Mostrar mensagens com a etiqueta fernando pessoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fernando pessoa. Mostrar todas as mensagens

domingo, outubro 07, 2012

5 de Outubro: Bandeira da República ao contrário



Por um episódio que me originou muitos e diversos prejuízos (uma pessoa na EMEL enganou-se a registar a matrícula do meu carro por eles rebocado e assim o meu carro ficou quatro meses desaparecido...) apercebi-me uma vez mais de como o gesto mais simples da nossa vida pode ter imensas repercussões na vida dos outros. E esse foi o primeiro pensamento que me assaltou quando tomei conhecimento do episódio acima retratado: a desatenção momentânea de quem enfiou a bandeira e quantas chatices para tantos, para não falar nos rios de tinta e discussões respectivas...

O segundo foi, confesso, que Deus tarda, mas não falta...a República pôs o país virado do avesso, e no último feriado do 5 de Outubro, a bandeira do regime é içada ao contrário...ironias ;-)

Altura pois boa para voltar a Fernando Pessoa e ao que este génio pensava sobre a República...

terça-feira, março 13, 2012

Portas: como a família é verdade...

Impressionou-me muito esta fotografia no Público de ontem do Arquitecto Nuno Portas com os seus três filhos. E ocorreu-me aquele poema do Fernando Pessoa em que num verso é dito "Como a família é verdade!". Na verdade percebe-se na fotografia uma unidade, uma comunhão, uma ligação, ao pé das quais a importância política e profissional, as convicções ideológicas e as escolhas de vida, desaparecem, para ficar o essencial: a geração, a ligação do sangue, o nome e a história comuns. E para constatá-lo não são precisas nem convicções ideológicas, nem religiosas. Apenas estar de olhos abertos perante a realidade...


O poema de Fernando Pessoa chama-se Natal e é este:

Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!