sábado, março 03, 2007

Da ingenuidade dos admirados com o Sim ao aborto

Se não fosse triste, daria vontade de rir a admiração que alguns agora revelam perante a forma como o Sim radical tomou conta das operações, mostrando a verdadeira face dos abortistas: o que eles querem mesmo é que as mulheres abortem, que nenhuma dificuldade exista e que se lixe (para não haver discussão, uso a expressão da Lídia Jorge) a "coisa humana".
A que me refiro? Entre outros, o último artigo de Pedro Lomba no DN e às declarações de Miguel Relvas (deputado do PSD), no parlamento (admirado por constatar que nunca passou disso, nas mãos dos bloquistas e amigos: de uma cereja no cimo do bolo, um burguês utilizado para exibição pela frente proletária, um guardanapo de papel utilizado e deitado fora quando já não é necessário).
Para os que seguem menos estes assuntos (abençoados!):
1. A maioria de esquerda na AR tornou facultativo o aconselhamento da mulher que quer abortar (excluindo mesmo desse aconselhamento os médicos que se tiverem manifestado como objectores de consciência...!)
2. Os deputados do PSD usados pelo movimento do Sim foram excluídos das negociações e elaboração da lei do aborto...
Há gente que nunca aprende mesmo...!

Igreja e Maçonaria: não há novidades.

Convém sempre lembrar o assunto, porque muitas vezes reina a confusão...:

Não há novidades por parte da Igreja sobre pertença à maçonaria
Declara o regente da Penitenciaria Apostólica ROMA, sexta-feira, 2 de março de 2007

(ZENIT.org).- Pode um católico entrar na maçonaria? A esta pergunta respondeu negativamente o congresso celebrado nesta quinta-feira na Faculdade Pontifícia Teológica São Boaventura. O encontro, celebrado em colaboração com o Grupo de Pesquisa e Informação Sócio-religiosa da Itália (GRIS), foi presidido pelo bispo Gianfranco Girotti O.F.M. Conv., regente do Tribunal da Penitência Apostólica, que declarou que o juízo da Igreja sobre esta matéria não mudou.
A Igreja, recordou, sempre criticou as concepções e a filosofia da maçonaria, considerando-as incompatíveis com a fé católica. O último documento oficial de referência é a «Declaração sobre a Maçonaria», assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, em 26 de novembro de 1983.
O texto afirma que os princípios da maçonaria «sempre foram considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja; em conseqüência, a afiliação à mesma continua proibida pela Igreja». «Os fiéis que pertençam a associações maçônicas se encontram em estado de pecado grave e não podem acudir à santa comunhão», acrescenta a declaração assinada pelo atual Papa. O sacerdote Zbigniew Suchecki O.F.M. Conv., especialista na matéria, recordou o número 1374 do Código de Direito Canônico, que diz que quem se inscreve em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação, deve ser castigado com proibição.
«As tentativas de expressar as verdades divinas da maçonaria se fundamentam no relativismo e não coincidem com os fundamentos da fé cristã», afirmou o especialista na matéria.
No encontro, participaram expoentes das associações maçônicas e grandes professores.
Dom Girotti fez referência às declarações de alguns sacerdotes que publicamente se declaram membros da maçonaria, e pediu a intervenção de «seus diretores superiores», sem excluir que «da Santa Sé possam vir medidas de caráter canônico».
ZP07030204

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Notas pessoais sobre o resultado do Referendo

Vencidos mas não convencidos e ainda mais determinados

Com uma velocidade impressionante a vida normal reocupou o seu espaço: 2ª de manhã, levantar “o circo” deixado na Associação Comercial de Lisboa, à tarde regresso à advocacia. 3ª de manhã tratar do visto para viagem profissional e depois escritório. 3ª à noite embarquei para o Sal e depois para Santiago (Cabo Verde) de onde regressei sexta de madrugada. Ao fim da tarde e finalmente partida com a família para uns dias no Minho!
Na minha ausência um jantar ontem com 150 pessoas envolvidas na campanha e uma denúncia de que (como prevíramos) afinal não queriam aconselhamento nenhum…alguém tinha dúvidas? Que dizem agora todas aquelas almas "bem-intencionadas"?
Um destes dias, na RTP África, apareceu a Clínica de Oiã a reconhecer que faz 600 abortos por ano. Adivinhem como votaram os que o fazem? Cá por mim estou disponível para subscrever uma participação criminal…
Mas uma palavra sobre o que se passou em 11 de Fevereiro:
Não há como negar que aconteceu uma coisa que é muito má. Não negá-lo e ir até ao fundo deste sentimento é uma responsabilidade a que não podemos escapar. Mas o surpreendente é que quem o faz experimenta uma grande paz. Uma paz que nasce da serenidade de quem deu o seu melhor (andámos 10 anos a empatá-los, queridos amigos, e vendemos cara a nossa pele!) e também de quem sabe que tudo o que acontece, não nos pertence: vitória e derrota, conquista e perda, tristeza e alegria.
Desse balanço nasce também outra responsabilidade: que me chama esta circunstância a cumprir? Quais as novas exigências que me são feitas? Do que faço, o que é que acrescenta valor e constrói? Que vou e onde fazer a partir de agora?
Uma coisa que me impressionou foi a pergunta de um jornalista, no fim da noite de 11 de Fevereiro: “como é que perderam e o ambiente aqui (na Associação Comercial de Lisboa) parecia ser de quem ganha?”. A mesma constatação repetiu-se aliás em todos os jornais do dia seguinte. Não falam apenas da nossa serenidade, mas também da nossa alegria. Na resposta que lhe dei falei só dos elementos objectivos: a paz de quem deu tudo, o facto de ter crescido o campo do Não (temos mais votos, sabemos mais do assunto, estamos mais presentes no país inteiro), a continuidade que está sempre assegurada desta movimentação, porque tem origem em pessoas e realidades, que já cá estavam antes do referendo e vão continuar. Um exemplo: só durante a campanha nasceram duas novas associações.
Um outro perguntava: sente-se humilhado? Respondi que não: estava antes honrado de me ter sido dada a possibilidade de me ter batido por aquilo em que acreditava.
Conforme os dias passam, e depois de ter acordado meio estremunhado, com a sensação de um estranho em terra estranha, vai crescendo em mim um desejo de andar para a frente que já tem contornos precisos: arrumar os dossiers da campanha (apresentar contas, guardar as bases de dados, arrumar o material), encontrar uma sede permanente maior para a Federação e rapidamente reunir “as tropas”: para estar juntos, fazer o balanço e abraçar novas tarefas.
E recordo-me do que uma vez li num livro. É a fala do Barão, um dos personagens principais, a quem estavam a propor uma iniciativa ousada e difícil: “Impossível? Alguém disse impossível? Então temos de reunir já os mapas e preparar as nossas próximas campanhas!”.
É assim que me sinto meus caros leitores. Era só o que faltava se um referendo me tirava a vontade de lutar e servir!
Nota final: é mais fácil daqui a uns anos mostrar que o aborto legal é um disparate do que agora. O pessoal é assim: só vendo…
Junto o texto do Evangelho de dia 12 de Fevereiro como foi difundido pelo “Evangelho Quotidiano”. Impressionante.

2ª feira da VI semana comumHoje a Igreja celebra : Santa Eulália de Barcelona, virgem e mártir, +304 Santo : “Porque é que esta geração exige um sinal?” Evangelho segundo S. Marcos 8,11-13.Apareceram os fariseus e começaram a discutir com Ele, pedindo-lhe um sinal do céu para o pôr à prova. Jesus, suspirando profundamente, disse: «Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: sinal algum será concedido a esta geração.» E, deixando-os, embarcou de novo e foi para a outra margem. Da Bíblia Sagrada Comentário ao Evangelho do dia feito por : Santo (Padre) Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho CE,57 ; Ep 3,400s (Um Pensamento)
“Porque é que esta geração exige um sinal?”
O mais belo acto de fé é o que sai dos teus lábios em plena obscuridade, no meio dos sacrifícios, dos sofrimentos, o esforço supremo de uma vontade firme em fazer o bem. Como um raio, este acto de fé dissipa as trevas da tua alma; no meio dos relâmpagos da tempestade, ela eleva-te e conduz-te a Deus.A fé viva, a certeza inquebrantável e a adesão incondicional à vontade do Senhor, eis a luz que alumia os passos do povo de Deus no deserto. É esta mesma luz que resplandece a cada instante em todo o espírito agradável ao Pai. Foi também esta luz que conduziu os magos e os fez adorar o Messias recém-nascido. É a estrela profetizada por Balaão (Nm 24,17), o archote que guia os passos de todo o homem que procura Deus.Ora esta luz, esta estrela, este archote, são igualmente o que ilumina a tua alma, o que dirige os teus passos para te impedir de vacilar, o que fortifica o teu espírito no amor de Deus. Tu não a vês, tu não a compreendes, mas isso não é necessário. Tu só verás trevas, certamente não as dos filhos da perdição, mas sim as que rodeiam o Sol eterno. Tem por certo que esse Sol resplandece na tua alma; o profeta do Senhor cantou a seu respeito: “na tua luz é que vemos a luz” (SL 36,10).

Impressionante, não é?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Balanço de uma campanha: vale a pena dizer Não!

Vale a pena dizer Não

Debates e sessões de esclarecimento, encontros com a comunicação social e eventos de carácter científico, grandes encontros populares de encerramento no Porto e Lisboa, Évora e Braga. As grandes manifestações dos dois últimos fins-de-semana: milhares de pessoas na Fonte Luminosa, e, depois em Vila Real e Viseu, Faro, Porto e Setúbal. Apetece antecipar o balanço, tirar conclusões.

Revejo as sessões públicas em que me foi possível compreender pelo menos uma coisa: podemos paradoxalmente ser todos contra o aborto, mas há quem só o queira tornar legal. Preferimos que não haja nem legal nem clandestino. Não se percebe porque haja de ser tolerada uma realidade ilegal e branqueados os que vivem da exploração da fragilidade do outro. Dotados de inteligência e razão, somos convidados a encontrar outras soluções e não ceder ao conformismo e à resignação.

Recordámos sem cessar a humanidade do embrião ou feto a que todos, quando acontece em nossas casas, chamamos filho. Ninguém se pode sentir autorizado a dispor sobre a vida, parafraseando Lídia Jorge, “dessa coisa humana”… Quando aborta, uma mulher vê destruída não apenas essa “coisa”, mas também, com uma assustadora probabilidade, a própria vida. E, revendo o “Happy Birthday” de um rapper norte-americano (disponível no You Tube), também a vida do seu pai e de todos à roda. Mesmo que seja legal (como o é nos Estados Unidos e, em alguns estados, até aos 9 meses). Repetimos à saciedade as palavras de Clara Pinto Correia: o aborto não resolve problema nenhum e “apenas torna a vida pior do que, para alguns, ela já é”.

Procurámos explicar porque é que o juízo sobre um facto (o aborto), não é um juízo sobre a mulher que aborta. Que a lei penal não usa a qualificação do sujeito (criminoso ou criminosa) mas palavras objectivas: facto, acto, conduta, ilícito. Que a lei protege a vida do bebé e da mãe quando é a sua última defesa contra a pressão de quem a quer fazer abortar. Que a lei aponta uma estrada e a sua validade não se mede pela verificação de infracções. Que a lei que protege a vida humana, com as excepções das normas introduzidas em 1984, não é mais severa do que a que protege a propriedade informática, o ambiente ou o bom-nome de cada um. Denunciámos por isso a incoerência daqueles que não evitaram quando podiam o que qualificam como o “escândalo dos julgamentos” (nascido da forma como os usam). E que se a resposta no referendo fosse sim o “escândalo dos julgamentos” prosseguiria para toda a mulher que abortasse fora de estabelecimento oficial ou autorizado até às 10 semanas e para toda a que abortasse depois dessa aleatória data. Dúvidas houvessem e o Eng.º Sócrates se encarregou, nos últimos dias, de nos confirmar que a pergunta é sobre a liberalização…

Vimos juntarem-se a nós amigos novos. Muita gente de muitos lados. Verificámos como é possível a coexistência de perspectivas diferentes, ângulos diversos, histórias separadas, axiologias variadas. Em comum: dizer Não à liberalização.

