em aborto...

De onde a pergunta: se em vez de proibirem o álcool até aos 18 anos por causa dos suicidios (uma relação que está longe de ser garantida, antes a intuição e o bom senso, nos diriam que a inversa, sim, será verdadeira...?) proibissem mas é o aborto?