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sexta-feira, fevereiro 10, 2012

5 anos do segundo referendo do aborto assinalados hoje e amanhã


Após cinco anos de legalização do aborto em Portugal, a Federação Portuguesa Pela Vida apresenta hoje, na Livraria Férin, às 18h00, um estudo sobre a evolução da realidade do aborto em Portugal, que entretanto já está aqui no nosso site (nosso porque sou vice-presidente desta...;-).

As principais conclusões são as seguintes:

1. Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos legais “por opção da mulher”;
2. A reincidência do aborto tem vindo a aumentar consideravelmente. Em 2010, houve 4600 repetições de aborto, das quais mil representaram duas ou mais repetições;
3. As complicações do aborto legal para a mulher têm vindo a aumentar todos os anos, registando-se mesmo uma morte em 2010 (facto que não acontecia desde há pelo menos uns 17 anos);
4. A intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos;
5. Desde o primeiro ano da implementação da lei houve um aumento de 30% no número de abortos por ano (15 mil no primeiro ano e 19 mil nos últimos anos);
6. Desde os anos 80, Portugal acumula um défice de 1.200.000 nascimentos, necessários para assegurar a renovação das gerações e a sustentabilidade do País. Desde 2010 que esse gap não é compensado pela emigração.
7. Os dados do aborto fornecidos pela Direção Geral de Saúde têm vindo a perder transparência e rigor: não há relatórios semestrais desde 2009 e a informação contida nos relatórios é menor desde 2007.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Aborto: legal, seguro e raro?

O nosso objectivo é manter o aborto legal, seguro e por isso raro” (Paula Teixeira da Cruz no JN de 1 de Fevereiro de 2007).
Legal ?: o aborto começou a ser realizado em estabelecimentos públicos antes da regulamentação (vide em 2007: DN de 22/6, 10 ou 11/7 e 18/10 e Sábado de 12/7), o aborto clandestino continua (“Clinica Porto faz aborto apos 10 semanas”, DN 1/12, continuação da clandestinidade referida no DN 28/11 e até por um dos porta-vozes do Sim, Duarte Vilar, “Recurso a aborto ilegal continua”, DN 22/10, etc.), o “legal” é feito fora da lei (“Sofia fez um aborto sem os 3 dias de reflexão”, Público de 4/11), etc.
A lei continua além disso pendente de apreciação da constitucionalidade desde os primeiros dias de Julho (há 7 meses…!?).
Seguro ?: no consentimento informado a informação em posse dos profissionais de saúde está ultrapassada e desactualizada (vide post anterior)
Raro ?: há 1.000 por mês, 33 por dia, mais de 1 por hora. 12% dos nascimentos! Imaginem que ouviam ou liam isto sobre um qualquer país do terceiro mundo: que escândalo, que mortandade!
Então, senhores e senhoras do Sim?