Verificámos estupefactos como se vende uma proposta coxa como se fosse o melhor dos mundos. Limitámo-nos a testemunhar o que nos tem acontecido ver ao longo destes últimos anos: milhares de mulheres e crianças salvas. Aqui reclamámos: se umas dezenas de associações fizeram o que fizeram, o que não faria um Governo que estivesse disposto a aplicar em politicas adequadas, o que está disponível para gastar, por uma cegueira ideológica muito datada, no aborto livre e legal!

Aceitámos discutir tudo e suportámos pacientemente todos os insultos. Fomos moderados escutando as objecções de quem as quis formular. Demos as nossas razões em todo o lado e perante todas as audiências. Á nossa volta vimos crescer um povo e uma cultura da Vida. Independentemente do resultado (o beco fechado da vitória do Sim ou o caminho aberto a todas as possibilidades da vitória do Não), depois de uma mobilização cívica sem precedentes, a Vida cresceu em Portugal. Razões de sobra para dizer que valeu a pena.

António Pinheiro Torres
Mandatário dos Juntos pela Vida

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

De como se ameaça o povo se ele não votar "bem"...

Assisto incrédulo a como o Primeiro-Ministro e os partidários do Sim se permitem ameaçar o povo se ele não votar "bem"...
1. Se o povo não ocorrer ao referendo (uma das poucas hipóteses que têm de expressão política fora do sistema dos partidos), não há mais referendos para ninguém...! Isto é: quem muito legitimamente desejar abster-se porque não quer mudar a lei actual, mas não se sente confortável a votar Não, fica a saber: o Eng. Sócrates tira-lhe (a ele e a nós todos) o referendo! "Bem feita que devias votar Sim"...
2. Se o povo votar Não também fica a saber que o Eng. Sócrates quer tudo ou nada: aborto livre ou nada. Isto é: afinal o que o Sim quer, não é o fim dos julgamentos e da ameaça da prisão (a que a proposta ontem dos independentes do Não, acolhida pelo PSD e pelo PP, já dá resposta). O que quer mesmo é o aborto livre. Se o povo não lhes dá? Afinal dizem: "estamos nas tintas para os julgamentos e a ameaça da prisão".
É bonito de se ver este apego à democracia. Que só serve se coincidir com a vontade deles, está visto...!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Às vezes o coração não bate nunca...

A afirmação espantosa e contra toda a evidência de Mário de Sousa no Público de hoje de que "às dez semanas não bate um coração", só tem uma explicação: passou-se de vez (veja-se algumas das coisas espantosas que este costuma afirmar em diversas secções do www.referendo-pma.org ) ou então falava de coração no sentido de Giussani: como aquele complexo de anseios profundos de cada homem (beleza, felicidade, paz, bondade, etc.) e nesse caso reconhecia que às vezes, parece, este não bate nunca...!?
Será o caso? ;-)

Da vantagem do aborto não ser liberalizado e da vergonha do clandestino

Os meus apontamentos de campanha estão completamente anárquicos, mas é o preço que paga quem está no centro da campanha (não se chega a "gozá-la" e tem-se pouco tempo para escrever), mas de vez em quando lá vai um copy paste, como este de um mail de uma amiga:

Num estudo realizado nos EUA, 72% das mulheres interrogadas afirmaram
categoricamente que se o aborto fosse ilegal nunca o teriam feito; 24%
exprimiram dúvidas sobre se o teriam feito ou não; Somente 4% das
interrogadas afirmaram que teriam feito o aborto ainda que ele fosse ilegal.
(Cf. Aborted Women: Silent No More, David Reardon, Chi­cago, Loyola University
Press, 1987)".

Já agora, um comentário adicional: o aborto clandestino, na dimensão que se diz ter em Portugal, só é possível porque o Governo não se empenha decididamente contra ele. Não havia necessidade (como dizia o outro) de ser tão acessível e, nessa medida, quem o tolera, divulga e, desta maneira, o promove, é objectivamente responsável (ainda que subjectivamente não o deseje) pelas histórias dramáticas que as páginas de campanha do Sim (no "Diário de Notícias") vem contando. Como também, acrescente-se, da difusão de todas as formas quimicas de o praticar.
Por último: nunca vi campanha de publicidade tão barata como a da clínica dos Arcos. O que aquela mulher se deve rir, à custa do provincianismo de quem a erigiu em "opinion maker"...!

Crianças maltratadas e aborto (na Rússia)

Um dos "argumentos" dos abortistas é que as desgraças que acontecem infelizmente com tantas crianças, não teriam lugar com o aborto livre até às 10 semanas (isto é, se as suas vidas fossem suprimidas, não viriam a sofrer o que sofrem...!).
este artigo de hoje no Correio da Manhã, referente à Rússia (um país onde os abortos pela primeira vez na história dos países com aborto livre SUPLANTARAM o número de nascimentos, já colo aqui essa notícia!) vem demonstrar que os maus tratos infantis não se evitam com o aborto livre. leiam só:

2007-02-02 - 00:00:00Rússia - Hospital investigadoBebés amordaçados por causa do choroÉ um caso que está a chocar a Rússia. A Procuradoria russa está a investigar acusações segundo as quais o pessoal de um hospital da localidade de Yekaterinburg amordaçava bebés. O motivo era simples: evitar ouvir as crianças a chorar.
d.r.O ‘crime’ dos bebés foi chorar
De acordo com a BBC, o caso só veio a público depois de um paciente ter escutado os choros ‘atenuados’ dos bebés, todos eles órfãos. A testemunha ocular recorreu ao seu telemóvel e gravou tudo, sendo visível nas imagens uma série de bebés, em fila, com as bocas tapadas, ao que parece com fita adesiva. Refira-se que o paciente chegou a aproximar--se de uma enfermeira para lhe pedir explicações, sendo que esta o aconselhou a meter-se na sua vida. No entanto, o paciente conseguiu comprovar, posteriormente, que as fitas haviam sido retiradas das bocas das crianças. A referida funcionária já não trabalha no hospital, tendo sido já aberta uma investigação criminal. A unidade hospitalar alega que os bebés foram silenciados da referida forma por dispor de muito pouco pessoal para cuidar das crianças. Saliente-se que este caso está a merecer uma ampla cobertura por parte dos meios de Comunicação Social russos e internacionais.MILHÕES DE CRIANÇAS NA RUAO caso envolvendo estes bebés sem pais ocorre numa altura em que é cada vez mais preocupante o drama dos chamados ‘órfãos sociais’ existentes na Rússia. Apesar de ninguém saber ao certo o seu número, são em elevado número os que vivem nas ruas, longe dos pais, alcoólicos, a cumprirem penas de prisão ou sem condições económicas. Segundo números oficiais, há entre 100 mil e cinco milhões de crianças abandonadas na Rússia.
Paulo Madeira com agências

Justiça Popular: um artigo de Paulo Geraldo

Justiça popular

Nos casos em que crianças pequenas foram maltratadas e assassinadas, foi muito difícil impedir que multidões iradas exercessem a chamada "justiça popular" sobre os presumíveis culpados, frequentemente familiares, e conseguir que fossem julgados pelas autoridades. Ainda bem que se conseguiu impedi-lo, porque também uma pessoa carregada de culpas é uma vida, e tem sucedido muitas vezes que os anos passados na prisão purificam essas vidas e as nobilitam.
Mas essa reacção popular, instintiva e pouco pensada, mostra bem como trazemos dentro de nós uma aversão natural a actos desse género.
Sempre que uma pessoa adulta faz consciente e voluntariamente um mal a uma criança, manifesta que não é senão lixo humano. Independentemente de esse adulto ser homem ou mulher, rico ou pobre, famoso ou desconhecido, poderoso ou não. Independentemente do que diga qualquer lei que os homens façam.
A gravidade de um mal que se faça será maior sempre que a vítima for mais inocente e mais indefesa. E matar é o pior de todos os males, porque ao tirar a vida a alguém se lhe tira, com ela, todos os outros bens.
O início da vida humana é uma questão pacífica. Na comunidade científica não existe nenhuma polémica sobre este assunto. A vida começa no momento da concepção, conforme se aprende em todos os livros de medicina de todas as universidades do mundo. Qualquer mulher grávida sabe que tem dentro de si o seu filho, que é habitada pela presença de um outro ser. Nenhum saber humano, da biologia à filosofia, passando pela experiência, chega a uma conclusão diferente.
O aborto é bastante mais grave do que o que se fez nesses casos infelizes que referi no início. O feto nem sequer pode gritar ou tentar fugir. É mais indefeso. E é mais inocente: não teve nem mesmo tempo para dizer uma pequena mentira, para partir um copo, para uma birra, para tentar escapar-se a lavar os dentes antes de dormir.
É bom que nos sintamos tocados pelo sofrimento de outras pessoas. Pelo das mulheres que têm dentro de si um filho que não desejam, evidentemente. Tal como pelo dos que estão doentes, dos que perderam um filho, dos que não podem ter filhos, dos que perderam a mãe, dos que não vêem, dos que não andam, dos que não se mexem...
Mas não é admissível permitir que os sofrimentos de alguém, ou outros interesses seus, se resolvam com a morte de uma pessoa inocente. A civilização cresceu sobre o fundamento de que isso não deve nunca ser feito. Só assim os homens se juntaram e fizeram aldeias e cidades e países. Só assim se associaram a outros homens em vez de se juntarem a lobos.
A humanidade uniu-se para se libertar de Hitler. E condenou o seu pensamento de suprimir os seres humanos "inconvenientes", que incluía o aborto. E declarou solenemente: "A criança, dada a sua imaturidade física e mental, precisa de protecção e cuidados especiais, incluindo protecção legal apropriada, tanto antes como depois do nascimento". (Declaração dos Direitos da Criança - aprovada em Assembleia Geral da ONU em 20.11.1959, sublinhado meu).
Agora sabemos que Hitler não morreu: que procura dominar, desta vez sem espingardas, as leis e as mentalidades; que se infiltra nos lugares de onde se pode governar e influenciar os homens.
Há uma coisa em que nunca se deve tocar: a vida do inocente. Os problemas devem resolver-se sem tocar no intocável, para que a civilização continue.
Certamente, assim dará mais trabalho; mas para isso temos a inteligência e a capacidade de amar. Possuímos capacidades maravilhosas: somos capazes de minorar sofrimentos, de fazer nascer sorrisos, de tornar becos sem saída em alamedas floridas. Basta que não nos contentemos com andar pelo mundo olhando apenas para nós mesmos, dirigindo todos os nossos gestos para o nosso umbigo.

(Paulo Geraldo)

terça-feira, janeiro 30, 2007

Caminhada pela Vida no Domingo passado: eramos 15 mil!

Vejam neste vídeo colocado no Youtube a realidade da Caminhada pela Vida em Lisboa (mais de 20.000 pessoas), neste dia 28 de Janeiro. Uma realidade que os media não "viram" (na medida em que se tivesse estado igual multidão pelo Sim, a comunicação social rebentaria de fotografias, reportagens e referências...).
http://www.youtube.com/watch?v=rOKNGtZgAAw

De uma amiga recebi este mail:

Assunto: Reuters.com - Anti-abortion march in Portugal - 1/28/2007 9:32:53 PM - 15.000 PESSOAS

Segundo a Reuters: 15.000 pessoas na Caminhada pela Vida em Lisboa a 28 de Jan

Homenagem à isenção e qualidade jornalista em Portugal ...!

No fim da Caminhada fui ao site da Agencia Lusa e qual o meu espanto quando dei de caras com a reportagem que referia estarem 2.000 pessoas, fui ao Portugal Diário 7.000 a 8.000. Rendida achei melhor aguardar pelas edições em papel do dia seguinte.

