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sexta-feira, junho 22, 2012

Aborto com taxa moderadora: PSD, CDS-PP e o Sol



No Sol de hoje sob o título "Taxar abortos é impossível" há maus augurios sobre os anunciados mas desconhecidos (pelo menos publicamente) projectos dos dois partidos da maioria para o regime de taxas moderadoras do aborto. Presume-se os mesmos venham à luz do dia no próximo dia 5 de Julho, dia em que na Assembleia da República terá lugar novo debate sobre o aborto. Sendo o motivo para isso a apreciação em plenário do relatório de avaliação da aplicação da respectiva lei, da autoria da Deputada do PSD Conceição Ruão, surgido na sequência da Petição "Lemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar" entregue no parlamento pela Federação Portuguesa pela Vida em Fevereiro do ano passado.
Que o projecto do PSD (aplicar taxas moderadoras no aborto apenas nas repetições, uma ideia peregrina do grupo dominante na direcção do respectivo grupo parlamentar) tenha um mau augurio, é fatal em face da desrazoabilidade da ideia, completamente impraticável como explica o jornal (os dados clinicos das mulheres que abortam não são partilháveis e só uma tola se lembraria de invocar uma clásula que lhe tornaria o aborto mais caro...!).
Já quanto ao projecto do CDS-PP (que não haja para o aborto uma inexplicável isenção de taxa moderadora o que coloca esse acto, que não é médico, em igualdade com os actos realmente médicos) o mau augurio deve-se a um equivoco das jornalistas que escrevem a notícia (o que espanta porque normalmente e a contra-corrente da restante classe jornalistica até são das poucas que normalmente escrevem bem sobre o assunto) e a uma constatação que está na origem da confusão actual (não apenas de isenção de taxas mas também de atribuição de licença paga de 30 dias...).
O equivoco que as jornalistas fazem é na suposta indistinção que haveria no sistema hospitalar entre o aborto espontâneo e o aborto provocado. E que, e ainda bem, não existe.
A constatação, aqui acertada, é que a origem da confusão está na indistinção entre a grávida que pretende ter o filho e a grávida que quer o aborto provocado. E nada, mas nada, justifica que ambas tenham tratamento igual.
Concluindo: nada disto bem entendido resolverá o problema de uma lei injusta e iníqua. Mas o aperto da regulamentação é um passo indispensável de moralidade política e hoje em dia uma exigência em que se encontram muitos dos dois lados da batalha.
Desabafo: tivessemos nós um centro-direita que tivesse consciência de si próprio (das suas razões e ideais) e esta parte já estava resolvida há muito. Ou muito me engano ou as próximas presidenciais (e a escolha em primárias do candidato deste espaço político) vão ser o princípio dessa reviravolta que se torna urgente...

Antonio Borges e os salários



Hoje no Sol José António Saraiva escreve um artigo muitíssimo lúcido sobre as afirmações de Antonio Borges quanto à necessidade de serem reduzidos os salários em Portugal, a polémica que daí surgiu e o nonsense desse facto.
Tão perfeito está o artigo que o melhor mesmo é lê-lo aqui.
Única coisa a acrescentar: muitos perguntaram então porque é que sendo Antonio Borges favorável à descida de salários, não os descia eles a si próprio (ao que parece os rendimentos respectivos são muito invejáveis). A pergunta além de demagógica é tonta. Os salários de António Borges dependem do valor dele no mercado (do valor que o mercado lhe atribui numa apreciação que é livre para cada um dos seus empregadores). Se os seus empregadores os baixarem, assim ele o suportará. E se não estiver satisfeito com isso irá a outras fontes procurar aquilo que então lhe faltará. As simples as that!

sexta-feira, junho 01, 2012

Porque ninguém conta as vítimas dos Magistrados e dos Jornalistas?

