|
08.MARÇO.2012
Mensagem
Ao longo desta semana, e sobretudo
neste dia, os meios de comunicação, “opinion-makers”e governantes, num
discurso politicamente correcto, procurarão evocar a Mulher nas suas múltiplas facetas,
conquistas e méritos.
Falar-se-á da Mulher e o Poder, ou da
Mulher e a Política, ou Economia;
aplaudir-se-ão nomes destacados na Ciência, na Literatura, nas Artes, no
Espectáculo, no Desporto, na Comunicação, etc. e voltar-se-á a falar de
quotas para que a Mulher possa atingir o topo das empresas e lugares de
chefia. Alguém recordará também, as grandes vítimas da violência doméstica e
o seu número crescente, em parte relacionado com a crise em que estamos
mergulhados. E outros ainda, se lembrarão por certo, de mencionar novas
“conquistas” por alcançar, que em boa hora, algum resto de sensatez impediu
que fossem recentemente aprovadas pela maioria dos nossos parlamentares…
A APFN gostaria também de celebrar esta data, recordando porém,
aquela que tende a ser a mais esquecida nos nossos dias, apesar do seu
inequívoco lugar na nossa sociedade:
aquela Mulher que sendo mãe de
família numerosa, ou não, continua a ser exemplo na defesa de um projecto de
família assente no modelo que a História reconhece como o “primeiro grupo
humano organizado como unidade-base da sociedade”.
Num tempo em que a par de
desentendimentos, divórcios e separações crescentes, e de um verdadeiro
Inverno demográfico, proliferam novas formas de convivência, mais
permissivas, mais frágeis, instáveis e flutuantes, será no mínimo, justo e
oportuno, que alguém se lembre de saudar e felicitar estas mulheres, na sua
maioria anónimas, que acreditam e vivem a natural complementaridade
mulher-homem. Heroicamente, contra tudo e contra todos, elas defendem nas
suas boas práticas quotidianas, a coesão, a justa partilha de funções,
tarefas, direitos e deveres, bem como a estabilidade dos laços familiares, a
confiança e fidelidade mútuas, e a ternura.
Lisboa, 8 de Março de 2012
Rua José Calheiros, 15
1400-229 Lisboa
Tel: 217 552 603 - 919 259 666 - 917 219 197
Fax: 217 552 604
|
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
Mostrar mensagens com a etiqueta femininistas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta femininistas. Mostrar todas as mensagens
domingo, março 11, 2012
Ainda o dia internacional da mulher: belíssima mensagem da APFN!
Etiquetas:
8 de Março,
dia internacional da mulher,
familia,
familia numerosa,
femininistas,
feminino,
homem,
igualdade,
igualdade de género,
mãe,
marido,
masculino,
mulher
Carta de uma mulher no dia 8 de Março: gosto dos homens
No dia 8 de Março (dia internacional da mulher) a jornalista Costanza Miriano, escreveu o artigo abaixo:
Prenda
pelo dia oito de março
de Costanza Miriano
Gosto dos rapazes porque batem-se selvaticamente à
espadeirada
disputando o título de Supremo Soberando do Corredor, e cinco
segundos depois de se terem matado dividem varonilmente uma
garrafa de coca cola, para depois recomeçarem a brincar como se nada fosse.
disputando o título de Supremo Soberando do Corredor, e cinco
segundos depois de se terem matado dividem varonilmente uma
garrafa de coca cola, para depois recomeçarem a brincar como se nada fosse.
Gosto deles porque nunca fazem um psicodrama, como as da
sua idade, não descem aos abismos angustiantes do desespero
só porque alguém "disse que eu sou máááá".
Gosto deles porque o máximo de vingança de que são capazes
é um pontapé, e nunca se dedicam a fazer comentários perversos
a meia voz sobre a cor da camisola da sua inimiga nas suas costas.
Gosto deles porque são o modelo utilitário, o Fiat 127 do género
humano: sem opcionais, mas sólidos e imprescindíveis.
Gostos dos homens quando armam mesas, remendam as paredes
com betume, encontram caminhos e desencantam soluções. Quando
não querem parar para perguntar onde fica a rua e, apesar de darem
seis voltas à praça, acabam por encontrá-la, mantendo uma atitude condigna.
Gosto deles mesmo se fazem perguntas e, quando ela começa a
responder, saem da sala.
Gosto deles quando, interrogados com um "lembras-te do que te disse
ontem sobre a Ana Luísa?", com o olhar perdido no vazio rebuscam
afanosamente a memória e fingem lembrar-se perfeitamente e
respondem com monossílabos que não os atraiçoem, que não denunciem
que, do segredo sobre a amiga, esqueceram tudo no preciso momento
em que você lho confiou solenemente.
Gosto do homem mesmo quando tem o olhar abstraído, se fecha no
silêncio, e no breve tempo que você se convence, numa escalada de
pessimismo, que acabará por lhe dizer que a vossa relação chegou ao
fim, eles, na realidade, elaboraram complexos pensamentos do género:
sou bem capaz de mandar vir uma pizza; este sofá é incómodo;
esperemos que demitam o treinador.