E no dia seguinte, nada de novo a registar.

É lamentavel, mas o que safa os Portugueses que estamos interessados em ler FACTOS é o acesso à Internet que nos dá acesso à informação, e não à opinião ou à manipulação.

Se querem ter uma aproximação sobre QUANTAS PESSOAS foram à Caminhada pela Vida não nos resta alternativa senão ir ao site de uma das Agências de Informação mais prestigiadas do mundo, a agência Reuters.

Foi a fonte que mais se aproximou dos números relatados por inúmeros agentes da PSP aos quais fui perguntando e me respondiam com unanimidade 20.000 a 25.000 pessoas!

Reuters.com - Anti-abortion march in Portugalhttp://today.reuters.com/tv/videoStory.aspx?storyID=67c334e8f21641f8927a7a6f16c1585ebc258674

Democracia?
Livre acesso à informação?
ou Ditad.... é melhor nem escrever senão lá vem a censura, as escutas telefónicas ou o desvio de emails!

Breves apontamentos da campanha do Não

Verifico com pena que quem está tão imerso numa campanha, não consegue encontrar uns minutos para um post...
Alguns apontamentos:
- a nossa campanha está a correr bem e a mensagem a passar;
- independentemente do resultado final, a cultura da vida cresce;
- o resultado é hoje uma incógnita (o que é estraordinário visto a vantagem do Sim e os meios partidários que usam, contra os nossos simples esforços de cidadãos);
- entre nós a unidade cresce e é evidente.
- independentemente do resultado, no dia 12 continuamos nas nossas associações o que sempre fizemos: estender a mão e não apontar o dedo, dar espaço à Vida.
- é um privilégio para qualquer um (do Sim ou do Não) poder bater-se pelos ideais em que acredita e participar numa campanha política (no sentido nobre do termo: como serviço do bem comum). Sinto-me honrado por fazer parte deste momento da história do meu país (porque, não tenhamos ilusões: o resultado de 11 de Fevereiro marcará o país para o bem ou para o mal na questão central da Vida e Dignidade humanas em Portugal).

quinta-feira, janeiro 18, 2007

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Mulher condenada em Tribunal por causa de Ovos de Cegonha (e o aborto, senhores?)

Mulher Condenada em Tribunal por causa de Ovos de Cegonha

Saberão os nossos leitores [do boletim Infovitae] que em Portugal é crime partir (abortar) ovos de cegonha (independentemente do número de semanas de gestação).

Este link é sobre uma senhora que foi condenada por ter derrubado ninhos com ovos de cegonha:

http://www.diramb.gov.pt/data/basedoc/TXT_JN_8888_1_0001.htm

terça-feira, janeiro 16, 2007

Incrível! Reino Unido: Embriões híbridos de animais e humanos em discussão pública

Aprendi com o meu pai que nada nos deve espantar no Cinema porque a realidade ultrapassa-o sempre em fantasia, imaginação e incredibilidade...
Apetece-me esfregar (peço desculpa pela veemência da expressão...) esta notícia do Público, de 12 de Janeiro, nas caras confiantes e animadas de todos os "moderados, equilibrados e progressistas", que fui encontrando ao longo da discussão sobre a lei da procriação medicamente assistida...
"Que não" diziam eles, exageros destes não eram possíveis...leiam só:

Reino Unido Embriões híbridos de animais e humanos em discussão pública

Criar embriões que sejam uma mistura de células de humano e de outro animal seria legal no Reino Unido, mas a autoridade que regula as experiências deste tipo prefere lançar um debate público antes de as autorizar. Num comunicado ontem divulgado, a Autoridade para a Fertilidade e Embriologia Humanas do Reino Unido (HFEA, na sigla em inglês) diz que poderia permitir a criação de embriões híbridos, solicitada por cientistas do Kings College de Londres e do Instituto de Células Estaminais do Nordeste de Inglaterra (Newcastle), para investigar as potencialidades terapêuticas das células estaminais assim criadas. Mas a HFEA prefere que a sociedade se pronuncie sobre este tema, e só depois emitir um parecer. "No Outono, quando a consulta estiver terminada, vamos considerar os pedidos", disse a directora da HFEA, Angela McNab. Fraude Equipa dos EUA que colaborou com Hwang em causaA equipa de Gerald Schatten, o cientista norte-americano que colaborava com o sul-coreano Hwang Woo-suk, acusado de falsificar artigos sobre a clonagem de embriões humanos para obter células estaminais, está a lidar com outras acusações de falsificação. Em causa estão imagens de um artigo científico submetido para publicação na revista Nature, em que a sua equipa relatava ter obtido culturas de células estaminais a partir de embriões e macaco, anunciou uma porta-voz da Universidade de Pittsburgh, à qual Schatten está ligado, citada pela agência noticiosa AP. O artigo em causa nunca chegou a ser publicado, e as suspeitas não caem directamente sobre Schatten, mas sobre um membro da sua equipa, o sul coreano Park Jong-hyu, que também integrava a equipa de Hwang. Estas revelações surgem no contexto de um inquérito interno da Universidade de Pittsburgh, cujas conclusões não foram ainda tornadas públicas - a notícia surge em resultado de uma investigação própria da AP.

Aborto: A Maior das Humilhações (um artigo do Padre Nuno Serras Pereira)

A Maior das Humilhações

Nuno Serras Pereira
11. 01. 2007

Em 1998, Luz de Vasconcellos e Souza convidou-me para um café, depois de jantar, em casa de seus pais. Para além da Luz, estavam sua mãe, Sofia de Melo Breyner Andresen, Pedro Líbano Monteiro (não confundir com o antigo quadro do BCP, de quem é parente) e parece-me que também um jovem, de que agora não recordo nem a fisionomia nem o nome.

Conversou-se sobre assuntos vários entre os quais, surgiu naturalmente, pela sua proximidade, o do referendo sobre a liberalização do aborto. Sofia também esse tema com a simplicidade e profundidade luminosas que lhe eram habituais. De tudo o que lhe ouvi, o que mais me marcou foi uma pequena partilha que culminou numa breve sugestão. Disse: “Uma vez mostraram-me fotografias de fetos abortados. O que mais me impressionou foi o seu ar de humilhação (ou de humilhados). Espalhem imagens dessas com a frase: «aqueles que ninguém quis amar»”.

Já não recordo, ao certo, quais as razões ou circunstâncias que nos levaram a não concretizar a proposta que brotou do seu desabafo. Mas ela gravou-se-me de tal sorte na mente que ainda hoje a recordo como se me tivesse sido feita há 10 minutos.

De facto, a humilhação não consiste em ser julgado por ter prevaricado, por ter cometido um crime, a grande humilhação, a maior das humilhações é não ser reconhecido e respeitado por aquilo que se é, um ser humano, uma pessoa; é ser aniquilado, na fase de maior vulnerabilidade, pela decisão despótica de quem o gerou; é ser vítima da renúncia geral à sua protecção e da conjura comum para o destruir.

Aborto: uma frase de Mahatma Ghandi

"Parece-me tão claro como o dia, que o aborto é um crime.»

Apoiar a Família em vez do aborto: um exemplo da Alemanha

Na campanha do Não fizemos um desafio ao Governo: está disponível em caso de vitória da Vida a utilizar os mesmos recursos destinados ao aborto legal até às 10 semanas, no apoio às famílias e às grávidas em dificuldade?
Porque não têm coragem de responder?
Não é melhor financiar nascimentos do que abortos?

Casais recebem para ter filhos
2007/01/08 20:33 Sara Marques - http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=759443&div_id=291
Países com natalidade baixa atribuem incentivos. Subsídios de nascimento, abonos, compensação para os pais que queiram deixar o emprego, licenças de maternidade e ajudas na educação, são algumas medidas. Em Portugal nascem cada vez menos bebés

O ano começou com uma boa notícia para as futuras mães da Alemanha. Para incentivar a natalidade, o Governo decidiu atribuir um subsídio, que pode chegar aos 25 mil euros.
Nas últimas décadas, as taxas de nascimento na Alemanha caíram a um ponto que autoridades consideram «alarmante». A taxa de fertilidade média é de 1,37 filho por casal, bem abaixo da média de 2,1 considerada necessária para manter a população em nível estável.
A legislação previa que pais que decidissem ter filhos podiam receber até 7,2 mil euros por um período máximo de dois anos. A partir de 1 de Janeiro, com a entrada em vigor da nova lei, podem receber até dois terços do salário durante um ano, no valor máximo de 25,2 mil euros.
Medidas semelhantes têm vindo a ser adoptadas em vários países. A França, país que possui uma das taxas de natalidade mais altas da Europa, anunciou recentemente um pacote de medidas para conciliar a maternidade com a vida profissional e estimular as mulheres a terem um terceiro filho.
As francesas que derem à luz um terceiro filho poderão usufruir, se assim desejarem, de uma licença de maternidade mais curta (de três anos para um) mas mais bem remunerada, com cerca de 750 euros por mês.
A estas medidas somam-se auxílios mais elevados para as despesas com as crianças, creches gratuitas, descontos em restaurantes, supermercados, cinemas e transportes públicos e ainda actividades extra-escolares a preços reduzidos.
O regime de Segurança Social francês prevê vários subsídios para as famílias, entre os quais o de nascimento (830 euros), o de base (166 euros por mês, até aos três anos) e o de início de aulas para os agregados desfavorecidos - 265 euros. Além disso, há também benefícios fiscais para os casais com filhos.
Actualmente, a França tem uma taxa de natalidade de 1,9 filho por mulher e é, depois da Irlanda, o país da Comunidade Europeia com os melhores índices.
Na Suécia considerado pela ONU como «o melhor sítio do mundo para ter filhos», um dos pais pode ficar em casa por um ano com 80 por cento do ordenado. A assistência pré-natal é gratuita e há uma rede de creches privadas de preços controlados.
Fernando Castro, presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), disse ao PortugalDiário que em países nórdicos como Suécia, Dinamarca e Noruega há ainda uma compensação estatal, caso um dos pais decida desempregar-se ou sub-empregar-se para ficar em casa com os filhos.
Em Espanha, os pais têm direito a subsídio de risco na gravidez, abono de família que aumenta a partir do segundo filho e subsídio de nascimento para o terceiro filho e seguintes.
Em Portugal, o abono de família é determinado em função dos rendimentos, não sendo atribuído aos agregados familiares com um rendimento superior a 1875 euros mensais. No primeiro ano o valor é maior e vai diminuindo conforme a criança fica mais velha. E não existem apoios para a educação, a guarda de crianças ou famílias monoparentais.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2005 nasceram 109.457 crianças em Portugal. Com um índice de fecundidade de 1,4 filhos por mulher, que tem vindo a diminuir, «Portugal continua a não assegurar a renovação de gerações e o défice de nascimentos ronda os 55 mil por ano», explicou o presidente da APFN.
O Algarve é a zona do país onde se regista um aumento mais constante da taxa de natalidade nos últimos anos, segundo dados do INE. 16 por cento dos bebés que nasceram em 2003 no Algarve são filhos de mãe estrangeira, na maioria de mulheres ucranianas e brasileiras.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Um poema impressionante (dedicado aos abortistas)

Que me chegou por mail. A origem parece ser http://sol.sapo.pt/blogs/filosorfico/default.aspx de Renato de Azevedo

SEM NOME

Era tão pequeno,
que ninguém o via.
Dormia, sereno,
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
-porque era semente-
ver a luz do dia,
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia.
Esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca,
- tratado, parece,
qual bicho na toca.
Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu: «-Querido...»
Não disse: «-Mamã...»
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo, no encalço
do abraço distante.
Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas,
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão,
à espera de um doce.
Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços,
e flores e poentes,
E peixes e feras
- as hoje viventes
e as de antigas eras.
Não soube do mundo.
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria:
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
(o destino inteiro...)
- porque os abortistas
nasceram primeiro.