É esta hoje a pergunta que sai de uma entrevista a Giuseppe Cossiga, sub-secretário da Defesa do actual Governo italiano, publicada no Il Sussidiario, e que reproduzo abaixo. A questão é premente e cadente.
A esse propósito sendo também importante ler a resposta que hoje no Sol com a sua habitual coragem, Pedro Santana Lopes dá sobre o caso Relvas.

Politica SCENARIO/ Cossiga: perchè nessuno conta le "vittime" di magistrati e giornali?

INT. Giuseppe Cossiga

venerdì 1 giugno 2012

Dai tesorieri di partito ai grandi manager della finanza, dai parlamentari ai presidenti di regione, l’agenda politica e mediatica italiana continua a essere scandita dalle inchieste delle procure. «Quando si crea un vuoto decisionale e le elite politiche collassano gli ordini tendono a trasformarsi in potere, a cominciare dalla magistratura» commentava qualche giorno fa il professor Giulio Sapelli su queste colonne.

«In un paese sano l’azione giudiziaria dovrebbe portare alla condanna di chi commette reati. In Italia però a nessuno sembra più interessare come vadano a finire i processi. Soprattutto quando si tratta di politica, conta più il polverone che il giudizio finale» dice a IlSussidiario.net l’On. Giuseppe Cossiga, già sottosegretario alla Difesa e figlio dell’indimenticato ex presidente della Repubblica. «E così, più che perseguire le ipotesi di reato per arrivare al più presto alle condanne e alle assoluzioni, alcune persone, che evidentemente si sentono investite del ruolo di tutori della democrazia, inseguono la propria visibilità costruendo castelli accusatori il cui unico obiettivo sembra la distruzione mediatica del proprio bersaglio».

Come si spiega questo fenomeno?

Vede, io non credo che ci sia dietro un disegno. Se confrontiamo infatti questa stagione all’ultima nella quale la giustizia ha giocato un ruolo determinante, cioè Tangentopoli, è evidente che la magistratura in questo caso è meno strutturata nel perseguimento di determinati obiettivi.

Vent’anni fa un potere attaccò un altro potere, quella a cui stiamo assistendo oggi mi sembra invece una “caccia libera” portata avanti da “cacciatori liberi” nei confronti della parte più debole del sistema.

Che sarebbe?

La politica.

Non si rischia di passare dalla retorica anti-Casta al vittimismo?

No, il fatto è che la Seconda Repubblica non è stata in grado di rafforzarsi davanti agli occhi dell’opinione pubblica. E così oggi l’uomo politico è impotente, di qualunque nefandezza venga accusato, l’opinione pubblica è pronta a condannarlo.

Il problema è che il conto della “vittime” non lo fa nessuno. Quante persone sono state distrutte da un sistema in cui ciò che conta è l’accusa sparata sui giornali per poi veder crollare l’impianto accusatorio a distanza di anni, nel silenzio più assoluto dei media?

Ho visto dei colleghi parlamentari andare in carcere con 27 capi di accusa che coprivano tutti le ipotesi di reato, per poi uscire dopo mesi come se niente fosse…

Nella sua analisi l’informazione sembra avere un ruolo importante.

Anche la stampa a mio avviso dovrebbe fare una riflessione su quanto sta accadendo. Non parlo solo della carta stampata perché siamo immersi in un mondo in cui una pluralità di strumenti crea e diffonde notizie nell’arco di trenta secondi. Chi è in grado di gestire questi meccanismi sembra addirittura in grado di creare una sorta di realtà virtuale che modifica la percezione della realtà. Parallelamente, sembra andare perso il senso critico per cui si tende a credere a qualunque cosa, come se tutte le voci e gli strumenti avessero la stessa credibilità.

È un tema estremamente complesso, ovviamente, e impone una grandissima prudenza se si vuole cercare di migliorare la regolamentazione.

Tornando all’aspetto politico, in questi anni anche maggioranze incredibilmente ampie, che avevano messo in agenda la riforma della giustizia sono tornate a mani vuote. Per quale motivo secondo lei?