Gosto dos homens porque sem as mulheres são totalmente inábeis
para a vida social, andam no mundo perdidos e desadaptados. Gosto
deles porque nos fazem sentir indispensáveis.
Gosto da forma como escrevem, como falam, como cantam. Gosto
deles porque realmente têm gosto pela música, pela arquitectura, pela arte.
Gosto dos homens porque sabem manter uma visão do todo, e analisar
lucidamente a economia global, mas não conseguem conceber um plano
estratégico que consiga conciliar pediatra, aula de dança e lanche.
Gosto deles mesmo quando, conscientes do amor da sua predilecta
– que gasta horas a tentar manter um aceitável nível estético, fazer
manicure, perfurmar-se e depilar-se -, vagueiam pela casa em roupas
desalinhadas.
Gosto deles mesmo quando deitam as chaves de casa no caixote do
lixo, confundem os dias da semana e os amigos dos filhos, trazem para
casa, orgulhosos, sacos de compras cheios de objectos inúteis.
Gosto deles porque não se perdem em minúcias, sabem manter a bússola
direita, e permanecer lúcidos e razoáveis e confiáveis, quando nós nos
precipitamos nos redemoinhos misteriosos que trazemos dentro.
Gosto deles porque fazem o trabalho pesado por nós, e quando complicamos
demasiado as coisas, sabem parecer, no momento certo, o lacónico e
sábio grande chefe Boi Sentado.
Gosto dos homens porque eles são a nossa prenda do dia 8 de março.
Etiquetas:
8 de Março,
Costanza Miriano,
dia internacional da mulher,
femininistas,
feminino,
homens,
igualdade,
igualdade de género,
masculino,
mulheres,
rapazes
terça-feira, março 06, 2012
Prostituição: onde estão as femininistas...?
Noticias recentes de que com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa (!) se prepara a abertura de uma "safe house" (um bordel...) na Mouraria são uma mistura entre imprecisões (veja-se a este propósito as declarações das Irmãs Oblatas), lirismo social e completo deconhecimento da violência que subjaz à prostituição.
Torna-se por isso particularmente importante saber de facto o que é esse mundo a partir de quem convive com ele e junto dessas mulheres (e homens...) desenvolve um trabalho meritório de ajuda a essas pessoas a adquirir competências que lhes devolvam a auto-estima, restituam a consciência da própria dignidade e facilitem a entrada em outros modos de vida, como é o caso de O Ninho. Desse lado não há dúvidas nenhumas: tudo o que facilite o exercício da prostituição é um contributo poderoso para a escravidão de quem a pratica e um auxilio a essas redes que vivem do tráfico de pessoas. Daí as declarações que a esse propósito fizeram responsáveis dessa associação.
A pergunta que sempre me ocorre quando este debate surge é: onde estão as femininistas...?
Etiquetas:
Antonio Costa,
Câmara de Lisboa,
escravatura,
femininistas,
Irmãs Oblatas,
o ninho,
prostituição,
tráfico de pessoas
terça-feira, outubro 19, 2010
Partido Comunista e proibição anuncios de prostituição
A noticia hoje de que o Partido Comunista pretende proibir anuncios de prostituição na imprensa é uma boa noticia que é aliás coerente com a história do partido no que a esta questão diz respeito.
E sem romantismos (basta ler Zita Seabra para saber o que tantas vezes a casa gasta) recorda-me um Padre meu amigo que nos idos de 1997 ou 1998 declarou para grande escândalo do jornalista que "o partido comunista é o único partido que se preocupa com a vida real das pessoas" embora o dissesse num outro contexto e na sequência de uma conversa que é agora impossivel reproduzir ;-)
Mas de facto sempre me impressionou como as femininistas fazem sempre de conta que o problema da prostituição em sentido amplo (uso da imagem da mulher como objecto de consumo) ou restrito não lhes diz respeito. O que origina um silêncio ensurdecedor na esquerda e um estranho desinteresse na direita...
Aguardemos pois qual será a posição dos restantes partidos na Assembleia da República, mas fica desde já declarado o meu total apoio à medida por todas as razões e mais alguma.
E sem romantismos (basta ler Zita Seabra para saber o que tantas vezes a casa gasta) recorda-me um Padre meu amigo que nos idos de 1997 ou 1998 declarou para grande escândalo do jornalista que "o partido comunista é o único partido que se preocupa com a vida real das pessoas" embora o dissesse num outro contexto e na sequência de uma conversa que é agora impossivel reproduzir ;-)
Mas de facto sempre me impressionou como as femininistas fazem sempre de conta que o problema da prostituição em sentido amplo (uso da imagem da mulher como objecto de consumo) ou restrito não lhes diz respeito. O que origina um silêncio ensurdecedor na esquerda e um estranho desinteresse na direita...
Aguardemos pois qual será a posição dos restantes partidos na Assembleia da República, mas fica desde já declarado o meu total apoio à medida por todas as razões e mais alguma.
Etiquetas:
assembleia da república,
femininistas,
imprensa,
partido comunista,
prostituição,
zita seabra
Subscrever:
Comentários (Atom)