10 semanas: um compromisso entre o infanticidio e o direito à vida!

Lê-se e não se acredita...:
"É necessário um compromisso entre o direito à vida e o direito ao planeamento familiar. Não há planeamento familiar eficaz sem a possibilidade de, como solução de recurso, abortar. Efectivamente, todos os meios contraceptivos falham, por vezes, seja por razões técnicas seja por falha humana. O direito à vida sugeriria que a vida humana deveria ser protegida desde o instante da concepção. O direito ao planeamento familiar requeriria a possibilidade de abortar até ao fim da gravidez -- tal como de facto é permitido nalguns países -- ou até mesmo de efectuar infanticídios -- tal como é praticado noutros países. O aborto até às dez semanas de gravidez é um compromisso bastante restritivo, mas ainda assim realista, entre essas duas posições extremas. Ele permite garantir que o planeamento familiar efectivo é possível, mas sem uma violação intolerável do direito à vida."
Passaram-se!!!!????
Esta "preciosidade" está em "argumentos do sim" do www.euvotosim.org. Não é notável!?

As 200 mil assinaturas dos grupos civicos do Não

Encerrado este primeiro período extenuante de mobilização para a constituição dos grupos civicos, assisto divertido ao espanto da comunicação social (e também ao incómodo do Sim) com a potência social dos grupos do Não (15 grupos contra 5 do Sim, 200 mil assinaturas no total).
É preciso estar muito distraído ou querer cegar quem lê jornais ou adormecer os políticos dos partidos, para ficar surpreendido com mais uma demonstração de força de um amplo movimento social de defesa da Família e da Vida que hoje em dia, tem mais implantação que muitos partidos e uma representação eleitoral não negligenciável.
Quem desde 1998 venha seguindo estes movimentos civicos não se espanta com a capacidade organizativa mas verifica quotidianamente que no espectro político português existe uma força civil que não precisa da comunicação social para se desenvolver e crescer e cujo êxito corresponde tão só ao facto de coincidir com os anseios profundos de um povo que não se submete aos ditames da mentalidade comum.
Um povo de homens livres, de famílias convictas e agentes sociais empenhados, que parte agora para uma campanha de afirmação positiva da Vida, dedicada ao esclarecimento e à mobilização, que pode obter um resultado confirmador da modernidade e progressismo de quem afirma que os direitos humanos devem prevalecer sobre os interesses pessoais e que para o drama do aborto há outros caminhos, outras respostas, outras soluções.
A minha maior preocupação com o referendo, não é perder ou ganhar. A cultura da Vida crescerá sempre em qualquer das circunstâncias.
O meu receio é que ao resultado (seja qual for) não sucedam iniciativas em politicas públicas favoráveis à Vida, à Família, à Natalidade e aos apoios sociais...
Será sempre bom continuar a proteger, através da lei penal, a mulher e os seus filhos. Mas ideal era haver um empenho político sério. Haverá, à esquerda e à direita, quem o queira?

O Diário de Notícias e a Igreja Católica

É comovente o desvelo e a atenção filial com que o Diário de Notícias segue as indicações dadas pelos Bispos da Igreja Católica e até a prática religiosa a que convida os seus repórteres... :-)
Ele é idas a Fátima e ao Terreiro do Paço, Missas assistidas (ou participadas...?) em todo o país, declarações de Bispos reproduzidas e comentadas...um mimo!
Quem diria que o mais anti-clerical dos nossos jornais, se havia de transformar num retrato fiel e diário da actividade da Igreja católica...! :-)
Fossem todos os católicos como o Diário de Notícias e este país era outro! lol!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Convenção do Não: contentamento e um presente

Passei hoje o dia caído para o lado...na ressaca da Convenção Nacional dos Grupos do Não...
Foi um momento emocionante de encontro, de constatação de que partimos para esta campanha com uma rede operacional que cobre o país inteiro e que a vitória no dia 11 de Fevereiro só depende do trabalho de esclarecimento que estamos dispostos a realizar.
Mas uma passagem pelo correio electrónico, antes de me deitar, impunha-se e encontro este poema que me foi enviado por uma amiga do Diz que Não. Deixo-o pelo que representa como gesto de amizade e por aquilo que diz: assim somos nós com este País!

«Hora

Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.

Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.

E dormem mil gestos nos meus dedos.

Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.

Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.

E de novo caminho para o mar. »

Sophia Mello Breyner

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Protesto contra a forma miserável como a AR trata as Petições!

Completamente "afogado" na azáfama da campanha do Não e na conclusão do processo dos grupos civicos que sevão inscrever na CNE, não consigo estender-me sobre o assunto, mas em resumo:
1. O Parlamento está-se nas tintas para os movimentos cívicos e populares e trata-os abaixo de cão (não aprecia as Petições, maltrata os assuntos, faz uma palhaçada de 10 minutos por Petição em Plenário, no dia mais adormecido, o de sexta-feira);
2. Pessoalmente tenho estado envolvido em diversas (MOVE e Educação Sexual, Deus e a Europa e a questão da referência ao cristianismo no preâmbulo da Constituição Europeia, Mais Vida Mais Família, a maior de sempre da história do parlamento em democracia e que lá jaz desde Março de 2004, Referendo da PMA que não fora o Presidente Jaime Gama, não queriam deixá-la entrar, etc.). Em todas fui maltratado pelo parlamento. Para já não falar dos partidos que de tão drogados com o jogo político, também não ligam nenhuma...
3. Saúdo por isso a iniciativa abaixo de um grupo de diversos peticionantes de diversas petições que amanhã se encontram à porta da AR para protestar. Infelizmente não posso estar mas contam comigo!

O Comunicado é este:

PRESS RELEASE AGENDA POLÍTICA e AGENDA NACIONAL

DIA 5 DE JANEIRO, ÀS 9 HORAS,

O DIREITO À INDIGNAÇÃO NA PORTA DO PARLAMENTO

O agendamento de 10 Petições para a mesma manhã, dando só 25 minutos a cada grupo parlamentar para se pronunciar sobre a totalidade das Petições em análise foi a resposta da A.R. ao pedido de suspensão de pagamento de IRS por parte de alguns subscritores de algumas das 120 Petições a aguardar (algumas desde 2003) a Discussão no Plenário da Assembleia da República.

Do quase milhão de subscritores “em situação de PENDENTE”, desta vez são 75.176 os cidadãos subscritores de Petições tão díspares como o Encerramento do D. João de Castro, a Idade de Reforma dos Trabalhadores das Pedreiras, o Novo Aeroporto da OTA ou a Interrupção dos Subsídios do Grupo de Teatro “a Barraca” que serão discutidas no Parlamento num espécie de simultâneo sem precedentes na DEMOCRACIA em PORTUGAL!!

Vai ser a maior confusão nos acessos áquelas galerias para não se assistir a nenhuma discussão edificante!

Carlos Fogaça, 1º subscritor da Petição sobre o D. João de Castro, acusa que este agendamento da A.R. de “é a total ausência de ética política e um expediente de favor que a maioria parlamentar faz ao governo, fingindo que discute assuntos que, sendo incómodos para a governação, se restringe o incómodo a dois minutos e meio por assunto e por grupo parlamentar.”

(...) além da ilegalidade de terem estado 6 meses à espera de uma Discussão Plenária que pela lei deveria ter sido feita em 30 dias,

“isto é uma clara violação do espírito da Lei da Petição consagrada na Constituição e um grave golpe na participação cívica dos cidadãos. Por isso,
- no próximo dia 5 de Janeiro iremos dizer o que pensamos á entrada dos deputados no Parlamento;
- iremos, por carta, manifestar a nossa mais profunda indignação ao Senhor Presidente da República;
- e solicitar ao Senhor Provedor de Justiça a averiguação da legalidade desta forma de “resposta” da Instituição Parlamentar aos movimentos de cidadania.

Lisboa 3 de Janeiro 07

Carlos Fogaça - 91 999 99 79 - 1º Subscritor da Petição à A. R.
Conceição Leite Pinto – 96 694 00 57 – coordenação da Petição à A. R.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Obviamente, voto Não!

"Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente»
George Orwell

O Pregador do Papa pede o dom de um pai e uma mãe para as crianças do mundo

O Pregador do Papa pede o dom de um pai e uma mãe para as crianças do mundo
Comentário do padre Raniero Cantalamessa, ofmcap., à liturgia desse domingo
ROMA, domingo, 29 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).-
Publicamos o comentário do padre Raniero Cantalamessa, ofmcap., —pregador da Casa Pontifícia— à liturgia da Missa desse domingo, da Sagrada Família: Jesus, Maria e José.
* * *Domingo depois do Natal: Festa da Sagrada Família
I Samuel 1, 20-22.24-28; I João 3, 1-2.21-24; Lucas 2, 41-52
Sobre a família
«Filho, por que nos trataste assim? Vê que teu pai e eu te buscávamos angustiados». Nestas palavras de Maria vemos mencionados os três componentes essenciais de uma família: o pai, a mãe e o filho. Não podemos este ano falar da família sem tocar no problema que neste momento mais agita a sociedade e preocupa a Igreja: os debates parlamentares sobre o reconhecimento das uniões de fato.
Não se pode impedir que o Estado busque dar resposta a situações novas presentes na sociedade, reconhecendo alguns direitos civis a pessoas também do mesmo sexo que decidiram viver juntas suas próprias vidas. O que importa à Igreja —e deveria importar a todas as pessoas interessadas no bem futuro da sociedade— é que isto não se traduza em um enfraquecimento da instituição familiar, já muito ameaçada na cultura moderna.
Sabe-se que a forma mais efetiva de destruir uma realidade ou uma palavra é a de dilatá-la e banalizá-la, fazendo que abrace coisas diferentes e entre si contraditórias. Isto ocorre se equipara-se a união homossexual ao matrimônio entre homem e mulher. O sentido próprio da palavra «matrimônio» —do latim, função da mãe (matris)— revela a insensatez de tal projeto.
Não se vê, sobretudo, o motivo desta equiparação, podendo-se salvaguardar os direitos civis em questão também de outras maneiras. Não vejo porque isto deverá soar como um limite e ofensa à dignidade das pessoas homossexuais, a quem todos sentimos o dever de respeitar e amar, e de quem, em alguns casos, conheço pessoalmente sua retidão e sofrimento.
O que estamos dizendo vale com maior razão para o problema da adoção de crianças por parte de casais homossexuais. A adoção por parte destas é inaceitável porque é uma adoção em exclusivo benefício dos adotantes, não da criança, que bem poderia ser adotada por casais normais de pai e mãe. Há muitos que esperam fazê-lo há anos.
As mulheres homossexuais também têm, se faz observar, o instinto da maternidade e desejam satisfazê-lo adotando uma criança; os homens homossexuais experimentam a necessidade de ver crescer uma jovem vida junta a eles e querem satisfazê-la adotando uma criança. Mas, que atenção se presta às necessidades e aos sentimentos da criança nesses casos? Ela vai se encontrar com quem tem duas mães ou dois pais —no lugar de um pai e uma mãe—, com todas as complicações psicológicas e de identidade que isso comporta, dentro e fora de casa. Como viverá a criança, no colégio, esta situação que lhe faz tão diferente de seus companheiros?
A adoção é transtornada em seu significado mais profundo: já não é dar algo, mas buscar algo. O verdadeiro amor, diz Paulo, «não busca o próprio interesse». É verdade que também as adoções normais os progenitores adotantes buscam, às vezes, seu bem: ter alguém em quem voltar seu amor recíproco, um herdeiro de seus esforços. Mas neste caso o bem dos adotantes coincide com o bem do adotado, não se opõe a ele. Dar em adoção uma criança a um casal homossexual, quando seria possível entregá-lo a um casal de pais normais, não é, objetivamente falando, fazer seu bem, mas seu mal.
A passagem do Evangelho da festividade termina com uma cena de vida familiar que permite entrever toda a vida de Jesus desde os doze aos trinta anos: «Ele desceu com eles a Nazaré e seguiu sob sua autoridade. Sua mãe ia guardando todas estas coisas em seu coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e os homens». Que a Virgem obtenha a todas as crianças do mundo o dom de poder, também eles, crescer em idade e graça rodeadas do afeto de um pai e de uma mãe.
[Tradução realizada por Zenit]
ZP06123101

domingo, dezembro 31, 2006

Uma boa observação de Fernanda Câncio

Por uma vez, de acordo...apesar do delírio do artigo de opinião principal ("O coração do problema") e do resmungo em defesa da APF...
Mas nessa mesma edição do Diário de Notícias (de 15 de Dezembro, estou a pôr papeis antigos em ordem...) observa Fernanda Câncio com muita razão que parte do escândalo com o livro de Carolina Salgado (no que se refere à revelação de factos da intimidade afectiva com Pinto da Costa) não tem paralelo com a tolerância com que iguais detalhes privados em outras biografias (nomeadamente de Maria Filomena Mónica) foram recebidos...ou seja, no fundo veio ao de cima a "consideração" em que se tem uma mulher que tenha sido alternadeira e o preconceito salta em todo o seu "esplendor"!
O que (e aqui o comentário é de minha lavra) me espanta sempre...afinal estamos numa época de modernidade e tudo é admissivel. Mas quando menos se espera os mais progressistas são tão preconceituosos como os conservadores mais obtusos...
Por uma vez de acordo...apesar de ser um portista doentio e por isso mantendo opinião de post anterior sobre o mesmo assunto :-)
Um Bom e Santo Ano de 2007 para todos!