Mi sono comunque fatto l’idea che la paura di alterare equilibri consolidati abbia fermato anche i governi più intenzionati a risolvere il problema. In questo la politica, e il governo di cui ho fatto parte, ha sicuramente fallito. La “rivoluzione liberale” non è stata realizzata e non possiamo illuderci che oggi la facciano i tecnici.

E come potrà tornare a essere credibile la politica dopo questa parentesi?

L’errore più grave in questo momento di difficoltà sarebbe quello di seguire l’onda dell’opinione pubblica, come fanno i movimenti anti-sistema. La politica deve tornare ad avere il coraggio di spiegare anche le questioni complesse, anche se si corre il rischio della sconfitta e dei fischi in piazza. Chi insegue il risultato immediato e il facile applauso non andrà lontano.

Detto questo, se si continua ad alimentare l’anti-politica le persone di qualità abbandoneranno questo campo e sceglieranno di starne alla larga il più possibile.

Da ultimo, un suggerimento al suo partito, il Pdl, alle prese con un dibattito sul suo possibile rilancio.

Per prima cosa il Popolo della Libertà dovrebbe smettere di dire che è tutto da rifare e dovrebbe tornare a fare proposte politiche serie sui temi che stanno cari alla gente. Altrimenti ogni giorno possiamo anche annunciare grandi cambiamenti senza nemmeno sapere per quale motivo e soprattutto per quali obiettivi dobbiamo farlo.

© Riproduzione riservata.http://www.ilsussidiario.net/News/

sexta-feira, abril 13, 2012

União Lusófona: uma proposta inovadora



O Sol da passada sexta-feira traz um artigo muito interessante de um Miguel P. Lopes do ISCSP em que é proposta uma União Lusófona, à imagem da União Europeia, e constituída pelos actuais PALOP's. Muito interessante...(seria uma comunidade de 250 milhões de pessoas...).

Fui procurar o artigo na net e não o encontrei mas em contrapartida dei com a mesma proposta feita pelo Senhor D. Duarte no último jantar do 1º de Dezembro. Está aqui.

Enfim, ideias politicas inovadoras não faltam, graças a Deus!

sexta-feira, novembro 18, 2011

O caso Duarte Lima (e breve apontamento sobre Assunção Esteves)

Não conheço Duarte Lima, nunca estive com ele, nem no partido (somos ambos do PPD-PSD) nem em lugar nenhum (que eu tenha dado por isso, ja se sabe ;-), mas há qualquer coisa que me desagrada na forma como os assuntos dele com a Justiça estão a ser tratados...e a preocupação não é apenas humana (como a que tenho com qualquer pessoa que se encontre em situação semelhante, mas sobretudo com as pessoas que são importantes e estão no topo e de repente conhecem a "parte baixa" da vida e por isso são abandonados por todos os que os adularam, procuraram e dele usufruiram) mas também com o sistema (media e aparato da justiça) em geral (que a qualquer momento pode cair em cima de qualquer um de nós).
Não percebo:
1º Porque era preciso deter o homem ontem para o ouvir hoje
2º Como é possivel os jornalistas tenham sido informados das operações em seu torno (detenção e buscas) para o que só encontro uma explicação (ambas ilegais) má (alguém de dentro os avisou) ou péssima (foi a investigação quem o fez)
3º Porque é que um negócio ruinoso e em que parece se descuidou o banco (nas garantias que pediu e no mau cálculo que fez do interesse e viabilidade do financiamento) é apresentado como burla (no maximo vejo aqui responsabilidades que podem ser pedidas pelos accionistas do BPN à respectiva gestão no período)
4º Como um caso de polícia ocupa tanto noticiário
Mas, como o outro, isto se calhar sou eu que não estou a ver bem "o filme"...!?
(ainda por incompreensibilidade dos media: parece a minha ex.colega de parlamento Assunção Esteves optou por não auferir um vencimento na AR, á qual preside, por ter uma pensão de 7 mil e tal euros. Título do Sol: "pensão milionária"...milionária...!!!!!?????)