A morte de Saddam

Impressionou-me muito ver as fotografias da execução de Saddam no Portugal Diário...a serenidade e bravura deste perante a morte, a comparação entre as situações de "todo-poderoso" num país e aquela fragilidade de um condenado à morte, imaginar os sentimentos de regozijo de quem assim se vingou e a raiva que terá provocado em quem gostava dele e sobretudo o identificava com um Iraque não dominado por estrangeiros, olhar para ele e ver um homem como eu de certa idade como eu um dia terei, etc.
Apetece-me escrever "Dá-lhe Deus eterno descanso. Entre os esplendores da luz perpétua descanse em paz" e assalta-me a dúvida...que resposta em vida foi ele dando a Deus quando o viu face a face (veja-se o livro "O Primeiro Dia" de João César das Neves, editado pela Principia)? Onde estará ele hoje?
Isto foi o que vi na RR. Transcrevo porque subscrevo que em condição alguma se pode admitir a Pena de Morte.

Na Rádio Renascença
Reacções à execução de Saddam Hussein


Em português, o Bispo das Forças Armadas condenou, em declarações à RR, a execução de Saddam,
defendendo que qualquer “assassinato” é um crime.“Seja Saddam Hussein, seja Pinochet, seja Estaline, sejam as vítimas de Guantanamo, ninguém pode matar e,
mesmo em legítima defesa, as circunstâncias humanas e jurídicas são tão apertadas, que matar é [quase sempre] um crime de guerra”.Reafirmando a oposição da Igreja Católica à pena de morte, Frederico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, disse já esta manhã
que o enforcamento do antigo líder iraquiano pode suscitar sentimentos de vingança no Iraque e pode abrir caminho a mais violência.A pena de morte é ainda condenada pela secção portuguesa da Amnistia Internacional, segundo a qual a morte de Saddam Hussein
nada provocou em prol da justiça – Cláudia Pedra recorda que o antigo ditador ainda não tinha sido julgado pela morte de cinco mil curdos.Entre as várias reacções já recolhidas pela Renascença consta ainda a da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos
Human Rights Watch, que lamenta o desfecho do julgamento de Saddam. Outra condenação ao enforcamento surgiu da União Europeia, que considera a execução de Saddam Hussein um acto de barbárie,
que pode vir a tornar o antigo ditador num mártir.Numa primeira reacção dos “25”, Louis Michel, comissário para o Desenvolvimento, disse hoje de manhã à agência Reuters
que a pena de morte não é compatível com a democracia e que a sua existência é contra os valores da UE.Pelo contrário, os Estados Unidos saudaram a execução do antigo Presidente iraquiano. Num comunicado da Casa Branca –
que foi, aliás, das primeiras reacções internacionais conhecidas – Bush considera que o enforcamento é um marco importante
na história do Iraque.O Presidente norte-americano reconhece, porém, que não será o suficiente para terminar já com a violência que ainda se vive no país.No Reino Unido, reage a ministra dos Negócios Estrangeiros, Margaret Beckett, que felicitou o julgamento e a sentença do
ex-Presidente iraquiano, pelos crimes cometidos ao seu próprio povo. Recorde-se que Saddam Hussein foi enforcado hoje, perto das 3h00 (hora de Lisboa), em resultado de um julgamento levado a cabo
por um Tribunal Especial iraquiano patrocinado pelos Estados Unidos. A pena de morte é ainda condenada pela secção portuguesa
da Amnistia Internacional, segundo a qual a morte de Saddam Hussein nada provocou em prol da justiça – Cláudia Pedra recorda que
o antigo ditador ainda não tinha sido julgado pela morte de cinco mil curdos.

sábado, dezembro 30, 2006

Referendo do aborto 2007

The Lord of the Rings: The Two Towers

Theoden: A great host, you say?
Aragorn: All Isengard is emptied.
Theoden: How many?
Aragorn: Ten thousand strong at least.
Theoden: Ten thousand?!?
Aragorn: It is an army bred for a single purpose: to destroy the world of men. They will be here by nightfall.
Theoden: Let them come.

:-)

sexta-feira, dezembro 29, 2006

O Nascimento de Cristo

Hoje foi dia deste filme, na companhia do Pároco de Vermoim da Maia. Bom filme.
Impressiona a figura de S. José: um homem que sem esperar nada, dá tudo. Homem de homem, Pai como um pai, Marido como marido era. Fica-se com vontade de ir à confissão, tal a distância entre o que aquele homem foi e é, e a pobreza da minha paternidade...
Impressiona também a relação de Nossa Senhora com o seu marido, feita de ternura, gratidão e companheirismo. Mas impressiona ainda mais perceber por que passou aquela adolescente, grávida sem estar casada, à espera de um filho que não era do prometido marido. A coragem, o medo, a vergonha e a certeza, a entrega e a fé, a amizade da prima Isabel (também ela a viver uma circunstância excepcional e sagrada), a relação com os pais. Tudo. Como não há-de Ela nos entender como entende e ser tão Mãe como é?
O resto está muito bem. Únicas notas dissonantes: falta espessura aos Reis Magos (perceber porque se puseram a caminho, que esperavam eles nos seus corações) e o ralhanço do anjo a Zacarias no Templo, soa a má-criação... :-)
Vão ver e levem a família.

O estudo da APF sobre os numeros do aborto

Diz-me uma amiga (empenhada numa das nossas associações de ajuda e acolhimento a grávidas em dificuldade) num sms: "Responsáveis pela educação sexual durante 20 anos, APF e entidades oficiais, assumem que descuido é responsável por aborto. O que andaram a fazer?".
A pergunta é justa, mas nunca ninguém deles terá coragem de a responder...

Um ano especial: um filmão!

Fui ver o filme "Um ano especial" ("a good year"). Não sendo nada de especial, é um filmão!
Tem tudo: cenas de bolsa, paisagens lindas, uma casa encantadora (daquelas por que se deixa tudo), mulheres muito/muito bonitas, bom vinho tinto, humor, romance (que pode não ser a mesma coisa que amor, mas também não é só sexo...), memórias de infância, enfim...suspiro!
Vão ver que nem só de referendos do aborto, vive um homem (ou uma mulher)! :-)
Nota: não é por nada, mas acho que o Russel Crowe tem mesmo ar piroso, com aquele cabelinho penteado com risca ao meio...não percebo que graça lhe acham aquelas mulheres lindas do filme...Lol!

Referendo do aborto: duas citações úteis

Uma é:
Um não dito com convicção é melhor e mais importante
que um sim dito meramente para agradar, ou,
pior ainda, para evitar complicações
(M. Gandhi)
Ou então:
A lei não pode obrigar um branco a amar-me. Mas pode impedi-lo de linchar-me.
(Martin Luther King)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Mensagem de Natal aos meus leitores

Não é da minha autoria, mas de um companheiro de lutas: o Joaquim Galvão. Diz assim:

Natal é a festa da natividade,
a festa da vida, da vida de Deus feito Homem,
da vida de Deus na vida dos homens.
Natal é a festa da natividade,
a festa da vida, na vida em familia,
da vida de familia, da familia geradora de vida.
Natal é a festa da natividade,
a festa da vida, da vida nascente,
da vida de amor, da vida solidária,
da vida repartida na vida de cada criança,
da vida de Jesus em cada pessoa.
Seja o dom da vida
a vossa PRENDA de NATAL
e então o Natal será a festa da natividade,
da natividade de Jesus nos nossos corações.

NATAL SEM NATIVIDADE,
NÃO OBRIGADA

Feliz Natal

terça-feira, dezembro 26, 2006

Aqui do Alto-Minho...

A escrever no meu portátil, sentado no sofá da sala, em frente à lareira, nesta casa do litoral minhoto, sinto-me como o Dr. Homem da revista do Diário Notícias... :-)
Como o invejo terminando os seus dias em Moledo e a escrever aquelas crónicas deliciosas!
Um dia também o farei.
O problema é que na altura (daqui a 30 anos) devem estar a Câncio, o Louçã, o cunhado Correia de Campos e companhia a tentarem o terceiro referendo do aborto, e lá tenho eu de estar em Lisboa...! :-(

Situação do país: se calhar não vale a pena a preocupação...?

Pelo menos foi o que me ocorreu, quando, numa lista de correio electrónico da emigração, encontrei este texto:

"Há 135 anos, EÇA DE QUEIROZ escreveu. (Em 1871)

O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza desse rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido!
Algum opositor do atual governo ?
Não !
(Obs. Teria sido ele um "vidente do Futuro" ou de fato nada mudou em 135 anos ?) Manuel O. Pina"

É de ficar a pensar, ou não?

Um "postal" da América Latina e o Natal

Da minha amiga Maria (também ela empenhada na luta contra o aborto livre no seu país, o Uruguai): uma simpática e cristã mensagem de Natal, que termina com esta frase de Pessoa:
"El valor de las cosas no está en el tiempo que duran, sino en la intensidad con que acontecen. Por eso existen momentos inolvidables, cosas inexplicables y personas incomparables". (Fernando Pessoa)
Apeteceu-me partilhar... :-)
E já que estamos em matéria de citações, ainda vai esta:
“When we were children we were grateful to those who filled our stockings at Christmas time. Why are we not grateful to God for filling our stockings with legs?” G.K. Chesterton

Se duplicam os abortos legais...

Vejam o DN do passado dia 22 (sexta):
"O número de abortos legais realizados nos hospitais públicos, sobretudo os que se devem a malformações congénitas, têm crescido de forma continuada desde 1993 e aumentaram para quase o dobro de 2000 para 2005, dos 574 para os 906. Ao invés, os internamentos devido a complicações geradas pelas interrupções da gravidez (ilegais), pelo menos os que são assumidos claramente como tal, têm decrescido substancialmente, dos 2966 em 1992 para os 73."
Se isto se passa com os legais, imaginem o que não seria com o aborto livre até às 10 semanas, a simples pedido da mulher (e o pai?), sem necessidade de qualquer razão justificativa...!?
O que vale é que não é nessa direcção que as coisas estão a andar, como espero se concluano próximo dia 11 de Fevereiro.

A Homília do Bispo do Porto

Não me apercebi bem porque quis aproveitar a fundo estes dias de Natal para estar com a família, mas ao que parece a homília de D. João Miranda, causou grande celeuma, por causa de uma referência feita na mesma à situação da roda na idade média.
Não percebo "so much ado about nothing"...!?
A comparação real da situação do aborto livre às 10 semanas é com a matança dos inocentes feita por Herodes, e nem essa imagem me parece dever criar celeuma. É a pura verdade dos factos. A comparação com a roda, se repararmos bem, até que é benigna...
Depois vejo este título espantoso do JN de hoje: "Homilia rejeitada pelo sim e pelo não".
Lê-se a noticia e as declarações do Não (Madalena Simas e eu) são:
"Do seu lado, Madalena Simas, da associação Mulheres em Acção, defensora do "Não" no referendo, entende a Roda dos meninos como "uma maneira de dizer sim à vida". Um pouco como a actual adopção, em que a criança é "salva, viveu, não foi abortada".Mas, independentemente das interpretações, entende António Pinheiro Torres, da Plataforma "Não Obrigado", "tudo o que seja um alerta para o atentado contra a vida é de saudar", pelo que as afirmações de D. João Miranda são "bem vindas". Tais como as do cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, que aproveitou a mensagem de Natal dedicada à exclusão para considerar que o aborto, tenha os motivos que tiver, "é sempre negar um lugar a um ser humano".
Se isto é rejeitar, vou ali e já volto...!?

Bispos condenam sinais de morte (Natal 2006)

Bispos condenam sinais de morte

A celebração do Natal foi ocasião para que a Igreja Católica em Portugal deixasse apelos em favor da vida humana
O Natal celebra o Nascimento de Jesus e é, para a Igreja, a maior celebração da vida. Por isso mesmo, as celebrações destes dias ficaram marcadas por vários apelos em defesa da vida humana e da família, em todas as circunstâncias.
O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, falou do tema na sua mensagem de Natal, na qual Lembrou as crianças sem família, os ex-reclusos, os idosos, os deficientes e os desempregados. Sobre o aborto, o Patriarca disse que “"sejam quais forem os motivos, é sempre negar um lugar a um ser humano".
“Não havia lugar para eles” foi o mote da mensagem, que abordou diversas situações actuais. A exclusão das crianças foi o tema dominante, tendo D. José Policarpo referido os casos de filhos de pais separados “divididos e disputados, sentem que não têm lugar no coração dos pais e das novas famílias”.
A mensagem foi, simbolicamente, gravada na Casa do Gaiato do Tojal, desde este ano administrada pelo Patriarcado, para lembrar os meninos que vivem em instituições por não terem parentes que cuidem deles e os eduquem.
Excluídos são também os idosos em que se procura dar um lugar “mas não se evita a solidão”. O Cardeal-Patriarca apelou à integração dos ex-reclusos salientando que a atenção a estes é “urgente” sem esquecer os que ficaram desempregados que, sentem “dramaticamente que não há lugar para eles”.
“Jesus nasceu em Belém porque não havia lugar para ele na cidade. A quantos O seguem e nos quais Ele infunde o seu espírito, convida-os a lutar contra todas as formas de exclusão na certeza que só o amor, a solidariedade ajudarão a encontrar lugar para aqueles a quem o negaram nem que seja na ternura e no nosso coração”, apelou.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, falou por seu lado da importância da família na sua homilia de Natal e criticou os “pseudo-sinais de modernidade”, numa alusão ao aborto. “Da parte da Igreja emprestamos a voz aos mais débeis e convidamos a sociedade a reparar em situações inadmissíveis em que muitas famílias apenas sobrevivem”, assinalou.
“A família necessita de políticas positivas que proporcionem a todos os seus membros uma vida verdadeiramente humana”, prosseguiu.
O Arcebispo de Braga lembrou que “há muitas vidas no limiar do indigno e do escandaloso”, desafiando a sociedade a encarar “os dramas reais e as perplexidades sofridas”.
No Porto, o Administrador Apostólico da Diocese, D. João Miranda comparou o aborto a práticas da Idade Média, frisando que o mesmo representa uma violação do mandamento "Não matarás" e significa mesmo o regresso ao "tempo dos expostos".
“Vamos acolher o Menino Jesus em nossos corações e n’Ele amar todas as crianças, mesmo aquelas que não conhecem pai nem mãe. Estamos a regressar ao tempo dos ‘expostos’, dos meninos da Roda dos Mosteiros da Idade Média”, lamentou.
Na homilia da Noite de Natal, o prelado disse que se torna necessário “descer à rua e ir ao encontro dos homens onde eles estão, ir sobretudo à procura dos que gritam justiça ou sofrem, no segredo, as pobrezas deste tempo”.
Sobre a próxima campanha referendária, este responsável assinalou que “vem aí um período de escolha da vida das crianças por nascer: a vida é o dom mais precioso que temos e ninguém pode dispor da vida própria, muito menos da vida alheia”.
"Todas as ‘interrupções’ naturais ou provocadas são actos ‘prematuros’, imaturos, antes do tempo…, são o fim de um processo que devia desaguar na vida", acrescentou.
D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, lembrou na "Missa fo Galo" que "o nascimento de uma criança é sempre um acontecimento importante".
"Uma criança é sempre muito importante para todos, pois ela anuncia e significa valores indispensáveis a todos os homens e a todo o mundo: paz, amor, simplicidade, alegria, verdade, vida", assinalou.
Já no dia 25, este prelado sublinhou que "precisamos de um tipo de Família que seja acolhedora da vida que é gerada, da vida que nasce, da vida que cresce, da vida que envelhece e da vida que morre para este mundo, abrindo-se para a vida nova no mundo novo – a Pátria celeste".
Na Noite de Natal, Bento XVI apelou ao respeito pela dignidade de "todas as crianças", nascidas e por nascer. "Deus ensina-nos o respeito com as crianças", disse o Papa na sua homilia, que foi também seguida por milhões de telespectadores em todo o mundo.
"A criança de Belém orienta o nosso olhar para todas as crianças que no mundo sofrem e são vítimas de abusos, tanto as que são nascidas como as que estão por nascer", sublinhou.
Nacional Agência Ecclesia 26/12/2006 13:00 4520 Caracteres
51 Natal

terça-feira, dezembro 19, 2006

A RTP financia o FNUAP?

Recebi este mail de um amigo:
"Esta notícia saiu hoje no DN.
O "Dança Comigo" solidarizou-se com um dos fundos mais rico do Mundo?????????????????
Não era melhor esse dinheiro reverter a favor do défice da RTP? A notícia dizia:
"No entanto, durante a tarde televisiva o Dança Comigo, com cariz solidário a favor do serviço de pediatria do Instituto Português de Oncologia e do Fundo das Nações Unidas para a População, liderou o segmento, com 9,9% de audiência média e 34,8% de share."
Nota: o FNUAP é o Fundo das Nações Unidas para a População, aparentemente uma coisa boa, mas na realidade uma daquelas agências internacionais em que e de que vivem aquelas facções extremas que promovem o aborto e outros "disparates" do género. Razão pela qual os Estados Unidos lhe tem vindo a dificultar o financiamento.
Quando fui deputado, recebi-os no parlamento e confrontei-os nomeadamente com a distribuição de abortivos durante as crises humanitárias ou a colaboração dada à China na politica do filho único. As respostas às minhas perguntas confirmaram o alinhamento ideológico das pessoas que o dirigem...
Então não há em Portugal tanta instituição digna de receber apoio da RTP? Nomeadamente aquelas que promovem que haja nascimentos e não estas que os querem fazer desaparecer...

domingo, dezembro 17, 2006

O Aborto e as pessoas com Deficiência

Notícia recebida da Ecclesia:

Aborto não é um direito reprodutivo

Intervenção da Santa Sé na ONU. A Santa Sé defendeu na Assembleia Geral d a ONU que o aborto não está incluído "no direito à saúde reprodutiva", desde logo porque consiste num comportamento que impede precisamente a reprodução.
O Arcebispo Celestino Migliore, Núncio nas Nações Unidas, assinalou que "a Santa Sé entende o acesso à saúde reprodutiva como um conceito holístico, que não considera o aborto ou o acesso ao aborto como uma dimensão desses temos".
Este responsável falava na sessão que discutiu a convenção dos Direitos das pessoas com deficiência, agora adoptada pela ONU, mas que a Santa Sé não assinou. Segundo D. Migliore, o texto peca por prever o aborto para casos em que se detectam anomalias no feto.
"É certamente trágico que, na mesma Convenção criada para proteger pessoas com deficiências, que se tenha como condição para o aborto ou a sua oferta a existência de uma deficiência no feto", assinalou.
Para o representante vaticano, o uso dos direitos das pessoas com deficiência "não pode servir para negar o direito à vida das pessoas que ainda não nasceram". A atenção da comunidade internacional deve ir, isso sim, para as situações em que a deficiência de uma pessoa "serve como base para lhe negar um serviço de saúde".
A delegação da Santa Sé considera que os aspectos positivos desta Convenção "apenas serão concretizados quando na implementação e provisão legais, a nível nacional, todas as partes respeitarem o artigo 10º, sobre o direito à vida para as pessoas com deficiência".
Para o Arcebispo Migliore, é lamentável que "as vidas das pessoas com deficiência sejam desvalorizadas ou entendidas como uma diminuição na dignidade e no valor da pessoa"..
Internacional Octávio Carmo 14/12/2006 15:07 1656 Caracteres

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Aborto livre?: Não, Obrigada.

Vale a pena ir visitar o www.nao-obrigada.org e ver os cartazes que já sairam. Uma campanha moderna, inteligente e focada, como é necessário.
Pela nossa frente (da campanha do Não) temos oito semanas para, assinatura a assinatura (constituição dos grupos civicos) e pessoa a pessoa, conquistarmos as inteligências e os corações.
Para dia 11 confirmarmos em votos, o que desde 1998, já sabemos: que o desejo dos portugueses é que em Portugal a vida humana seja protegida.

Abortar é matar um filho: a honestidade de Luísa Castel-Branco

É sempre de louvar quando alguém (como há em Julho de 2006 aconteceu com Odete Santos que na DNA disse [em resposta a uma pergunta sobre a humanidade do feto] "toda a gente sabe que dali não sai um pinto") do lado do Sim põe as coisas como elas são e honestamente não se esquiva ao debate.
É o caso de Luísa Castel-Branco que no Destak de 14 de Dezembro, diz: "Eu nunca faria um aborto, não me interessa minimamente a discussão médica ou religiosa de quando um feto passa a ser um ser humano. Tão simplesmente, para mim, é matar um filho e ponto final.".
Depois infelizmente segue pelo argumentário do Sim: mas isto é o que eu acho mas não obrigo ninguém, etc.
De qualquer das formas fica registada a honestidade e a verdade.

domingo, dezembro 10, 2006

Os cristãos e Che Guevara

Recordado numa entrevista de D. Januário Torgal Ferreira à DNA em 8 de Abril de 2005:
"O que vos peço não é que passeis para o meu lado, mas que conservem o vosso carácter de cristãos. Ou seja, nunca vendam a alma. Não estou convosco, nem vocês comigo, mas vamos conversar"
Che Guevara

Educação Sexual...

"A Educação Sexual começa em casa, depois na escola, e finalmente nos hoteis"... :-)
Disse-o o personagem "Bispo Tadeu sem Fortuna" dos Cromos TSF
E eu encontrei esta "pérola" na "Notícias" de 29 de Fevereiro de 2004. Continua actual. :-)

Carolina Salgado e Pinto da Costa

Partilho o juízo de Ferreira Fernandes, hoje, no Correio da Manhã. O chamado "kiss and tell" apesar do chamativo que pode ser para a nossa mentalidade coscuvilheira, continua a ser, o que sempre foi: uma deslealdade, impensável entre pessoas sérias...
Também me impresionou a constatação final do artigo: de como uma paixão pôde fragilizar um homem poderoso a este ponto.
E quanto ao futebol (sim, sou sócio do FCP há 44 anos) não me lixem. Os golos foram marcados, não foram defendidos pelos adversários, e as vitórias do Porto estão na televisão para quem as quiser ver. O resto é conversa!

sábado, dezembro 09, 2006

Aborto e femininismo: o Sim passou-se...!

Se não acreditam vejam esta noticia surrealista que saiu ontem no Público...não sei o que impressiona mais: se a negação da realidade, como ela é e se apresenta, ou a repugnância pela própria natureza...?
Leiam e juro que não fui eu que inventei!

Proibição de abortar é "uma manifestação profunda e cruel do poder patriarcal"

Numa tese de mestrado, Andreia Peniche advoga a interrupção voluntária da gravidez como um direito de uma cidadania que entenda as mulheres como seres humanos plenos. Uma abordagem radical sobre um tema que em Fevereiro de 2007 será referendado.
Por Ana Cristina Pereira
Propõe-se substituir um "discurso radicalizado mas simplista" por um "discurso radical mas complexo e transgressor". Traz uma "perspectiva crítica feminista", assente na ideia de que "a proibição do aborto [por opção da mulher] não é uma medida avulsa, mas integrada na lógica de dominação patriarcal". Para Andreia Peniche, autora de Superando a perspectiva do corpo como campo de batalha: dimensionar o aborto no campo dos direitos, "o aborto deve assumir-se como um direito da cidadania e democracia reconfiguradas".Não fez uma tese distanciada sobre um dos temas mais fracturantes na sociedade portuguesa. É uma activista da despenalização e militante do BE. Fez uma "investigação interessada", já que ambicionava "compreender uma realidade social no sentido de a transformar". E defendeu-a na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. A 4 de Fevereiro de 1998, a Assembleia da República descriminalizou o aborto a pedido da mulher até às dez semanas. A alteração legislativa foi congelada em virtude de um acordo celebrado entre os então líderes do PS (António Guterres) e do PSD (Marcelo Rebelo de Sousa). Desse entendimento, resultou o referendo de 28 de Julho que revogou o sentido do projecto-lei. A perspectiva pró-despenalização revelou-se perdedora, "porque pobre e simplista", reclama Peniche. "A alteração legislativa foi proposta como um direito que deveria ser reconhecido às mulheres, sem [contudo] entender a proibição como uma manifestação profunda e cruel do poder patriarcal: pela afirmação de uma cidadania mitigada para as mulheres e pela manutenção da heterodefinição das mulheres como identidades resultantes da sua função maternal." "A sociedade não se mexeu""A realidade pós-referendo parece ter demonstrado aquilo que os argumentos utilizados quer na Assembleia da República quer na campanha do referendo não conseguiram: o significado e o alcance da lei", acentua, numa alusão aos cinco julgamentos por aborto com direito a piquete de activistas como ela. "Fomos testemunhas de uma sociedade que se comoveu [com a possibilidade das mulheres serem presas], mas, quando pôde, não se mexeu".A tese encerra uma breve história da luta pelo direito ao aborto no Portugal democrático - recupera os movimentos, acções e reivindicações, lembra os julgamentos mediatizados, as iniciativas legislativas. Debruça-se, depois, sobre a interrupção voluntária da gravidez na comunidade internacional. E teoriza sobre "a via da emancipação na superação do patriarcado". Feitas as considerações epistemológicas e metodológicas, centra-se nos discursos proferidos durante a sessão parlamentar de 4 de Fevereiro. Analisa o conteúdo/discurso das actas, "procurando fazer emergir os discursos e argumentos utilizados pelos deputados e deputadas que serviram de sustentáculo à defesa da alteração ou manutenção legislativa". E tenta entender "que tipo de cidadania para as mulheres encerrava cada tipo de discurso". Na sessão são apresentados, discutidos e votados cinco projectos de lei ou resolução. Dois sobre descriminalização do aborto a pedido da mulher (PS e PCP), um sobre exclusão de ilicitude por razões económicas e sociais (António Braga e Eurico Figueiredo, deputados do PS), um sobre outorgação de personalidade jurídica ao embrião (CDS) e um sobre o referendo (PSD). "Apesar de se discutir uma alteração legislativa que poderá mudar a forma como as mulheres e a sua sexualidade são encaradas socialmente, os discursos não rompem com a representação das mulheres como seres de moralidade duvidosa ou ainda presos ao reino da infantilidade axiológica", indica, ao esmiuçar as propostas e os discursos (ver texto em baixo). Desconhecimento da teoria feminista"O tom geral do debate revela a completa ausência de conhecimento sobre a produção teórica feminista na reconceptualização das mulheres", aprecia Peniche. Os parlamentares "desconhecem o que são e pensam as mulheres na sua diversidade", o aborto é encarado "como algo intrinsecamente mau, o que faz das mulheres que a ele recorrem vítimas". A autora aponta "dificuldade em perceber as mulheres como seres autodeterminados e capazes de escolhas responsáveis e morais". E julga que, para os deputados e deputadas, "a maternidade é o centro da representação social das mulheres". "A única diferença é que para alguns a maternidade é um acto voluntário, um direito, e para outros é um determinismo."Compreende que os discursos espelham um "entendimento pobre da democracia e da cidadania" - uns consideram "as mulheres hierarquicamente inferiores ao feto" e outros "têm sobre elas um discurso ambíguo". Peniche admite que os defensores da alteração legislativa "de certa forma reconhecem a cidadania mitigada das mulheres". Contudo, não arriscam: a sua perspectiva "prevê o alargamento do conceito de cidadania sem fazer a sua crítica"."A ausência de poder e a derrogação do feminino transformam as mulheres e as suas subjectividades em assuntos específicos e em preciosismos de refinamento democrático", avalia a autora. "O regime democrático não inclui verdadeiramente as mulheres na cidadania. Reconhece-lhes direitos formais, mas não se transformou no sentido da igualdade."Na sua opinião, "para compreender o direito ao aborto como um direito emancipatório não basta alterar a lei, é necessária uma refundação da democracia e da cidadania que permita entender as mulheres, simbólica e praxicamente, como seres humanos plenos". "O aborto deve ser descriminalizado não apenas porque as mulheres são livres de tomar as suas decisões, mas também porque as suas acções devem ser reconhecidas e legitimadas como acções morais e responsáveis", conclui.

Ainda o aborto, os crucifixos e a perseguição religiosa

Esta gente é tão doente (a que pretende o banimento dos crucifixos) que me chegaram por mail estas sugestões de amigos meus "desejosos" que sejam consequentes aqueles que nos perseguem (aos cristãos, quando perseguem os símbolos da nossa fé):

Do Fernando: "vão ter que tirar da bandeira nacional as cinco chagas de Cristo".

Do Pedro: "Em calhando, no boletim de voto vai passar a ser proibido assinalar a nossa escolha com uma cruz....
Passará a ser uma vírgula, um ponto e vírgula, um ponto de exclamação, talvez uma clave de sol, ma não uma cruz".

Estão a perceber o rídiculo? :-)

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Aborto, Igreja e Crucifixos

A decisão da Comissão Nacional de Eleições, hoje noticiada, com pompa e gáudio, no Diário de Notícias (de que não podem existir crucifixos nos locais de voto porque, horror dos horrores, um eleitor qualquer, olhando para a cruz, pode ser compelido a votar Não, ou a mesma cruz, pode ser considerada como propaganda eleitoral), vem provar à saciedade que de algumas instituições não se pode esperar mais do que uma guerra à Igreja Católica. E que alguns dos seus membros são hoje, o que sempre foram e nos seus rituais secretos juram: uma adversidade misteriosa a Cristo e ao cristianismo.
O resto é conversa para enganar tolos...
Nota para quem não percebeu esta conversa: a queixa junto da CNE que determinou esta decisão, foi aí colocada pela Associação Laicidade e República (só o nome, diz tudo... :-), que desde há uns 3 ou 4 anos se dedica com pertinácia e muita animosidade a perseguir sacerdotes (como o Padre Lereno), os crentes da Igreja Católica (crucifixos nas escolas) e agora até os pobres eleitores portugueses.
O que me dá vontade de rir, é se o Sim ao aborto, acha que ganha alguma coisa com isto...! :-))))

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Carta de 38 personalidades muçulmanas ao Papa Bento XVI

Do Padre Nuno Serras Pereira recebi esta notícia de uma carta de 38 personalidades muçulmanas ao Papa. Alguma comunicação social, falou disto? Na! Estavam mais interessados em ver se corria mal a visita à Turquia, ou, cereja sobre o bolo, alguém tentava matar o Papa...

The Regensburg Effect: The Open Letter from 38 Muslims to the Pope

Instead of saying they are offended and demanding apologies, they express their respect for him and dialogue with him on faith and reason. They disagree on many points. But they also criticize those Muslims who want to impose, with violence, “utopian dreams in which the end justifies the means”by Sandro Magister ROMA, October 18, 2006 – One month after his lecture at the University of Regensburg, Benedict XVI received an “open letter” signed by 38 Muslim personalities from various countries and of different outlooks, which discusses point by point the views on Islam expressed by the pope in that lecture. The letter came to pope Joseph Ratzinger through the Vatican nunciature in Amman, to which it was delivered by one of the signatories, prince Ghazi bin Muhammad bin Talal, special advisor to the king of Jordan, Abdullah II. The complete text of the letter, in English, has been available since Sunday, October 15, on the website of “Islamica Magazine,” a periodical published in the Unites States that holds the copyright to this document. The letter is followed by the names and roles of the 38 main signatories, who may be joined by others. The authors of the letter welcome and appreciate without reservation the clarifications made by Benedict XVI after the wave of protests that issued from the Muslim world a few days after the lecture in Regensburg, and in particular the speech that the pope addressed to ambassadors from Muslim countries on September 25, and also the reference made by cardinal secretary of state Tarcisio Bertone, in a note issued on September 16, to the conciliar document “Nostra Aetate.” And not only that. They condemn with very strong words the assassination that took place in Somalia, in Muslim Mogadishu, of sister Leonella Sgorbati, thereby linking this to the protests that were at their peak at the time: “We must state that the murder on September 17th of an innocent Catholic nun in Somalia – and any other similar acts of wanton individual violence – 'in reaction to' the lecture at the University of Regensburg, is completely un-Islamic, and we totally condemn such acts.” The authors of the letter appreciate Benedict XVI’s desire for dialogue and take very seriously his theses. “Applaud” pope's “efforts to oppose the dominance of positivism and materialism in human life,” while contest him on other points, adding their reasons for their opposition. In this sense, the letter signed by the 38 – together with the preceding essay by Aref Ali Nayed, previewed by www.chiesa on October 4 – goes towards what the pope meant to accomplish with his audacious lecture in Regensburg: to encourage, within the Muslim world as well, public reflection that would separate faith from violence and link it to reason instead. Because, in the pope’s view, it is precisely the “reasonableness” of the faith that is the natural terrain of encounter between Christianity and the various other religions and cultures. A first point on which the letter from the 38 Muslims “reasons” with Benedict XVI concerns sura 2:256 of the Qur’an: “There is no compulsion in religion.” The authors of the letter assert that Mohammed formulated this commandment, not when he found himself “powerless and under threat” – which the pope maintains as “probable” in his lecture – but when he was in a position of strength, in Medina. And that he intended by this to appeal to Muslims, whenever they conquered a territory, “not to force another’s heart to believe.” A second point on which the letter dwells concerns the transcendence of God. That Muslim doctrine holds that God is “absolutely transcendent,” as the pope asserts, is in the judgment of the 38 signatories “a simplification which can be misleading.” The eleventh-century Muslim author to whom the pope refers - Ibn Hazm - is in their view “a worthy but very marginal figure, who belonged to the Zahiri school of jurisprudence which is followed by no one in the Islamic world today.” It is not true – they write – that “the will of God is not bound to any of our categories,” that the God of Islam is a “capricious” God, and far less so that he could delight in bloodshed. God has many names in Islam, and his “clemency and mercy” have the greatest prominence: they are present in the sacred formula that the Muslims recite every day. The third point is the use of reason. The authors of the letter write that Islamic thought has always wanted to avoid two extremes: the first is that of raising up analytic reason as the arbiter of truth, and the other is that of denying the capacity of the human intellect to address the ultimate questions. There is – they write – a harmony between the questions of human reason and the truths of Qur’anic revelation, “without sacrificing one for the other.” The fourth point is holy war. The 38 signatories of the letter recall that the word “jihad” properly means “struggle in the way of God,” which is not necessarily war. Even Christ used violence when he chased the merchants from the temple. They sum up in this way Islam’s three “authoritative and traditional” rules on war: – civilians are not approved targets; – religious creed alone cannot make a person the object of an attack; – Muslims can and must live peacefully beside their neighbors, although the legitimacy of self-defense and the maintenance of sovereignty remain valid principles. So if some Muslims – they write – have ignored such well-established teaching on the limits of war, preferring to this “utopian dreams where the end justifies the means, they have done so of their own accord and without the sanction of God, His Prophet, or the learned tradition.” The fourth point taken into consideration is forced conversion. As a political reality – write the authors of the letter – Islam certainly did spread in part by military conquest, “but the greater part of its expansion came as a result of preaching and missionary activity.” The commandment of the Qur’an, “no compulsion in religion,” must always hold true: the fact that some Muslims disobey this is “the exception that confirms the rule.” “We emphatically agree that forcing others to believe – if such a thing be truly possible at all – is not pleasing to God.” The fourth point: the “new” – and moreover “evil and inhuman” – things that Mohammed is imagined to have brought, according to Byzantine emperor Manuel II Paleologus as cited by Benedict XVI in the lecture in Regensburg. The 38 authors of the letter object that, according to Islamic doctrine, even before Mohammed “all the true prophets preached the same truth to different peoples at different times: the laws may be different, but the truth is unchanging.” The sixth point discussed: the “experts.” The authors of the letter refuse to acknowledge as reliable experts on Islam the scholars cited by Benedict XVI in the Regensburg lecture: Theodore Khoury and Roger Arnaldez. In order for a true religious and intercultural dialogue to be established – as the pope appealed in Cologne in August of 2005 – they issue a call to “listen to the actual voices of those we are dialoguing with, and not merely those of our own persuasion.” The seventh and last point: relations between Christianity and Islam. The authors of the letter point out that the tremendous following of the two religions – more than 55 percent of the world population – makes it such that the relationship between them is a decisive factor for peace. In Benedict XVI, they recognize an exceptionally influential role “in the direction of mutual understanding.” They cite with appreciation the words dedicated to Islam in the declaration “Nostra Aetate” of Vatican Council II. They cite with appreciation the words dedicated to Islam in the address delivered by John Paul II in Morocco in 1999, in the stadium of Casablanca filled with young Muslims. And they express their hope “to continue to build peaceful and friendly relationships based upon mutual respect, justice, and what is common in essence in our shared Abrahamic tradition, particularly ‘the two greatest commandments’ in Mark 12:29-31: ‘The Lord our God is Lord alone! You shall love the Lord your God with all your heart, with all your soul, with all your mind, and with all your strength. The second is this: You shall love your neighbor as yourself. There is no other commandment greater than these’.”
* * *
And here follows the alphabetic list of the 38 signatories, with their respective roles. It should be noted that they belong to many nations and to different currents of Islam – the Iranian ayatollah Muhammad Ali Taskhiri, for example, is a Shiite: 1. Abd Allah bin Mahfuz bin Bayyah, King Abd Al-Aziz University, Saudi Arabia; former vice-president and minister, Mauritania 2. Muhammad Said Ramadan Al-Buti, dean of Department of Religion, University of Damascus, Syria 3. Mustafa Cagrici, grand mufti of Istanbul, Turkey 4. Mustafa Ceric, grand mufti and head of ulema of Bosnia and Herzegovina 5. Ravil Gainutdin, grand mufti of Russia 6. Nedzad Grabus, grand mufti of Slovenia 7. Ali Mashhour bin Muhammad bin Salim bin Hafeez, imam of the Tarim Mosque and head of Fatwa Council, Tarim, Yemen 8. Umar bin Muhammad bin Salim bin Hafeez, dean of Dar Al-Mustafa, Tarim, Yemen 9. Farouq Hamadah, Mohammad V University, Morocco 10. Hamza Yusuf Hanson, founder and director of Zaytuna Institute, California, USA 11. Ahmad Badr Al-Din Hassoun, grad mufti of Syria 12. Izz Al-Din Ibrahim, advisor for cultural affairs, prime ministry, United Arab Emirates 13. Omar Jah, secretary of the Muslim Scholars Council, Gambia 14. Ali Zain Al-Abideen Al-Jifri, founder and director of Taba Institute, United Arab Emirates 15. Ali Jumuah, grand mufti of Egypt 16. Abla Mohammed Kahlawi, dean of Islamic and Arabic Studies, Al-Azhar University, Egypt 17. Mohammad Hashim Kamali, dean of the International Institute of Islamic Thought and Civilization, Malaysia 18. Nuh Ha Mim Keller, Aal Al-Bayt Institute for Islamic Thought, Jordan; Shaykh in the Shadhili Order, USA 19. Ahmad Al-Khalili, grand mufti of Oman 20. Ahmad Kubaisi, founder of the Ulema Organization, Iraq 21. Muhammad bin Muhammad Al-Mansouri, marja' of Zeidi Muslims, Yemen 22. Abu Bakr Ahmad Al-Milibari, secretary-general of the Ahl Al-Sunna Association, India 23. Abd Al-Kabir Al-Alawi Al-Mudghari, director-general of the Bayt Mal Al-Qods Al-Sharif Agency, former minister of religious affairs, Morocco 24. Ahmad Hasyim Muzadi, chairman of the Nahdat Al-Ulema, Indonesia 25. Seyyed Hossein Nasr, professor of Islamic studies, George Washington University, Washington DC, USA 26. Sevki Omerbasic, grand mufti of Croatia 27. Mohammad Abd Al-Ghaffar Al-Sharif, secretary-general of the ministry of religious affairs, Kuwait 28. Muhammad Alwani Al-Sharif, head of the European Academy of Islamic Culture and Sciences, Brussels, Belgium 29. Iqbal Sullam, vice general-secretary, Nahdat Al-Ulema, Indonesia 30. Tariq Sweidan, director-general of the Risalah Satellite Channel, Saudi Arabia 31. Ghazi bin Muhammad bin Talal, prince, chairman of the Aal Al-Bayt Institute for Islamic Thought, Jordan 32. Muhammad Ali Taskhiri, ayatollah, secretary-general of the World Assembly for Proximity of Islamic Schools of Thoughts, Iran 33. Naim Trnava, grand mufti of Kosovo 34. Abd Al-Aziz Uthman Al-Tweijri, director-general of the Islamic Educational, Scientific and Cultural Organization, Morocco 35. Muhammad Taqi Uthmani, vice president, Dar Al-Ulum, Karachi, Pakistan 36. Muhammad Al-Sadiq Muhammad Yusuf, grand mufti of Uzbekistan 37. Abd Al-Hakim Murad Winter, University of Cambridge, Divinity School, director of the Muslim Academic Trust, UK 38. Muamer Zukorli, mufti of Sanjak, Bosnia
* * *
It is worthwhile to recall that even the most authoritative leader of Shiite Islam, the Iraqi grand ayatollah Ali Al-Sistani, has expressed toward Benedict XVI the respect and attention that can also be found in the letter of the 38. And he did this much sooner. In the most violent days of the anti-papal protest that exploded in the Muslim world, representatives of Al-Sistani visited on two occasions the secretary of the Vatican nunciature in Baghdad, monsignor Thomas Hlim Sbib, to express his friendship toward Benedict XVI and his desire for a meeting with him in Rome. ___________
The complete text of the letter from the 38 Muslims to Benedict XVI, on the website of “Islamica Magazine”: > Open Letter to Pope Benedict XVI
The complete text of the lecture by Benedict XVI in Regensburg, in its definitive edition enhanced with bibliographical notes: > Faith, Reason and the University: Memories and Reflections
The first extensive reasoned critique of the papal “lectio” made by a Muslim theologian and philosopher, Aref Ali Nayed, previewed on October 4 by www.chiesa: > Two Muslim Scholars Comment on the Papal Lecture in Regensburg Its complete version on the English website www. masud.co.uk: > A Muslim’s Commentary on Benedict XVI’s “Faith, Reason and the University: Memories and Reflections”
The site www.masud.co.uk also hosts an analysis of the first year of Benedict XVI’s pontificate, written by one of the 38 signatories of the letter described above, Abd Al-Hakim Murad Winter. It is interesting to note the harmony between some of his criticisms and those of the Catholic anti-Ratzinger currents of “liberal” stamp: > Benedict XVI and Islam: the first year
Another of the 38 signatories of the letter, Seyyed Hossein Nasr, a professor at George Washington University, a Shiite and a member of an important Iranian family directly descended from Mohammed, is the father of Vali Nasr, author of the book "The Shia Revival," released this year in the United States and presented in this article from www.chiesa: > >From Lebanon to Central Asia, the Rise of Shia Muslims Ibn Hazm, the eleventh-century Muslim author cited by Benedict XVI in Regensburg, whom the 38 authors of the letter judge as a “very marginal figure” and “followed by no one,” is instead a central figure as a theologian, philosopher, legal expert, and poet in this book by Khaled Fouad Allam, an authoritative Italo-Algerian Muslim scholar, issued in the past few days in Italy: Khaled Fouad Allam, “La solitudine dell'Occidente [The Solitude of the West],” Rizzoli, Milan, 2006, 216 pp., 17 euros.

Aborto livre: Não Obrigada!

Hoje foi a apresentação da Plataforma Não Obrigada.
Ordenada, concorrida, leve e direito ao assunto. Um sucesso!
No fim, um desafio ao Governo: quando ganhar o Não, está disponível para gastar o dinheiro que reservou para as clinicas do aborto (espanholas) em politicas de apoio às mães que querem ter os seus filhos? No dia 12 de Fevereiro veremos...
Ouço a TSF às 19h00: nada sobre o acontecimento. Se fosse um grupo do sim...
Mas que esperar de uma rádio que durante toda a campanha do referendo da PMA ( www.referendo-pma.org ), 82 mil assinaturas, não organizou um fórum, sequer, sobre o tema do pedido de referendo...? Eu bem sei que não era uma petição da JS...
Isto é que é isenção! Hein?

sexta-feira, dezembro 01, 2006

APFN: Demografia e Aborto

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Comunicado
47000 nascimentos a menos!

O INE publicou hoje as estatísticas demográficas referentes a 2005, tendo-se registado 109 457 nascimentos, a que corresponde um índice sintético de fecundidade de 1.47, bem longe dos necessários 2.1 para que haja renovação de gerações.

Para que isso acontecesse, seriam necessários mais 47 000 nascimentos.

Como tal, o défice demográfico já ultrapassou os 900 000 jovens e crianças, razão pela qual têm sido fechadas escolas, vão ser encerradas universidades e não irá haver gente suficiente para pagar as pensões de reforma.

Os números hoje revelados confirmam o que a APFN tem vindo a afirmar: as projecções feitas pelo INE estão baseadas em valores errados, assim como os que foram assumidos no Relatório de Sustentabilidade de Segurança Social.

Estando o Governo, e bem, preocupado com os 6% de défice das finanças públicas, é de admirar não estar minimamente preocupado com o défice de mais de 40% de natalidade que Portugal tem vindo a registar nos últimos anos! Pelo contrário, até parece achar que há nascimentos a mais, estando tão empenhado em promover e financiar o aborto, em vez de, como seria natural, apoiar os pais e mães como acontece na esmagadora maioria dos países europeus.

A APFN insiste na necessidade de serem apresentadas, com urgência, projecções realistas da população, assim como de se recalcular o impacto dessas projecções realistas na (in)sustentabilidade da Segurança Social e, mesmo, das finanças públicas, como a Comissão Europeia já alertou.

30 de Novembro de 2006
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas